Que grande perda neste 19 de outubro do centenário de nascimento de Vinícius de Moraes, para a música de Portugal e do mundo. (VHS)
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DEU NO PÚBLICO, DE LISBOA

O fadista António Mourão, de 78 anos, morreu na madrugada deste sábado na Casa do Artista, em Lisboa, disse à agência Lusa fonte da instituição.

O autor do conhecido tema “Ó tempo volta para trás”, nascido a 5 de Junho de 1935 e natural do Montijo, afastou-se do mundo artístico nos anos 90.

As causas da morte de António Mourão, nome artístico de António Manuel Dias Pequerrucho, não foram divulgadas.

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Posted on 19-10-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-10-2013


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Aroeira, hoje, no jornal O Dia (RJ)

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DEU NO ESTADÃO

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, viu a aprovação a seu governo crescer dez pontos porcentuais em apenas duas semanas. O salto na popularidade de Cristina coincide com sua licença médica para drenar um coágulo no crânio depois de uma queda sofrida em agosto.

Na pesquisa Management & Fit divulgada em 6 de outubro, dois dias antes da cirurgia, a aprovação a Cristina era de 33,5%. Na sondagem apresentada hoje, 44,4% dos argentinos diziam aprovar Cristina. No mesmo período, a reprovação a Cristina caiu de 57,1% para 46,5%.

O campo governista também melhorou nas pesquisas de intenção de voto com vistas às eleições legislativas de meio de mandato na Argentina, mas a oposição continua à frente e deve obter ganhos consideráveis nas urnas.

Segundo levantamento do mesmo instituto, a intenção de voto na oposição é de 37,9%, abaixo dos 39,3% registrados no início do mês. A intenção de voto nos governistas subiu de 28,7% para 31,2%.

A Management & Fit entrevistou 2 mil argentinos para compor a pesquisa. A margem de erro é de 2,3 pontos porcentuais para mais ou para menos. Fonte: Dow Jones Newswires.

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Marina:política, paixão e elegância no Jô

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ARTIGO DA SEMANA

Professora Marina Silva, venha pra cá!

Vitor Hugo Soares

Aconteceu na madrugada de terça-feira, 14 de outubro, Dia do Professor.

Jô Soares, mestre de cerimônia do programa de entrevista e espetáculo de mais larga tradição, audiência e prestígio da televisão brasileira, não poderia ter escolhido uma data melhor e mais apropriada para a conversa especial esta semana, pela Rede Globo, com a ex-senadora acreana Marina Silva.

Nome que não sai da boca do povo há duas semanas, mas ainda atravessado na garganta de muita gente de partidos e do poder.

“Professora Marina Silva, venha para cá”, disse o âncora, ao convocar a mestra postada com simplicidade e elegância no auditório, para sentar ao seu lado na poltrona famosa do palco principal.

Começava, então,a primeira – e a mais didática e reveladora entrevista, de Marina Silva, depois da reviravolta surpreendente e espetacular, representada pela coligação com o PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos,que se seguiu à tentativa de golpe cartorial, a partir da decisão do TSE de rejeitar (6 a 1) a criação do partido Rede Sustentabilidade.

Decisão difícil de engolir, principalmente no País com 33 partidos políticos com registros legais, embora boa parte deles não passem de balcões de negócios e arranjos em períodos eleitorais, como este que está em curso.Ou de barganhas de “corar frade de pedra” no Congresso Nacional, nas assembléias estaduais, ou nas câmaras de vereadores em mais de 5 mil municípios Brasil afora.

E a professora – Jô fez questão de frisar, na abertura do segundo bloco, ao qualificar uma de suas entrevistadas mais presentes e de química quase perfeita com o “talk show” e seu público ao longo de anos, principalmente o mais jovem – não negou fogo.

