Um pedido contra a violência no protesto na Barra
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DEU NO PORTAL A TARDE

Amigos e familiares dos irmãos Emanuelle, 21, e Emanuel Gomes Dias, 22 anos, mortos em acidente de moto em Ondina na sexta-feira, 11, realizam um protesto na tarde deste domingo, 13, pedindo paz e justiça, na Barra. Eles utilizaram pranchas de surf, esporte praticado por Emanuel, para pedir paz e justiça. Muitos motociclistas também participaram do protesto que terminou com uma homenagem no local onde os jovens morreram.

A mãe dos jovens, Marinúbia Gomes, agradeceu o apoio das pessoas que foram à passeata. “Vamos nos unir não só por Emanuel e Emanuelle, mas por todos que são vítimas de crimes como esse”, disse.

Os amigos colocaram cartazes na grade do hotel onde os irmãos se chocaram pedindo justiça. Além disso, flores foram colocadas no local para lembrar tragédia.

“Ele sempre andava protegido com os equipamentos e nunca havia sofrido um acidente de moto”, disse emocionado o pai dos jovens, Waldemir de Souza Dias, 53 anos, que mora em Madre de Deus e está em Salvador. Os amigos, que também participaram do protesto, ressaltaram que Emanuel sempre andava de forma cautelosa, ainda mais quando levava a irmã na garupa.

Os amigos surfistas prometeram outras passeatas para lembrar a tragédia e pedir justiça, além de fazer uma nova homenagem na praia do Barravento.

Emanuelle e Emanuel morreram após a motocicleta em que viajavam ter sido atingida pelo carro da médica Kátia Vargas Leal Pereira, 45 anos, na Avenida Oceânica, em Ondina.

Imagens capturadas pelas câmeras de segurança mostram o momento exato em que Kátia joga o carro em cima da motocicleta após uma perseguição. Depois da colisão, Kátia ainda perde o controle do veículo e sobe o passeio.

A médica, internada no Hospital Aliança, será indiciada por duplo homicídio doloso (quando há intenção de matar), segundo a delegada-titular Jussara de Souza.

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Vídeo musical de performance espetacular em voz e interpretação de Elza Soares de A Tonga Da Mironga Do Kabuletê. Confira para crer.

(Vitor Hugo Soares)


Jaques Wagner: crise política e administrativa

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DEU NA FOLHA DE S. PAULO

THIAGO GUIMARÃES
COORDENADOR-ADJUNTO DA AGÊNCIA FOLHA

Após uma reeleição tranquila e uma gestão que seguia sob céu de brigadeiro, o governador Jaques Wagner (PT-BA) enfrenta a chamada “síndrome do segundo mandato”, com desgaste político e dificuldades financeiras.

Se a taxa de aprovação de Wagner batia 60% em dezembro de 2010, caiu para 28% em julho deste ano, puxada pelo impacto da onda de protestos e de greves conflituosas de professores e PMs.

No front econômico, sem os ventos favoráveis do primeiro mandato, o petista apertou o cinto nos gastos: congelou R$ 2 bilhões do orçamento desde 2011 e reduziu os investimentos neste ano para 1,6% das despesas –ante 6,4% em 2011.

“Optamos por uma gestão austera porque sabíamos que o déficit previdenciário iria se acumular”, diz o secretário da Fazenda, Manoel Vitório.

A “bomba-relógio” da Previdência, nas palavras do secretário, é a principal dor de cabeça da Fazenda baiana. O rombo cresce a uma taxa média de 25% ao ano –foi de R$ 500 milhões em 2006 a R$ 2,3 bilhões previstos para 2014.

Esse déficit pressiona a folha de pagamento, e os gastos com pessoal vêm estourando o limite legal ao menos desde 2011 –estavam em 50,7% da receita em abril deste ano, quando o patamar máximo é 49%.

CRÍTICAS

A oposição, que ensaia uma união entre PSDB, PMDB e DEM para enfrentar o PT em 2014, testa o discurso de campanha e busca colar em Wagner o rótulo de mau gestor.

“Houve inchaço da máquina e o governo gasta mal”, afirma o líder da oposição na Assembleia Legislativa, Elmar Nascimento (DEM).

Na mesma linha vai Pedro Lino, único dos sete conselheiros do Tribunal de Contas a votar pela reprovação das contas de Wagner de 2012. Ele critica o governo por ter gasto 87% do orçamento com custeio, executado apenas 48% em ações de combate à seca e elevado as despesas de publicidade em 32%.

“A receita tem subido [12% em 2012], mas a capacidade de investimento é muito reduzida”, disse Lino.

Para Sérgio Furquim, vice-presidente do IAF (Instituto dos Auditores Fiscais) da Bahia, os números da gestão Wagner são “relativamente bons”, com dívida decrescente e obrigações constitucionais sob controle.

