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Posted on 21-09-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-09-2013

DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIA, DE LISBOA

A Síria entregou hoje o inventário do seu arsenal químico à Organização para a Interdição de Armas Químicas, no final do prazo estipulado no acordo EUA-Rússia de 14 de setembro, anunciou a OIAC.

A OIAC confirmou ter recebido a lista que esperava do governo sírio sobre o seu programa de armas químicas num correio eletrónico enviado à agência France Presse.

“O Secretariado Técnico está analisando a informação recebida”, revelou.

A OIAC adiou uma reunião do seu Conselho Executivo marcada para domingo para discutir o desmantelamento do programa de armas químicas sírio.

O acordo EUA-Rússia sobre a destruição do arsenal químico sírio, assinado em Genebra a 14 de setembro, foi elaborado numa época em que Washington ameaçava recorrer a uma ação militar em resposta a um ataque químico a 21 de agosto perto de Damasco. O acordo estipula que a Síria deve entregar todas as suas armas químicas, que deverão ser destruídas até julho de 2014.

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Sinfrônio, hoje, no Diário do Nordeste (CE)

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Fux:atitudes que podem surpreender no Supremo

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ARTIGO DA SEMANA

Fux: atitude na Corte de Joaquim

Vitor Hugo Soares

Marcantes, as imagens na festa-jantar comemorativa da posse do ministro Joaquim Barbosa na presidência do Supremo Tribunal Federal, em um clube de festejos em Brasília, são relativamente recentes.

Principalmente se tratamos de justiça brasileira e da particularíssima concepção de tempo e de prazos dos homens de toga, ou de alguns deles mais doutos, vaidosos e empolados na linguagem e nos argumentos. Não raro complicados e difíceis de entendimento pelo “cidadão comum”.

Emblemático exemplo acaba de ser demonstrado no voto de Minerva do decano ministro Celso de Mello, definidor da decisão, por 6 a 5, de acatamento de embargos infringentes, que determina novo julgamento de 12 condenados no longo e cada vez mais polêmico e estranho processo do Mensalão.

É um jeito semelhante ao que se verifica, há séculos, no universo fechado e insondável dos homens de batina. Em especial dos cardeais e religiosos que habitam ou definem o poder do Vaticano para o mundo.

”Na linguagem dos cardeais, quase nunca fica claro ou evidente se o hoje é agora ou daqui a uma década ou cem anos”, aprendi com Araujo Neto, brilhante e saudoso repórter, correspondente do Jornal do Brasil, em Roma, durante uma visita a Salvador no tempo em que o autor destas linha chefiava a redação do sucursal do JB na Bahia.

Era e permaneceu assim pelo menos até a chegada do papa Francisco ao comando da Igreja Católica, o firme e corajoso Jesuíta que a Argentina mandou de Buenos Aires para ser eleito pontífice em Roma, na histórica e transformadora escolha que ainda espanta a Santa Sé e o mundo. Cristão ou não.

Para não perder o rumo, voltemos à festa do começo deste artigo, em seguida ao tenso, denso e significativo ato solene de posse do atual presidente do STF, no plenário da Corte Suprema. O firme e rápido inimigo dos salamaleques verbais e pessoais (como recomenda a boa aplicação da justiça) relator do processo do Mensalão até quarta-feira desta semana.

Antes de proclamar o seu voto, favorável aos embargos infringentes, o ministro Celso de Mello falou por mais de duas horas. Começou lembrando a promulgação da Constituição de 1946. E seguiu falando sobre as Ordenações Filipinas, parada quase obrigatória em processos criminais cuja decisão final se pretenda jogar para as calendas.

Na casa de festejos na capital federal, em novembro do ano passado, impossível não lembrar: Um dos personagens mais destacados, ao lado do próprio Joaquim Barbosa, homenageado principal, foi o ministro Luiz Fux, que agora assume a relatoria da nova fase do processo dos réus do Mensalão.

Herdeiro das melhores tradições e atitudes dos músicos do rock de Brasília, o ministro Fux deu um toque especial de informalidade e agradável surpresa à festa, protagonizando imagens surpreendentes que em seguida iriam percorrer o País e o mundo, via redes sociais.

Guitarra debaixo do braço, Fux assumiu por alguns momentos o lugar do vocalista da banda que tocava no clube. Ele cantou e tocou durante jantar festivo oferecido por associações de magistrados em homenagem a Barbosa, que assumia o comando do STF.

Cantou “Como um Dia de Domingo”, sucesso maior no vozeirão de Tim Maia. Nos primeiros acordes, com a insegurança natural de quem andava descuidado do manuseio da guitarra e da pegada do canto de antigo roqueiro. Mas o público (principalmente os mais jovens presentes na festa) ajudou no coro. E o ministro foi em frente. O toque e o canto encorparam, empolgaram, e o jurista recebeu muitos e entusiasmados aplausos no final da apresentação. O vídeo anda na web para quem desejar conferir.

É o que o baiano Raul Seixas denominava de “atitude”, qualidade essencial de todo bom roqueiro, segundo o autor de “Tente Outra Vez”, magnífica composição de resistência musical, que empolga ainda hoje, sempre que é interpretada pelo maluco beleza do Brasil.

Atitude é qualidade essencial também de todo bom juiz.

O ministro Luis Fux parece decidido a não perder a pegada de Joaquim Barbosa para dar conseqüência às sentenças dos condenados no processo criminal histórico conduzido no STF. Um alento para a sociedade, no meio da quase geral desilusão que se seguiu ao voto do decano do Supremo esta semana.

