Marcelo Nilo: “O cara é advogado, o cargo é de confiança minha,
não tem problema nenhum”.

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DEU NA COLUNA POLÍTICA DO CORREIO DA BAHIA, ASSINADA PELO JORNALISTA RAFAEL RODRIGUES

A Lei nº 9.425/05 estabelece que cabe ao presidente da Assembleia Legislativa nomear o procurador e subprocurador-geral do poder Legislativo, observados os critérios de “reconhecido saber jurídico e reputação ilibada”. No dia 31 de agosto, o deputado estadual Marcelo Nilo (PDT), presidente da Assembleia, nomeou como subprocurador-geral Marcelo Dantas Veiga, 23 anos, pouco mais de um mês após o rapaz receber o diploma de Direito, na Unijorge, em celebração que contou com a presença de Nilo. Na festa, ele foi como sogro. É que Marcelinho, como é conhecido, namora a filha mais jovem do deputado, Natália Nilo.

A nomeação do agora subprocurador-geral causou ciumeira entre advogados que formam a equipe jurídica da Assembleia que, com anos de experiência e colaboração, esperavam chegar lá. A Assembleia Legislativa não divulga o valor do salário de seus funcionários. Para o cargo que ele foi nomeado, a base é de R$ 6.289,23, mas pode aumentar com gratificações em até 120%. A carreira meteórica do rapaz não permitiu que ele advogasse – na Justiça da Bahia, nas instâncias 1º e 2º graus, não há sequer uma ação em que ele esteja inscrito como advogado da parte.

Namorico

O deputado Marcelo Nilo, ao ser indagado sobre a nomeação do namorado da filha para subprocurador, contemporizou. “Tem nada a ver, não é namorado de minha filha, não. Ele é advogado, se formou e eu nomeei”, disse. Com as provas da relação amorosa exibidas nas fotos no Facebook, o presidente da Assembleia minimizou: “É uma paquera, namorar não sei se namora ainda. É paquera de minha filha, mas não tem nada a ver, pô! O cara é advogado, o cargo é de confiança minha, não tem problema nenhum”. Nilo frisou que, como não há vínculo formal entre o casal, não há nepotismo no caso.

Bom menino

Indagado sobre o “reconhecido saber jurídico”, exigido na lei para o cargo, o presidente da Assembleia defendeu o jovem advovado. “Conheço ele há muitos anos, passou na prova da OAB antes de se formar. Tem gente que se forma e não consegue. É um menino muito bom, um advogado muito preparado”, disse. Em entrevista de quatro minutos, por nove vezes, Nilo destacou tratar-se de cargo de confiança. “É de alta confiança, e não achei ninguém de melhor confiança do que ele”. Na defesa de Marcelinho, ele assegurou que os advogados da procuradoria aprovaram a escolha.

Laços de família

Marcelinho não é primeiro genro de Marcelo Nilo que ocupou o cargo de subprocurador da Assembleia Legislativa. De 2008 a 2011, quem desempenhava a função era o advogado Marcos José Ataíde. Ele foi exonerado em junho daquele ano, no mês em que casou-se com Renata Nilo, filha mais velha do presidente da Assembleia, e recentemente lançada pelo pai a pré-candidata a deputada estadual. Marcos teve de sair do cargo ao entrar oficialmente na família porque a permanência configuraria nepotismo.

set
27


As capas da revista The Economist. Do lado esquerdo a de há quatro anos e do lado direito a mais recente./DN

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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS, DE PORTUGAL

Desde janeiro de 2011, quando tomou posse como presidente, que Dilma Rousseff não escrevia na rede social. Agora voltou para responder a um artigo da revista The Economist, no qual são colocadas em causa as políticas de seu governo, depois do Brasil ter sido um dos países em que a economia melhorou mesmo com a crise mundial.

Há quatro anos a revista fez uma capa na qual se via o Cristo Redentor preparado para levantar voo, retratando um país que enquanto Lula da Silva foi presidente viu a sua economia se fortalecer e com as políticas sociais a permitirem reduzir o nível de pobreza no Brasil. Nem com a crise o país decaiu, pois em 2010 a economia cresceu 7,5%. A revista realça ainda que para “acrescentar à magia” o Brasil recebeu a organização do Campeonato do Mundo de futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016 (no Rio de Janeiro).

