===============================================

A música interpretada pelo gaúcho Vicente Celestino vai para Gracinha e Laura, mãe e filha, aliadas amiga e solidárias de todas as horas de BP. A mãe guardou a letra por décadas em um diário da juventude. A filha, acaba de descobrir, com emoção, o caderno e a canção.

Encontro perfeito de belas e significativas coincidência do amor e do afeto.

Confira a canção e veja quanta intensidade na letra e na interpretação com poderes de atravessar o tempo e pousar no BP neste 28 de outubra de 2013.

Em tempo: atentem para o sotaque marcante de Vicente Celestino

BOA NOITE!!!

(Vitor Hugo Soares


Nome do PSB ao governo da Bahia é Lídice,
diz governador de Pernambuco, na TV Aratu(TVS)
=========================================================

Martelo batido:

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro, acaba de anunciar, nesta segunda-feira (28) em entevista exclusiva ao jornalista Casemiro Neto, realizada no SBT, fm São Paulo, apresentada ontem no começo da tarde na TV Aratu ( afiliada da TVS na Bahia), que da parte do PSB já está decidido: a Senadora Lídice da Mata é a candidata dos socialistas à sucessão de Jaques Wagner (PT), no governo da Bahia.

Campos assinalou que o anúncio oficial da candidatura de Lídice, no entanto, só será feito no começodo ano que vem, juntamente com os nomes dos demais candidatos de seu partido a governadores estaduais nas eleições de 2014.

Na visita à capital paulista, onde conversou com o repórter da Aratu , o governador pernambucano fez questão de destacar . ainda na entrevista a Casemiro, que a relação PSB-Rede Sustentabilidade vai de vento em popa: “Quem estiver apostando em brigas ou separação entre mim e Marina, que aplique pouco dinheiro na aposta, porque senão terá prejuizo grande”.

(Vitor Hugo Soares)


=================================================================

JORNAL COMENTADO 165
28.10.2013 – Segunda-feira

“Roberto Carlos prepara autobiografia e diz que dará detalhes de acidente”
(jornal “A Tarde”)

O DOIDO É O ARTISTA OU O FÃ ?

Tony Pacheco

Os fãs inteligentes de Roberto Carlos, como meu amigo advogado e agora editor, Augusto Brandão, não se conformam com as posições de RC e de Caetano, Gil, Milton, Djavan e outros sobre o “direito à privacidade” que estaria sendo violado pelos biógrafos, notadamente os jornalistas, que têm se mostrado os melhores biógrafos, pois fazem da história, às vezes sem graça, uma grande aventura.

Para entender o porquê de Roberto Carlos ser tão intolerante com biografias não-autorizadas por ele e achar isso uma burrice dele, temos que primeiro definir o que é ser fã. Fã é um amante, como o amante de uma mulher ou de homem com o intuito de levar para cama. E como todo amor, ama-se A IMAGEM QUE SE IDEALIZA DO AMADO. No caso do fã, apenas o dom artístico do ídolo não é suficiente para justificar a paixão, então, idealizamos aquela pessoa que canta, dança, joga ou esculpe, ATRIBUINDO a ela, IMAGINARIAMENTE, uma série de qualidades que justifique segui-la em sua jornada. Daí que vivemos cobrando que nossos ídolos deem opinião sobre tudo: das passeatas de junho até sobre o câncer de mama.

O processo é idêntico ao da primeira namoradinha. Quando todo mundo à sua volta enxerga apenas uma magrela “zoiúda”, você vê uma Angelina Jolie de olhos sedutores, de pernas longas e bem torneadas, com a qual você quer ter não um filho, mas 11 filhos, para formar um time de futebol. Quando você está numa mesa de bar e o nome da magrela “zoiúda” surge nas conversas, você logo inclui UMA SÉRIE DE QUALIDADES dela que só você enxerga. E quando alguém dá uma opinião sobre o bóson de Higgs ou sobre o desempenho de um jogador na última partida do Vitória, você logo atribui à “zoiúda” uma opinião dela abalizadíssima. Isso é a paixão, o amor romântico. Não amamos a pessoa, amamos uma REPRESENTAÇÃO DELA NA NOSSA MENTE. E isso acontece com os fãs.

Roberto Carlos tem uma vozinha tímida. Caetano Veloso tem uma vozinha limitada. Mas eles estão ligados às NOSSAS VIDAS, pois cantaram canções que num momento dado foram A TRILHA SONORA DE NOSSAS EXISTÊNCIAS. Daí para nos apaixonarmos por eles foi um passinho de nada. E, aí, ficamos atribuindo a eles um caráter, uma personalidade, que não condiz com o que eles pensam na verdade sobre si e sobre o mundo.

Esquecemos que para ter coragem de chegar num palco com uma voz limitada ou no máximo “diferenciada” e enfrentar 10 mil, 50 mil ou até milhares e milhares de pessoas, como num Carnaval, o indivíduo tem que ter uma personalidade EGOCÊNTRICA ao extremo. Ele precisa acreditar que é um deus, ou, no mínimo, um semideus, para achar que o que vai cantar INTERESSA ÀQUELA MULTIDÃO. Se o artista fosse um ego compensado, normalzinho igual a “seu” Zé que vende vassouras na sua rua, ele JAMAIS subiria a um palco pra cantar nada, nem pra 100 mil pessoas, nem mesmo pra seus filhos e sua mulher no recôndito do seu lar.

Então, o resumo da ópera é: o artista está defendendo o direito dele de ganhar dinheiro SOZINHO, sem que ninguém possa usufruir de nada relativo à sua carreira.

