“Elizabeth I Love”, Michael Jackson (Ao Vivo)
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DEU NO PORTAL EUROPEU TSF

Após ter sido destronado no último ano pela atriz americana Elizabeth Taylor (1932-2011), o cantor Michael Jackson (1958-2009) recuperou o trono dos artistas mortos que mais lucros geram, revelou a revista Forbes.

A publicação detalhou no seu site que os herdeiros do «Rei do Pop» ganharam 160 milhões de dólares apenas entre junho de 2012 e junho de 2013, uma quantia que supera os 125 milhões de dólares que Madonna conseguiu ganhar. Esta cantora é a artista viva que mais lucrou neste período.

Esta é a terceira vez nos últimos cinco anos que Michael Jackson lidera este ranking, desta vez em consequência das receitas conseguidas em dois espectáculos do Cirque du Soleil inspirados no cantor.

O segundo lugar desta lista da Forbes é ocupado por Elvis Presley, que gerou receitas superiores a 55 milhões de dólares, enquanto o ilustrador americano Charles M. Schulz, o criador de Snoopy, arrecadou 37 milhões e aparece na terceira posição.


A atropeladora a caminho a prisão feminina da Mata Escura
Foto: Marco Aurélio Martins/ A Tarde

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A médica Kátia Vargas, de 45 anos, acusada de provocar o acidente que matou os irmãos Emanuel e Emanuelle Gomes Dias, de 23 e 21 anos, teve a liminar do habeas corpus negado nesta quarta-feira, 23, pelo desembargador Jefferson Alves de Assis. O advogado de defesa Vivaldo Amaral deu entrada no pedido no plantão judiciário na noite desta quarta, solicitando que a oftalmologista responda o processo em liberdade.

Apesar da liminar ter sido negada, o habeas corpus ainda será analisado por outro magistrado, que pode manter a decisão do desembargador ou determinar a soltura da médica. De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), ainda não foi sorteado o juiz que vai apreciar o mérito do pedido e também não há prazo para que isso aconteça.

Kátia Vargas está presa no Presídio Feminino, em Mata Escura, desde o último dia 17, quando deixou o Hospital Aliança, onde estava internada desde o acidente. A oftalmologista foi indiciada por duplo homicídio triplamente qualificados e o inquérito encaminhado para a justiça. O caso é acompanhado atualmente pela promotora Armênia Santos.

out
24
Posted on 24-10-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-10-2013


Aroeira, hoje, no jornal Brasil Econômico (RJ)


Catherine Deneuve:no tapete vermelho da fama em Cannes

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DEU NO ESTADÃO

Luiz Carlos Merten

O Estado de S.Paulo

Em sucessivas entrevistas com o repórter do Estado, Catherine Deneuve( 70 anos completados anteontem, 22/10) repetiu que a carreira de atriz parecia traçada para ela e a irmã. Filha de dois atores – de teatro e cinema –, Catherine Fabienne Dorleac estreou em 1955 com um filme que havia sido feito dois anos antes, Les Colegiennes. A irmã, Françoise Dorleac, que também adotara o sobrenome do pai, adquiriu certa notoriedade antes que ela e Catherine trocou de nome, adotando o sobrenome da mãe para virar confusão. Seu primeiro papel de destaque foi como heroína de Sade, num filme dirigido pelo então marido, Roger Vadim. O Vicio e a Virtude, adaptado durante a ocupação da Franca pelos nazistas, chamou a atenção para a loira angelical que, logo em seguida, estrelou o musical Os Guarda-Chuvas do Amor, de Jacques Demy, Catherine Deneuve completa hoje, 22 de outubro, 70 anos. Pode ter engordado um pouco, o que é comum na idade, mas não perdeu a forma. Continua sendo um sinônimo de classe. E uma imagem tao duradoura da cultura francesa como a moda e o vinho.

