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DICA CULTURAL DA JORNALISTA MARIA OLÍVIA SOARES PARA OS LEITORES DO BAIA EM PAUTA ( com informações da imprensa@casuarina.com.br )

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A Caixa Cultural Salvador apresenta o show ‘100 Anos de Cyro Monteiro’, com o Grupo de samba Casuarina, que se apresenta pela primeira vez na capital baiana – hoje e amanhã, às 20h, e domingo, 19h, com repertório de músicas que ficaram marcadas na voz potente do cantor carioca, a exemplo de “Falsa Baiana”, “Se Acaso Você Chegasse”, “Doce de Coco”, “Escurinho” e “Beija-me”.

O diretor musical do espetáculo, Gabriel Azevedo, vocalista do Casuarina, diz que um centenário como o de Cyro Monteiro não poderia passar em branco. Para ele, Cyro está no time dos maiores cantores da música brasileira. “A responsabilidade de ganhar a vida cantando samba é muito grande, principalmente quando você conhece melhor a história dos maiores nomes da nossa música. Cyro Monteiro era um sujeito generoso e, com sua voz grave e afinada, ensinou todos nós a cantar o samba. Em sua carreira lançou muitos sucessos e ajudou a solidificar o ritmo”, explica.

Cyro Monteiro:

“Formigão”, apelido com o qual Cyro Monteiro era conhecido pelos amigos, participou ativamente da “Era do Rádio” e gravou mais de 20 discos, ao longo de sua carreira. Intérprete marcante, dono de uma voz recheada de bossas, é referência importante para os cantores de samba. Não à toa, Vinicius de Moraes costumava se referir a ele como “o maior cantor popular de todos os tempos”.

Amigo generoso e flamenguista fanático, Cyro tinha o costume de presentear os recém-nascidos de seus amigos com a camisa do rubro-negro carioca. Paixão que lhe valeu duas homenagens significativas. A primeira veio na forma do samba bem-humorado “Ilmo. Sr. Cyro Monteiro ou Receita para virar casaca de neném”, de Chico Buarque, em resposta ao “presente” dado à pequena Sílvia – filha de Chico e Marieta Severo – e, no qual, o compositor declaradamente tricolor tentava mudar as cores da camisa.

A outra homenagem, na verdade a última, foi feita pela Torcida Jovem do Flamengo, no dia do seu enterro, em 13 de julho de 1977, quando cobriu o caixão do cantor com a bandeira rubro-negra, ao som do hino do clube carioca.

set
20

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DEU NO UOL/FOLHA

“O Som ao Redor” foi escolhido para representar o Brasil na disputa pelo Oscar 2013. O Ministério da Cultura escolheu o longa como candidato brasileiro ao prêmio de filme estrangeiro. A última vez que um filme nacional disputou a estatueta foi em 1999 – quando “Central do Brasil”, de Walter Salles, foi finalista ao lado de “A Vida É Bela”, do diretor Roberto Benigni.

“A minha opinião é que independentemente de qualquer indicação o mais importante é o selo, que vai trazer mais curiosidade e valor para o filme. Estamos trabalhando nele [O Som ao Redor’] há um ano e nove meses e ele não me deixa em paz. Nos melhores dos sentidos”, afirmou o diretor Kléber Mendonça Filho ao UOL, que lhe deu a notícia por telefone.

Escolhido por uma comissão do Ministério da Cultura, o longa de Kléber Mendonça Filho será pré-indicado à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, que receberá sugestões de vários países, e somente no dia 16 de janeiro revelará os cinco filmes finalistas ao prêmio.

Além de “O Som ao Redor”, “Colegas” , “Faroeste Caboclo”, a cinebiografia “Gonzaga – De Pai Para Filho”, a animação “Uma História de Amor e Fúria” e o drama “Meu Pé de Laranja Lima” estavam na disputa para representar o país.

“O Som ao Redor” foi premiado na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo de 2012, no Festival de Nova York em 2013 e no Festival de Roterdã de 2012, além de ter sido apontado pelo jornal “The New York Times” como um dos dez melhores filmes do mundo em 2012.

