A beleza e elegância fundamentais de uma grande atriz e mulher no 22 outubro de seu aniversário.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

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DEU NO JORNAL A TARDE

PATRÍCIA FRANÇA

Poeta, jurista e um defensor da liberdade de imprensa e de expressão, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto disse, ontem à noite em Salvador, que há muitas dúvidas, do ponto de vista da fundamentação jurídica, a respeito da publicação de biografias.
A grande questão, frisou Britto, é saber se a publicação sem autorização do biografado é um direito do biógrafo ou se pode o biografado se manifestar com precedência, para autorizar ou vetar.
“A Praça Castro Alves é do povo. E o autor dos versos é do povo?”, indagou provocativo o ministro, para mostrar porque o tema virou uma polêmica nacional, depois que artistas como Caetano Veloso, Chico Buarque e Gilberto Gil se uniram para criar a Associação Procure Saber e protestar contra a publicação de biografias não-autorizadas.
Convidado da Academia de Letras da Bahia para proferir palestra intitulada ‘Cidadania, Pertencimento e Liberdade’, o ex-ministro revelou que vem estudando a questão da publicação das biografias e sua posição logo será revelada em artigo que pretende escrever.
Falando como jurista e também como homem das letras, Ayres Britto entende que há perguntas que precisam, antes, ser respondidas. Exemplo: biografar personalidades é expressão de liberdade de imprensa? O biógrafo é um literato, assim como há um poeta, um contista, um cronista? A biografia é um gênero e, sendo um gênero, não se pode impedir a vocação de se realizar como biógrafo de quem quer que seja?
Ante a insistência da repórter que queria saber se o debate entre liberdade de expressão versus o direito de zelar pela intimidade não poderia abrir margem à censura prévia, Ayres Britto respondeu: “Não concluí o estudo (jurídico), apenas tenho uma intuição. ”
Desde que se aposentou do STF, em 2012, no meio do julgamento do processo do mensalão, o ministro tem proferido palestras sobre liberdade de imprensa e de expressão, e dito que, por ser um direito pleno, não permite regulamentação por parte do Estado nem pode ser objeto de emenda constitucional.Rede Amigo da ex-senadora Marina Silva, com quem diz que encontra e se comunicam com frequência por e-mails, telefone e mensagens no celular, Ayres Britto disse que havia, na sua opinião, fundamento técnico para o Tribunal Superior Eleitoral deferir o pedido de constituição da Rede Sustentabilidade, organização da qual ela era a principal mentora.
“Em Direito Administrativo, e nós estávamos numa instância administrativa que são os cartórios eleitorais, não pode haver nenhuma decisão sem motivação. E o fato é que mais de 90 mil assinaturas deixaram de ser reconhecidas como autênticas, sem nenhuma motivação”, entende o jurista.
Indagado se foi acertado o caminho que a ex-senadora tomou, aliando-se ao PSB do governador de Pernambuco e presidenciável Eduardo Campos, o ex-ministro do STF preferiu não opinar.
“Quero apenas dizer que Marina é muito lúcida e tem consistência ideológica. Ela não faz as coisas fisiologicamente para realizar intentos meramente subjetivo ou de grupos. Ela entra nas coisas com a melhor das intenções no sentido ideológico, programático”, opinou Britto.
Na parte da manhã, Ayres Britto participou, na Assembleia Legislativa da Bahia, das comemorações dos 25 anos da Constituição Federal. A iniciativa foi do presidente da Casa, deputado Marcelo Nilo (PDT), a pedido do jornalista e escritor, Joaci Góes, que foi um dos constituintes baianos.

A palestra de Carlos Ayres Britto faz parte do projeto Seminários Arte e Pensamento – Transformações da Cultura no Século XXI realizado todo mês pela ALB

Os seminários fazem reflexões sobre literatura, artes e transformações da cultura

out
22
Posted on 22-10-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 22-10-2013


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Aroeira, hoje, no jornal Brasil Econômico (RJ)

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OPINIÃO POLÍTICA

Sucessão avança

Ivan de Carvalho

Acelera-se o processo da sucessão estadual. Na área situacionista, o governador Jaques Wagner e – por causa disso, principalmente – uma grande parte da base política de seu governo querem formalizar a composição de sua chapa de candidatos às eleições majoritárias estaduais de 2014 até meados do mês que vem.

Fala-se muito no dia 15, já foi citado também o dia 19. Talvez seja melhor não ficar fixando data exata, porque problemas políticos podem surgir no processo e serem necessárias mais reuniões do que as que já foram realizadas e das que serão até o dia 15 ou 19. Reuniões, aliás, são uma coisa que apaixona expressivos setores governistas, obcecados em discutir as relações.

Ontem foi um dia interessante para a sucessão. O governador Jaques Wagner teve publicada pela Tribuna da Bahia, na data de aniversário da fundação do jornal, uma ampla entrevista, na qual, entre outras coisas, responde a questões sobre a sucessão no âmbito governista.

