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Paulinho Tapajós & Marcello Lessa
CD- VIOLA VIOLAO

APROVADO E AUTORIZADO POR PAULINHO TAPAJÓS
Criação/ Edição de Imagens: Maria Celia Olivieri

Violão, amigo companheiro
Só você compreende
As mágoas que trago em meu peito
As dores que guardo em segredo
Escorrem chorando nos dedos
Nas cordas se tornam brinquedo
O pranto e o medo se fazem canção

Violão, meu velho companheiro
Só você compreende
Os versos que eu faço escondido
E quando eu estou sentido
Eu conto no canto pro amigo
Se eu tenho o meu corpo em seu corpo
Seu porto é o conforto do meu coração

Não tem mais jeito jamais eu irei lhe deixar
Pois o meu colo está vazio se você não está
Nossa conversa é uma doce canção afinada
Nada no mundo é melhor
Que estar com meu violão

Deita ao meu lado quando você quiser descansar
Pois o meu canto perde o seu encanto se você não está
Quando lhe abraço sou Deus eu sou paz eu sou calma
A minha alma por certo é você

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OPINIÃO POLÍTICA

Eleições e autoritarismo

Ivan de Carvalho

Conversando esta semana, por telefone, sobre a liberdade e a ausência dela com um advogado que se destacara, na Bahia, como defensor de presos políticos, ele se admirava com as circunstâncias que envolveram o leilão do campo petrolífero de Libra pela União.

Como se sabe, os petroleiros se opunham ao leilão – que representou a maior privatização já realizada no Brasil –, como o faziam outros segmentos e entidades sociais, sendo de notar-se o ensurdecedor silêncio da União Nacional dos Estudantes, a UNE, protagonista importante da histórica campanha “O petróleo é nosso”.

Tenho a impressão de que a entidade, hoje, preocupa-se apenas com “o nosso”, enquanto se lixa para o que aconteça ou não com o petróleo e qualquer outra coisa relevante para a nação. Mas deixo de lado esse detalhe, por já haver concluído que, na era petista, a UNE realmente não vale a pena.

Mas grande parte do povo brasileiro deixou-se envolver pela campanha “O petróleo é nosso” e com ela estava solidário o então governo da República, presidido por Getúlio Vargas. Em 1953 foi criada a Petrobrás, detentora absoluta, por várias décadas, da execução do “monopólio estatal do petróleo”. Só na década de 90 a Petrobras, sociedade anônima com controle acionário da União, deixou de ter, mediante emenda constitucional, essa exclusividade. Ela não dispunha de meios financeiros para assegurar os investimentos que eram indispensáveis.

Tudo isso, no entanto é “história antiga”. A história nova é que, como assinalou o advogado com quem o repórter conversava, inverteu-se no caso de Libra o espírito da campanha “O petróleo é nosso”, que por conta do nacionalismo tão na moda tivera forte enraizamento também nas Forças Armadas.

O governo do Rio de Janeiro comunicou ao governo da presidente Dilma Rousseff que não teria condições de assegurar, com seu considerável contingente policial, a segurança do Leilão de Libra e de seus participantes. E, sem vacilar (ao contrário do que frequentemente acontece em outras ocasiões, até públicas e principalmente quando confrontada com microfones e câmeras de televisão), a presidente Dilma Rousseff chamou o Exército.

Ela chamou o Exército para impedir que prováveis manifestantes ressuscitassem o slogan ancião “o petróleo é nosso” e, vá lá, para medir forças, se viesse a ser o caso, com algum grupinho de black blocs. Aliás, os governos estaduais e seus aparelhos de segurança pública e o governo da União têm sido de uma incompetência que até parece intencional ao lidar com esse problema dos black blocs, denominação sofisticada dada aos “vândalos”, denominação apressadamente adotada por emissoras e jornais à falta de sinônimo só alguns dias após encontrado e posto em uso.

Até porque os vândalos não querem ser chamados de vândalos, eles preferem black blocs, então não há razão para contrariá-los, já que estão prestando um grande serviço ao desestimularem, com sua ação violenta, grandes manifestações pacíficas de rua, a exemplo das que aconteceram em junho.

Mas o que me disse o advogado ao apontar o absurdo de estar o governo mandando o Exército para, décadas depois, abafar afinal a campanha “O petróleo é nosso”?