Loira, bela, com cara de anjo. Foi assim que ela se impôs, no começo. Mas havia algo de duro naqueles olhos. Já se percebia no musical de Demy, em que ela cantava para o amado (Nino Castelnuovo) que o esperaria para sempre, quando ele ia para a guerra. Ao voltar da Argélia, ele a encontrava casada e burguesa. Demy a dirigiu outras vezes, inclusive em Duas Garotas Românticas, em que ela dividia a cena com a irmã. Francoise morreu num acidente de carro e Catherine durante anos evitou falar sobre o assunto, principalmente com a imprensa. Entre os dois Demys, ela fez Repulsa ao Sexo com Roman Polanski, no papel de uma manicure que ingressa num mundo paralelo de perturbação mental. Outro papel de mulher não confiável, como o que lhe confiara Demy. Catherine saiu-se tão bem no papel que Luis Buñuel a chamou para ser a sua Bela da Tarde. Foi o filme que revelou a nova Catherine.

Severine, a burguesa, leva uma vida respeitável de mulher casada, mas a tarde se prostitui no bordel de Madame Anais. O filme esculpiu sua fama de loira fria. Ela teria sido uma atriz hitchcockiana perfeita, mas o mestre do suspense nunca a chamou. Seu discípulo François Truffaut, sim, e Catherine fez com ele A Sereia do Mississippi, em que destruía a vida do burguês Jean-Paul Belmondo. Com Truffaut fez também O Ultimo Metrô, sobre uma companhia de teatro na Franca ocupada. E voltou a filmar com Buñuel – Tristana, adaptado do romance de Perez Galdos.

Sua carreira é marcada por grandes êxitos e parcerias constantes – com autores como Andre Téchiné e com atores como Gerard Depardieu. O último filme que os dois fizeram juntos foi Potiche, a Esposa Troféu, de François Ozon. Filmou até em Hollywood, em inglês, com um grande como Robert Aldrich. Contracenou com outros grandes como ele – Mastroianni, claro, e Belmondo, Alain Delon, John Malkovich, Jack Lemmon, Vincent Perez. Vestida por Saint-Laurent, virou um dos emblemas do tapete vermelho de Cannes. Casou-se três vezes – com Vadim, o fotógrafo David Bailey e Marcello Mastroianni. Com o último, teve a filha Chiara Mastroianni. Como ela própria, Chiara seguiu a carreira de atriz, mas não era boa, no começo. Com o tempo, Chiara adquiriu uma beleza mais grave e uma verdadeira personalidade de atriz. Christophe Honore, com quem fez as Bem-Amadas, brincou dizendo que não havia chamado o mito Deneuve para o filme, mas a mãe de sua amiga Chiara.

Em Cannes, 2008, ela mostrou seu centésimo filme, Conto de Natal, de Arnaud Desplechin, e ganhou uma Palma de Ouro especial por sua carreira. Aos 69 anos, não se tornou uma senhora respeitável e, em fevereiro, participou da competição de Berlim com Elle sen Va. A história de uma mulher madura abandonada pelo amante e que cai na estrada. Arranja outro amante ocasional, e o cara vai com ela para a cama seduzido pelo que – chega a dizer – deve ter sido a sua beleza na juventude. Catherine, na sequência, encontra o neto. Não teve problema nenhum em fazer a cena nem em assumir a idade. Era o que havia de atraente no papel, disse ao repórter. De certos filmes, a gente diz que se tornam clássicos e que a idade caio bem neles porque o tempo os respeita. Catherine, aos 70, continua uma belle femme. Um mito? Apenas uma mulher, ela prefere se autodefinir.

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OPINIÃO POLÍTICA

OAB e Comissão da Verdade

Ivan de Carvalho

A Ordem dos Advogados do Brasil instala solenemente em sua sede, às 17:30 horas de hoje, sua Comissão da Verdade, destinada a ouvir pessoas e investigar fatos relacionados com a violação dos direitos humanos por motivação política durante o regime militar iniciado em 1964 com a deposição do presidente João Goulart, que havia sido eleito vice-presidente em 1960 e chegada à presidência da República com a renúncia de Jânio Quadros e apesar de forte resistência – debelada sem luta armada e após alguns dias de impasse e negociação.

O regime militar, autoritário sempre – em algumas fases, menos, em outras mais – violou esses direitos. Em escala muito menor, e não se deve brigar com os fatos, também alguns dos mais radicais adversários do regime, invocando razões no mínimo muito discutíveis quanto à sua capacidade de justificar suas atitudes, cometeram esse tipo de violação, embora as “comissões da verdade” criadas em várias instâncias políticas e da sociedade mostrem preocupação exclusiva com o que fez de mal em relação aos direitos humanos e outros direitos a revolução ou contra-revolução preventiva que em poucos dias tornou-se ditadura, segundo o entendimento deste repórter.

