http://youtu.be/WwTXmoYRXqk

=========================================


Perfilino Neto
======================================================

Memória do Rádio, um belo programa no ar

Gilson Nogueira

Possivelmente, no momento em que você coloca a chave no buraco da fechadura da sua casa, para entrar ou sair, em Feira de Santana, Itaparica, Niterói, Uberaba, Bálsamo, Serrinha, Olinda, Itapetinga, por aí, alguém deve estar, exatamente agora, pondo a rodar um disco de Gardel, ou, embaixo do chuveiro, em banho morno, soltando a voz, lembrando Conceição, aquela que vivia a sonhar com coisas que o morro não tem, como canta o grande Cauby Peixoto, um dos maiores cantores do Brasil, em todos os tempos.

Viva o intérprete inigualável de ” Conceição”!

Na lembrança de um tango brasileiro, o soteropolitano que lhes fala dedilha este texto mais assustado que nunca com a violência crescente em sua terra natal e ouve Ângela Maria cantar “tu me mandaste embora, eu irei, mas comigo também levarei o orgulho de não mais voltar”, para relaxar.

Ligado em Rádio, sinto falta da boa música em 80 por cento da programação das FM de Salvador e de programas que enalteçam a riqueza do nosso cancioneiro.Por isso, aqui estou, a fim de destacar um programa da Rádio Educadora, emissora do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia, Irdeb, do Governo do Estado. E de fazer uma queixa. Há, pelo menos, uns cinco anos, ou mais, a Educadora deixou de executar aquelas canções imortais, que, também, entre diversas emoções, provocavam dor de cotovelo. Eram sucessos antigos, na interpretação de cantores da Época de Ouro do Rádio, e fora dela, como Francisco Alves, Carlos Galhardo, Orlando Silva, Nélson Gonçalves, Nora Ney, Cauby Peixoto, Dalva de Oliveira, Vicente Celestino e de outros astros e estrelas, ícones do povo brasileiro.

Mesmo assim, bato palmas para a 107. 5, por conta de um dos seus melhores programas, o Memória do Rádio, “que valoriza a tradição da música brasileira”, como afirma sua direção, em portal multimídia, na Internet, e que “resgata momentos que marcaram a história do rádio”.O responsável pelo “Memória”, há vários invernos e verões no ar, de segunda a sexta-feira, sempre às 22:00 horas, é Perfilino Neto, jornalista tarimbado, que o produz e o apresenta, como se estivesse o ouvinte, com ele, dentro do estúdio, tal a naturalidade com que Perfilino conduz o dono do horário.

Merecidamente aclamado como um dos maiores conhecedores da história da música e do rádio do país, especialmente, os baianos, Perfilino escolheu o nome do seu program para título do seu livro, onde, em detalhes, narra longo período do radialismo soteropolitano, desde o seu “princípio” ao “descaso” do meio,como assinala, no seu trabalho, até a criação do Irdeb.

Com matérias históricas do Rádio na Bahia, anexo, o mestre Perfi, nos seus 54 anos de atuação ininterrupta, como radialista de estilo marcante, dá um show de bola, como fazia Gérson, o Canhotinha de Ouro, no seu livro.

A editoração eletrônica e produção gráfica da obra ficou sob a responsabilidade de Couto Coelho ( Salvador – Bahia – Brasil – 2009). Nela, o autor sublinha a revolução promovida pelo saudoso França Teixeira e sua equipe de jovens repórteres e colaboradores no rádio baiano, através da Resenha do Meio Dia, em época de ” Aquele Abraço “, samba antológico de Gilberto Genial Gil, que teve sua primeira execução pública realizada, ao vivo, no microfone do programa do inigualável Zé Veneno, como França era chamado, na Rádio Cultura, localizada, em 1969, no bairro da Graça, quando não havia atropelos nos seus passeios e assaltos a todo instante, como atuallmente. A propósito, o Rio continua lindo, Salvador não.

Em 18 de março de 2010, estive no lançamento do livro de Perfilino, na Pérola Negra, loja de CD raros, então, localizada no Canela, hoje, nos Barris. Na oportunidade, comentei com amigos, como Perfilino, “sobre os maravilhosos momentos vividos pelos ouvintes nos tempos de França, Pacheco Filho, José Jorge Randam, Haroldo José, Genésio Ramos, Cid Teixeira, Adroaldo Ribeiro Costa, Marco Antonio, Elias Alves e muita gente mais. ” O Rádio constituia-se em um dos maoires divertimentos do baiano, como eram e ainda são praia e futebol!

Em tempo, no livro, Perfilino Neto afirma ser o Rádio “ brincadeira para quem ouve, mas, para quem faz, coisa séria.” O Memória do Rádio, que fala de saudade e bota para chorar, o ouvinte, prova isso. Escute-o e apaixone-se.

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do BP

Be Sociable, Share!

Comentários

Olivia on 20 outubro, 2013 at 14:22 #

Beleza, Gilson, Perfilino sabe tudo.


Laura on 20 outubro, 2013 at 15:39 #

Belo artigo! Saudade de um “rádio” que eu não conheci.


vangelis on 21 outubro, 2013 at 14:46 #

Mais um Juazeirense retado…


vitor on 21 outubro, 2013 at 15:15 #

Pode apostar, Vangelis. Pule de 10, como se dizia na soterópolis!


Olivia on 21 outubro, 2013 at 20:02 #

Alô, Gilson, Alô, Vitor: Recebi telefonema de Perfilino, ele manda forte abraço pra vocês, ficou muito emocionado, viu Gilson. Ele merece.


regina on 22 outubro, 2013 at 11:25 #

Hugo: por falar em rádio e memória, encontrei no Amazon.com o rádio de ondas curtas que vc queria, Grundig S450DLX Deluxe AM/FM/Shortwave Radio – Black (NGS450DLB) segue por correio…. Beijos


vitor on 22 outubro, 2013 at 12:15 #

Belo presente, mana! Agradeço muito. Espero, ansioso, comunicado dos correios. Muito obrigado.

Hugo


Gilson Nogueira on 22 outubro, 2013 at 13:09 #

Alô, alô, Olívia, diretamente de minha aldeia, batendo os tambores da felicidade, envio ao grande guru Perfi, por seu intermédio, um abraço em ondas curtas, médias e longas! outro para você, querida. Com um beijo. Gil Migué


Olivia on 22 outubro, 2013 at 13:16 #

Mensagem recebida, em instantes será transmitida, cambio. Bj, Gilson.


joanita on 24 outubro, 2013 at 12:56 #

Ok,falaram tudo por mim ,só me resta assinar embaixo.


Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments:

  • Arquivos