“Pode começar assim, é assim que, às vezes, começa. E não tem isso de que o governo foi eleito, tudo é democracia. O governo de Hitler também foi eleito, mas no poder implementou um programa de restrição das liberdades que implantou, com pleno êxito, um regime totalitário. É um caso escandaloso, espetacular, mas nem de longe é o único. Até nos Estados Unidos, veja você, depois do atentado do incidente das Torres Gêmeas, parcelas de liberdade e de direitos humanos estão sendo suprimidas.

Todo mundo sabe de Guantânamo, com promessa não cumprida de Obama de acabar aquilo. Mas o mais grave, em um panorama geral, é que o povo americano, tão cioso de suas liberdades e seus direitos, mostra-se disposto a abrir mão de cada vez maior parte disso em nome de uma segurança contra o terrorismo. E nem se sabe quanto há de verdade e quanto há de mentira na história que o governo conta ao povo que o elegeu”, observou o advogado.

CANTIGA POR LUCIANA, EVINHA (PAULINHO TAPAJÓS)
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Rio de Janeiro – O compositor Paulinho Tapajós, autor de sucessos da música popular brasileira da chamada “era dos festivais”, morreu nesta sexta-feira (25/10), aos 68 anos, no Rio de Janeiro.

O músico sofria há seis anos de câncer e estava internado no Hospital TotalCor, em Ipanema, na zona sul da cidade. Segundo parentes, o velório será neste sábado (26), a partir das 9h, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, onde ocorrerá o sepultamento, às 14h.

O carioca Paulo Tapajós Gomes Filho era filho do compositor, cantor e radialista Paulo Tapajós (1913-1990), que foi nos anos 1940 e 1950 diretor artístico da Rádio Nacional. Também eram músicos os irmãos de Paulinho, o compositor Mauricio Tapajós (1943-1995) e a cantora Dorinha Tapajós (1950-1989).

Durante a infância, Paulinho frequentava o auditório da Nacional, na Praça Mauá, convivendo com artistas como Emilinha Borba, Marlene e Radamés Gnatalli, entre outros. Foi por meio do pai que recebeu as primeiras noções de música. Na adolescência, estudou violão com Léo Soares e Arthur Verocai, que veio a ser seu primeiro parceiro, e mais tarde, aprofundou a técnica com Almir Chediak.

Entre 1968 e 1970, Paulinho Tapajós foi um dos mais premiados compositores nos festivais que mobilizavam o país na época. No 3º Festival Internacional da Canção (FIC), obteve o terceiro lugar com Andança, composta em parceria com Edmundo Souto e Danilo Caymmi e defendida pela cantora Beth Carvalho. A canção contabiliza hoje quase 300 gravações, superando outro sucesso do compositor, Cantiga por Luciana, vencedora do 4º FIC, em 1969, e hoje com mais de 100 gravações em todo o mundo.

Paulinho Tapajós era também produtor musical, escritor e arquiteto, formado em 1971 pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Compôs temas para novelas, entre eles Irmãos Coragem, em parceria com Nonato Buzar (1970). Entre 1987 e 1992, foi diretor da União Brasileira de Compositores (UBC). (Agência Brasil)


TESOURO DA JUVENTUDE

Beto Guedes

A pedalar
Camisa aberta no peito
Passeio macio
Levo na bicicleta
O meu tesouro da juventude
Passo roubando fruta de feira
Passo a puxar meu estilingue
Vai pedra certeira no poste
Passa um veterano
E já cansado
Herói de guerra
Grito: Lá vem a bomba!
E meu tesouro me leva
Pelas ruas de Santa Teresa
A pedalar
Encontro amigo do peito
Sentado na esquina
Pula, pega garupa
Segura o bonde ladeira acima
Ganha o meu tesouro da juventude
Ainda que a cidade anoiteça
Ou desapareça
Piso no pedal do sonho
E a vida ganha mais alegria
Ganha o meu tesouro da juventude
Que foi em Pedra Azul
E em toda parte
Onde tive o que sou


Serra:tucano em campanha na Bahia

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DEU NO JORNAL A TARDE

Tiago Décimo, de Salvador (Ag. Estado)

Na segunda visita a Salvador no semestre – esteve na cidade em 6 de agosto -, o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) voltou a criticar a antecipação da campanha eleitoral, mas admitiu que “gostaria” de ser presidente do País.

