A capa do Correio selecionada pelo ESSO

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DEU NO CORREIO DA BAHIA

Da Redação

O mais respeitado e tradicional prêmio de jornalismo do Brasil, o Prêmio Esso de Jornalismo, divulgou nesta quarta-feira (16) os nomes dos finalistas do evento. Ao todo, foram 35 profissionais de texto, 15 de criação gráfica, 10 de fotografia e 8 de telejornalismo. A designer do jornal CORREIO, Morgana Miranda, e o diretor de redação, Sérgio Costa, estão entre as finalistas de arte gráfica com a capa Agenda Ba-Vi, que ilustrou a edição do jornal impresso publicado em 19 de fevereiro deste ano.

A capa produzida pela baiana ilustra o dia a dia dos dois maiores times da cidade, até a data da estreia na segunda fase do Campeonato Baiano de 2013. Essa é a segunda vez que o CORREIO chega à final do prêmio. Em 2012, o diretor de redação Sérgio Costa foi indicado pela capa “Palpite infeliz”, que abordava a cassação do senador por Goiás Demóstenes Torres, acusado de favorecer o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Com diversas categorias, o conjunto de premiações é concedido aos melhores trabalhos publicados anualmente. Entre os jornais impressos existem 11 categorias premiadas. Os profissionais concorrem ainda ao próprio Prêmio Esso de Reportagem, além do prêmio Esso de Jornalismo.

Em 2013, o Prêmio completa 58 anos de história com mais de 30 mil trabalhos jornalísticos analisados. Este ano, cerca de 35 jurados foram selecionados, entre editores das principais publicações brasileiras, professores universitários e profissionais da comunicação. Para selecionar os trabalhos finalistas deste ano, as comissões examinaram 562 reportagens e séries de reportagens; 245 trabalhos fotográficos; 333 trabalhos de criação gráfica (Jornal, Revista e Primeira Página) e 70 trabalhos de telejornalismo, totalizando 1.210 inscrições.

O Prêmio Esso mantém um processo de inscrição, avaliação e seleção preliminar via internet. O sistema digital permite que todos os trabalhos inscritos sejam examinados por pelo menos três jurados na primeira fase de seleção. Em uma segunda etapa, as reportagens de texto com melhor pontuação são novamente avaliadas por grupos de quatro, seis e até dez jurados antes da indicação das finalistas. O sistema de múltiplas revisões permite que os trabalhos possam ser examinados até 5.769 vezes.

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BOA TARDE!!!

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DEU NO JORNAL O GLOBO

Penso eu

Chico Buarque de Holanda

Pensei que o Roberto Carlos tivesse o direito de preservar sua vida pessoal. Parece que não

Pensei que o Roberto Carlos tivesse o direito de preservar sua vida pessoal. Parece que não. Também me disseram que sua biografia é a sincera homenagem de um fã. Lamento pelo autor, que diz ter empenhado 15 anos de sua vida em pesquisas e entrevistas com não sei quantas pessoas, inclusive eu. Só que ele nunca me entrevistou.

O texto de Mário Magalhães sobre o assunto das biografias me sensibilizou. Penso apenas que ele forçou a mão ao sugerir que a lei vigente protege torturadores, assassinos e bandidos em geral. Ele dá como exemplo o Cabo Anselmo, de quem no entanto já foi publicada uma biografia. A história de Consuelo, mulher e vítima do Cabo Anselmo, também está num livro escrito pelo próprio irmão. Por outro lado, graças à lei que a associação de editores quer modificar, Gloria Perez conseguiu recolher das livrarias rapidamente o livro do assassino de sua filha. Da excelente biografia de Carlos Marighella, por Mário Magalhães, ninguém pode dizer que é chapa-branca. Se fosse infamante ou mentirosa, ou mesmo se trouxesse na capa uma imagem degradante do Marighella, poderia ser igualmente embargada, como aliás acontece em qualquer lugar do mundo. Como Mário Magalhães, sou autor da Companhia das Letras e ainda me considero amigo do seu editor Luiz Schwarcz. Mas também estive perto do Garrincha, conheci algumas de suas filhas em Roma. Li que os herdeiros do Garrincha conseguiram uma alta indenização da Companhia das Letras. Não sei quanto foi, mas acho justo.

O biógrafo de Roberto Carlos escreveu anteriormente um livro chamado “Eu não sou cachorro não”. A fim de divulgar seu lançamento, um repórter do “Jornal do Brasil” me procurou para repercutir, como se diz, uma declaração a mim atribuída. Eu teria criticado Caetano e Gil, então no exílio, por denegrirem a imagem do país no exterior. Era impossível eu ter feito tal declaração. O repórter do “JB”, que era também prefaciador do livro, disse que a matéria fora colhida no jornal “Última Hora”, numa edição de 1971. Procurei saber, e a declaração tinha sido de fato publicada numa coluna chamada Escrache. As fontes do biógrafo e pesquisador eram a “Última Hora”, na época ligada aos porões da ditadura, e uma coluna cafajeste chamada Escrache. Que eu fizesse tal declaração, em pleno governo Médici, em entrevista exclusiva para tal coluna de tal jornal, talvez merecesse ser visto com alguma reserva pelo biógrafo e pesquisador. Talvez ele pudesse me consultar a respeito previamente e tirar suas conclusões. Mas só me procuraram quando o livro estava lançado. Se eu processasse o autor e mandasse recolher o livro, diriam que minha honra tem um preço e que virei censor.

