BAHIA EM PAUTA LÊ, OBSERVA, REPRODUZ TRECHOS DAS PERGUNTAS REFERENTES AOS PRINCIPAIS NOMES PETISTAS À SUCESSÃO DE JAQUES WAGNER EM 2014, E COMENTA A ENTREVISTA DO SECRETÁRIO CHEFE DA CASA CIVIL, RUI COSTA, PUBLICADA NA EDIÇÃO IMPRESSA DA TRIBUNA DA BAHIA ESTA SEGUNDA-FEIRA,7:

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Interessante, muito interessante e emblemática , a entrevista do secretário Chefe da Casa Civil do governo petista de Jaques Wagner ao repórter e editor de Política, Osvaldo Lyra, publicada com destaque – e chamada no alto da primeira página – pela Tribuna da Bahia, na edição desta segunda-feira, 7.

A entrervista merece ser lida na íntegra e com muita atenção.

Não só pelo que o entrevistado revela , mas também pelo que Rui Costa esconde (deliberada ou involuntariamente) nas respostas a Lyra, que contou com a colaborração das repórteres Lilian Machado e Fernanda Chagas na conversa.

Por exemplo:Nas questões essenciais, como as relacionadas diretamente com a sucessão de Jaques Wagner, e os principais nomes do PT na corrida pela indicação do candidato do partido no poder para disputar as eleições do ano que vem, o secretário
Rui Costa simplesmente “rifa”, ou passa por cima do nome de seu colega José Sergio Gabrielli.

O Chefe da Casa Civil cita mais de uma vez a si próprio, ao senador Walter Pinheiro e ao ex-prefeito de Camaçari, Luiz Caetano.

A Gabrielli o entrevistado não cita nominalmente uma única vez. Apesar de em uma das perguntas, o entrevistador Osvaldo Lyra fazer referência nominal ao petista secretário de Planejamento do governo Wagner.

Por que a omissão? Perguntar não ofende. Ou será que sim?

Confira e responda quem souber.

(Vitor Hugo Soares)

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TRECHOS DA ENTREVISTA DE RUI COSTA NA TB

Tribuna da Bahia – O senador Walter Pinheiro, o ex-prefeito Luiz Caetano e o secretário de Planejamento José Sérgio Gabrielli, pressionam por uma definição sobre quem será o representante do governo em 2014. Como favorito, como vê essa pressão?

Rui Costa – Olhe, nós temos mais um consenso entre nós e isso é bom. Temos o consenso de que não haverá prévias e outro, inclusive meu, de que chegou a hora de tomar a decisão. Então vejo isso como ponto positivo porque estamos pensando da mesma forma.

Tribuna – Quando haverá a definição sobre o nome do PT? Existe um prazo para definir o candidato do partido?

Costa – Olhe, prazo não existe. Não há uma decisão formal do PT com prazo. Há um sentimento de toda a direção do partido, sentimento dos quatro de que chegou a hora de se aprofundar, de acelerar, e eu diria que se fixar prazo, mas estamos no mês de outubro e quem sabe é chegada a hora de tomarmos essa decisão. Todos têm consenso nisso e o governador assim está compreendendo, de que o nome do PT precisa ser consolidado até o mês de novembro.

Tribuna – E quais deverão ser os critérios para a escolha do candidato?

Costa – Eu acho que não se trata de critérios objetivos. Existe uma série de avaliações que podem ser subjetivas que cada um deve ter. Repito: não estamos discutindo o perfil nem qualidades individuais, mas o papel de cada um. Se é melhor um ser deputado federal, o outro continuar sendo senador. No meu caso, se é melhor continuar sendo deputado federal ou ser candidato a governador? No de (Walter) Pinheiro, se é melhor continuar sendo senador ou é para ele ser candidato a governador? No de (Luiz) Caetano é melhor ele ser federal ou candidato a governador? Não se trata das qualidades e defeitos de cada um, mas se trata de nomes que podem agregar, que possam ter no conjunto da sociedade e das lideranças políticas do Estado uma aceitação e também qual o papel que cada um deve ter, qual contribuição que cada um deve ter. É bom ter Rui Costa como deputado federal ou aqui? É bom ter Pinheiro aqui ou como senador? É um pouco discutir sobre como nós podemos utilizar os nossos quadros políticos.

Tribuna – Até porque está elevando o termômetro e o tensionamento dentro da base, ou não?

Costa – Eu não diria a palavra tensionamento. A imprensa cumpre o seu papel com ansiedade de trazer a notícia em primeira mão. Os veículos tentam dar furo e isso vai inquietando em um e outro a necessidade até de responder. Todos, inclusive eu, a cada entrevista é fustigado, e isso vai criando em cada um a angústia de ter logo a resposta, até para colocar um ponto final nisso. Isso vai fazendo com que um ou outro avance mais em uma palavra ou outra, o que gera certa inquietação. Eu não diria tensão. Eu não sinto na base, nem no PT nenhuma tensão, mas sim uma ansiedade crescente pela definição da chapa.

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