“Se você me pergunta: ‘você gostaria de ser presidente da República?’, eu diria: gostaria. Eu me acho preparado para isso, eu saberia como desempenhar”, contou. “Mas isso não é uma escolha pessoal, é uma escolha da população, das circunstâncias. As circunstâncias estão dadas e teremos novas. Vamos aguardar, continuar trabalhando, discutindo, debatendo. Que é o que eu tenho feito.”

Serra cumpriu agenda de candidato na capital baiana. Logo após chegar à cidade, no fim da manhã, concedeu uma entrevista de 45 minutos à rádio Tudo FM. Em seguida, almoçou com colegas de partido e apoiadores, reuniu-se com o prefeito ACM Neto (DEM) e, no início da noite, proferiu uma palestra sobre desenvolvimento econômico para integrantes da Associação Baiana de Supermercados (Abase).

Apesar de criticar a antecipação do processo eleitoral, o tucano não poupou o governo federal e o PT de críticas. “A questão eleitoral começou cedo demais no Brasil e isso não foi bom nem para o governo”, avalia.

“A (presidente) Dilma (Rousseff) passou dois anos perplexa com a herança que recebeu do governo (do ex-presidente) Lula, do qual ela participou, e passou dois anos mais, agora, fazendo campanha. Governar, que é bom, não aconteceu. Não foi bom para o País e nem para eles, porque botou todo mundo em evidência e aí tudo é julgado em função da eleição.”

O ex-governador também afirmou que o PT se transformou em um “partido tradicional”. “O PT posa de esquerda, mas é só pose, é um partido tradicional”, disse. “Sua diferença com os outros é que ele é corporativo. Não tem utopia nenhuma de sociedade, de desenvolvimento, de igualdade, de nada, mas tem a organização. É um partido que quer se apropriar do poder, tratar o governo como se fosse uma propriedade privada.”

Para Serra, “a oposição não deveria ter entrado” no jogo eleitoral. “É tudo muito prematuro – e uma das consequências foi essa surpresa do fenômeno de juntar a futura Rede, da Marina Silva, com o PSB, do (governador) Eduardo Campos”, argumentou. “Começar tão antes (o processo eleitoral) prejudica o Brasil. E a própria oposição também fica desnorteada, porque fica na correria em todos os lugares para definir (os candidatos).”

O tucano afirma que seu partido ainda não decidiu qual será o candidato e não esconde a esperança. “No PSDB, vamos tomar essa decisão a partir de março e qualquer especulação maior daqui até lá não leva a lugar nenhum”, disse. “Ninguém se inscreveu como pré-candidato. O improvável acontece. O improvável não é impossível.”

Pesquisa

Serra também comentou a pesquisa Ibope divulgada na tarde desta quinta-feira, 24, na qual aparece com mais intenções de votos que seu colega de partido, o senador mineiro Aécio Neves, nos cenários apresentados. “A pesquisa segue as outras. Quando estão meu nome e o da Marina, estamos no mesmo nível. Quando entram os outros candidatos (Aécio e Campos), que nunca disputaram, estão abaixo, o que é normal. Ainda tem muita coisa para acontecer.”

Para o ex-governador paulista, o fato de ele ser conhecido no País é um capital político do PSDB. “Meu grau de conhecimento junto à população é o mais alto depois do Lula e da Dilma no País, minhas opiniões são ouvidas, levadas em conta”, argumentou. “Tudo o que eu possa fazer só fortalece o PSDB, nossa posição do ponto de vista da presença junto à população e, futuramente, do ponto de vista do debate eleitoral.”

