Mestre Didi: candomblé, arte e cultura de luto na Bahia

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DEU NO PORTAL DE A TARDE

O escritor e artista plástico Deoscóredes Maximiliano dos Santos, conhecido como “Mestre Didi”, aos 95 anos, morreu neste domingo, 6, em decorrência de um câncer. O corpo dele será enterrado neste domingo, às 17 horas, no cemitério Jardim da Saudade. Ele era casado com a antropóloga argentina Juana Elbein dos Santos.

Mestre Didi, filho da ialorixá Maria Bibiana do Espírito Santo, a “Mãe Senhora”, era considerado um dos mais importantes sarcerdotes de religiões afro-brasileiras do país. Seu trabalho, inspirado nos objetos de culto ligados à tradição nagô, tem repercussão mundial. Arte, que ele aprendeu ainda criança com os mais velhos, que te ensinaram a manipular materiais para cultuar o orixá Obaluayê.

“Perdemos uma das maiores autoridades brasileiras, referência e mestre em Artes Sacras. Ele nos fazia uma ponte artística entre o Brasil e a África, contribuindo em vários campos. Agora, ficam seus legados e ensinamentos, que, com disciplina, nos fortaleceu e nos une para vencer os preconceitos”, disse Arany Santana, diretora do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) da Secretaria Estadual de Cultura.

“Ele era uma figura ímpar. Combinava dois campos: era sacerdote e líder religioso e trabalhava com as artes, mais especificadamente as Sacras. O Mestre era reconhecido internacionalmente, e era uma pessoa característica e marcante. A cultura baiana e brasileira como um todo fica triste”, lamentou o secretário de Cultura do Estado, Albino Rubim.

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