O filme foi escolhido por Leopoldo Nunes da Silva Filho, secretário do Audiovisual; a secretária Sylvia Bahiense Naves; George Torquato Firmeza, ministro do Departamento Cultural do Itamaraty; Renata de Almeida, diretora da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e Vânia Catani, sócia da produtora Bananeira Filmes.

Em 2012, o indicado foi “O Palhaço”, de Selton Mello, mas não foi escolhido pela academia. Para concorrer ao Oscar, o filme precisa ter sido lançado e indicado oficialmente por seu país de origem.

TEXTO DO JORNALISTA TONY PACHECO, PUBLICADO ORIGINALMENTE NO BLOG “OS INIMIGOS DO REI”, QUE O SITE BLOG BAHIA EM PAUTA REPRODUZ, COM PRAZER, PARA DELEITE E REFLEXÃO DE SEUS LEITORES.CONFIRA. (Vitor Hugo Soares)

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Jornal Comentado

UM BAIANO EM HOLLYWOOD

Tony Pacheco


Wagner Moura contracena com Matt Damon: tão bom quanto.
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Ao contrário do que você deve ter lido em alguns jornais, “Elysium” não é um planeta. É uma estação orbital. Uma gigantesca estação orbital onde as classes dominantes do planeta Terra se refugiaram. Fizeram no espaço o que não conseguiram fazer na Terra: a natureza é respeitada, há vegetação por todo lado, não há aglomeração humana (a natalidade é controladíssima), as doenças foram todas resolvidas com altíssima tecnologia.

Mas, como dizem os americanos, “não existe refeição grátis”. O preço de viver num paraíso deste na órbita da Terra é que aqui na superfície ficamos nós, os pobres. Neste aspecto, o filme é uma alegoria social do que já vivemos, inclusive no Brasil, com os ricos tendo uma “segunda vida” nos EUA (principalmente Miami e Nova York) ou na Europa (Paris, Londres, Berlim ou Roma), deixando nós aqui, FEITO ESCRAVOS, trabalhando para a manutenção de suas vidas de potentados árabes do petróleo.

A mensagem do filme, em resumo, é esta: em “Elysium” ficam as pessoas bem nascidas numa vida de paraíso, aqui na Terra ficam os pobres trabalhando em regime escravo, sem saúde, sem educação, sem segurança e sem felicidade. “Elysium” não parece, assim, Angra dos Reis e suas ilhas fluminenses? Trancoso ou as ilhas baianas entre Morro de São Paulo e Camamú? Pois é!

E para arrematar, um baiano está no elenco. O maior de todos os baianos das artes cênicas na atualidade: Wagner Moura, o eterno “Capitão Nascimento” de “Tropa de Elite”. Só que ele agora é um bandido, mas um bandido do Bem, pois ele facilita a entrada em “Elysium” por parte dos miseráveis que vivem na face da Terra e precisam de tratamento pra não morrer de câncer, por exemplo.

Wagner Moura está simplesmente perfeito em seu papel. Diferentemente de uma Carmen Miranda ou de uma Sônia Braga, ele se insere na trama com sua personagem sem parecer caricatura de latino-americano clássico. É um ator convincente, SEM NENHUM FAVOR. Do alto de minha inexperiência, digo que sem dúvida nasce uma carreira internacional para um ator brasileiro que não nos envergonhará.

Vi “Elysium” na Internet, há uns 15 dias, por estas magias russas e chinesas da atualidade. Mas minha cópia estava compreensivelmente ruim, por isso, vou assistir de novo no cinema do Shopping Bela Vista, que é assim um “Elysium” do mundo dos shoppings baianos, pois as multidões enfurecidas de Iguatemi e Salvador Shopping realmente se tornaram insuportáveis

set
20
Posted on 20-09-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-09-2013


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Jotapê, hoje, no aQui

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OPINIÃO POLÍTICA

Dilma e a Internet

Ivan de Carvalho

Julian Assange, fundador do site WikiLeaks e que está asilado na embaixada do Equador em Londres, sem salvo-conduto do governo britânico para sair de lá, afirmou que a decisão da presidente Dilma Rousseff de adiar, sem nova data prevista, a “visita de estado” que faria em 23 de outubro a Washington, foi um “importante ato simbólico”.

