Marina: tudo bem, depois da crise alérgica
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DEU NO G1

A ex-senadora Marina Silva passou mal em casa na madrugada desta segunda-feira (7) e teve de ser levada a um hospital de Brasília. Segundo sua assessoria de imprensa, ela passou por uma crise alérgica após ingerir fruta com restos de chocolate, tipo de alimento que não pode comer devido a uma dieta restrita por problemas de saúde durante a juventude.

Após duas horas no pronto-socorro, onde foi medicada, a senadora retornou para casa, onde passa bem, segundo sua assessoria. Ela cancelou compromissos nesta segunda, e fica em Brasília até a próxima quarta (9), para reuniões com

Durante a adolescência num seringal no Acre, Marina contraiu doenças devido a contaminação com metais pesados, como hepatite, malária e leishmaniose. Embora curada, ela ainda mantém alergia a alimentos como leite, soja, palmito, cogumelo, chocolate, ovo, peixe de água salgada e frutos do mar, entre outros. A ingestão, em alguns casos o cheiro, pode provocar coceira ou falta de ar.

http://youtu.be/HYx_JHNyQMs

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Johnny Alf.que falta infinita você faz, ” Rapaz de bem ” !

(Gilson Nogueira)

DEU NO IG

O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, convocou o embaixador do Canadá, Jamal Khokhar, nesta segunda-feira (7), em Brasília, para “transmitir a indignação do governo brasileiro” e pedir esclarecimentos sobre nova denúncia de espionagem , desta vez envolvendo o Ministério das Minas e Energia. A rede de dados da pasta teria sido invadida pela Agência de Segurança e Comunicação canadense.

De acordo com nota oficial divulgada pelo Itamaraty no início da tarde, durante o encontro, “o chanceler brasileiro manifestou ao embaixador canadense o repúdio do governo a essa grave e inaceitável violação da soberania nacional e dos direitos de pessoas e de empresas”.

A invasão foi revelada por documentos repassados ao jornalista norte-americano Glenn Greenwald por Edward Snowden – ex-funcionário de uma prestadora de serviço da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos que revelou as ações de inteligência e hoje está asilado na Rússia . As informações foram divulgadas pelo “Fantástico” neste domingo (6).

O monitoramento tinha como alvo telefones, e-mails e internet do ministério, que foram mapeados em detalhes. Os documentos não mostram se houve acesso aos conteúdos nem especifica o período em que as interceptações teriam sido feitas, mas trazem os contatos feitos pela pasta para órgãos dentre e fora do Brasil.

A denúncia se soma a outros dois casos em que documentos de Snowden apontaram espionagem do governo americano em território brasileiro: o da estatal Petrobras e o da própria presidente Dilma . Segundo o ex-presidente da Eletrobras Pinguelli Rosa, as informações podem servir a empresas que concorrem a leilões e podem dar vantagem competitiva a quem espiona.

As denúncias de espionagem da NSA levaram os Estados Unidos e o Brasil a um impasse diplomático. O Brasil exigiu um pedido formal de desculpas e Dilma cancelou sua visita de chefe de Estado aos EUA, a única oferecida pelo governo dos EUA a um líder estrangeiro, em outubro deste ano. Dilma também fez um discurso duro ao abrir o debate da 68ª Assembleia Geral da ONU .

Após chamar o episódio de “grave violação dos direitos humanos e das liberdades civis” e uma “afronta aos princípios que devem guiar as relações entre os países”, a presidente anunciou que o Brasil apresentará propostas para o estabelecimento de um marco civil multilateral para a governança e uso da internet para assegurar a efetiva proteção dos dados que navegam pela internet. Neste domingo, Dilma usou o Twitter para fazer novas críticas à espionagem e cobrar explicações.

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DEU NA UOL/FOLHA

O custo da chamada de celular no Brasil é o mais caro do mundo, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (7) pela ITU (União Internacional de Telecomunicações), da ONU.

O minuto da ligação entre uma mesma operadora fora do horário de pico custa US$ 0,71 no país. Entre operadoras diferentes, a tarifa sobe para US$ 0,74.

No caso das chamadas feitas por números da mesma operadora, a tarifa mais baixa encontrada foi de US$ 0,01 o minuto, em Hong Kong e na Índia. Nos Estados Unidos, por exemplo, o custo é de US$ 0,27.

A tarifa no Brasil é mais que o dobro de outros países da América Latina, como Argentina e México, onde o minuto, em ambos, custa US$ 0,32.

