set
17


Dilma e Obama: desconfianças e desencontros

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DEU NO IG/ÚLTIMO SEGUNDO

Washington – A Casa Branca divulgou nota no início da tarde desta terça-feira, 17, na qual afirma que a decisão de adiar a visita da presidente Dilma Rousseff a Washington foi tomada em conjunto com o presidente Barack Obama e que uma nova data será definida pelos dois dirigentes.

“O presidente Obama e a presidente Rousseff aguardam a visita de Estado, que vai celebrar nosso amplo relacionamento e não deve ser ofuscada por um único problema bilateral, não importa o quão importante e desafiador ele seja”, disse a nota da Casa Branca.

Segundo o texto, Obama “entende e lamenta” as preocupações geradas pelas supostas atividades de inteligência americana no Brasil e está disposto a trabalhar para resolver essa fonte de tensão para a relação bilateral.

O assunto foi discutido na semana passada entre o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo, e a chefe do Conselho Nacional de Segurança dos EUA, Susan Rice. “Como o presidente afirmou anteriormente, ele ordenou uma revisão ampla da postura de inteligência dos EUA, mas o processo vai levar meses para estar concluído”, disse a nota de ontem.

Marcada originalmente para o dia 23 de outubro, essa seria a primeira visita de Estado do segundo mandato de Obama e a única que ele receberia neste ano. A possibilidade de o encontro ser adiado _ou cancelado_ surgiu depois das revelações de que a Agência Nacional de Inteligência americana monitorou comunicações de Dilma com seus assessores.


Aaron Alexis:o atirador acusado de paranoia
e de “ouvir vozes” dentro de si”.

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Aaron Alexis, o americano acusado de ser o atirador de Washingto que entrou no prédio da Marinha e matou 12 pessoas, antes de ser morto, sofria de paranoia e estava sendo acompanhado desde agosto por especialistas médicos, segundo revelou hoje (17) uma fonte policial, citando responsáveis dos serviços de apoio a antigos combatentes americanos.

Aaron Alexis foi descrito como um indivíduo desequilibrado mentalmente, um caso de paranoia, que, segundo ele próprio costumava dizer, “ouvia vozes dentro de si”, indicou um porta-voz das autoridades policiais de Washington.

Alexis, que serviu na Marinha entre 2007 e 2011, tinha um historial de incidentes com armas de fogo, ainda que nunca tenha sido acusado formalmente de qualquer agressão. Esteve, no entanto, preso por perturbação da ordem pública.

As autoridades continuam a sem saber o que esteve na origem do ataque. Mas um antigo colega de Alexis disse que este se sentia discriminado devido ao fato de ser negro, o que teria motivado a sua dispensa do serviço na marinha. Ainda segundo este colega, Alexis era uma pessoa imatura e bebia frequentemente.

No entanto, a gravidade do seu caso não foi suficiente para ser declarado doente mental, o que implicaria a revogação, por exemplo, do direito de porte de arma.

Alexis, que usou um cartão de acesso distribuído a civis, entrou nas instalações do comando da marinha em Washington, protegidas por importante dispositivo de segurança e abriu fogo, de forma indiscriminada. Eram 08:20 da manhã, hora local, 09:20 no horário de Brasília.

(Com informações do Diário de Notícias, de Portugal, e agencias internacionais de notícias).

set
17
Posted on 17-09-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-09-2013


Paraty: mar azul, tranquilo e distante dos tsunamis

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CRÔNICA/RIO-BAHIA-USA

Festa azul

Gilson Nogueira

Clara fez as pazes com o mar! A notícia chegou-me, no computador, com uma foto dela na beira da praia de Jabaquara, em Paraty, no Rio de Janeiro, onde curtiu o fim de semana passado com os pais.

O contentamento da mãe de Clara, minha primeira filha, ao vê-la perder o medo do mar, repercutiu em Salvador, no Rio e nos Estados Unidos, onde, outra filha, das quatro que minha mulher e eu fizemos, dará à luz, em dezembro, minha segunda neta.

Foi uma alegria geral, o reencontro de Clara com o mar. Uma festa azul, com direito à pesquisa de pequeninos seres que habitam as bordas do Atlântico e conchas miudinhas de fazer pulseiras e colares. E sonhos.

