La Beengell no auge da beleza e da fama
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A atriz, diretora e cantora Norma Bengell morreu na madrugada desta quarta-feira (9), aos 78 anos, no Rio de Janeiro. Diagnosticada com câncer no pulmão direito seis meses atrás, ela estava internada desde sábado (5) no hospital Rio-Laranjeiras e na terça (8) tinha sido transferida para a clínica Bambina.

A artista ainda sofria de outros problemas de saúde desde 2010, quando dois acidentes domésticos causaram lesões na coluna e no braço direito. “Ela morreu por volta das 3h da manhã devido a problemas respiratórios”, confirmou Ângelo, amigo da atriz, ao portal iG .

O amigo de Norma não soube informar sobre o velório e o enterro. “Ela estava em uma situação financeira difícil e não tem dinheiro para cuidar dessas questões. A gente está vendo se alguém se sensibiliza com isso e a ajuda. O último pedido dela foi para ser cremada, mas ela não deixou um documento por escrito, o que complica um pouco mais, pois precisamos entrar em contato com um juiz para sabermos se conseguimos liberar”, desabafou.

Trajetória como atriz

Norma Aparecida Almeida Pinto Guimarães d’Áurea Bengell nasceu em 21 de fevereiro de 1935 no Rio de Janeiro. Começou a carreira como modelo e cantora, tendo lançado, em 1959, o primeiro LP, “Ooooooh! Norma”, com canções de Tom Jobim e João Gilberto.

A estreia no cinema aconteceu no mesmo ano, em “O Homem do Sputinik”, de Carlos Manga e estrelado por Oscarito. No papel, chamou a atenção pela sensualidade – algo que marcaria sua carreira – numa imitação da atriz francesa Brigitte Bardot.

O ano de 1962 foi um dos mais barulhentos de sua carreira, com dois papéis definitivos. Em “Os Cafajestes”, de Ruy Guerra, fez a primeira cena de nu frontal de uma atriz brasileira. Em “O Pagador de Promessas”, de Anselmo Duarte, interpretou a prostituta Marli.

Sucesso de crítica, o longa de Duarte ganhou a Palma de Ouro em Cannes (único brasileiro a conseguir tal feito) e foi indicado ao Oscar de filme estrangeiro. A visibilidade permitiu que Norma conseguisse trabalhos no exterior, em especial na Itália, onde fez, por exemplo, “O Planeta dos Vampiros”, de Mario Bava, e “Os Cruéis”, de Sergio Corbucci.

No Brasil, participou de filmes como “Noite Vazia”, de Walter Hugo Khouri; “As Cariocas”, dirigido por Khouri em parceria com Fernando de Barros e Roberto Santos; “Edu, Coração de Ouro”, de Domingos de Oliveira; “O Anjo Nasceu”, de Júlio Bressan; “A Idade da Terra”, de Glauber Rocha; “Os Deuses e os Mortos”, de Ruy Guerra, entre outros.

Direção

Em 1970 estreou como produtora, roteirista e cineasta em uma série de curta-metragens. O primeiro longa veio em 1987, com “Eternamente Pagú”, que tem Carla Camurati no papel de Patrícia Galvão.

O segundo filme, “O Guarani” foi lançado quase dez anos depois, em 1996, com Márcio Garcia, Glória Pires e Marco Ricca no elenco. Por este projeto, foi alvo de um processo judicial que a acusava de desviar o dinheiro público captado para a filmagem.

Em 2007, questionada pela revista “IstoÉ” sobre a prestação de contas do filme, ela respondeu: “Não quero tocar nesse assunto que já me machucou demais. O filme passou no mundo todo, vendeu dez mil vídeos. Eu não devo nada a ninguém, são os ninguéns que devem muito a mim por terem tentado macular a imagem de uma mulher que trabalha.”

Em junho do ano passado, a atriz e diretora contou ao programa “Domingo Espetacular”, da rede Record, que estava à beira da falência por causa de dívidas com a Receita Federal.

“Eu tinha um advogado que me roubou, me lesou e ele não pagou o Imposto de Renda. Então, dez anos de Imposto de Renda, e eu não tenho pagar isso, não tenho como”, afirmou.

Nos últimos anos, os principais trabalhos de Bengell foram na televisão. Entre 2006 e 2007 participou na novela “Alta Estação”, da Record, e em 2008 e 2009 integrou o elenco do progama “Toma Lá, Dá Cá”, da TV Globo, criado por Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa.

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Comentários

Cida Torneros on 9 outubro, 2013 at 11:33 #

Um país que não prestigia seus ícones culturais contemporaneos, será este o Brasil que amamos? A artista Norma partiu sem o reconhecimento real para seu talento e dificuldades, foi injustiçada pela maquina fria dos burocratas insensíveis, que se julgam donos do poder. Ela é só uma das milhares de vitimas de um modelo rolo compressor da cobrança de impostos em nossa terra, que avança sobre assalariados e pequenos empreendedores e passa a mão na cabeça de criaturas privilegiadas, aquelas que se aboletam em cargos acima do bem e d8 mal


Cida Torneros on 9 outubro, 2013 at 11:38 #

Um país que não prestigia seus ícones culturais contemporaneos, será este o Brasil que amamos? A artista Norma partiu sem o reconhecimento real para seu talento e dificuldades, foi injustiçada pela maquina fria dos burocratas insensíveis, que se julgam donos do poder. Ela é só uma das milhares de vitimas de um modelo rolo compressor da cobrança de impostos em nossa terra, que avança sobre assalariados e pequenos empreendedores e passa a mão na cabeça de criaturas privilegiadas, aquelas que se aboletam em cargos acima do bem e do mal, transitando em níveis onde não é humano sentir ou perceber a dimensão patriotica de uma artiz, diretora ou cantora como foi La Bengell, a nossa Bardot tupiniquim, patrimônio do cinema nacional. Que descanse em paz! Os brasileiros que reconhecem seu trabalho, luta e, sobretudo, sua decepção e sofrimento, rezam por ela, como eu!


regina on 9 outubro, 2013 at 18:02 #

Vá em Paz, Norma Bengell, fica a saudade!!!!
Você nos representou!!!!!


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