Ele negou, porém, que as viagens que vem fazendo possam ser interpretadas como campanha. “Estou fazendo a mesma coisa que fiz sempre, tenho feito palestras pelo País”, disse. “Mas como houve essa antecipação absurda da disputa eleitoral, feita pelo PT, pelo Lula particularmente, elas adquirem outra conotação diante da imprensa, mas não tem nada de mais.”

out
25
Posted on 25-10-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-10-2013


Frank, hoje, no jornal Notícia (SC)

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OPINIÃO POLÍTICA

A oposição e a sucessão

Ivan de Carvalho

Enquanto na área governista engalfinham-se quatro candidatos a governador filiados ao PT – Rui Costa e José Sérgio Gabrielli, Walter Pinheiro e Luiz Caetano –, além dos não petistas Marcelo Nilo, presidente da Assembléia Legislativa, do PDT e senadora Lídice da Mata, do PSB (para não relacionar Otto Alencar, do PSD, que proclama a disposição de concorrer ao Senado, apesar de muitos o considerarem hipótese para o governo), na oposição o processo está, pelo menos por enquanto, bem menos agitado e sobretudo muito menos irritado.

Está muito claro que na linha de frente das oposições estão dois nomes, o do democrata senador e ex-governador Paulo Souto e o do peemedebista e ex-ministro de Lula, Geddel Vieira Lima, atualmente vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal. Numa segunda linha, três nomes são incluídos na relação, o do prefeito democrata de Feira de Santana, José Ronaldo, o do secretário de Urbanismo e Transporte de Salvador, José Carlos Aleluia (presidiu o DEM na Bahia e, antes, quando deputado federal, foi vice-presidente nacional de seu partido para o setor de meio ambiente e energia) e João Gualberto, do PSDB, ex-prefeito de Mata de São João e empresário.

Vamos por as coisas de uma maneira simples. Em política, tudo pode acontecer – é o que muitos dizem. Eu não diria. Quase tudo pode acontecer, sim, mas não tudo. Uma das coisas que não podem acontecer, porque a conjuntura não abre espaço para isto, é a candidatura de João Gualberto representando as oposições na batalha eleitoral que estas vão travar contra o situacionismo baiano. É que há nomes muito mais expressivos politicamente e o PSDB é, na Bahia, um partido de dimensões restritas. Com função importante pela posição de que desfruta em âmbito nacional, mas constituindo em nível estadual um agrupamento modesto.

José Carlos Aleluia poderia emergir como candidato a governador, no cenário atual, apenas se as articulações em torno da escolha de um candidato único para DEM, PMDB, PSDB, PTN e outras legendas que venham a se agregar a esse núcleo levarem a um nó cego. Quanto a José Ronaldo, seria uma candidatura para valer, pois, afinal, ele tem o atual mandato de prefeito da segunda maior cidade da Bahia a cumprir e pode ainda reeleger-se para o cargo, caso uma emenda constitucional não lhe retire (e a muitos outros em mandatos eletivos no Poder Executivo) essa possibilidade, extinguindo a reeleição já com validade da nova regra para 2016 (prefeitos) e 2018 (governadores e presidente da República).

Mas na linha de frente das oposições estão mesmo o ex-governador democrata Paulo Souto e o ex-ministro peemedebista Geddel Vieira Lima.

Aí por junho, julho, agosto, pesquisas eleitorais e de avaliação de popularidade de governantes e desempenho de seus governos indicavam uma posição muito incômoda para o governador Jaques Wagner – 28 por cento de aprovação (bom e ótimo). Enquanto isso, Paulo Souto obtinha índices estimulantes de intenção de voto, seguido, mas à distância, por Geddel Vieira Lima.

Hoje, a situação está alterada. Paulo Souto, segundo relatam pessoas ligadas a ele, experimentou uma fase de rejeição da candidatura a governador, objetando – ele que já tem tempo de estrada, como vice-governador, governador, senador e novamente governador, sem falar no período de secretário estadual das Minas e Energia – que o eleitorado está em busca “do novo”. Agora, no entanto, teria reconsiderado sua análise e estaria admitindo concorrer ao governo.

Não mais está, no entanto, na dianteira de Geddel, em relação a pesquisas eleitorais. Uns seis pontos percentuais separam os dois, mas o que mais importa aí é que Souto esteve em descenso, enquanto Geddel em ascensão. Com vários candidatos, inclusive da área da oposição que é e da que pode vir a ser na relação dos pesquisadores, ele já galgou uns 23 degraus da escada. Uma das análises (ou especulações?) que políticos fazem dessa inversão da balança é a de que Souto está se concentrando numa atuação cada vez mais intensa, mas bastante moderada, enquanto Geddel estaria interpretando mais a “suposta insatisfação popular” com críticas mais ácidas ao governo estadual. Geddel sustenta que a oposição precisa ter somente um candidato. “Se Paulo Souto disser que quer ser candidato, imediatamente tem meu apoio. Eu tiro a minha candidatura

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“Esquina da Vida”: Composição da pianista Carolina Cardoso de Menezes em parceria com Armando Fernandes, lançado em disco vinil pela Copacabana em agosto-setembro de 1955? no 78 rpm n.o 5451-B, matriz M-1202. A canção foi gravada tambérm no LP de 10 polegadas “Sucessos de Ângela Maria número 2”.

