Lídice: “O PT está cobran coisas que não têm a oferecer”

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DEU EM A TARDE

Durante a inauguração do escritório de representação da Rede de Sustentabilidade em Salvador, nesta segunda-feira, 14, a senadora Lídice da Mata (PSB) voltou a rebater declarações de integrantes do PT DE que a estão empurrando para a oposição na Bahia, pela sua vinculação ao pré-candidato socialista à presidência da República, Eduardo Campos.

“Sou pré-candidata da base buscando o apoio do governador Jaques Wagner, que ainda não decidiu quem vai apoiar. O PT sequer tem candidato. O PT está cobrando coisas que não tem a oferecer à sociedade. Posso dizer igual a Marcelo Nilo (pré-candidato do PDT ao governo): quem tem quatro não tem nenhum”, declarou, numa alusão às dificuldades dos petistas em escolher um nome entre os secretários estaduais Rui Costa e José Sérgio Gabrielli, o senador Walter Pinheiro e o ex-prefeito de Camaçari Luiz Caetano.

“Politicagem”

Lídice reiterou que o socialista Domingos Leonelli não vai entregar o cargo de secretário de Turismo do estado e classificou eventuais pressões como “politicagem”. Disse que o PSB “não constrói sua relação política com base em cargos”, que seriam “ferramentas, contribuição político-ideológica da participação no governo”. “Na hora certa discutiremos tudo”, afirmou. Sobre o fato de o PT de Pernambuco ter deixado o governo de Campos, supostamente por orientação da direção nacional petista, Lídice disse não haver uma decisão dos socialistas sobre isso.

“O PSB, nacionalmente, decidiu entregar os cargos justamente para não sofrer esse tipo de patrulhamento, mas decidiu também manter as alianças nos estados até que as questões regionais possam ser debatidas e definidas”.

“Velho amigo”

Indagada se a aliança entre PSB e Rede teria abalado sua relação com Dilma Rousseff (PT) e Jaques Wagner (PT), a senadora diz que estará no evento marcado para esta terça-feira em Salvador, com a presença da presidente da República e do governador. “Sou senadora da Bahia. Não só sou convidada, como faço parte da comitiva”, afirmou.

Um repórter provocou: “E se Jonas Paulo estiver lá no palanque?”. Ela respondeu: “Não terá problema. Jonas é um velho amigo. Estou acostumada a dizer coisas diferentes dele há muitos anos. Aliás, se pensássemos igual estaríamos no mesmo partido”, disse, numa referência ao fato de o presidente do PT-BA ter declarado que quem não estiver no palanque de Dilma será considerado adversário.

“É uma visão que o PSB combate, que é dicotômica, que vê a sociedade apenas representada por governo e oposição”, argumentou.
Disse ter lutado “por muita democracia no Brasil para que isso não fosse verdade”.

“Temos eleições em dois turnos por isso, a Constituição reconhece o direito democrático de diversas forças apresentarem seu posicionamento para análise dos eleitores no primeiro turno e haver composição no segundo”, declarou, destacando o pensamento de Jonas como “quase inconstitucional”.

Na rápida solenidade de inauguração do escritório da Rede, Lídice foi tratada como “futura governadora”. O coordenador da agremiação no estado, Júlio Rocha, expressou sua alegria pelo fato de o PSB ter albergado a Rede e assinalou a afinidade e identificação com os socialistas. “Estamos lidando com companheiros que nós conhecemos há muito tempo”. Nessa associação não caberia nomes como o do deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), que resolveu retirar o apoio a Eduardo Campos após críticas que recebeu de Marina Silva. “Caiado já saiu, né?”, brincou Rocha, arrancando gargalhadas das cerca das 50 pessoas que se espremiam no escritório da Rede.

Coração aberto

Embora o democrata goiano tenha sido rejeitado pela coalizão Rede/PSB, ACM Neto (DEM) não teria as portas fechadas no caso de oferecer apoio a uma eventual candidatura de Lídice da Mata.

Questionada se reagiria como alguns setores do PT, segundo os quais apoio não se rejeita, nem mesmo o de ACM Neto, integrante de um grupo historicamente adversário dos chamados “partidos de esquerda”, Lídice ponderou que “apoio é uma coisa a ser discutida por quem apoia. Temos nossas opiniões, nossos posicionamentos, se alguém vem nos apoiar, essa pessoa é que tem que dar satisfação aos seus sobre o porquê de estar nos apoiando”, disse.

E reforçou não haver vetos preestabelecidos. “Estamos de coração aberto para receber apoio de todos os tipos. São muitas as formas de apoio que cada proposta ganha. Então, não dá para ter uma posição definitiva, não dá para vetar ninguém”, diz

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