Em relação às ligações feitas entre operadoras diferentes, a menor tarifa encontrada foi de US$ 0,01, em Hong Kong. A segunda menor é de US$ 0,02, da Índia. Também considerando as chamadas feitas fora do horário de pico.

O levantamento considerou 161 países e, no Brasil, considerou as tarifas médias praticadas em São Paulo.

TECNOLOGIA

No resultado geral, apresentado pelo relatório, que revela o quanto os países estão preparados para usar as tecnologias de comunicações, o Brasil fica em 62º lugar, atrás de países como Grécia (32º), República Tcheca (34º), Arábia Saudita (50º) Argentina (53º) e Costa Rica (60º).

Os primeiros colocados foram Coreia, Suécia e Islândia, nesta ordem. E os últimos foram Chade (155º), República Centro-Africana (156º) e Níger (157º).

DEU NO JORNAL O ESTADO DE S. PAULO

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DEU NO JORNAL O ESTADO DE S. PAULO

DE ANÕES E TRATORES

José Roberto de Toledo

“Dilma vai ganhar no primeiro turno porque ocorrerá uma antropofagia de anões. Vão se comer lá embaixo, e ela, sobranceira, vai planar no Olimpo”. O momento pitonisa foi de João Santana, o marqueteiro de Lula e Dilma Rousseff, para a revista Época, pouco antes de a chapa “EduMarina” ser anunciada.

Apesar de fazer previsões, Santana não tem bola de cristal. Nem ele nem ninguém anteviu que Eduardo Campos levaria Marina Silva para o seu PSB. O governador pernambucano cevou a adversária com discrição, para só dar a fisgada na última hora. Pegou-a pela fígado: ofereceu-lhe uma boa chance de vingar-se do PT, de Lula e de Dilma sem perder a pose nem o discurso – só a autonomia.

Os ditos anões não se comeram, se somaram. O resultado da operação é imprevisível. Pode ser uma potência ou uma subtração. Tudo depende de como o eleitor vai perceber a fusão. Se Marina potencializar Eduardo, a candidatura de Aécio Neves (PSDB) perde estatura. Mas Dilma ganhará um problema. Mais um, diga-se, se o marqueteiro traduziu bem o estado de espírito presidencial.

O que mais chama a atenção na frase de Santana não é verbo nem substantivo, mas o adjetivo com que descreveu Dilma. O Houaiss define “sobranceira”: “que encara as pessoas com superioridade; arrogante”. Não há melhor receita para a autofagia dos gigantes.

Por que tamanha sobrançaria?

Enquanto Marina se enredava num drama existencial-partidário, Dilma acelerava a campanha eleitoral. Literalmente. A presidente doou 7.326 máquinas pesadas para quatro de cada cinco prefeituras do Brasil. Mais de 6 mil foram entregues este ano. Há outras 11 mil para ela entregar antes da eleição. Tenta tratorar a oposição.

A ação eleitoral não se limita a dar retroescavadeiras (4,5 mil) e motoniveladoras (2 mil). A campanha de Dilma reorientou a estratégia de comunicação para desnivelar ainda mais o jogo. Sua prioridade se voltou para veículos regionais e locais. Metade das entrevistas exclusivas que Dilma concedeu a rádios desde que tomou posse ocorreram após sua popularidade despencar em julho.

Na sexta-feira, a presidente foi ao interior do Paraná. Falou só às rádios Musical FM e Maringá FM. A locutora sintetizou o que seria a entrevista: “Estamos em rede para Campo Mourão, Maringá e todos os municípios do noroeste do Paraná. Vamos falar com exclusividade com a presidenta Dilma Rousseff, que veio ao Paraná para a entrega de obras e anúncio de investimentos”.

Não deu outra. Dilma despejou cifras e siglas, bilhões para cá e para lá. Anunciou tratores para 92% das cidades paranaenses. “São 367 municípios que vão receber esse kit de motoniveladora, retroescavadeira e caminhão-caçamba”, declamou a presidente. Dois dias antes, repetira a fórmula com as rádios Nordeste Evangélica AM e 96 FM, do Rio Grande do Norte.

Dilma interiorizou a campanha eleitoral. Voltou-se para onde mantém popularidade mais alta – lugares cuja ruas não foram tomadas por manifestantes em junho. Às rádios potiguares, ela foi explícita: “Uma das melhores iniciativas que tivemos foi a interiorização tanto dos cursos técnicos como das universidades, das faculdades criando campus (sic) no interior do Brasil”.

