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Vai em memória de meu pai, Alaôr Soares, neste Dia de Finados, em que recordo também, com grande saudade, minha mãe , Jandira, o mano Davi. Levarei, logo mais, rosas vermelhas para o túmulo de todos eles, no Jardim da Saudade, em Salvador.

Outra rosa rubra será depositada no túmulo de meu compadre , Pedro Milton de Brito, advogado dos perseguidos na Bahia, amigo querido e leal de muitas lutas e viagens pela vida.

Meu pai, baiano das barrancas do Rio São Francisco, sempre teve declarada admiração pela Paraíba, seu canto e sua gente. O filho herdou isso também.

SAUDADES!!!

(Vitor Hugo Soares)

nov
02
Posted on 02-11-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-11-2013


Músicos do Ylê festejam com moradores do Curuzu
Foto:Margarida Neide- A Tarde

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DEU NO JORNAL A TARDE

Da Redação

O mais belo dos belos,o bloco afro Ylê Ayiê, foi recebido, na noite desta sexta-feira, 1º, com uma chuva de fogos em frente à Senzala do Barro Preto, no Curuzu. Moradores encheram a rua e as sacadas das casas para recepcionar o mais antigo bloco afro da cidade. Segundo Antônio Carlos Vovô, presidente da entidade, o tema deste ano, ‘Do Ilê Axé Jitolu para o mundo’, homenageia Mãe Hilda, que fundou o bloco, em 1974.

nov
02
Posted on 02-11-2013
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Sinfrônio, hoje, no Diário do Nordeste(CE)


No palaque da Via Expressa o jeito da política baiana

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ARTIGO DA SEMANA

De ACM a Dilma: Vias e veias da Bahia

Vitor Hugo Soares

A construção foi Iniciada com o nome de Via Portuária, na administração do governador Paulo Souto (DEM), na época em que Antonio Carlos Magalhães (ACM) era quem ainda mandava na Bahia. Nesta sexta-feira, primeiro dia de novembro de 2013, foi inaugurada com o nome de Via Expressa, aquela que a farta (e custosa) propaganda oficial anuncia como “a maior obra viária e de mobilidade urbana realizada no estado nos últimos 30 anos”.

Atualmente, quem manda no terreiro da política baiana é o governador petista Jaques Wagner (cercado de aliados e auxiliares ex-carlistas por todos os lados). Político e administrador “nascido, por engano, no Rio de Janeiro, pois ele é o mais baiano dos baianos que eu conheço”, conforme definiu a presidente da República, Dilma Rousseff, na entrevista a duas emissoras de rádio locais, logo ao desembarcar em Salvador (pela segunda vez em duas semanas) para comandar a festa de inauguração.

Na manhã de ontem, foi este o primeiro dos sinais, explícitos e implícitos, de que o tempo passa, passam os donos do poder, mas os hábitos, costumes, discursos e, principalmente, as práticas políticas e administrativas, seguem quase inalterados no estado e na Cidade da Bahia. Mais imunes aos anos, ventos e tempestades, que as próprias construções.

Foi em ambiente típico de “samba exaltação” que a obra foi entregue. O toque dos tambores de ressonância e a dança efusiva, no entanto, começaram bem antes. Quando, apesar da alegada crise financeira do governo Wagner, e dos pedidos reiterados de contenção de gastos da administração federal, que Dilma comanda de Brasília, foi dada a partida da intensa e insinuante onda publicitária que antecedeu a vinda da presidente para a entrega da obra do PAC, ao lado “do companheiro e amigo querido”.

Referências à ex-Via Portuária foram riscadas da prancheta. Assim como ao ex-governador Paulo Souto (carlista fiel e de origem, segundo colocado em todas as pesquisas de nomes preferidos à sucessão de Wagner, atrás apenas do prefeito da capital, ACM Neto, cujo cartão de identidade e DNA dispensa outras contextualizações de procedência).

Só alguns poucos – na imprensa, no rádio, na televisão, nos sindicatos ou nos parlamentos baianos e no Congresso – lembraram o papel de Souto (e do ex-prefeito carlista e atual deputado federal tucano, Antonio Imbassahy, quando nem se falava do PAC) na execução da importante e – espera-se – crucial obra para aliviar a vida dos soteropolitanos.