Desde já, rezo para que a americaninha, com sangue brasileiro, não tenha medo do mar, como a prima, e venha disposta a ser uma campeã olímpica de maratonas aquáticas.Pelo Brasil, claro!

Mas, afinal, o que fez Clarinha não querer conversa com o mar, perguntei-lhe. E ela, “nada”, no silêncio mágico e preciosamente santo de uma criança prestes a completar, agora, em 25 de outubro, seis anos de nascida.

No transcorrer dos últimos 12 meses, busquei captar de minha Carioquinha de Deus, ao vivo, e via Skype, a razão de seu temor às águas dos oceanos, até que, de repente, brincando de princesa, no chão do apartamento de Botafogo, ela responde à centésima pergunta do “vovozinho quilido” : “ Foi o Tsunami!”

Estava começando a ser resolvido o “problema”, considerando-se o fato de haver sido revelado a sua causa. Com o tempo, limitando-se às piscinas de plástico e buracos na areia, para “ nadar” sua felicidade, no Rio e em Salvador, cidade que lhe apresentou os primeiros peixinhos coloridos, no Farol da Barra, nascendo daí uma amizade liquidamente indestrutível, minha neta foi compreendendo as explicações dos adultos para o fato de o Brasil não estar na rota desse monstro dos mares.

As imagens do Tsunami, vistas na TV, lhe marcaram, como fizeram, também, com milhões de outras crianças, ao redor do planeta. Jovens e adultos, idem, não esqueceram o que viram. Possivelmente, enquanto navego na saudade de minha Garota de Botafogo, naufrago em lágrimas de alegria,por conta da decisão dela em voltar a nadar no mar, e escrevo sobre esse encontro histórico dos dois, alguém, em algum lugar do mundo, deve estar fazendo o mesmo que Clara, ficando de bem com o mar.

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador do Bahia em Pauta.

JORNAL COMENTADO, POR TONY PACHECO. TEXTO PUBLICADO ORIGINARIAMENTE NO BLOG “OS INIMIGOS DO REI”, QUE BAHIA EM PAUTA RECOMENDA. (VHS)
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Imperador Rômulo, ajoelhado, entrega sua
coroa ao invasor Odoacro/ Os Inimigos do Rei


EUA: DE ÁGUIA A PASSARINHO

Tony Pacheco

“Ataque a militares americanos dentro dos próprios EUA”
(toda a mídia mundial)

Quem, como meu amigo e jornalista Alex Ferraz, perambulou pelas ruas de Washington sabe que toda a arquitetura da capital americana é inspirada na civilização greco-romana. Os americanos se acham herdeiros legítimos do Império Romano. Só que isso, há algum tempo, era um trunfo, pois, no auge, o Império Romano detinha 6,7 milhões de quilômetros quadrados da Europa, Ásia e África, mas, na sua decadência lembra demais os momentos pelos quais o Império Americano está passando neste momento.

Primeiro, foi o desafiante nanico, o “País dos Kim”, a Coreia do Norte, que vem infernizando a vida dos americanos montando um arsenal nuclear incipiente, mas suficiente para ameaçar o Japão, o maior aliado do Império Americano na Ásia. Os EUA nada puderam fazer, pois a madrinha dos coreanos é a China, que de vez em quando passa um carão nos meninos pintões que governam a pequena península, mas gosta mesmo é de deixar as crianças atormentando o Tio Sam.

Concomitantemente, os homens-de-toalha-na-cabeça que governam a antiga Pérsia, hoje o Irã dos aiotalás fundamentalistas muçulmanos, desde o fim do regime do xá Pahlevi, em 1979, vem se tornando um calo insuportável no domínio americano no Oriente Médio. No caso do Irã, a madrinha é a Rússia.

Destruído o Império Soviético a partir da Queda do Muro de Berlim, em 1989, a partir daí a Rússia perdeu o controle sobre todas as suas repúblicas islâmicas na Ásia (Azerbaidjão, Kazaquistão, Turcomenistão, Kirguizistão, Uzbequistão e Tadjiquistão) e sua proeminência sobre os países árabes diminuiu sensivelmente. No entanto, a partir da ascensão de Vladimir Putin ao poder em Moscou, em 1999, a Rússia começou a “colar os caquinhos do seu velho mundo” (Marina Lima). Neste sentido, passou a dar suporte à arrogância do Irã em seu permanente desafio ao governo americano.