Relator dos recursos que reabriram o julgamento de 12 réus condenados, Fux deixou evidente em nota distribuída quinta-feira, 19, que não pretende perder mais tempo, além do estritamente essencial nas circunstâncias. O primeiro recurso a ser relatado por ele será o do réu Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, e primeiro a apresentar embargos infringentes. Os dos demais 11 réus também serão relatados por Fux, logo que chegarem à Corte.

Isto é atitude. No Rock ou na Justiça. E sinal alentador de que muitas surpresas ainda podem ocorrer na Corte do ministro Joaquim.

A conferir!

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br


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Outra Vez

Tom Jobim

Outra vez sem você
Outra vez sem amor
Outra vez vou sofrer
Vou chorar
Até você voltar

Outra vez vou vagar
Por aí pra esquecer
Outra vez vou falar mal do mundo
Até você voltar
Todo mundo me pergunta
Porque ando triste assim
Ninguém sabe o que é que eu sinto
Com você longe de mim
Vejo o sol quando ele sai
Vejo a chuva quando cai
Tudo agora é só tristeza
Traz saudade de você

Outra vez sem você
Outra vez sem amor
Outra vez vou falar mal do mundo
Até você voltar
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BOM SÁBADO!!!

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OPINIÃO POLÍTICA

O PSB e a Bahia

Ivan de Carvalho

O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, pediu o boné e tirou seu partido do governo petista da presidente Dilma Rousseff.

Campos, como se divulgou, quer ficar livre para articular sua possível candidatura a presidente da República sem ser atacado pelos petistas de “fisiologismo” e “apego aos cargos”, como já começara a acontecer.

Essa ofensiva petista para desmoralizar o PSB e seu provável candidato à sucessão de Dilma Rousseff foi, aliás, o fator que apressou a decisão de Eduardo Campos de tirar seu partido do governo federal.

A ofensiva que buscava caracterizar – aliás, pelos fatos disponíveis, indevida ou precipitadamente –, os socialistas como “fisiológicos” ou apegados a cargos, o que é mais ou menos a mesma coisa, era liderada pelo PT, mas contava com o reforço de outras forças partidárias, interessadas em dividir com o partido de Dilma Rousseff o espaço que, enxotado do governo, o PSB deixaria vazio na administração federal.

Não esperavam os petistas que se produzisse um desenlace tão rapidamente. Aliados do PT provavelmente queriam que tudo acontecesse o mais depressa possível, porque são fominhas, como sabe toda a nação, mas o PT certamente gostaria de esticar o tempo de cozimento para obter o efeito de desmoralização do PSB, que, como já referido, buscava.

Ocorreu que o neto de Miguel Arraes parece ser tão matreiro quanto o avô. Eduardo Campos é também ousado e foi mais esperto que os petistas pouquinha coisa. Percebeu a estratégia bem depressa e decidiu que não permitiria que os possíveis futuros adversários nas eleições presidenciais do ano que vem conseguissem manchar com o fisiologismo o PSB e o que a liderança e provável candidatura de Eduardo Campos têm de mais precioso – a idéia de representar “o novo”.

Não dá para sustentar a imagem de “o novo” com uma imagem “fisiológica”, de apego aos cargos e às benesses do inflado Poder Executivo federal. Então, era mesmo sair logo, deixando o PT e o governo Dilma Rousseff no “ora, veja”, ou ficar protelando o desembarque enquanto vestia a roupa que tantos outros partidos já usam há anos ou mesmo décadas.

Mas a decisão do comando do PSB, simbolizado pelo comunicado que o presidente nacional do partido, Eduardo Campos, fez à presidente Dilma Rousseff esta semana, tem consequências na Bahia.

Aqui, a principal liderança do PSB – que não é um partido grande no estado – é a senadora Lídice da Mata, ex-deputada e ex-prefeita de Salvador. Ela é também a presidente (nunca a ouvi reivindicar o título de presidenta, o que é, digamos, meritório e de bom gosto) estadual do partido.

Mas é por ser a principal liderança e senadora (o que lhe permite concorrer ao cargo de governador em 2014 e, perdendo, continuar no Senado mais quatro anos) que o comando nacional do PSB, mais especialmente o presidente nacional socialista Eduardo Campos, a quer como candidata ao governo baiano. Um objetivo disso é criar um fato que facilite a eleição de deputados (estaduais e, mais importante, federais) do partido na Bahia. E plantar sementes para as eleições municipais de 2016.

Mas o objetivo principal é criar um palanque expressivo que dê a Eduardo Campos condições de montar, para sua candidatura a presidente, uma campanha eleitoral consistente na Bahia.

Daí que soa realmente estranha declaração agora atribuída à senadora Lídice da Mata de que – evidentemente tendo o PSB um candidato a presidente da República –, haverá uma candidatura do partido ao governo baiano, seja a dela, seja outra. Outra? Outra qual? Será que a senadora, criativa que é, está pensando na mesma alternativa que eu estou pensando, o deputado Pastor Sargento Isidório? Por que não? Aposto que ele aceita. Há muito

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A convite da presidente Dilma Rousseff, o governador Jaques Wagner integrará a comitiva presidencial que viajará aos Estados Unidos para participar da 68ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Wagner embarca para Brasília no domingo (22), onde se incorpora à comitiva da presidente.

Dilma Rousseff, como é de praxe aos chefes de estado brasileiros, será a primeira a discursar nos trabalhos da Assembleia Geral da ONU a serem abertos na próxima terça-feira (24) com a presença de chefes de Estado e de Governo. A Assembleia Geral da ONU é o principal órgão deliberativo da instituição.

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