Principalmente aqueles que, por motivo de trabalho, ou outras razões quaisquer, são obrigados a suportar, diariamente, a tortura infernal em que se transformou o direito cidadão de ir e vir, trafegando pelas vias congestionadas, perigosas e violentas da capital baiana – a qualquer hora do dia ou da noite.

Tudo em meio à longa espera da construção do “metrô de Salvador”, obra multimilionária e inacabada, monumento à vergonha com pedaços espalhados ao ar livre e no subsolo, por vários pontos da Cidade da Bahia.

Foco de malfeitos, mazelas e desvios de recursos públicos, que há 13 anos atravessa sucessivas e diferentes gestões. “Metrô” que já consumiu R$ 1 bilhão, sem até hoje ter conduzido um único passageiro. A retomada das obras, com nova injeção de recursos, aos mesmos construtores, foi o motivo da visita anterior da presidente da República à Bahia, há menos de 20 dias.

“Amaldiçoado quem pensar mal destas coisas”, diriam os franceses ao usar com ironia, uma de suas expressões preferidas para definir acontecimentos semelhantes a estes verificados na Bahia (e em outras partes do País) neste tempo de antecipada pré-campanha presidencial, que tanta gente condena nos discursos mas, praticamente, todo mundo faz.

Nesta sexta, dia de todos os santos, a presidente Dilma veio trazendo a tiracolo o seu ministro dos Transportes, Cesar Borges (PR e ex-governador do estado, citado e recitado, até recentemente, como “um carlista puro sangue”), para entregar a grande obra e homenagear o amigo e companheiro Jaques Wagner.

Desde o aeroporto, apesar do intenso calor, rolou um clima meio moscovita de tentativa de obscurecimento de personagens e de apagão da memória, na entrega da Via Expressa. Celebrada como “a maior obra do PT em Salvador” (capital governada por ACM Neto, do DEM, presente no palanque, e marca sinalizadora de “novos caminhos para a capital baiana”).

Ô, Bahia! Passa o tempo, mudam os políticos e os governantes, mas “a terra do Senhor do Bonfim” continua praticamente a mesma. Ou não?

Responda quem souber!

Vitor Hugo Soares, jornalista, edita o site blog Bahia em Pauta. E-mail : vitor_soares1@terra.com.br

http://youtu.be/VaoqzbORYpk

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Do ouvinte que assina Gilberto De Queiroz, na área de comentários do Youtube:

“DROGA A NOVELA ACABOU? HOJE É TAO TRISTE QUANDO AS NOVELAS BOAS ACABAM!!!!!
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VERDADE. ASSINO EMBAIXO!!!

(Vitor Hugo Soares)


Sangue Bom: elenco jovem de primeira

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DEU NO UOL/ FOLHA -ENTRETENIMENTO

Nilson Xavier

“Sangue Bom”, a novela das sete da Globo que terminou nesta sexta-feira (01/11), vai deixar saudades. Nossa TV anda carente de bons textos, bem escritos, que não subestimem a inteligência do telespectador. A trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari teve o mérito de aliar a qualidade do roteiro ao divertimento: cumpriu bem sua função de novela das sete (simplesmente entreter) e ainda fez crítica ao mundinho das celebridades, sua principal proposta.

Através de um texto irônico e divertido, “Sangue Bom” abordou de uma forma inteligente um tema próprio desses nossos tempos, de reality-shows e mídias sociais: a necessidade de manter-se em evidência a qualquer custo, sem mérito e com o mínimo esforço. O ser lembrado, o ser amado, o ser “seguido” (na internet). “Sangue Bom” não levantou nenhuma profunda discussão psicossocial – nem podia. Mas é digna de mérito por simplesmente fazer refletir com comicidade sem subestimar seu público.

Como pano de fundo, a aproximação de seis jovens, os protagonistas: Bento (Marco Pigossi), Amora (Sophie Charlotte), Malu (Fernanda Vasconcellos), Fabinho (Humberto Carrão), Giane (Isabelle Drummond) e Maurício (Jayme Matarazzo). A aposta nos seis promissores atores revelou-se acertada. O texto bem amarrado, a direção firme e o entrosamento desse elenco fez com que tudo fluísse conforme o planejado, como em um casamento feliz.