Junte-se a isso, como diria o velho Marx, os interesses econômicos por trás: Rússia e Irã compartilham interesses de petróleo e gás no mercado internacional.
E, aí, chegamos à Síria. Esta, para o Império Americano, além do valor estratégico de suas reservas de gás, tem o valor sentimental (ideológico) de ter sido pátria de três imperadores romanos (Heliogábalo, Filipe O Arábe e Prisco) e dói demais em Washington saber que os laços entre Moscou e Damasco, que já foram fortíssimos na época da República Árabe Unida (Egito e Síria), hoje voltam a ser sólidos a ponto de Vladimir Putin dizer por minuto que não vai tolerar uma intervenção militar dos EUA na Síria.

E quando Barack Obama disse que o governo sírio usou gás Sarin contra seu próprio povo (em rebelião permanente), Putin simplesmente retrucou que quem usou armas químicas foram os rebeldes apoiados pelos EUA para darem um motivo para a intervenção americana. Durma-se com um barulho desses…

A Síria é, por assim dizer, o marco principal do que se convencionou chamar de “O Declínio do Império Americano”. Na Guerra Irã-Iraque, simplesmente apoiou o Irã, contra os interesses americanos. Já, agora, pela primeira vez um líder americano fica fazendo consultas intermináveis a seus aliados europeus e ao Congresso dos próprios EUA para poder dar uma surra corretiva num país que se insurge contra seu poderio. Até as aventuras no Kuait, Afeganistão e Iraque, o que incomodava ao Império Americano era exemplarmente enfrentado com homens e armas.

Agora, a fala mansa, a dubiedade, a tibieza e a incerteza mostram que tal como na queda do Império Romano do Ocidente (séc. V), os “bárbaros” ATACAM O TERRITÓRIO DO IMPÉRIO (“território” aí como os interesses geopolíticos, já que Síria é simplesmente um país da fronteira de Israel e desestabiliza os aliados na área, como Jordânia, Iraque e Arábia Saudita) e a única coisa que o Império Americano está fazendo é ESPERNEAR ( “jus esperneandi” tão caro aos advogados e juízes). Até o “megalo-nanico” Brasil se mete na conversa e diz que não há necessidade de intervenção militar.

Sim, pode-se meter armas químicas em seu próprio povo, como o regime sírio fez, e ISSO NÃO É DA CONTA DE NINGUÉM para Brasília. Claro que não, sem uma polícia internacional, que é o papel que os EUA fez nos últimos 100 anos, qualquer país vai poder reprimir violentamente seus opositores internos e ninguém mais vai se meter, como ninguém se mete com a China, país que desde os anos 1950 vem massacrando sistematicamente os budistas no Tibet.

De concreto, o vacilante Império Americano de tanto consultar a comunidade internacional sobre uma intervenção humanitária na Síria (com, claro, razões geopolíticas e econômicas por trás) vai acabar mandando um recado claro ao mundo: “nós, americanos, não acreditamos mais em nossos princípios e, portanto, não temos mais nem apoio interno para intervir em lugar nenhum”.

Só nos faz lembrar Odoacro, que ao invadir o Império Romano, pondo fim a cinco séculos de poderio, nem precisou matar o imperador Rômulo Augusto. Este entregou a coroa ao líder bárbaro e Odoacro, encantado com a beleza do jovem ex-imperador, ainda deu-lhe uma pensão vitalícia para viver com seus familiares sem ser importunado.

Mas, como Obama nem é jovem nem é lindo, não se sabe bem qual seria o destino dele ao final do Império Americano…

*TonY Pacheco é jornalista-radialista formado pela UFBA, registrado no Ministério do Trabalho sob número 966.

set
17
Posted on 17-09-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-09-2013


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Sinfrônio, hoje, no Diário do Nordeste (CE)

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OPINIÃO POLÍTICA

Desprezo à vida humana

Ivan de Carvalho

O governador do Distrito Federal é Agnelo Queiroz. Ele é do PT, mas consideremos, ainda que seja para não esticar a conversa, que isso nada significa, não tem a menor importância. Afinal, existem unidades federadas que não são governadas pelo PT e onde o sistema de saúde (incluindo a parte dele que compete diretamente às administrações estaduais) são um lixo. Isso é em quase todo lugar.