A The Economist recuperou essa mesma capa, mas desta feita aparece um Cristo Redentor a preparar-se para desabar. O artigo salienta que a economia cresceu apenas 0,9% em 2012 e este ano realizaram-se grandes protestos, como há muito não se via no país, “contra o custo de vida elevado, fracos serviços públicos e ganância e corrupção dos políticos. Refere ainda que Dilma Rousseff interfere muito mais do que o seu antecessor, Lula da Silva, na economia, o que deixa os investidores desconfiados. No artigo é sugerido que há poucas razões para reeleger Dilma Rousseff.

A presidente do Brasil resolveu responder ao trabalho de 14 páginas através do Twitter. A rede social foi uma aposta forte durante a campanha, mas quando tomou posse, em janeiro de 2011, Dilma Rousseff não mais escreveu, ainda que a conta tenha continuado ativa. Agora está de volta.

“Eles (The Economist) estão desinformados. O dólar estabilizou, a inflação está sob controle e somos o único grande país com pleno emprego. Somos a terceira economia que mais cresceu no mundo no segundo trimestre. Quem aposta contra o Brasil, sempre perde”, escreveu a líder do Brasil, citada pelos media brasileiros, que afirmam que foi confirmado pela assessoria de imprensa da presidente que foi Dilma quem escreveu.

Para marcar este regresso ao Twitter, Dilma Rousseff comentou ainda o caso de espionagem da Agência Nacional de Segurança (NSA) ao Brasil. “Países amigos não podem viver sob desconfiança. Um outro comportamento dos EUA para com o Brasil é necessário. Como disse na ONU. Vamos nos proteger. O novo marco civil da Internet vai ampliar a privacidade dos brasileiros.”

set
27
Posted on 27-09-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-09-2013

=========================================================Ela pregou
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ARTIGO

ELA X ELE NA ONU

Maria Aparecida Torneros

Ela pregou a paz e a discussão pela diplomacia para o mundo conturbado do século XXI. Ele ratificou o uso da intervenção militar quando houver impasses de violência por parte de terroristas ou governos que utilizam armas químicas, por exemplo.
Ela e ele apresentaram nos seus discursos de abertura, na sede da ONU, em Nova York, neste setembro de 2013, visões estabelecidas nas historias de seus povos, e nas suas próprias historias pessoais. Ambos são filhos de imigrantes, por parte de herança paterna, trazendo no sangue o sonho de homens que sairam de suas nações, Bulgária e Quênia, deixando Europa e Africa para empreender nas Américas onde seus filhos, com mulheres nativas, resgataram papéis de importância social e democrática alcançando a chefia do poder executivo. Ela, pioneira do genero feminino no comando do Brasil. Ele, primeiro presidente americano de origem negra.

Não bastassem suas semelhantes trajetórias de arrojados caminhos, suas personalidades indicam gênios fortes no que diz respeito à defesa de seus pares e convicções, como demonstraram nas suas falas diante dos delegados de mais de 180 paises que compoem a Organização das Nações Unidas. Ela, signatária da crença nos ideais propostos no pós segunda grande guerra, quando a entidade foi criada com a finalidade de mediar os conflitos entre povos e aparar arestas impedindo as explosões de intenso belicismo e massacres evitáveis.

Ele, legítimo representante de um pais economicamente dominador, belicamente equipado para atacar e defender, em permanente postura de guardião da guerra justificada ou arrogante disseminador da imagem de protetor do mundo, resguardadas as proporções do papel americano na defesa das liberdades.
Ela é a cara franca das nações emergentes, ciosas em reclamar da espionagem cibernética e da soberania dos seus cidadãos. Ele é o rosto expressivo do poder instalado que anuncia responsabilidade em proteger enquanto conclama aliados aos seus propósitos de equilibrar o poder entre o grupo dos 20 que já o detém e as novas economias que ascendem ao patamar que os credenciaria para opinar com peso nas mesas que negociam destinos da humanidade.

