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Um poema antológico de Pablo Neruda – saído das páginas de “Veinte poemas de Amor y una Cancion Desesperada”, na interpretação primorosa da “morocha” da garganta com areia de Buenos Aires, Adriana Varela, nesta tarde de quarta-feira de outubro.

Um presente verdadeiramente especial para os ouvintes e leitores do Bahia em Pauta. Principalmente aquele que, a exemplo deste editor, amam a poesia de Neruda, a voz de Adriana, e o tango argentino.

CONFIRA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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O Poema 15

Pablo Neruda
Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.

Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía.

Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
déjame que me calle con el silencio tuyo.

Déjame que te hable también con tu silencio
claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.

Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto.


Vista aérea da nova mansão…
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… do bispo Limburgo, Peter Tebartz-van Elst

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O Vaticano anunciou a suspensão do “bispo de luxo” de Limburgo, monsenhor Franz-Peter Tebartz-van Elst, depois do escândalo dos seus gastos com a residência oficial.

“A Santa Sé considera oportuno” enquanto se aguardam os resultados do inquérito da Igreja alemã, “autorizar Tebartz-van Elst a passar um período fora da diocese”, indicou o Vaticano num comunicado.

“A Santa Sé foi sempre informada em detalhe e de maneira objetiva sobre a situação na diocese de Limburgo. Desenvolveu-se uma situação na diocese pela qual o bispo não pode exercer atualmente o seu ministério”, diz o texto.

Há 15 dias que o bispo de Limburgo é notícia nos jornais alemães, que o apelidaram de “bispo de luxo”. Em causa os custos da nova casa que mandou construir. Inicialmente prevista para custar 5,5 milhões de euros, custou no mínimo 31 milhões, por causa das exigências suntuosas.

Os meios de comunicação alemães noticiaram que o bispo tentou, durante bastante tempo, esconder o custo real dos trabalhos, que não pararam de aumentar. Os aposentos do bispo terão custado 2,9 milhões de euros, com uma sala de refeições de 63 metros quadrados e uma banheira de 15.000 euros.

O jornal Die Welt afirmou que o montante dos trabalhos poderá atingir os 40 milhões de euros.

out
23
Posted on 23-10-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-10-2013


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Sid, hoje, no jornal de humor A Charge Online

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OPINIÃO POLÍTICA

PDT e sucessão

Ivan de Carvalho

Escrevi ontem neste espaço, sobre aspectos da sucessão estadual de governador, com ênfase quase total no processo interno do PT, pois este partido tem o governador e o governador é o líder e “condutor do processo”, como ele mesmo se qualifica.

Também foi dito que ninguém, “nos meios políticos e na mídia”, ignora que o candidato do governador – dado a conhecer, mas não proclamado – é o secretário-chefe da Casa Civil, deputado Rui Costa. Presume-se que seu nome prevaleça, apesar dos outros aspirantes no PT. Há, em setores petistas e setores da base governista em outras legendas a convicção de que Rui Costa não é um candidato “leve”, de fácil aceitação pelo eleitorado. O repórter ouviu de um político que o governador “está flertando com a derrota”. Mas ninguém consegue ver petista algum capaz da atitude de “por o guiso no gato”, isto é, alertar enfaticamente o governador.

Finalmente, uma referência foi feita, no que aqui foi publicado ontem, sobre a candidatura a governadora de Lídice da Mata, que, talvez contra a vontade dela mesma, se tornou uma pedra no sapato do governo e do PT.

Mas nem só o PSB é pedra no sapato do governo e do PT baiano. Outra pedra já se alojou no outro sapato. É o PDT, mas antes de entrar nesta questão, vale lembrar que o processo se afunila rapidamente em um esforço governista para definir toda a chapa governista concorrente às eleições majoritárias até meados do mês que vem, talvez no dia-símbolo da República, dia 15.

O vice-governador e presidente estadual do PSD, ex-governador Otto Alencar, proclama que é candidato a senador. Dois dos três postos preenchidos na chapa majoritária governista – candidatura a governador de um petista e a senador, de Otto Alencar.

E então as coisas complicam. O PP informa a mídia que a “chapa majoritária está fechada”, com o petista Rui Costa para governador, Otto Alencar para senador e o deputado e presidente estadual do PT, Mário Negromonte, para vice-governador.

Aí é que entra o PDT. E entra de sola, sem pretensões a trocadilho. No dia 10, o governador Wagner recebeu para uma conversa a executiva estadual do PDT e deputados da legenda. O presidente estadual do partido, Alexandre Brust, informou ao governador: “O PDT não vai se resignar a ser humilhado”. Também disse que o deputado Marcelo Nilo, presidente da Assembléia Legislativa, há mais de um ano tem esse compromisso com o partido.

Marcelo Nilo segue candidato declarado a governador (faz tempo que ele comunicou pessoalmente a pretensão a Wagner e anunciou publicamente o fato). Está em plena pré-campanha. Quanto ao PDT, afirma que não se resignará a ficar sem uma das três candidaturas da chapa majoritária (suplente de senador não conta). Não rejeitaria a de candidato a vice-governador, que o PP parece já considerar sua. Na linguagem política, entende-se: o PDT quer o lugar de vice na chapa para Marcelo Nilo.