No caso do Distrito Federal, até haveria razão para uma grande dose de surpresa. É que quando candidato a governador, Agnelo Queiroz, atentem só, assegurou aos eleitores que todos (?!) os problemas de saúde do Distrito Federal seriam resolvidos nos primeiros milagrosos cem dias de seu governo, se fosse ele o eleito. Foi. E já está no cargo há dois anos, oito meses e meio.

O desempenho do Sistema Único de Saúde no Distrito Federal, nesse período, piorou. Isso parecia muito difícil de acontecer, ante a situação anterior, mas o governo Agnelo Queiroz conseguiu. É o que, com dois exemplos muito esclarecedores, mostrou Patrícia Fernandes, sábado, no site do Jornal de Brasília, em reportagem sintética, mas investigativa, reproduzida pelo blog gamalivre.com.br.

Há uma estranha e lamentável ausência de reportagens investigativas na área de desempenho do SUS no país, enquanto se faz um barulho ensurdecedor e muito conveniente ao governo federal por causa de um extremamente polêmico programa chamado “Mais Médicos” – com alguns pontos detestáveis, um dos quais até caracteriza ostensiva chantagem, a impossibilidade dos médicos cubanos não poderem trazer suas famílias ao Brasil.
Mas não misturemos as coisas. Voltemos ao Distrito Federal. No Hospital Regional da Asa Norte, duas pacientes fizerem cirurgia para retirar pedras na vesícula. Receberam alta, mas logo tiveram de voltar ao hospital às pressas, com dores fortes e quadro infeccioso severo. O hospital entendeu que para o diagnóstico do que estava ocorrendo com elas (o fato de serem duas pacientes com problema similar subsequente ao mesmo tipo de cirurgia já dá bons motivos para desconfiar que o mal feito foi feito desde o começo) é necessário fazer o exame de colangiopancreatografia retrógrada endoscópica – CPRE. Mas então é que o impossível – não exageremos, o inacreditável, apenas – acontece: todos os aparelhos da rede pública do Distrito Federal que fazem este exame e que são coisa corriqueira, de nenhum modo alguma traquitana só encontrável nos hospitais Albert Einstein e Sírio Libanês, estão com defeito.

Qual seria a coisa óbvia? Na visão do governo do DF, instaurar ou dar curso a uma licitação (a Secretaria de Saúde emitiu nota em que usou linguagem que deixa dúvida se a licitação iria ser aberta ou já estava em curso), esperar a proclamação de um vencedor, colocá-lo a trabalhar naquele ritmo malemolente em que os outros eventos desse caso vinham ocorrendo (ressalvadas, claro, as dores, bem como os processos infecciosos severos que poderiam ou podem – depois da publicação da reportagem, talvez seja mais prudente dizer poderiam – levar a uma septicemia e ao cemitério) e quando os aparelhos fossem, se possível, consertados, serem procedidos os exames nas duas pacientes, caso ainda vivas.

Na visão do cidadão, do contribuinte e, nada desaconselha dizer, também do eleitor, o procedimento seria outro. O governo do DF, por intermédio de sua Secretaria de Saúde, encaminhar imediatamente as duas pacientes para clínicas de qualidade (que as unidades públicas, pelo visto, não têm), nas quais os aparelhos para o exame CPRE estejam em perfeito estado e fazer então o tal exame que leva ao diagnóstico e desvia as pacientes do caminho do cemitério. Isto é o que um juiz mandaria fazer imediatamente se fosse provocado por uma ou pelas duas pacientes, com prazo, creio que não maior de 24 horas, para ter sua ordem liminar cumprida. O juiz estaria baseando sua decisão na Constituição da República.

O governo do Distrito Federal preferiu basear-se na irresponsabilidade e no desprezo à vida humana.

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“Twilight time”, com The Platters: Um sabor inesquecível das tardes românticas das matinês dos sábados no cinema de Juazeiro(BA), na sempre elegante e moderna Rua da Apolo.

Depois um sovete na Primaver e um por de sol na beira do cáis,com o Rio São Francisco correndo à frente e Petrolina, a progressista cidade pernambucana,ao fundo, completando a paisagem.

Assim vale a pena recordar!

Som na caixa, maestro.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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