Nos anos 70 a TV Globo me proibiu. Foi além da Censura, proibiu por conta própria imagens minhas e qualquer menção ao meu nome. Amanhã a TV Globo pode querer me homenagear. Buscará nos arquivos as minhas imagens mais bonitas. Escolherá as melhores cantoras para cantar minhas músicas. Vai precisar da minha autorização. Se eu não der, serei eu o censor.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/

out
16
Posted on 16-10-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-10-2013


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Aroeira, hoje, no jornal O Dia (RJ)

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OPINIÃO POLÍTICA

Abacaxis para descascar

Ivan de Carvalho

A presidente Dilma Rousseff esteve ontem em Salvador, assinando, com o governador Jaques Wagner e o prefeito ACM Neto, coisas do metrô. Quem menos tem a ver com o assunto, pelo menos sob o aspecto do envolvimento e responsabilidade, é o prefeito, que logo no início de sua gestão transferiu essa bola para o governo do Estado, que a aceitou avidamente.

E não demorou a ter a demonstração de que a bola é quadrada: as empresas Odebrecht e OAS, que eram as queridas e consideradas pule de dez na licitação, na hora H não se apresentaram. Consideraram que o negócio não seria compensador e se desinteressaram. Houve então uma licitação com um só consórcio concorrente, coisa mais sem graça, ainda mais por envolver a Siemens, a mais falada do ano pelas más línguas.

Mas não estou escrevendo sobre o metrô, licitações, empreiteiras, bolas quadradas. Pretendo escrever algumas linhas sobre abacaxis e por mero acaso (se existe acaso) comecei com o já descrito, em homenagem à presidente Dilma Rousseff, que nos deu a honra de, mais uma vez visitar a Bahia. Desta vez, trocando as areias e águas da bela Inema pela burocracia da assinatura de papéis misturada com um marketing político de sentido eleitoral. O tempo dirá se ou quando o que foi posto nos papéis sairá deles na forma de equipamentos para a cidade. E se o número de votos que o marketing porá nas urnas de 2014 será suficiente.

Mas vamos deixar em paz e reflexão a presidente Dilma Rousseff com a sua surpreendente constatação de que “tudo o que as pessoas que estão pleiteando a Presidência da República querem é ser presidente” – ela inclusa, eu presumo – e vamos a outros abacaxis, não muitos para que não extrapolem o espaço e não encham a paciência do indulgente leitor. Anunciou-se, não sei bem se oficial ou oficiosamente, que até o dia 15 de novembro (daqui a um mês, exatamente) será decidido (e anunciado, pois decidido muitos dizem que já está) qual o candidato do PT (entre os quatro supostos aspirantes) para o mandato de governador do Estado a ser disputado em outubro de 2014. Nota o leitor que de repente o PT, que se mostrava bastante malemolente na questão, se encheu de pressa?

Bem, aos abacaxis. No governo e reeleito para exercer a partir de 1º de janeiro de 2011 o segundo mandato de governador, Wagner tinha em dezembro de 2010 nada menos que 60 por cento de aprovação em pesquisa do Datafolha. Este ano, em julho, havia caído para 28 por cento de aprovação. Todos se lembram da queda de Dilma Rousseff e seu governo de maio ao fim de junho. Grande parte da queda da aprovação de Wagner terá acompanhado em esse movimento quase geral no país. E certamente uma parte da queda ocorreu por motivos locais. Agora, o governador se dispõe – e, mesmo sem dizer o nome publicamente, ninguém imagina que esteja fazendo segredo – levar o PT a apresentar o deputado e secretário-chefe da Casa Civil, Rui Costa, a governador. E a conseguir para ele o apoio dos partidos da base governista. O raciocínio básico é o de que, como ACM Neto, que seria candidato forte de oposição, não pretende concorrer, o governo pode ganha mesmo com um candidato avaliado em geral como difícil eleitoralmente.

Mas acontece que as coisas não estão assim tão simples. O PSB vai sair da base eleitoral governista e lançar a candidatura própria da senadora Lídice da Mata. O PDT promoveu ontem, em uma churrascaria e com as bases municipais e mais de 40 deputados estaduais, um evento, prestigiado pelos presidentes nacional e estadual do partido, Carlos Lupi e Alexandre Brust, para reafirmar e reforçar a candidatura a governador de Marcelo Nilo, presidente da Assembléia Legislativa. Nilo já declarou que, se ficar foram da chapa majoritária (governador, vice e senador), seu partido manterá sua candidatura a governador. É outro abacaxi para Wagner e o PT descascarem. Quanto ao atual vice-governador Otto Alencar, mantém linha de total fidelidade ao governador Wagner, mas seu partido, o PSD, presidido por Gilberto Kassab, ainda não decidiu exatamente o que vai fazer nas eleições presidenciais (há uma tendência de apoiar a candidatura de Dilma Rousseff, mas é só tendência, por enquanto). A definição do PSD em âmbito nacional gerará reflexos no cenário sucessório baiano.

BOM DIA!!!

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