Que foi um ato simbólico não há dúvida nenhuma, mas quanto à importância resta ainda esperar alguns desdobramentos para chegar-se à conclusão se teve ou não. A presidente do Brasil adiou a viagem em evidente busca de dois objetivos.

Um, de política externa, representado por uma busca de afirmação no cenário internacional, ao que tende ainda a dar certas consequências, e o afastamento da ideia de ausência de firmeza na reação à bisbilhotice praticada pelo “império” americano na Petrobrás e no Palácio do Planalto, neste último envolvendo a própria presidente Dilma Rousseff e assessores, estes, os formais e talvez um ou outro informal, a exemplo de Lula. A ação envolvendo o Palácio do Planalto é realmente irritante e, como sabe toda a torcida do Flamengo, a presidente é muito irritadiça.

O outro, de política interna. A caça ao voto, pelo espetáculo do nacionalismo berrante, em um momento em que a presidente candidata à reeleição faz todos os esforços, os razoáveis e alguns que extrapolam a razoabilidade, para recuperar-se das quedas brutais de popularidade e de aprovação de seu governo que ocorreram entre março e o fim de junho – principalmente nas três últimas semanas juninas. Só um exemplo, para não cansar o leitor com o que ele já sabe: o quase inacreditável (só não absolutamente inacreditável porque de fato aconteceu) discurso eleitoral com que saudou, em sua chegada ao país, no Palácio Guanabara, o papa Francisco.

Mas, voltando às afirmações de Julian Assange – que promoveu a incômoda divulgação de milhares de documentos confidenciais do governo americano –, ele sugeriu que a nossa decidida presidente não se limite ao adiamento da visita que faria aos EUA em outubro. Sugere que Dilma Rousseff dê a isso sequência com outras iniciativas, como a concessão de asilo à jornalista britânica Sarah Harrison, que integra a equipe do site WikiLeaks e está em Moscou, sem poder retornar ao Reino Unido por causa de seu envolvimento nos pedidos de asilo do ex-técnico (e herói moderno) Edward Snowden, que denunciou a espionagem eletrônica global praticada pelo governo americano (essa mesmo que atingiu a Petrobrás, o Palácio do Planalto e a presidente Rousseff). Explica Assange que Sarah já viveu no Brasil e gosta do país e argumenta que essa atitude de conceder o asilo “seria uma oportunidade para o país pegar a bandeira dos direitos humanos, que os EUA deixaram cair”.

Além das afirmações relatadas, feitas por Assange à Folha de S. Paulo, em entrevista, lá do seu confinamento na embaixada equatoriana em Londres, ele participou, por vídeo-conferência, de um seminário sobre “Liberdade, privacidade e o futuro da Internet”, em São Paulo. Voltou a defender que o governo brasileiro conceda asilo a Sarah Harrison, mas concentrou-se então em outra questão muito mais ampla, em relação ao Brasil.

Assange atacou diretamente a proposta que, segundo o governo brasileiro, a presidente Dilma Rousseff deverá levar à Assembléia Geral da ONU, na semana que vem. É a proposta de criação de uma “governança global” para a Internet. O fundador do WikiLeaks disse que é “interessante” para um país se proteger do monitoramento por outro governo, mas qualificou a proposta do governo brasileiro de “perigosa”. E explicou o óbvio: “Será que realmente queremos um governo no controle da Internet?”. Uma pergunta muito apropriada: como ficariam, não o governo ou os governos controladores, mas os usuários da rede? O governo brasileiro estaria, pelo que entendi da proposta e do que sobre ela disse Assange, que o Planalto está preocupado em blindar o próprio governo, enquanto os usuários da Internet estariam cada vez mais monitorados pelo governo que controlaria a rede.

E, assim, estamos nos preparando ir à ONU levar lixo para lambuzar a Internet. Mas Assange chamou atenção para outra proposta – a de manter no Brasil os dados coletados pelas empresas de tecnologia. Assange faz parecer bem simples a refutação dessa proposta brasileira. A resposta, diz ele, não é armazenar os dados em outro lugar e sim “não coletar”.
A “fórmula” é autoexplicável.

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Uma intepretação impecável para uma primorosa canção. Saudades!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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