Ela foi enfática, quando declarou que a espionagem fere cidadania e direito internacional. Ele enfatizou que o papel dos EUA é banir as armas químicas na Siria.
Em comum, ambos defenderam ideais e economias, por ângulos e gêneros opostos, de quem se apresentou trajando saias ou calças, usando palavras de ordem ou postando jargões que pululam dentre uma humanidade desigual, socialmente envolvida nas lutas por dignidade e sobrevivência, um mundo de refugiados em campos ou em aglomerados urbanos, invadidos por uma tecnologia asfixiante, à mercê de comandantes que decidem suas sobrevidas, seu mercado de trabalho, o destino de suas famílias, etc, etc.

Ela e ele, Dilma e Obama, discursaram para mundos diversos, ainda que se pretenda interpolar suas falas, há que considerar que a palavra soa forte no peito do oprimido ou pode parecer fraca no entender do poderoso. Questão de semântica, ou melhor, de repertório vivencial. Por causa disso, a ONU existe, e as Nações, Unidas, são um sonho de paz e um esforço para conter a guerra.

Dilma e Obama, protagonistas do roteiro quase hollywoodiano, um espião que saiu do Havaí e uma dama de ferro que veio dos trópicos.

Cida Torneros, Jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro. Edita o Blog da Mulher Necessária, onde o texto foi publicado ori

set
27
Posted on 27-09-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-09-2013


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Sid, hoje, no portal A Charge Online

http://youtu.be/1YIpOYMZIPk

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Cantigas de São Cosme E São Damião

Mariene de Castro

Ê Cosme, ê Cosme
Damião mandou chamar
Que viesse nas carreiras
Para brincar com Iemanjá

Cosme e Damião
Vem comer seu caruru
Cosme e Damião
Vem que tem caruru pra tu

São Cosme mandou fazer
Duas camisinha azul
No dia da festa dele
São cosme quer caruru
vadeia cosme, vadeia
To vadiando na areia

São Cosme São Damião
Dois meninos quer brincar
Bate palma sereia no mar
Dois dois ele quer adiar
Dois dois ele
brinca no mar

Cosme e Damião
Ô cadê dou
Cosme e Damião
Vem comer seu caruru

Vadeia dois-dois
Vadeia no mar
A casa é sua dois dois
Eu quero ver vadiar

Vamos levantar
o cruzeiro de Jesus
Pro céu, pro céu
Pro céu da Santa Cruz

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SALVE COSME! VIVA DAMIÃO!SALVE DOUM!
VIVA OS SANTOS MENINOS!

SOM NA CAIXA, MAESTRO, E BOA COMIDA NA PANELA, MARGARIDA, QUE OS ERÊS QUEREM FESTA E CARURU!

(Vitor Hugo Soares)

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OPINIÃO POLÍTICA
Jogo rápido
Ivan de Carvalho

Jogo rápido. É o que está acontecendo em quase tudo que envolve a candidatura de Eduardo Campos, presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, à Presidência da República.

Nem mesmo se esgotara o noticiário sobre a decisão da direção nacional do partido de retirar-se do governo federal comandado pelo PT e da comunicação à presidente Dilma Rousseff dessa decisão, que incluiu a saída dos socialistas dos cargos que vinham ocupando na administração federal e novos desdobramentos importantes surgiram.

Um deles, a decisão do núcleo cearense do PSB – o segundo mais importante do país – de migrar para o Pros (que acaba de ter seu registro concedido com muito carinho pelo Tribunal Superior Eleitoral por cinco votos contra dois), um partido que vai apoiar o governo e a candidatura de Dilma Rousseff. Esse núcleo cearense, que tem quatro deputados federais, é liderado pelo governador Cid Gomes e seu irmão Ciro Gomes.

Ao mesmo tempo, depois que a Executiva do PT reuniu-se e deu uma nota um tanto malemolente sobre a decisão do comando nacional do PSB de tirar o partido do governo e sobre a calma (relutância) que os petistas devem ter quanto a se retirarem dos governos estaduais do PSB, vem o presidente nacional do PT, Ruy Falcão, e praticamente lança a candidatura de Eduardo Campos a presidente da República.