Convidada para estrelar um espetáculo todo seu, Marina não só justificou o título. Ela o mereceu “com lauda”, como se dizia e fazia antes nos melhores colégios e universidades do País, para assinalar méritos de alunos e professores. No tempo, evidentemente, em que o mérito era o que mais honrava e importava em uma escola.

O que se viu e ouviu a partir daí, até o “boa noite”de despedida, em plena madrugada já da quarta-feira, foi algo cada vez mais raro em nossa TV e outros meios de comunicação, eletrônicos ou impressos. Uma conversa tocada o tempo inteiro, dos dois lados, com marcas evidentes de paixão e emoção – política, pessoal e profissional – mas sem perder o foco principal: Verdade, boa informação, conhecimento e ótimas tiradas de humor inteligente. Forma e conteúdo de primeira qualidade.

Além, diga-se a bem da verdade, da ausência de máscaras e subterfúgios tão habituais nas conversas em que uma das partes anda metida na política ou no governo em preliminares de disputa de campanha eleitoral .

Uma aula de política, jornalismo e humanidade em plena madrugada. Jô, no meio e no fim da entrevista que merece reprise, apertou a garganta e conseguiu controlar as lágrimas, mas sem esconder seus sentimentos do começo ao fim.

Fale quem quiser falar. Urrem os torcedores deste insuportável Fla x Flu que tenta reduzir praticamente tudo, nos discursos e debates da política brasileira destes dias de vazio e indigência intelectual, a um jogo de mesmices.

Um confronto entre petistas e tucanos, que atuam dentro de campo como protagonistas, enquanto os eleitores ficam na arquibancada como meros espectadores, na definição tão simples quanto feliz, entre outras, da entrevistada. Quem não foi para a cama sem ele, como pede a chamada da Rede Globo, certamente viu e ouviu um Programa do Jô para não esquecer.

Há muitas reproduções da entrevista rolando em vídeos pela Rede, a WEB evidentemente, para quem perdeu no original. Ainda assim, vale destacar antes do ponto final destas linhas, alguns instantes marcantes, a exemplo daquele em que Marina se compara com a Madre Teresa de Calcutá, ao falar sobre o seu dilema entre ficar enclausurada, remoendo mágoas, depois da estranha e para ela inesperada decisão do TSE de rejeitar o reconhecimento da Rede Sustentabilidade, ou tentar a virada ingressando em outro partido.

“Se nós nos recolhêssemos, seríamos cobrados. Se eu fosse para outro partido (no caso o PPS de Roberto Freire) todos iriam dizer que estava indo para um partido de aluguel”, disse ao explicar a noite sem dormir, reuniões e conversas “duras e delicadas”, até desaguar na opção pelo PSB, do governador de Pernambuco, Eduardo Campos..

Ou quando Marina explica o significado da flecha de duas pontas do sugestivo colar feito por ela mesma, na atividade artesanal que desenvolve a conselho de amigos, para relaxar em intervalos da intensa atividade política e de vida. Ou ainda quando declara que seu objetivo de vida não é ser presidente da República. Se achar quem realize as suas propostas contidasno programa de governo da Rede, poderá seguir “na carreira de professora que tanto me realiza e me faz feliz”.

Palmas explodem no auditório da TV, com a participação do próprio apresentador. Que professora! Encontre um vídeo do Programa do Jô, e confira.

Vitor Hugo Soares é jornalista. Edita o site blog Bahia em Pauta.

E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

http://youtu.be/d7k-ubFNfg0

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A música vai para Marcia, amiga querida e admirada, moderadora deste site blog, que também faz aniversário neste sábado, 19 de outubro, e festeja a data no Rio de Janeiro.

E não é pra me gabar, mas este editor do BP que vos fala, tambem nasceu na mesma data: de Márcia e de Vinícius.