Aí vale um balanço de forças ou peso político, que se colhe junto à executiva do PDT. O PP tem cinco deputados estaduais e três federais. O PDT tem cinco estaduais e dois federais. Também tem um dos três senadores baianos (João Durval) e o presidente da Assembléia Legislativa. Há uma vantagem sensível para o PDT, até aí. (O PDT trocaria a cadeira que tem no Senado pelo lugar de vice na chapa). Quanto a prefeitos, o PP tem 64. O PDT tem 42, mas o presidente da Assembléia, Marcelo Nilo, tem o apoio de vários prefeitos de outros partidos – “do DEM e PMDB até o PT”, disparou um integrante da executiva estadual. Em almoço tipo demonstração de força, no dia 15, reuniu exatamente 64 prefeitos (número igual aos do PT), com o detalhe de que alguns prefeitos pedetistas, por motivos eventuais, não puderam comparecer.

Dois deputados estaduais pedetistas destacaram ainda a estreita ligação e a lealdade de Marcelo Nilo ao governador Wagner durante todo o tempo em que o primeiro está na presidência da Assembléia Legislativa, incluindo as duas graves crises para o governo – a greve e ocupação da sede do Legislativo por grevistas da Polícia Militar e a ocupação na greve dos professores. No primeiro caso, o presidente da Assembléia formalizou um pedido ao Exército e, no segundo, pediu à Justiça a reintegração de posse. Duas atitudes corretas, mas nada simpáticas, e que, no momento, atendiam às estratégias do Executivo.

http://youtu.be/Ee6YvHbW81s

“Panela de Abará”, samba de Walter Queiroz gravado no disco Seguindo O Mantra! – 1983)
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Waltinho Queiroz, talento puro,feito acarajé e abará sem salada!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)


Lula em Lisboa:”FMI nunca resolveu nenhum problema”

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DEU NO PÚBLUCO, DE LISBOA

O ex-Presidente do Brasil, Lula da Silva, disse nesta terça-feira aos jornalistas em Lisboa que os empresários brasileiros podiam ter investido mais do que os chineses em Portugal e avisou que o FMI nunca é solução para as crises económicas.

“Eu penso que o FMI nunca resolveu nenhum problema. Ou seja, muitas vezes o FMI empresta dinheiro a um país, que ao receber o dinheiro paga a dívida de outros bancos e o prejuízo fica com a parte pobre da população que trabalha. Sempre foi a assim e sempre será assim”, disse Luiz Inácio Lula da Silva, antes do início de uma conferência promovida pelo grupo Odebrecht.

Ressalvando que tem sempre “muito cuidado” quando fala da “política de outros países”, porque já não é chefe de Estado, Lula da Silva, quando questionado pelos jornalistas sobre a crise económica e financeira em Portugal, afirmou que o Brasil devia ter investido mais no país.

“Nós vimos Portugal privatizando algumas empresas importantes e os chineses compraram coisas que poderiam ter sido empresários brasileiros, em parceria com empresários portugueses. De qualquer forma, estas crises, que acontecem, são cíclicas e são sempre oportunidades para a gente fazer coisas diferentes do que a gente vinha fazendo”, sublinhou o ex-chefe de Estado do Brasil.

Lula da Silva acredita que os dois países podem fazer muito mais, criticou os dados “insignificantes” da balança comercial entre Portugal e o Brasil, recordou os investimentos portugueses na área do turismo, mas considera que as relações podem intensificar-se.

“No futuro, Portugal e Brasil têm de fazer aquilo que não fizeram no passado. Ou seja, estreitar ainda mais as suas relações. Não basta sermos irmãos. Não basta sermos duas pátrias irmãs. É preciso que a gente transforme essa irmandade – Brasil e Portugal – na geração de riqueza, parceria entre empresários e construção de salários. Fazer com que o progresso seja a razão maior da nossa aliança. Há uma nova oportunidade”, afirmou Lula da Silva.

Para o ex-Presidente brasileiro, Portugal e Brasil têm um potencial que considera extraordinário para estabelecer trabalhos “em terceiros países”, sobretudo em África, referindo que o programa aprovado pela União Africana e que prevê investimentos para os próximos 40 anos nas áreas da reconstrução e edificação deve ser aproveitado.

“Portugal e Brasil poderiam trabalhar juntos na construção de projetos na África, nos países, sobretudo, de língua portuguesa. Poucos países têm a oportunidade e a chance de construir, fazer investimentos e fazer desenvolver África. Eu penso que é isso que tem de acontecer daqui para a frente e se não aconteceu até agora eu acho que nós não precisamos de ficar lamentando o que não aconteceu. É tentar fazer a partir de amanhã aquilo que não aconteceu hoje e ontem”, concluiu Lula da Silva.

A conferência promovida pela Odebrecht foi marcada para hoje no Palácio da Ajuda, em Lisboa, marcando presença, entre outros, o ministro da Economia, António Pires de Lima, Miguel Relvas, ex-ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares do atual Governo, e o ex-primeiro-ministro socialista José Sócrates.

O grupo brasileiro de construção civil Odebrecht participa atualmente no projeto do aproveitamento hidroelétrico do Baixo Sabor e esteve envolvido nas obras da ponte Vasco da Gama, Gare do Oriente, Metro de Lisboa e Barragem do Alqueva.

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