Mas as linhas acima escritas tiverem o propósito apenas de fazer uma referência histórica e não deixar passar em branco a evidência do esforço que se faz para fingir que só um dos lados – digamos assim – fez coisas feias, embora ambos hajam feito, ainda que em dimensões totalmente desproporcionais na quantidade e mesmo nos métodos. Talvez, no entanto, apesar do evidente idealismo de tantos (instrumentalizado por uma ideologia mórbida e violenta a que se chamou marxismo-leninismo), a diferença de dimensões e métodos se deva exclusivamente a uma questão de oportunidade. Se vencedores, acaso não ocorreria aqui, para a construção e consolidação da incompreensível utopia, violações ainda maiores que as que se registraram durante o regime militar brasileiro? Aconteceram na Rússia, na União Soviética, na China, no Camboja, na Coréia do Norte, em Cuba, na Hungria, na Alemanha Oriental e em muitos outros lugares. Seríamos a maravilhosa exceção?

Mas cabe sim, sem pretensões à vindita e à perseguição, porque buscá-las, se com êxito, certamente levará de alguma forma ao reencontro com o mal, esclarecer a verdade histórica, mostrar honestamente o fato escondido, reconhecer o horror que marcou essa fase brasileira e tantas outras, no Brasil (ditadura sob Getúlio Vargas) e em incontáveis países ao longo da civilização humana.

Por isto a OAB da Bahia instala hoje, solenemente, em sua sede, às 17:30 horas, sua Comissão da Verdade, que terá na presidência o advogado Ignácio Gomes. Inácio é pessoa absolutamente adequada ao cargo, pelo papel que, em circunstâncias críticas, desempenhou na Bahia e mesmo em instâncias fora da Bahia na defesa de presos políticos. Um dos poucos – raríssimos – advogados que, na Bahia, sacrificaram em grande parte suas carreiras para lutar pela vida dos amigos, conhecidos e desconhecidos, não importava. “Maior amor não há do que dar a vida por seus amigos”, disse Jesus. E foi isso – de maneira menos dura do que fez o autor da frase – que fez Ignácio Gomes.

BOM DIA!!!!

http://youtu.be/oBUkS_iD7gw


Wagner Moura em Rodelas:vestido de relógio,
aos cinco anos de idade na escola

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João Justiniano da Fonseca

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RODELAS NA BERLINDA

João Justiniano da Fonseca

Em 1962 criam-se os municípios de Rodelas e Macururé, desmembrados do velho Município de Glória, antigo Curral dos Bois nascido com a colonização do Velho Chico pelos Ávilas. Estes ganham como brinde de amizade, porque eram os nobres descendentes do velho Garcia D’Ávila, uma sesmaria que tinha como base a primeira cachoeira, que se denominaria logo mais de Itaparica, daí descendo até onde houvesse povoação (povoação portuguesa, entendamos) e isto vinha dar-se à foz do Rio Xingó. Subindo rio acima a partir da cachoeira até a última aldeia dos Caririguaçu, onde era então a foz do Rio Salitre. Entendido os dois lados do rio e as ilhas. Era um presente de pai para filho. Não é sem razão que alguns dos cronistas do passado aos quais, quinhentos anos depois me incorporo, alvitraram que o criado Garcia D’Ávila não era apenas criado, mas filho do Tomé de Sousa (Há outras razões para o juízo). Nunca se falou dos ascendestes deste Garcia.

Antes da concessão da sesmaria, Moréia, descendente de Caramuru/Catarina Paraguaçu recebera autorização do representante da coroa para pesquisar ouro entre Geremoabo e Jacobina, subindo até o Rio Salitre. Moréia foi bisavô de Francisco Dias de Ávila, a cujos descendes fora concedida a sesmaria de Itaparica. Então aí se emendavam as duas concessões e tudo viria a pertencer aos Ávilas a partir do segundo García D’Ávila, bisneto do primeiro. Era o Sertão de Rodelas ampliando-se. Autorizada a “guerra justa” pelos representes da coroa para matar índios e tomar-lhes as terras veio o sangue derramado do Sobradinho até Remanso, rio acima, Piauí afora pelos catingais até alcançar terras do Rio Grade do Norte. Não era o roubo apenas, era uma barbaridade. Os índios Rodelas, acompanhados pelo padre Nantes guerrearam seus irmãos. E foram tão valentes, tão famosos, se fizeram que por muito tempo essa área se denominou sertão de Rodelas.

