DEU NO JORNAL “PÚBLICO”, DE PORTUGAL

A tentativa de um carro passar uma barreira de segurança na Casa Branca levou a uma perseguição e disparo de tiros que acabou com uma morte, a da motorista acusada de tentativa de invasão.

O Capitólio, onde funciona o Congresso dos EUA, foi parcialmente encerrado na sequência do disparo de tiros, aparentemente junto ao Senado, mas já reabriu.

O chefe da Polícia do Capitólio, Kim Dine, acabou de dizer que se trata de um “incidente isolado” e que “não há qualquer indicação que esteja relacionado com terrorismo”.

A estação de televisão local WJLA, que funciona em rede com a emissora nacional ABC, diz que uma mulher suspeita foi atingida a tiro e morta. A polícia não confirmou a informação, repetida por vários outros meios de comunicação, da Reuters e ao Politico, da National Public Radio (NPR) à Bloomberg.

Ainda segundo a ABC, tudo terá começado quando um carro preto tentou derrubar uma barricada em volta da Casa Branca e terá quase atropelado um dos policias. Seguiu-se uma perseguição, e uma mulher, a condutora, foi morta, e um polícia ferido num choque entre dois carros da polícia na perseguição. Segundo o Washington Post, parece que todos os tidos foram disparados pela polícia ao tentar parar o carro. Aparentemente havia uma criança no veículo, já foram divulgadas imagens de uma pequena menina, a chorar, enquanto era levada por agentes de segurança.

O senador democrata Gerry Connolly tinha contado ao site Politico que ouviu o que lhe pareceu “fogo de artifício”. Imediatamente, os polícias disseram a quem estava na varanda para entrar no edifício. Segundo o senador, teriam sido “cinco ou seis” disparos. Connolly disse depois ao Post que tinha informação de que tinha sido detido um suspeito.

Telas no edifício exibiram alertas para um tiroteio e aconselham as pessoas a manterem-se no local em que estivessem.

“Há informação de tiros no Capitólio. Pede-se a todos os ocupantes que se mantenham onde estão”, dizia a polícia do Capitóliio num email a todos os funcionários do local. “Fechem, tranquem, e fiquem longe de portas e janelas”, dizia ainda a mensagem. “Se não está no seu gabinete, refugie-se no escritório mais próximo.”

“Se está num gabinete, mantenha-se no local” – é a frase que ouvimos uma e outra vez no sistema de emergência”, dizia o congressista Trey Radel no Twitter.

O incidente ocorreu quando o Executivo está no terceiro dia de paralisação e em plena crise pela não aprovação do orçamento. Ao retomar a sessão, a Câmara dos Representantes aplaudiu de pé a polícia. No Twitter, muitos lembravam que os agentes desta força não estão a ser pagos por causa da paragem.

Como precaução, a Casa Branca esteve também encerrada e em alerta.

“A crise acabou: já não há um atirador ativo”, dizia a MSNBC. Desde o alerta até ao anúncio de que tudo estava seguro não chegou a passar uma hora.

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