É para o interior que vão também mais médicos e casas dos programas federais. Esse é o contexto da aliança de Dilma com a “agrogirl” Katia Abreu (TO). Eleita pela oposição, a senadora saiu do DEM para o PSD e agora filiou-se ao PMDB, levando a bancada ruralista cada vez mais para perto do governo.

Some-se a recuperação de parte da popularidade perdida, a liderança nas pesquisas eleitorais e a previsão de ter mais tempo de propaganda na TV do que teve em 2010 e vê-se de onde vem o “sobranceira” atribuído a Dilma por seu marqueteiro. O futuro parece definido. Só falta combinar com anões e eleitores.

BAHIA EM PAUTA LÊ, OBSERVA, REPRODUZ TRECHOS DAS PERGUNTAS REFERENTES AOS PRINCIPAIS NOMES PETISTAS À SUCESSÃO DE JAQUES WAGNER EM 2014, E COMENTA A ENTREVISTA DO SECRETÁRIO CHEFE DA CASA CIVIL, RUI COSTA, PUBLICADA NA EDIÇÃO IMPRESSA DA TRIBUNA DA BAHIA ESTA SEGUNDA-FEIRA,7:

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Interessante, muito interessante e emblemática , a entrevista do secretário Chefe da Casa Civil do governo petista de Jaques Wagner ao repórter e editor de Política, Osvaldo Lyra, publicada com destaque – e chamada no alto da primeira página – pela Tribuna da Bahia, na edição desta segunda-feira, 7.

A entrervista merece ser lida na íntegra e com muita atenção.

Não só pelo que o entrevistado revela , mas também pelo que Rui Costa esconde (deliberada ou involuntariamente) nas respostas a Lyra, que contou com a colaborração das repórteres Lilian Machado e Fernanda Chagas na conversa.

Por exemplo:Nas questões essenciais, como as relacionadas diretamente com a sucessão de Jaques Wagner, e os principais nomes do PT na corrida pela indicação do candidato do partido no poder para disputar as eleições do ano que vem, o secretário
Rui Costa simplesmente “rifa”, ou passa por cima do nome de seu colega José Sergio Gabrielli.

O Chefe da Casa Civil cita mais de uma vez a si próprio, ao senador Walter Pinheiro e ao ex-prefeito de Camaçari, Luiz Caetano.

A Gabrielli o entrevistado não cita nominalmente uma única vez. Apesar de em uma das perguntas, o entrevistador Osvaldo Lyra fazer referência nominal ao petista secretário de Planejamento do governo Wagner.

Por que a omissão? Perguntar não ofende. Ou será que sim?

Confira e responda quem souber.

(Vitor Hugo Soares)

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TRECHOS DA ENTREVISTA DE RUI COSTA NA TB

Tribuna da Bahia – O senador Walter Pinheiro, o ex-prefeito Luiz Caetano e o secretário de Planejamento José Sérgio Gabrielli, pressionam por uma definição sobre quem será o representante do governo em 2014. Como favorito, como vê essa pressão?

Rui Costa – Olhe, nós temos mais um consenso entre nós e isso é bom. Temos o consenso de que não haverá prévias e outro, inclusive meu, de que chegou a hora de tomar a decisão. Então vejo isso como ponto positivo porque estamos pensando da mesma forma.

Tribuna – Quando haverá a definição sobre o nome do PT? Existe um prazo para definir o candidato do partido?

Costa – Olhe, prazo não existe. Não há uma decisão formal do PT com prazo. Há um sentimento de toda a direção do partido, sentimento dos quatro de que chegou a hora de se aprofundar, de acelerar, e eu diria que se fixar prazo, mas estamos no mês de outubro e quem sabe é chegada a hora de tomarmos essa decisão. Todos têm consenso nisso e o governador assim está compreendendo, de que o nome do PT precisa ser consolidado até o mês de novembro.

Tribuna – E quais deverão ser os critérios para a escolha do candidato?

Costa – Eu acho que não se trata de critérios objetivos. Existe uma série de avaliações que podem ser subjetivas que cada um deve ter. Repito: não estamos discutindo o perfil nem qualidades individuais, mas o papel de cada um. Se é melhor um ser deputado federal, o outro continuar sendo senador. No meu caso, se é melhor continuar sendo deputado federal ou ser candidato a governador? No de (Walter) Pinheiro, se é melhor continuar sendo senador ou é para ele ser candidato a governador? No de (Luiz) Caetano é melhor ele ser federal ou candidato a governador? Não se trata das qualidades e defeitos de cada um, mas se trata de nomes que podem agregar, que possam ter no conjunto da sociedade e das lideranças políticas do Estado uma aceitação e também qual o papel que cada um deve ter, qual contribuição que cada um deve ter. É bom ter Rui Costa como deputado federal ou aqui? É bom ter Pinheiro aqui ou como senador? É um pouco discutir sobre como nós podemos utilizar os nossos quadros políticos.