O sertão do São Francisco, salvo vários interregnos sempre foi castigado. Vem agora, cerca de quatrocentos anos depois de iniciada ali a catequização e a chamada colonização, pau sobre um dos mais pobres municípios da Bahia – Rodelas. Querem como desculpas de reduzir-se o prejuízo territorial do município de Glória que ficou realmente diminuto em extensão territorial sacrificar Rodelas. Não é por aí. Não é por aí, chamados para opinião ou decisão todos os municípios do Alto Nordeste São Franciscanos da Bahia, todos os prefeitos da Bahia inteira, a Assembléia Legislativa e o Executivo Estadual, não é por ai que se resolve esse diminuto problema. Não há erro nenhum na divisão territorial Rodelas – Glória, nem Glória – Macururé. A divisa dos dois novos municípios ficou exatamente onde era a divisa dos distritos. Se a Justiça for ouvida não dirá mais do que isto e a atual divisão ficará intata. Querem ver? Tomem este caminho.

O bicho começou com o nascimento e a emancipação de Paulo Afonso. Paulo Afonso não era mais do mato à beira da cachoeira de Itaparica, jurisdicionado pelo município de Gloria, incluído no seu primeiro distrito. Era pertinho, pertinho da sede. A povoação estava do outro lado do rio em Delmiro Gouveia (PE), parece que anteriormente chamada Jatobá. Ao construírem as turbinas, o trabalho estava mais próximo da Bahia e aqui se fixaram os trabalhadores ou cossacos, como se diga. Não havia moradas. Não sei se havia alguma casa de fazenda. O certo é que se iniciou a povoação de operários, em barracos construídos com sacos vazios de cimento – laterais e cobertura. O cimento usado na obra era o Poti. E de Poti chamou-se a povoação – Vila Poti. Veio o soldado e precisou-se construir um quartel e a cadeia. Veio a professora e com esta a escola. Logo mais o arrecadador e a coletoria. O comércio e a loja, o armazém e a bodega, a farmácia. A povoação ia crescendo sem que se percebesse. Em pouco estavam o juiz e o cartório. Ficou grande a povoação, sempre maior. Não havia como não se desdobrasse do velho município. Deu-se-lhe o nome de Paulo Afonso e fixou-se a divisa onde melhor pareceu aos líderes de então. Era muito perto e Glória ficou pequeninho. Talvez se pudesse estender para o centro no sentido de Geremoabo. Pegaria uma parte do Raso da Catarina, em cujo futuro, eu pessoalmente faço muita fé. A minha mente, sempre trabalhando o amanhã, vê a água do Tocantins lançada para as cabeceiras do Rio São Francisco e daí descendo a molhar o Nordeste intero até o Rio Grande do Norte. Vê a água subindo das entranhas da terra no Raso da Catarina para transformar em Oasis o deserto.

Pensem senhores administradores políticos, neste momento em ampliar Glória para o alto, para o Raso da Catarina e ponham força conjunta para que o Governo Federal leve suas máquina para perfurar o solo. Eu nasci ouvindo que o trabalho engrandece e que o sucesso é dos que pensam alto. Não diminuam um para crescer outro. Busquem novo espaço. Sejamos grandes de mente e espírito.

Permito-me, de logo apresentar a lei que cria o município de indicando suas limitações:

