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DEU NO CORREIO

Da Redação

Os 4,3 quilômetros da Via Expressa Baía de Todos os Santos foram liberados ontem para os motoristas. E se a mudança foi aprovada pelos caminhoneiros, que fazem o trajeto entre a BR-324 e o Porto de Salvador, no Comércio, até três vezes por dia, os condutores de veículo convencionais ainda precisarão se habituar à nova via.

Durante a tarde de ontem, muita gente perdeu a entrada à direita para automóveis pequenos e foi parar no acesso exclusivo ao porto – sem saída. Quem errava o caminho precisava voltar todo o trajeto até o Acesso Norte.

“Eu não tive nenhum problema até aqui. Eu já costumo fazer o caminho da BR-324 até o Comércio pela Bonocô. Agora, pretendo usar a Via Expressa, mas tem que ser mais sinalizada”, disse o auxiliar de expedição Valdeck Nobre, de 25 anos. Ele foi ontem à tarde testar a via e acabou perdendo a entrada para a parte superior do túnel, para veículos normais.

A reportagem do CORREIO também testou a via: o trajeto de 4,3 quilômetros foi feito em 5 minutos e 27 segundos, à velocidade de 50km/hora.

Para quem precisa do porto para trabalhar, a liberação da Via Expressa foi bem vinda. “Todo mundo está achando ótimo. Às vezes, a gente passa meia hora, 40 minutos, para atravessar da BR até aqui (no porto). Ontem (sexta-feira), eu peguei um engarrafamento de duas horas para chegar até aqui”, disse o caminhoneiro Jailson Ramos, 35. Com a via, o percurso foi feito em pouco mais de sete minutos.

O também caminhoneiro Lenildo dos Santos, 40, diz que a via beneficia os motoristas, mas disse que é preciso ficar atento ao movimento em dias comuns, já que ontem era feriado. “Quero ver em dias de semana, pode até ter um acidente se o pessoal não ficar atento”, disse, se referindo aos veículos que erraram a entrada. Ele considerou a via bem sinalizada, mas disse que é preciso ter avisos na rodovia. A previsão é de que 63 mil veículos circulem na via por dia.

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Virgildásio Senna: 90 anos de dignidade

JC Teixeira Gomes

(Artigo publicado originalmente no jornal A Tarde, edição de sábado, 2/11

Hoje, dia três , está completando 90 anos de idade Virgildásio Senna, ex-prefeito de Salvador e deputado federal constituinte. Dignidade: eis a palavra que lhe define a trajetória. Dignidade como homem, como político e como cidadão.

Em 1964, foi deposto pelos militares do cargo de prefeito eleito de Salvador. Tendo notado que sua residência no Campo Grande estava sitiada por uma operação militar, resolveu comparecer pessoalmente ao quartel da VI Região Militar, onde o general Mendes Pereira o deteve. Foi levado, então, para a Base Naval, e contra ele os golpistas iniciaram um dos habituais processos por subversão, do qual nada resultou, tendo sido, muitos anos depois, sustado pelo advogado Raul Chaves.

Ninguém tinha dúvidas de que Virgildásio seria o mais eficiente prefeito da capital baiana, pois, engenheiro de profissão, era também um planejador meticuloso, que já ocupara cargos de relevo na gestão Heitor Dias, quando iniciou a dinamizar o sistema viário da cidade. Esse trabalho credenciou-o a eleger- se prefeito pelo
PTB em 1962. Empossando-se em abril de 63, somente ficou no cargo até abril de 64. Já antes, trabalhara com Anísio Teixeira na gestão Octávio Mangabeira, ajudando inclusive a construir a Escola Parque.

Cidade de topografia acidentada, intermitência de morros e vales, nossa capital foi concebida pelos portugueses como uma fortaleza contra índios e invasores estrangeiros. A escarpa sobre uma montanha, recheada de vielas, becos, ruas estreitas e caminhos de problemático acesso, traduzia uma cidadela defensiva, preparada para repelir ou dificultar a vida de agressores.

