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Posted on 19-09-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-09-2013


Foto Instagran

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DEU NO ZERO HORA

Um grupo de atrizes da novela Amor à Vida resolveu se manifestar contra a a decisão do Supremo Tribunal Federal de conceder aos políticos condenados no processo do mensalão a possibilidade de novo julgamento e, consequentemente, adiar a prisão dos envolvidos no caso.

Carol Castro, Rosamaria Murtinho, Nathalia Timberg, Susana Vieira e Bárbara Paz posaram com semblante sério, vestidas de preto, e compartilharam a imagem nas redes sociais. Para legendar, colocaram a frase “atrizes em luto pelo Brasil”.


Bete Coelho e Rita Assemany:poder e amor no palco

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DICA DE TEATRO DO BAHIA EM PAUTA

A leitura dramática de Antígona, recriação do clássico de Sófocles da escritora Aninha Franco, será apresentada a partir da próxima semana, em Salvador, no Anexo do Theatro XVIII, de quarta a sábado, sempre às 19h30min,e aos domingos, 18h. Aberto ao público, o evento marca a primeira etapa do processo de montagem do espetáculo, “Amor em processo – 1º Movimento: Antígona”, que reúne as companhias de teatro AR 18, de Aninha Franco e Rita Assemany, e BR 116, de Bete Coelho e Ricardo Bittencourt, com estreia prevista para 2014.

“Com a globalização, as pessoas estão se aglutinando em torno de identidades que extrapolam os territórios conhecidos, reconfigurando novas redes de trabalho e de relacionamento para além das cidades e até do Estado-Nação”, teoriza Aninha, para explicar o encontro dos quatro artistas, em Salvador, em torno da realização desses projetos.

A Antígona de Sófocles, escrita no século V antes de Cristo, apogeu da Grécia clássica, é uma das obras mais significativas sobre o poder e o amor. Por isso mesmo, segundo Aninha Franco, “vários dramaturgos releram o texto em períodos confusos da história”, observa, citando Jean Cocteau, na Primeira Guerra Mundial (1914-1919) e Jean Anouilh e Bertold Brecht, durante a Segunda Guerra (1939-1945) No período da ditadura militar no Brasil, a peça foi vetada e uma absurda ordem de prisão contra Sófocles – um grego morto há 2.500 anos – foi expedida, de acordo com ela, que registrou o episódio no livro de sua autoria, “O Teatro na Bahia através da Imprensa”. Antígona também recebeu leituras e releituras na Revolução Francesa, no século XVIII (1789) e nos movimentos feministas europeus.

Nazismo, fascismo, ditadura no Brasil e Argentina e desmandos palacianos não escapam à recriação de Antígona por Aninha Franco, que manifesta sua intenção de “levar as pessoas a refletirem sobre o poder e o amor”. Aliás, a reflexão sobre a política, de uma maneira geral, é um dos traços marcantes nos textos da premiada dramaturga, nacionalmente reconhecida pelo trabalho realizado há quase duas décadas no Theatro XVIII.

Tanto eu como Bete (Coelho) queremos encenar Antígona há muito tempo. Começamos um processo e esperamos que, no próximo ano, isso aconteça ”, disse Aninha Franco, para quem esse é mais um motivo para o encontro dos quatro artistas na Bahia.

Participam também do projeto, o videomaker Gabriel Fernandes, registrando todo o processo, e Bira Reis, que fará intervenções sonoras a convite de Aninha Franco.

AR 18 e BR 116

As companhias AR 18 e BR 116 reúnem os artistas Aninha Franco e Rita Assemany e Bete Coelho e Ricardo Bittencourt, respectivamente. Todos eles há longo tempo trabalhando no mercado brasileiro de teatro, cinema e televisão. Juntos, os dois grupos pretendem desenvolver uma série de projetos na Bahia e em São Paulo, inaugurando uma parceria que promete dar muitos frutos.


De Francisco aos bispos: “peço-vos que permaneçam entre o vosso povo”

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DEU NO “PÚBLICO”, DE PORTUGAL

O papa Francisco denunciou nesta quinta-feira o escândalo que são “os bispos de aeroporto”, prelados que ao invés de estarem junto dos fiéis passam o tempo em viagem, de um aeroporto para outro.