MUNICÍPIO DE RODELAS:
“Lei n. 1768 de 30 de julho de 1962. Cria o Município de Rodelas, desmembrado do de Glória. O Presidente do Tribunal de Justiça no exercício do Cargo de Governador do Estado da Bahia, faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Artigo 1º – Fica criado o Município de Rodelas, desmembrado do de Glória, com os seguintes limites:
COM O MUNICÍPIO DE MACURURÉ: Começa no marco no lugar Tamanduá, daí em reta para o marco no lugar Salgado do Melão; daí em reta ao ponto mais alto da Serra da Tigela e finalmente em reta à nascente do Riacho do Mulato.
COM O MUNICÍPIO DE CHORROCHÓ: Começa na nascente do rio do Mulato, desce por esse até a sua foz no rio São Francisco.
COM O ESTADO DE PERNAMBUCO: Começa na foz do rio do Mulato no rio São Francisco e pelo talvegue deste até a foz do riacho Itaquatiara ou Malhada do Sal.
COM O MUNICÍPIO DE GLÓRIA: Começa no rio São Francisco na foz do riacho Itaquatiara ou Malhada do Sal, sobe por este até sua nascente; daí em reta ao marco no lugar Caraíba à margem do riacho do Tonã.
COM O MUNICÍPIO DE PAULO AFONSO: Começa no marco no lugar Caraíba, à margem do riacho do Tonã; daí em reta de direção Sul, até encontrar a reta tirada da nascente do riacho Baixa do Angico, para o lugar Tamanduá.
COM O MUNICÍPIO DE GEREMOABO: Começa no marco de encontro da reta de direção Sul, tirada do marco no lugar Caraíba, à margem do riacho do Tonã, com a reta tirada da nascente do riacho da Baixa do Angico, para o lugar Tamanduá, segue por esta reta até o marco no lugar Tamanduá.
Artigo 2º – O Município de Rodelas será constituído de um único distrito: Rodelas (sede).
Artigo 3º – A eleição para prefeito e vereadores do Município de Rodelas será realizada a 7 de outubro de 1962 e a instalação do município e posse dos eleitos, efetuar-se-á a 7 de abril de 1963, ficando seu território até lá, sob a administração do Município de Glória.
Artigo 4º – O Município de Glória fica obrigado a aplicar no atual distrito de Rodelas, 70% da renda nele arrecada, até sua definitiva emancipação.
Artigo 5º – O Município de Rodelas responderá por parte da dívida do Município de Glória contraída até a data da publicação desta Lei e a sua avaliação será feita em Juízo Arbitral, na forma do Código do Processo Civil, salvo acordo homologado pelas respectivas Câmaras Municipais.
Parágrafo único – Na avaliação prevista neste artigo levar-se-á em conta, a superfície e o valor do território desmembrado, bem como a média da renda municipal nele arrecada no último triênio.
Artigo 6º – Até que tenha legislação própria, vigorará no novo município a legislação do Município de Glória, salvo a Lei Orçamentária, que será decretada por ato do Prefeito dentro de quinze dias da instalação do Município e mediante proposta do Departamento das Municipalidades.
Artigo 7º – Os funcionários com mais de dois anos de exercício no território de que foi constituído o novo município, terão neste assegurados os seus direitos.
Artigo 8º – Os próprios municípios situados no território desmembrado passarão, independentemente de indenização, a propriedade do Município ora criado.
Artigo 9º – Os casos omissos nesta Lei serão regulados pela Lei n. 140 de 22 de dezembro de 1948 (Lei Orgânica dos Municípios).
Artigo 10º – Revogam-se as disposições em contrário
Palácio do Governo do Estado da Bahia, em 30 de julho de 1962. Adalício Nogueira, Ademar Martinelli Braga (publicado no Diário Oficial de 31/07/62”.

Esta lei é de 1962. Só agora mais de 50 anos depois se abre um debate de contestação. Parece esquisito. Não tenho informação sobre a localização das divisas propostas para a redução do município de Rodelas. Conforme as conheça e conforme eventual contestação a este texto abordarei a matéria sobre os índios Tuxá e Sorobabé (Rodelas), Pankararé (Gloria).

A matéria é longa. Trabalho-a no livro RODELAS, CURRALEIROS, ÍNDIOS E MISSIONÁRIOS, cuja primeira edição o leitor encontrará no sitehttp://www.facebook.com/l/DAQHgBIvEAQGb1sO0oIrMeoSqwSJq7YeqpkKpcLVmAqQvXQ/WWW.joaojustiniano.net
. Idealizo uma segunda edição já iniciada.

Não sou um ancião aos 93 anos de idade, sou um homem de trabalho.

João Justiniano da Fonseca, 93, escritor, pesquisador e poeta em plena atividade, ex-prefeito de Rodelas, é estimulador e colaborador da primeira hora do Bahia em Pauta.

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