Essa realidade, responsável pelo encanto de Salvador, mas também geradora de empecilhos para sua modernização, exigia um planejador com competência e conhecimentos específicos da fisionomia característica da nossa capital. Era o que Vigildásio Senna já revelara no primeiro ano da sua administração, eleito que fora com expressivo apoio popular. Sua retirada compulsória do cargo estancou um projeto que não mais foi retomado pois a desfiguração progressiva da capital baiana resultou, substancialmente, do despreparo, das improvisações e dos interesses de muitos dos prefeitos que o sucederam, sobretudo da chusma dos biônicos impostos pelos militares. Mas não apenas deles, pois manda a verdade que se diga que os dois piores foram eleitos: referimo-nos a Fernando José e João Henrique, este último apelidado de “prefeito-tsunami”, pois ajudou a devastar Salvador com sua política de solo, disseminando espigões e ajudando a conflagrar o tráfego, além de ter sucessivas contas reprovadas. Nunca tanto atraso em tão poucos anos.

Tendo ido residir no Rio após a deposição e de ter sido cassado pelo Ato Institucional nº 5, Virgildásio Senna, após a anistia, voltou a Salvador e candidatou- se a prefeito em 1988, com o apoio de Waldir Pires, perdendo o pleito para Fernando José, que usou as suas facilidades de radialista. Mas antes, em 1982 e 1986, obtivera duas importantes vitórias políticas: elegeu-se, respectivamente, deputado federal e deputado federal constituinte. Coerente com a linha das suas convicções, em 1988 ajudou a fundar o PSDB, tendo sido um dos dissidentes do PMDB, criado para fazer oposição ao golpe de 64 e que, progressivamente, se desfigurara, causando a rebelião partidária.

Eis aqui, em poucas linhas, a vida política de um dos homens públicos mais competentes e estimados da Bahia, que chega a uma idade rara, na esteira de uma trajetória de lutas e realizações. Pela determinação com que se lançou à retomada da sua vocação política, após a perda traumática do cargo de prefeito, merece todas as honrarias. Em abril de 1964, tendo ido comprar jornais na praça Tomé de Souza, fui testemunha involuntária do cerco da prefeitura pelos militares para depor Virgildásio. Era um domingo e ele não se encontrava no prédio. A violência se consumou por outros meios, em outro local. Mas, pela sua dedicação como administrador e pela sua coerência como político,
será sempre para os baianos “o prefeito que nunca será esquecido”.

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Posted on 03-11-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-11-2013


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Sid, hoje, no portal de humor A Charge Online

DEU NO JORNAL DIÁRIO DE NOTÍCIAS, DE LISBOA

Mais três mil médicos cubanos vão chegar ao Brasil, a partir de segunda-feira,4, sob proteção de um programa governamental para resolver as falhas do sistema de saúde pública brasileiro, disse hoje o governo.

De acordo com o ministério da Saúde brasileiro, citado pela Agência Brasil, os médicos cubanos vão trabalhar em quatro grandes cidades, São Paulo, Brasília, Fortaleza e Belo Horizonte, onde estarão em atividade no próximo mês, depois de um curso de adaptação.

Estes cubanos vão juntar-se a 3.664 profissionais atualmente contratados pelo programa “Mais Médicos”, que integra 819 brasileiros e 2.845 estrangeiros, para trabalhar em 1.098 cidades e 19 distritos indígenas, principalmente no norte e nordeste do país.

Os recém-chegados vão elevar para 6.600 o número de médicos no programa, até final do ano. O governo brasileiro afirmou que, até março próximo, terá recrutado 12.996 médicos, para responder às necessidades das populações.

O programa dá prioridade aos médicos brasileiros, contratado por três anos, mas recorre aos estrangeiros sempre que necessário.

Cada médico estrangeiro recebe um salário mensal de 4.240 dólares, ao longo do contrato de três anos.

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Elsa, Aragão e um samba de arrepiar. Nada melhor para começar um domingo musical.
Confira.
BOM DIA

(Vitor Hugo Soares)

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