“Residir [numa diocese] não é apenas necessário para ter uma boa organização, mas tem uma raiz teológica. Estais casados com a vossa comunidade, profundamente ligados a ela. Peço-vos que permaneçam entre o vosso povo. É preciso ficar, ficar. Evitar o escândalo de serem bispos de aeroporto”, declarou o papa num encontro com bispos do Médio Oriente, incluindo dois sírios, reunidos para um colóquio da Congregação para as Igrejas Orientais.

“Na época da Internet, em que as relações são marcadas pela rapidez”, é preciso “permanecer na diocese, sem procurar mudanças e promoções”, disse o papa argentino, que atribui grande importância ao papel de bispo de Roma e não gosta muito de viajar.

“Sejam pastores que recebem, que caminham ao lado do vosso povo, com afeição, misericórdia, um comportamento doce e firmeza paternal, com humildade e discrição também, capazes de terem consciência dos vossos limites e de ter uma boa dose de humor”, acrescentou.

O retrato-robot do bom bispo deve ser aquele “da austeridade e da essencialidade”, disse, e denunciou uma vez mais o carreirismo e a “psicologia de príncipes” de alguns bispos.

Francisco voltou a insistir na necessidade de os bispos estarem sempre prontos a ouvir os seus padres e as suas dificuldades, tal como ele tentava fazer quando era arcebispo de Buenos Aires.

A presença de dois bispos sírios “leva a uma nova invocação do dom da paz”, na Síria e no mundo, declarou Francisco.


ACM Neto (com secretário da Fazenda):vitória na Câmara
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DEU EM A TARDE

Rita Conrado

A bancada governista usou todo o seu poder de fogo para aprovar os seis vetos do prefeito ACM Neto (DEM) a projetos de vereadores nos últimos dois dias e reservou uma surpresa para a liderança da oposição. Pouco antes da votação dos dois projetos que dispunham sobre IPTU, anunciou que, mediante acordo, cinco vereadores petistas aprovariam a matéria. Os projetos foram aprovados por 35 votos a favor e seis contrários. A bancada governista tem 31 vereadores.

Arnando Lessa, Henrique Carballal, J.Carlos Filho, Moisés Rocha e Suica negociaram diretamente com o Executivo, à revelia da liderança da bancada, três pontos acrescentados ao projeto: a isenção parcial dos clubes sociais, regras para pagamento do ITIV por quem adquiriu imóvel antes de julho de 2013 e a redução de 50% do imposto para donos de terrenos com alvarás de construção.

O líder da oposição, Gilmar Santiago admitiu que tomou conhecimento formal do acordo em plenário, pelo anúncio do vice-líder do governo, Léo Prates (DEM). “Desconheço o acordo”, disse.. Carballal (PT) minimizou a polêmica.

“O projeto é bom para a cidade mas necessitava de aperfeiçoamento. Negociamos alguns pontos com prefeito”, disse, ao ressaltar que a iniciativa não é ação isolada de pequeno grupo. ” Foram cinco vereadores da bancada que fecharam o acordo”, disse. O PT tem sete parlamentares. “A bancada não tinha posição sobre a votação”, argumentou Carballal. Como o projeto foi reapresentado, com aditivos, de forma a evitar vetos a emendas, Aladilce Souza (PCdoB) cobrou, em vão, nova tramitação.

Pedido de vistas

Além dos três vetos , ontem foram aprovadas alterações na Lei Orgânica do Município no que se refere ao Conselho do Carnaval, que passa a ter caráter normativo e mudanças na sua composição. Os projetos do IPTU, que seriam discutidos hoje em audiência pública, foram levados à votação com parecer aprovado em plenário pelas comissões de Orçamento e de Constituição e Justiça (CCJ)..

Edvaldo Brito e Gilmar Santiago pediram vistas ao parecer conjunto das comissões de Constituição e Justiça e de Orçamento e Finanças. O presidente Paulo Câmara negou, evocando o regimento da casa. “Não cabe esse recurso nas votações da comissão feitas em plenário”, disse. Edvaldo Brito e Waldir Pires (PT), ambos membros da CCJ, negaram-se a votar o parecer. Fabíola Mansur e Silvio Humberto, do PSB, estão licenciados.