Lança apenas, ou constata, não apoia. Ruy Falcão disse em entrevista à Folha de S. Paulo que vê uma movimentação concreta de Campos para viabilizar sua candidatura à presidência da República. Esta, aliás, é uma coisa que não só Ruy Falcão, mas também toda a torcida do Flamengo – e a do Corinthians, – estão vendo. Após abusar de platitudes, como dizer que o governador e presidente nacional do PSB tem “direito” de entrar na disputa pela chefia do Executivo federal e “legitimidade para isso”, Falcão proclama: “No momento, caminha-se para a candidatura de Eduardo Campos”.

Mas os fatos não se limitam ao que já foi referido. O comando nacional do PSB foi rápido no gatilho ao intervir no diretório estadual do Rio de Janeiro, que, sob a presidência do prefeito de Duque de Caxias, decidira apoiar a candidatura de Dilma Rousseff para presidente e a do vice-governador Luiz Pezão a governador. Os socialistas que caíram em desgraça no Rio de Janeiro operavam ainda como quinta-colunas, estimulando políticos socialistas a mudarem para o PMDB, partido do governador Sérgio Cabral, que é uma espécie de petista encubado.

Já está decidido que o deputado federal e ex-jogador Romário, que deixara o PSB há alguns meses, voltará para este partido e será o novo presidente da seção fluminense.

O episódio do Rio de Janeiro deixa claro que o comando nacional do PSB não vai transigir quanto às estratégias e táticas necessárias à consolidação política e eleitoral da candidatura de Eduardo Campos. Onde houver dissidência, sabotagem ou corpo mole, a direção nacional do partido tomará as providências para por as coisas no rumo desejado.

Na Bahia, por enquanto, as coisas não fugiram ao controle. Não é segredo para ninguém, no meio político, que a senadora Lídice da Mata, presidente estadual do PSB, gostaria de manter a aliança com o PT nas eleições de 2014, uma aliança que lhe valeu o mandato de senadora, pelo que é muito grata ao governador Jaques Wagner, muito mais a ele que ao PT.

Lídice é quem Eduardo Campos quer disputando pelo PSB o governo do Estado. Ela tem dito que espera ser candidata a governadora com o apoio da base política do governo Wagner. Não se pode dizer que é a coisa impossível, mas esse caminho está cheio de pedras e buracos e ela bem sabe disso. Então a senadora diz que, sendo Eduardo Campos candidato a presidente, o PSB terá uma candidatura própria ao governo baiano, seja a dela ou de outra pessoa.

Nesse negócio de outra pessoa é que a coisa pode complicar.

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Direto do You Tube, uma jóia musical com os inesquecíveis Dick Farney e Lúcio Alves, dois astros de primeira grandeza da música popular brasileira.

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)


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Do BOL, em São Paulo

O corpo do músico Dominguinhos chegou à cidade de Garanhuns nesta quinta-feira (26), no agreste de Pernambuco. O cortejo chegou à cidade às 12h45, vindo do Cemitério Morada da Paz, em Paulista, na região metropolitana do Recife, de onde o corpo foi exumado. Após cinco horas de cortejo, o sanfoneiro foi enterrado.

O novo sepultamento do músico acontece no Cemitério São Miguel, que fica próximo ao centro da cidade, com bênção do bispo de Garanhuns, Dom Fernando Guimarães, e participação da Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte.

Um dos desejos de Dominguinhos era ser sepultado em sua cidade natal. Ele faleceu no dia 23 de julho, aos 72 anos, devido a complicações infecciosas e cardíacas, em São Paulo, mas acabou sendo enterrado em Paulista. Após o sepultamento, o filho do artista, Mauro Moraes, quis atender o desejo do pai e entrou com uma ação judicial para pedir a transferência do corpo para o agreste do Estado.

Após uma série de negociações e debates entre os próprios familiares de Dominguinhos, a prefeitura de Garanhuns e a Justiça, a exumação do corpo e a transferência para Garanhuns foi autorizada.

No local, a prefeitura construiu um mausoléu com imagem do cantor e a frase “De volta ao aconchego”, onde serão colocados os restos mortais de Dominguinhos.

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