Mas o caixa apertado acaba influenciando a relação com o funcionalismo –paralisações de professores (115 dias) e de policiais militares (12 dias) em 2012 causaram ônus político a Wagner.

“Com mais dificuldade de responder a demandas do setor público, o governo optou por endurecer nas negociações desde o começo, e essas greves acabaram tendo repercussão muito negativa”, afirma o cientista político Jorge Almeida, da Universidade Federal da Bahia.

Enquanto isso, o PT ainda não definiu quem será seu candidato à sucessão de Wagner. Estão na disputa o senador Walter Pinheiro e os secretários Rui Costa (Casa Civil) e José Sergio Gabrielli (Planejamento).

Colaborou NELSON BARROS NETO, de Salvador

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Alcides Gerardi, para levar o barco, em um domingo de outubro triste!

(Gilson Nogueira)

out
13
Posted on 13-10-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-10-2013


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Aroeira, hoje, no jornal O Dia (RJ)

out
13

Somente Eduardo Campos, governador de Pernambuco e aspirante a candidato à vaga de Dilma pelo PSB, tem de fato o que celebrar com a mais recente pesquisa de intenção de votos do Datafolha publicada neste domingo pelo jornal Folha de S. Paulo.

Qual a novidade de que Dilma se reelegeria, hoje, se enfrentasse Eduardo e Aécio? Ou de que a eleição iria para segundo turno se seus adversários fossem Marina Silva e José Serra?

Novidades:

1. Em todos os cenários, a intenção de voto em Eduardo triplicou depois do acordo firmado por ele com Marina;

2. Em um eventual segundo turno, quando informado de que Marina é a vice de Eduardo, o brasileiro elege Dilma por uma diferença de 7 a 9 pontos. Somente.

3. Eduardo transfere votos para Marina, que transfere votos para Eduardo.

4. Num segundo turno em que Marina fosse candidata a presidente, tendo Eduardo como vice, haveria empate técnico com a chapa Dilma-Michel Temer.

Foi o jornalista Fernando Rodrigues que publicou os dados acima em seu blog.

Eduardo é o menos conhecido dos candidatos. Logo, o que tem mais espaço para crescer.

Os anões darão mais trabalho para ser derrotados do que os apressados imaginam.

Anões é como foram chamados Marina, Eduardo e Aécio por João Santana, marqueteiro de Dilma e Lula.

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Em disputa com Aécio e Campos, Dilma seria reeleita no primeiro turno

Pesquisa Datafolha, realizada ontem, mostra ainda que a petista iria para o segundo turno com a escolha de Marina e Serra como cabeça de chapa

O Globo

Se disputasse a eleição presidencial de 2014 contra o senador Aécio Neves (PSDB) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSDB), os mais prováveis candidatos de seus partidos, a presidente Dilma Rousseff (PT) seria reeleita já no primeiro turno, segundo pesquisa Datafolha realizada ontem e divulgada pelo jornal “Folha de S. Paulo”.

A petista teria 42% das intenções de voto; Aécio, 21%; Campos, 15%. Nesta mesma simulação, votos brancos, nulos ou nenhum totalizam 16%; já 7% dos entrevistados disseram que não sabem em quem votar. Em outros cenários simulados pelo Datafolha, quando são consideradas as candidaturas de Marina Silva pelo PSB, e José Serra (PSDB), a disputa iria para o segundo turno.

– O cenário que traz Dilma, Aécio e Campos é o único que permitiria terminar a eleição no primeiro turno. Os outros levam para o segundo turno. Mas temos de considerar que, antes da eleição, muita coisa vai acontecer. Este ano, diferente dos últimos, a eleição tem características de imprevisibilidade. Tivemos as manifestações ocorridas em junho, que mostraram que podem mudar o cenário caso voltem a acontecer. Tem a Copa do Mundo, que no ano que vem tem uma importância crucial. Se houver problemas mais sérios na organização, o governo federal deve sofrer consequências. Caso contrário, sai fortalecido – diz o sociólogo Mauro Paulino, diretor do Datafolha.

O instituto fez 2.517 entrevistas em 154 municípios. A margem de erro dos resultados é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Como as simulações desta pesquisa são diferentes das apresentadas em levantamentos anteriores, não é possível comparar os resultados.

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DEU EM O GLOBO

CORDIAL

Caetano Veloso

Tenho um coração libertário. Sou o típico coroa que foi jovem nos anos 60. Recebi anteontem o e-mail de um cara de quem gosto muito — e que é jornalista — com proposta de entrevista por escrito sobre a questão das biografias. Para refrescar minha memória, ele anexou um trecho de fala minha em 2007. Ali eu me coloco claramente contra a exigência de autorização prévia por parte de biografados. E pergunto: “Vão queimar os livros?” Achei aquilo minha cara. Todos que me conhecem sabem que essa é minha tendência. Na casa de Gil, ao fim de uma reunião com a turma da classe, eu disse, faz poucos meses, que “quem está na chuva é para se molhar” e “biografias não podem ser todas chapa-branca”. Então por que me somo a meus colegas mais cautelosos da associação Procure Saber, que submetem a liberação das obras biográficas à autorização dos biografados?