Embora diga que não há nome algum do qual se possa dizer “esse aqui é pule de 10”, ninguém nos meios políticos e na mídia ignora que o Jaques Wagner quer que o candidato a governador seja o secretário-chefe da Casa Civil, Rui Costa, do PT, naturalmente e seu antigo amigo das lutas sindicais do polo petroquímico de Camaçari e auxiliar importante em seus dois mandatos – no primeiro, como secretário de Relações Institucionais, com a função prioritária de articulador político (o que lhe permitiu chegar facilmente à Câmara federal) e, no segundo, chefe da Casa Civil, com a mesmíssima função prioritária de articulação política e quase podendo ser chamado de vice-rei do governo.
Mas há outros aspirantes do PT. O ex-prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, o senador Walter Pinheiro e o secretário do Planejamento e ex-presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli. Nenhum deles dá sinais de alegria ou mesmo conformismo com o rumo que o processo vai tomando, em direção à candidatura de Rui Costa ao governo. Pinheiro está quieto e silencioso depois de declarar que se as coisas não acontecerem do modo devido, vai cuidar de suas tarefas (as do Senado e as relacionadas com sua corrente política petista, supõe-se). O que significaria, presume-se, desinteressar-se da campanha de candidatos às eleições majoritárias estaduais.

Já Caetano usa as poucas armas de que no momento dispõe para lutar por espaço e José Sérgio Gabrielli lança mão de um arsenal mais expressivo. Consolidando manifestações anteriores dispersas, no sábado Gabrielli esquentou a concorrência, com um evento no Hotel Fiesta, quando foram postas as situações (verdadeiras) de que o aspirante ao governo baiano tem a preferência da direção nacional do PT e o apoio de Lula (de Dilma, não). Isto posto junto com manifestações de “movimentos sociais” representados no evento por dirigentes nacionais e estaduais da CUT, bem como setores ligados à Agricultura Familiar, Sem Teto, Juventude (?), Pescadores e Blocos Afro. Uns, presentes, por suas óbvias ligações com o PT e seu comando nacional e outros pelo tratamento atencioso que Gabrielli lhes deu quando presidente da Petrobrás.

No PT está assim, embora absolutamente conhecida a disposição do governador de fazer de Rui Costa o candidato a governador. E fora do PT surgem outros problemas. E graves. Ontem, na entrevista à TB, o governador diz: “Só para ter claro, Lídice é da base, mas no momento que ela sair candidata com uma candidatura nacional outra, não são duas candidaturas da base. Até porque eu não vou fazer nenhum tipo de palanque duplo”.

Pronto. Isso liquida o discurso que a senadora Lídice, candidata do PSB a governadora, vinha fazendo, de que pretendia disputar o governo com o apoio “da base”, o que, evidentemente, excluiria (se veraz a lei física de que duas coisas não podem ocupar o mesmo lugar no espaço) as candidaturas de Rui Costa e dos demais petistas. Ao governador, por intermédio do site Bahia Notícias, Lídice respondeu e não se pode dizer que não foi uma resposta dura: “Escolha de governador não é de vereador não”.
A candidatura ao governo da senadora Lídice da Mata pelo PSB tira um importante contingente de eleitores que, sem isso, votariam no candidato governista

http://youtu.be/HPdxsw8PBYc

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Café com Pão”: beleza de composição do mestre João Donato.

Maravilha de interpretação de Nana Caymmi.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


Marina no Roda Viva.Avener Prado/Folhapress
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DEU NA UOL/FOLHA

A ex-senadora Marina Silva afirmou ontem que, se sua chapa saísse vitoriosa da disputa pelo Planalto em 2014, procuraria os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para ter governabilidade no Congresso.

“Eu não teria nenhum problema, como aliada a Eduardo [Campos] e se ele ganha as eleições, de conversar com Lula e Fernando Henrique para que a gente possa pôr um basta nesse terror que virou hoje a governabilidade com base em distribuição de pedaços do Estado”, afirmou em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura.

Marina, que é potencial candidata à sucessão de Dilma Rousseff, tem feito série de críticas ao modelo de presidencialismo de coalizão adotado desde a redemocratização. Apesar de dizer que recorreria aos ex-presidentes, lembrou que o tucano foi “tutelado” por Antonio Carlos Magalhães (DEM) e o petista, pelo senador José Sarney (PMDB).

A ex-senadora se filiou ao PSB em 5 de outubro, ao ver negado o pedido de registro do partido que tentava criar –a Rede Sustentabilidade.

Ela voltou a dizer que não houve definição sobre ocupar a posição de vice de Campos na chapa socialista, mas que partiu do princípio de que o pernambucano é candidato.

“Quando conversamos não se fez discussão sobre vice, não vice. Partiu-se do princípio de que o PSB tem uma candidatura e eu estava dialogando com esse candidato. Quando Eduardo Campos diz que isso será decidido em 2014 é porque ele tinha uma construção anterior de que a decisão dele seria tomada em 2014”, afirmou.

O programa, que normalmente é retransmitido em rede nacional pela TV Brasil, do governo federal, não foi exibido pela emissora ontem. O canal afirmou que houve um “problema técnico” e que a entrevista será transmitida na integra, hoje, às 22h.

A ex-senadora também voltou a negar que as críticas que fez ao deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) se estendam a todo o setor do agronegócio. O parlamentar, da bancada ruralista, rompeu apoio a Campos em Goiás após a aliança do pernambucano com Marina.

“Existem agronegócios, no plural. E, obviamente, uma crítica ao setor mais atrasado do ruralismo não pode ser endereçada ao agronegócio e ao desenvolvimento rural brasileiro, que é fundamental para o crescimento e o desenvolvimento do país.”

Marina também criticou o PAC, vitrine de Dilma na área de infraestrutura. “O PAC não é um plano, não é sequer um programa, é uma espécie de gestão de obra a obra.”

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