Tribuna – Até porque está elevando o termômetro e o tensionamento dentro da base, ou não?

Costa – Eu não diria a palavra tensionamento. A imprensa cumpre o seu papel com ansiedade de trazer a notícia em primeira mão. Os veículos tentam dar furo e isso vai inquietando em um e outro a necessidade até de responder. Todos, inclusive eu, a cada entrevista é fustigado, e isso vai criando em cada um a angústia de ter logo a resposta, até para colocar um ponto final nisso. Isso vai fazendo com que um ou outro avance mais em uma palavra ou outra, o que gera certa inquietação. Eu não diria tensão. Eu não sinto na base, nem no PT nenhuma tensão, mas sim uma ansiedade crescente pela definição da chapa.

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DEU EM O GLOBO

A DOR DOS OUTROS

CACÁ DIEGUES

Semana passada, andei uns dias por Marechal Deodoro, cidade histórica de Alagoas, antiga capital do estado, acompanhando a IV Flimar (Festa Literária de Marechal Deodoro), organizada pelo prefeito Cristiano Matheus e por seu secretário de cultura Carlito Lima, meu amigo de infância. Dias de reencontro com tanta coisa.

Durante a Flimar, redescobri, graças a Ricardo Ramos Filho, seu neto, a extraordinária carta de Graciliano Ramos a Cândido Portinari, publicada em 1946. Um verdadeiro manifesto que, em nossa juventude de esquerda, líamos como amargo chiste do velho Graça, ao qual não tínhamos que dar tanta atenção. E no entanto devíamos ter levado mais a sério o que nosso escritor dizia ao pintor seu amigo, para o bem de sua geração e das gerações de artistas que os sucederam.

“Caríssimo Portinari”, escreve Graciliano, “(…) receio que esta resposta já não o ache fixando na tela a nossa pobre gente da roça. Não há trabalho mais digno, penso eu. Dizem que somos pessimistas e exibimos deformações; contudo as deformações e miséria existem fora da arte e são cultivadas pelos que nos censuram. (…) se elas desaparecessem, poderíamos continuar a trabalhar? Desejamos realmente que elas desapareçam ou seremos também uns exploradores, tão perversos como os outros, quando expomos desgraças? Dos quadros que você mostrou (…), o que mais me comoveu foi aquela mãe com a criança morta. Saí de sua casa com um pensamento horrível: numa sociedade sem classes e sem miséria seria possível fazer-se aquilo? Numa vida tranquila e feliz que espécie de arte surgiria? Chego a pensar que faríamos cromos, anjinhos cor de rosa, e isto me horroriza. Felizmente a dor existirá sempre, a nossa velha amiga, nada a suprimirá. E seríamos ingratos se desejássemos a supressão dela (…).”

Gostaria muito de pensar, e faço sempre um grande esforço para isso, como Bachelard, filósofo francês: “O mundo é belo antes de ser verdadeiro, o mundo é admirado antes de ser verificado.” O que significa que descobrir e se encantar com o que está à nossa volta deve ter primazia sobre ouvir o que se diz sobre o que está à nossa volta. Esse talvez seja o principal conflito da inteligência humana, a disputa eterna entre cultura e conhecimento. Os artistas sofrem com isso.

De que dor e de que mundo devemos falar quando nos deparamos com um desastre como esse de Lampedusa? Mais de 300 imigrantes ilegais, fugindo pelo Mediterrâneo de países africanos em crise, tentam chegar ao sul da Itália e morrem no naufrágio previsível de um barco sem condições de fazer os 350km da viagem, controlado por gerentes da miséria humana que cobravam mais de 1.500 dólares por cada um dos 500 passageiros, número impossível de caber em seus poucos 20 metros de extensão.

Eu sei que isso não é novo, nem raro. Eu sei que já aconteceu com albaneses que tentavam chegar ao norte da Itália, com mexicanos que atravessavam a fronteira para os Estados Unidos, com cubanos que remavam em direção à Flórida. Eu sei que isso não deixará de acontecer enquanto houver fome, miséria, opressão e guerra por aí afora, enquanto houver seres humanos desejando com desespero viver outra vida. Mas não quero me acostumar a isso, não vou me acostumar a isso.