Mudei muito pouco nesse meio-tempo. Mas as pequenas mudanças podem ter resultados gritantes. Aprendi, em conversas com amigos compositores, que, no cabo de guerra entre a liberdade de expressão e o direito à privacidade, muito cuidado é pouco. E que, se queremos que o Brasil avance nessa área, o simplismo não nos ajudará. O modo como a imprensa tem tratado o tema é despropositado. De repente, Chico, Milton, Djavan, Gil, Erasmo e eu somos chamados de censores porque nos aproximamos da posição de Roberto Carlos, querendo responder ao movimento liderado pela Anel (Associação Nacional dos Editores de Livros), que criou uma Adin (ação direta de inconstitucionalidade) contra os artigos 20 e 21 do Código Civil, que protegem a intimidade de figuras públicas. Repórter da “Folha” cita trechos de algo dito por Paula Lavigne em outro contexto para responder a sua carta de leitor. Logo a “Folha”, que processou, por parodiá-la, o blog Falha de S.Paulo.

A sede com que os jornais foram ao pote terminou dando ao leitor a impressão de que meus colegas e eu desencadeamos uma ação, quando o que aconteceu foi que nos vimos no meio de uma ação deflagrada por editoras, à qual vimos que precisávamos responder com, no mínimo, um apelo à discussão. Censor, eu? Nem morta! Na verdade a avalanche de pitos, reprimendas e agressões só me estimula a combatividade.

Tenho dito a meus amigos que os autores de biografias não podem ser desrespeitados em seus direitos de informar e enriquecer a imagem que podemos ter da nossa sociedade. Pesquisam, trabalham e ganham bem menos do que nós (mas não nos esqueçamos das possibilidades do audiovisual). Não me sinto atraído pelo excesso de zelo com a vida privada e muito menos pela ideia de meus descendentes ficarem com a tarefa de manter meu nome “limpo”. Isso lhes oferece uma motivação de segunda classe para suas vidas. Também neguinho pode vir a ter um neto que seja muito careta e queira fazer dele o burguês respeitável que ele não foi nem quis ser. Mas diante dos editoriais candentes, das palavras pesadas e, sobretudo, das grosserias dirigidas a Paula Lavigne, minha empresária, ex-mulher e mãe de dois dos meus três filhos maravilhosos, tendo a ressaltar o que meu mestre Jorge Mautner sintetizou tão bem nos versos “Liberdade é bonita mas não é infinita /Me acredite: liberdade é a consciência do limite”. Mautner é pelo extremo zelo com a intimidade.

Autores americanos foram convocados para repisar a ferida do sub-vira-lata. Nada mais útil à campanha. (Americanos são vira-latas mas têm uma história revolucionária com a qual não nos demos o direito de competir.) Sou sim a favor de podermos ter biografias não autorizadas de Sarney ou Roberto Marinho. Mas as delicadezas do sofrimento de Gloria Perez e o perigo de proliferação de escândalos são tópicos sobre os quais o leitor deve refletir. A atitude de Roberto foi útil para nos trazer até aqui: creio que os termos do Código Civil merecem ser mudados, mas entre a chapa-branca e o risco marrom devem valer considerações como as de Francisco Bosco. Ex-roqueiros bolsonaros e matérias do GLOBO tipo olha-os-baderneiros para esconder a força que a luta dos professores ganhou na cidade me tiram a vontade de crer em opções fora da esquerda entalada. Me empobrecem. Ficaremos todos mais ricos se virmos que o direito à intimidade deve complicar o de livre expressão. E se avançarmos sem barretadas aos americanos. Ouve-se aqui minha voz individual. Quiçá perguntem: ué, os jornais deram espaço, pediram entrevistas: Tá chiando de quê? Pois é. Meu ritmo. Roberto, Chico, Milton e os outros estão mais firmes: nunca defenderam nada diferente. Esperei o Procure Saber buscar seu timbre, olhei em volta e deixei pra falar aqui.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/

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FALSO MORALISTA

Intérprete: Paulinho da Viola

Composição: Nelson Sargento

Você condena o que a moçada anda fazendo
e não aceita o teatro de revista
arte moderna pra você não vale nada
e até vedete você diz não ser artista
Você se julga um tanto bom e até perfeito
Por qualquer coisa deita logo falação
Mas eu conheço bem o seu defeito
e não vou fazer segredo não
Você é visto toda sexta no Joá
e não é só no carnaval que vai pros bailes se acabar
Fim de semana você deixa a companheira
e no bar com os amigos bebe bem a noite inteira
Segunda-feira chega na repartição
pede dispensa para ir ao oculista
e vai curar sua ressaca simplesmente
Você não passa de um falso moralista
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BOM DOMINGO!!

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