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Posted on 19-09-2013
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Aroeira, hoje, no Brasil Econômico (RJ)

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OPINIÃO POLÍTICA

A decisão e suas sequelas

Ivan de Carvalho

Pessoalmente, estou certo de que o mais antigo ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, apesar da aflição pelo peso e sequelas da decisão ontem oficialmente por ele anunciada, votou de acordo com sua consciência jurídica, ao considerar válidos os embargos infringentes previstos no regimento interno do STF, ainda que lei posterior a esse regimento os haja alijado no caso do Superior Tribunal de Justiça.

O que, como com suas palavras salientou à saciedade o ministro Marco Aurélio Mello na sessão do STF de quinta-feira passada, se considerados esses embargos válidos no STF e, por força de lei que a eles não se refere no STF, inexistentes no STJ, está criada uma figura de teratologia jurídica e, mais especialmente, processual. Disse e repetiu Marco Aurélio Mello que de tal forma, “o sistema não fecha”.

Mas isto não conseguiu abrir a cabeça do honrado e competente colega Celso de Mello. Para ele, prevalecia o princípio de que os embargos infringentes são válidos no STF porque os réus desse processo (e eventualmente de outros muitos como este) devem ter assegurado um segundo grau de jurisdição. Como não é possível recorrer do STF para um tribunal acima dele, recorre-se, por intermédio dos infringentes, para ele mesmo. “O direito ao duplo grau de jurisdição, conforme adverte a Corte Interamericana de Direitos Humanos, é também invocável mesmo nas hipóteses de condenações penais em decorrência de prerrogativa de foro”, disse Celso de Mello e este era o caso.
Bem, o decano Celso de Mello deve estar sofrendo pelas sequelas que o voto que sua consciência jurídica o obrigou a dar – na linha das garantias e da colocação de obstáculos para que o Estado não passe como um rolo compressor sobre o indivíduo –, mas com elas, as sequelas, devem estar sorrindo outras certas pessoas. Afinal, conseguiram não pouca coisa. Conseguiram, principalmente, tirar da lama em que aparentemente – graças ingentes esforços de alguns com apoio de muitos milhões de brasileiros – começava a atolar-se a impunidade e a recolocá-la sobre pedestal que no momento parece à quase totalidade da nação inatingível.

Creio que haverá (sem contar o governo e o PT) quem faça pesquisas de opinião pública sobre a crença no STF, na Justiça e sobre a impunidade, depois que mudou a composição do Supremo Tribunal Federal e entraram ministros que ajudaram alguns minoritários que já estavam lá a virar o jogo. E creio, pelo sentimento que percebi ontem nas pessoas, que os resultados são bem previsíveis – o STF e o Poder Judiciário perderão feio e a impunidade ficará, isolada, sem a menor concorrência, no topo das indicações dos entrevistados. Tudo que a duras penas havia sido feito desde 2007, quando o STF recebeu a denúncia do Mensalão apresentada pelo procurador geral da República foi desfeito.

De um colega jornalista, a primeira coisa que ouvi, ao avistá-lo, ontem, foi uma palavra que dizia tudo do seu ânimo e dispensava outras: “Acabou”. Trocando em miúdos, trata-se exatamente do que já foi dito linhas atrás – a morte da crença, a gloriosa reanimação da impressão nacional de impunidade. Esmagada por esses dois sentimentos, ou fatos, como irá comportar-se a população, como irá sentir-se a opinião pública? A resposta parece resumida na palavra “acabou”. A população inerme e inerte, a opinião pública em profunda depressão. Ora, isso era mesmo o que buscavam.

Bem, ao despedir-me do colega que me saudara com aquele devastador “acabou”, ouvi-o dizendo, sem maiores explicações: “Aqueles dois…”. Como ele não ofereceu espontaneamente explicações, mas eu já estava, àquela altura, preocupado com a iminência de consumar-se a colonização do Supremo Tribunal Federal pelo Poder Executivo ou por algum partido e não atentei para perguntar o que, mesmo, ele queria dizer com esse negócio de “aqueles dois”.

Mas, gente, se o que desejam é que a população fique inerte e a opinião pública, depressiva, o contrário é a única coisa digna que se pode fazer – mobilizar-se a população e manifestar-se a opinião pública. Desistir? Que coisa feia…

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BOM DIA!!!

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