A dor a que Graciliano se refere e não deseja suprimir faz parte da natureza humana, está sempre dentro de nós e no mundo ao nosso redor, temos que contar com ela. Nascemos para parir e parimos com dor. Os animais, as plantas, a terra toda, tudo à nossa volta vive fugindo dela, viver é tentar escapar da dor. Mas a dor de Lampedusa, dos que morreram sem conhecer a felicidade, dos que sobreviveram inutilmente e dos que, como nós, assistem perplexos a esse espetáculo brutal, essa é uma vergonha e pode muito bem ser suprimida. Como disse Francisco, acertando mais uma vez, ela é o resultado da “globalização da indiferença”.

Devemos prestar atenção à dor dos outros, para tentarmos atenuar a nossa. Vejo o desastre de Lampedusa e penso, por exemplo, nessa irracional reação corporativista aos médicos estrangeiros que querem trabalhar no Brasil. Nossas corporações são mais importantes do que o bem-estar e a saúde dos outros, num país miserável como esse? Como penso também em nossos professores em greve. Destruir equipamentos públicos, como estação de metrô, transportes coletivos, pontos de ônibus, placas de sinalização, cabines de telefone, equipamentos que servem ao resto da população, sobretudo aos mais pobres que não têm nada a ver com isso, faz parte de suas reivindicações corporativas?

Nesse e em outros exemplos mais e menos modestos, que se dane o resto, aquele que não sou eu, o outro?

Uma correção relativa ao artigo do outro sábado. O primeiro universitário da PUC-RJ a ser eleito presidente da UNE foi o estudante de direito José Baptista de Oliveira, durante o biênio 1956-57. Arthur Poener, em “O poder jovem” (ed. Civilização Brasileira, 1968), escreveu que a gestão de José Baptista “assinalou a formação da primeira frente única de católicos e comunistas no movimento estudantil, autêntica precursora do pensamento ecumênico em nosso país”.

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Posted on 07-10-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-10-2013


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Sinfrônio, hoje, no Diário do Nordeste (CE)


Cristina Kirchner:exames de rotina revelam lesão cerebral
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DEU NO PÚBLICO, DE LISBOA

A Presidente argentina, Cristina Kirchner, vai ter de cumprir um mês de repouso, devido a uma lesão cerebral.

Kirchner, 60 anos, esteve internada durante oito horas em hospital de Buenos Aires no sábado, 5, para uma série de exames supostamente de rotina. Só depois das 21h é que o porta-voz do Governo, Alfredo Scoccimarro, leu uma comunicação ao país, dizendo que tinha sido detectado um hematoma cerebral e que os médicos tinham determinado um repouso de um mês.

Segundo um comunicado médico divulgado pelo Governo argentino, Kirchner sofreu um traumatismo craniano dia 12 de Agosto, devido a uma queda. Exames realizados na época não detectaram nada de anormal. No sábado, deu entrada no Hospital Universitário da Fundação Favaloro, em Buenos Aires, para exames programados devido a uma arritmia.

Kirchner apresentava também dores de cabeça e um exame neurológico acabou por identificar um hematoma subdural – uma acumulação de sangue entre o crânio e o cérebro, na sequência de um traumatismo craniano.

Os médicos determinaram um mês de repouso à Presidente argentina. Mas, até ao princípio da manhã de domingo, ainda não era claro se Kirchner seria substituída pelo vice-Presidente Amado Boudou ou se manteria alguma atividade governantiva.

Cristina Kirchner tem enfrentado alguns problemas de saúde, desde que foi eleita no final de 2007. Teve várias crises de hipotensão, que obrigaram ao cancelamento de diversos compromissos. E em Janeiro de 2012 foi submetida a uma cirurgia para a extracção da tiróide, devido a uma suspeita de cancer, que não se confirmou.

Kirchner cumpre o seu segundo mandato, depois de reeleita em 2011.

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Seu nome verdadeiro era Elvira Gallegos Cerda y había, nascida na cidade do México em 16 de novembro de 1913.

Elvira Ríos foi a primeira cantora mexicana de categoría Internacional. Seus boleros chegaram a Argentina e Chile junto aos de Arvizu, Ortiz Tirado e Pedro Vargas.

Simplesmente maravilhosa e original na voz e na forma de interpretar. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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