A Globo sempre investiu e apostou em jovens atores. Não fosse assim, como teria sido a carreira de Glória Pires? Depois de alguns poucos papeis sem muita relevância, foi a aposta nela como protagonista da novela “Cabocla” (de Benedito Ruy Barbosa, em 1979) que lançou a então adolescente atriz ao estrelato. Aliás, o remake desta mesma novela (de 2004) lançou outra jovem que hoje brilha na TV: Vanessa Giácomo, a Aline de “Amor À Vida”.

Os vilões mexem com os sentimentos do público. Amora e Fabinho foram personagens bem mais complexos do que simples vilões. Suas vilanias talvez fossem dignas da mais folhetinesca das novelas. Mas suas personalidades foram bem além do mero maniqueísmo. Apesar da redenção, eles mantiveram a mesma essência: Fabinho pagou o preço de suas maldades, mas nunca deixou de ser interesseiro, enquanto Amora comeu o pão que ela mesma amassou com veneno. Os atores – Sophie Charlotte e Humberto Carrão – foram dois dos maiores destaques da novela.
Marco Pigossi (Bento) e Fernanda Vasconcellos (Malu) (Foto: Divulgação/TV Globo)

Marco Pigossi (Bento) e Fernanda Vasconcellos (Malu) (Foto: Divulgação/TV Globo)

Um time de coadjuvantes de peso garantiu o suporte para os jovens atores: Giulia Gam (Barbara Ellen), histriônica, exagerada, uma aspirante a Viúva Porcina; Malu Mader forçando um sotaque (paulistanês?) fake com sua Rosemere, mas tão bonitinho em sua boca; Ingrid Guimarães e sua Tina (melhor na “fase Nina de Avenida Brasil”); Marisa Orth com suas Damáris e Gladis – uma espécie de releitura da Nicinha de “Rainha da Sucata” -; e Letícia Sabatella responsável por partes dramáticas da novela, com Verônica e sua outra face, Palmira Valente.

“Sangue Bom” não ficou imune aos percalços. O diretor Carlos Araújo foi afastado. O ator Josafá Filho (Filipinho) também, por um tempo. Xuxa Lopes (Bluma Lancaster) afastou-se. A novela tinha um elenco gigantesco, com muitos jovens atores, vários deles desconhecidos do público (“Ti-ti-ti” também tinha). Ao seu término, eu ainda não sabia quais eram os filhos de Damáris (Marisa Orth) e quais os filhos de Brenda (Letícia Isnard). Pra quê tanto filho, empregada e secretária? Apesar do elenco inchado, parece que nenhum ator coadjuvante ficou sem algum destaque em algum momento. Mais um ponto para os autores, que souberam administrar um elenco grande dando falas para todo mundo.

Três características de “Ti-ti-ti” foram repetidas em “Sangue Bom”: a trilha sonora bacana, a citação a outras novelas e personagens de nossa Teledramaturgia, e a homossexualidade tratada de uma forma para lá de natural, com direito a final feliz para casais gays. Sem levantar bandeira, a diversidade imperou em ”Sangue Bom” – inclusive através da figura da Mulher Pau-de-Jacu (André Luiz Alvim) – travesti? transsex? drag-queen?

Longe da audiência alcançada por “Cheias de Charme” (2012), o último grande sucesso do horário (média final de 30 pontos no Ibope da Grande São Paulo), “Sangue Bom” teve um resultado até modesto no Ibope: 25 pontos – enquanto “Aquele Beijo”(2011-2012) alcançou o mesmo número, e “Guerra dos Sexos” (2012-2013) fechou com 23.

Difícil listar todos os destaques de elenco quando uma novela é redonda, bem dirigida e todos tem uma boa parcela de destaque. Além dos já citados, vale ressaltar ainda a jovem Tatiana Alvim, a Socorro (representante dos talifãs de celebridades); Ellen Roche, com sua radiante Mulher Mangaba (que merecia um programa de entrevistas de verdade na televisão #dica); e Tuna Dwek, como Sueli Pedrosa, a viperina repórter de fofoca, através da qual “Sangue Bom” ensinou que a mídia constrói e destrói uma persona com a mesma rapidez e facilidade, e que todos, sem exceção, têm teto de vidro, inclusive a mídia e seus representantes.

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