TIM TIM!!! E BOM SÁBADO PARA TODOS

(Vitor Hugo Soares)

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OPINIÃO POLÍTICA

Vândalos, cretinos e polícia

Ivan de Carvalho

As manifestações populares de rua ocorridas mais intensamente em junho e que, embora com dimensões bem menores e em defesa de interesses mais específicos, continuam ocorrendo, criaram o fenômeno dos “vândalos” brasileiros.

Os vândalos históricos era uma tribo germânica oriental que, no século V, penetrou no Império Romano e criou um estado no norte da África, ocupando a estratégica Cartago, uma antiga cidade fenícia que Roma conquistara ao fim das chamadas Guerras Púnicas. Cartago tornou-se o centro do estado dos vândalos e sua localização às margens do Mediterrâneo permitiram que eles, sem demora, saqueassem Roma no ano de 455. Foi um passo importante para, poucos anos mais tarde, acontecer a queda do Império Romano do Ocidente.

Então, por causa dessa ação contra Roma, a palavra vândalo ganhou, principalmente nas áreas que integrara, o Império Romano, essa conotação que tem hoje e que a mídia propaga amplamente quando um grupo de idiotas, geralmente ao fim de uma manifestação pacífica de rua, surge com suas máscaras, rojões, coquetéis molotov, botoques e bolas de gude (estas atingem pessoas, quebram vidros e derrubam cavalos), pedaços de pau e ferro para depredar lojas, carros policiais ou particulares, ônibus, agências bancárias, prédios públicos.

Com isso eles realmente merecem a qualificação (ou desqualificação) de vândalos, assim como a civilização cretense, numa fase em que empreendeu a conquista militar de alguns povos, criou para o vocabulário português a palavra depreciativa cretino (derivativo maldoso de cretense) e hoje, no país, tantos existem agindo de modo a merecerem tal desqualificação. Na verdade, parece haverem tantos cretinos no pedaço que os vândalos, apesar de seus apetrechos de luta, apanharão vergonhosamente, caso cometam mais uma insanidade – no que parecem viciados – a de enfrentar os cretinos. E estes vencerão fácil sem precisar dar um tapa sequer. Os cretinos são espertos e muito mais numerosos, e eficazes que os vândalos.

Enquanto os vândalos agem, a sociedade troca a disposição de junho para participar das manifestações e se retrai, com receio de ser involuntariamente envolvida pela violência dos conflitos entre os vândalos e a polícia, parece que sempre disposta a deixar que o quebra-quebra comece para intervir com o atraso que garante as cenas de violência que a mídia deve transmitir, cenas que os cretinos, em seus gabinetes, adoram.

Mas essas considerações sobre vândalos – na qual os espertos cretinos pegaram carona – são feitas a propósito da tese de que as polícias militares devem ser desmilitarizadas. Desmilitarizadas, como? Quando os vândalos – que certamente preferem e se deliciam ao serem chamados pela mídia de Black blocs (grande porcaria, mas, idiotas, eles não sabem) – partirem para a depredação ampla, geral e irrestrita, utilizando todo o arsenal que têm usado e mais o que ainda inventarem, vão ser enfrentados por guardinhas com aqueles cassetetes comparativamente inofensivos.

Incrível é que o ministro da Defesa, Celso Amorim, questionado sobre a desmilitarização das PMs, disse que não é especialista no assunto (um bom motivo para pedir demissão do cargo, já que se não entende de polícia, não será de exército, marinha e aeronáutica que vai entender).

Ele, que talvez devesse ter nascido na bela ilha grega de Creta, permitiu-se ainda dizer o seguinte: “Acho que algum tipo de polícia há que existir. O fato de ser militarizada ou não, se é melhor ou pior, confesso que nunca dediquei tempo suficiente para isso”, vale dizer, para estudar isso. Disse isso a uma plateia lotada de estudantes, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, quando foi animadamente vaiado. “É normal discutir, mas eu não sei. Dar minha opinião agora seria leviano”.

Não vai dar a opinião dele nunca. Vai esperar que a presidente da República fale ou lhe diga a opinião dela para ele falar.

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