Vale conferir esta maravilha apresentada no programa Memória do Rádio, de Perfilino Neto, na Educadora, dedicado à Sapoti.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

out
25
Posted on 25-10-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-10-2013

DEU NO PÚBLICO, DE LISBOA

Barack Obama tem mais um motivo para se preocupar com a deterioração das relações diplomáticas dos EUA com os seus vizinhos, aliados, parceiros e inimigos. Num momento em que não está totalmente esclarecido se o telefone celular da chanceler alem-a Angela Merkel esteve ou não sob escuta, um memorando divulgado por Edward Snowden revela que a Agência Nacional de Segurança (NSA) norte-americana monitorou as conversas telefónicas de 35 líderes mundiais.

O potencial disrutivo é grande, uma vez que o documento não diz quem foram os alvos desta ação de espionagem dos EUA. O memorando pode estar referindo-se a qualquer líder estrangeiro. Os números de telefone chegaram à NSA através de um “oficial” norte-americano que também não é nomeado. Ao todo, esse responsável forneceu mais de 200 números.

O memorando, publicado pelo Guardian, é de Outubro de 2006 e dirige-se aos “clientes” da NSA – a Casa Branca, o Departamento de Estado e o Pentágono. O propósito é claro: encorajar altos funcionários, com acesso às mais proeminentes figuras da política internacional, a partilhar as suas listas telefónicas. E é como mero exemplo que refere que a partilha de 200 contatos telefónicos por parte de um “oficial” permitiu identificar 43 números novos.

Para sublinhar a importância desta partilha, o documento explica que, mesmo que a monitorização dos contatos não produza informação significativa – como a agência reconhece ter acontecido no caso de que serviu para exemplo –, é sempre possível obter novos números de telefone através dos que são postos sob escuta.

A NSA não pretendia com este memorando sugerir uma nova prática, mas relembrar procedimentos enraizados: “De tempo a tempo, é disponibilizado à SID [Signals Intelligence Directorate] acesso às listas de contatos pessoais de funcionários dos EUA. Tais agendas de telefone podem conter informações sobre os contatos de líderes políticos ou militares estrangeiros, incluindo linha direta, fax, morada e números de telefone celular.”

Contactada pelo diário britânico, a Casa Branca escusou-se a comentar o documento agora revelado, remetendo para as declarações desta quinta-feira do seu porta-voz. Jay Carney reconheceu que a exposição do programa de espionagem da NSA tem causado “tensão” na relação com alguns países, mas que os EUA a estão tentando resolver pela via diplomática.

“Elizabeth I Love”, Michael Jackson (Ao Vivo)
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DEU NO PORTAL EUROPEU TSF

Após ter sido destronado no último ano pela atriz americana Elizabeth Taylor (1932-2011), o cantor Michael Jackson (1958-2009) recuperou o trono dos artistas mortos que mais lucros geram, revelou a revista Forbes.

A publicação detalhou no seu site que os herdeiros do «Rei do Pop» ganharam 160 milhões de dólares apenas entre junho de 2012 e junho de 2013, uma quantia que supera os 125 milhões de dólares que Madonna conseguiu ganhar. Esta cantora é a artista viva que mais lucrou neste período.

Esta é a terceira vez nos últimos cinco anos que Michael Jackson lidera este ranking, desta vez em consequência das receitas conseguidas em dois espectáculos do Cirque du Soleil inspirados no cantor.

O segundo lugar desta lista da Forbes é ocupado por Elvis Presley, que gerou receitas superiores a 55 milhões de dólares, enquanto o ilustrador americano Charles M. Schulz, o criador de Snoopy, arrecadou 37 milhões e aparece na terceira posição.

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