Claro que isso é devido ao desvio de personalidade que todo artista tem, pois que quando estão no início da carreira, o seu egocentrismo não os impede de USAR TUDO E TODO MUNDO para fazer sucesso. O artista iniciante canta em batizado de boneca, reunião de meninos num colégio do subúrbio, dá entrevista para uma aluna do primeiro grau que está escrevendo sobre ele. Vai de rádio em rádio mendigando falar 1 minuto e tocar sua musiquinha “uma veizinha só!” (“ao menos uma vez, melhor que fossem três, o nosso som aí, que isso me faz feliz”, como diz a música da saudosa banda “Raimundos”). Autoriza tudo. Assina qualquer contrato. Vende a mãe e não entrega. Enfim, o artista iniciante, é o SER HUMANO REAL e nele não prestamos atenção.

Só prestamos atenção quando a carreira dele já está decolando e, aí, vamos nos tornando fãs e vemos A IMAGEM QUE IDEALIZAMOS.

Enfim, vamos agradecer a todos os deuses por terem nos oferecido, no Brasil, esta grande oportunidade de DESCONSTRUIRMOS uma imagem errada que tínhamos a respeito de Chico Buarque de Hollanda e Milton Nascimento (“socialistas”, “libertários”, “anticapitalistas”) ou de Gil, Caetano e Djavan (“artistas de verdade, só preocupados com sua arte, desapegados da ganância pelo dinheiro…”).

“Nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam não”, escreveu Belchior e Elis Regina entoou para todos e está na hora de DESAPEGARMOS destas imagens tolas.

Seja fã de músicas e não de quem está cantando as músicas. Seja fã da interpretação da música, mas esqueça o intérprete, pois ele pode ser uma pessoa tão ruim ou pior do que você. Seja fã das jogadas espetaculares de tal ou qual jogador, mas esqueça o jogador que a fez, pois senão você se depara com o pensamento vivo de Pelé, aquele que, segundo Romário, “é um poeta quando está calado”…

Esta é a maneira saudável de lidar com a arte sem deixar que ela se transforme em transtorno em sua existência. O resto é delírio e tem que ser tratado no divã. Ou com remédio controlado, porque, em qualquer situação de fã exacerbado, O DOIDO É O FÃ.

P.S.: não podia encerrar sem falar daquela moça que se auto-intitulou porta-voz dos artistas que querem impedir que suas vidas públicas sejam públicas. Não vou falar o nome dela, só vou perguntar: ela canta o quê? Ela dança o quê? Ela pinta o quê? Qual foi sua famosa escultura? Ela joga futebol? É atleta olímpica? E por que então é tão ouvida pela mídia desatenta? Porque se a questão é ter ido pra cama com artistas, eu também quero ser ouvido em rede nacional de TV. Ora, me deixem!

out
28
Posted on 28-10-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-10-2013


=================================================
Cau Gomez, hoje, no jornal A Tarde (BA)


DEU NA VEJA

O cantor e compositor Roberto Carlos afirmou neste domingo ser favorável ao projeto de lei 93/2011, que pode acabar com a restrição à publicação de biografias sem autorização prévia no país. No entanto, ele defendeu que é necessária uma nova legislação que dê limites às informações publicadas. Roberto Carlos disse que os juristas devem “estabelecer regras que não prejudiquem o biografado” e chegar a “uma solução razoável para todo mundo”.

O músico é um dos pivôs da proibição encampada pelo movimento Procure Saber, que tem apoio de Chico Buarque e Caetano Veloso, por exemplo. A Associação Nacional dos Editores de Livros (Anel) batalha contra o Procure Saber no Supremo Tribunal Federal, com uma ação direta de inconstitucionalidade contra os artigos 20 e 21 do Código Civil, que condicionam a publicação de biografias ao aval dos personagens retratados ou de seus herdeiros. Em 2007, Roberto Carlos conseguiu retirar das livrarias a obra Roberto Carlos em Detalhes, escrita pelo repórter Paulo Cesar Araújo sem o seu consentimento. Uma possível liberação do texto de Araújo, segundo ele, “tem de ser discutida”.

“Sou a favor das biografias sem autorização, porém com certos ajustes que tem de acontecer”, disse o cantor em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, emissora com a qual mantém contrato. “[Os ajustes] têm de ser discutidos. Tem que haver um equilíbrio e alguns ajustes para que essa lei não venha a prejudicar nem um lado nem outro, nem o do biografado nem o do biógrafo. E que não fira a liberdade de expressão nem o direto à privacidade.”

O cantor disse que a proposta defendida por biógrafos e jornalistas para a liberação das publicações não teria efeito. Os escritores defendem os textos não precisem de aval prévio – considerado um tipo de censura – e que os biografados procurem a Justiça para reparar eventuais erros, calúnias ou difamações presentes nos livros. “Isso não funcionaria muito não”, disse o cantor, ao argumentar que a obra já estaria publicada na internet.

==================================================

Com este bolero (e outros), a voz de Net King Cole e as dos rapazes dos trios Irakitan e Los Pancho, além de algumas doses de Cuba Libre , evidentemente -para ganhar coragem na hora de convidar a menina para o meio do salão – dei os primeiros passos de dança nos “assustados” inesquecíveis de Juazeiro(BA) e Petrolina (PE), nas duas margens queridas do Rio São Francisco.

Se recordar é viver, como ensina o poeta, recordemos então!!!!

BOM DIA!

(Vitor Hugo Soares)

  • Arquivos