Marcelo Duarte: cassado pela ditadura, ex-deputado
se emocional ao depor na Comissão da Verdade

==================================================

DEU NO JORNAL A TARDE

PATRÍCIA FRANÇA

O senador falecido Antonio Carlos Magalhães (DEM), que apoiou o golpe militar de 1964, foi apontado como o responsável direto da ação que levou à cassação, prisão e perda dos cargos públicos do ex-deputado estadual Marcelo Duarte. Eleito pelo então Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em 1966, o jurista, hoje com 82 anos, teve os direitos políticos cassados três anos depois pelo AI-5.

Em depoimento à Comissão da Verdade da Assembleia Legislativa da Bahia, ontem de manhã, tanto Marcelo Duarte como seus familiares citaram ACM como personagem central nas perseguições políticas ocorridas naquela época no estado.

“ACM foi o pior perseguidor da nossa família. Ele futucava a vida de todo mundo porque todo mundo que era contra ele não gostava. Então ele tinha que tirar (do seu caminho) de qualquer maneira. Ele era muito perverso”, declarou emocionada Amália Duarte, esposa do deputado cassado.

O ex-parlamentar também lembrou dos momentos difíceis que enfrentou nas duas vezes em que foi preso. “Eu não fui torturado, maltratado fisicamente. Colocaram a gente lá, mas fui trucidado (psicologicamente). Depois fui para a Europa com a minha família. Agora, a verdade está sendo restaurada”, disse Duarte, sob forte comoção.

O depoimento de ontem foi a primeira oitiva comandada pelos presidentes das Comissões da Verdade do Estado e da Assembleia, sociólogo Joviniano Neto e deputado Marcelino Galo (PT), autor do projeto que pleiteia a devolução dos mandatos para os parlamentares cassados.

“Gravamos os depoimentos e vamos formular um documento para auxiliar outras comissões a resgatar a verdadeira história para a sociedade. A intenção é cumprir um cronograma de acordo com a disponibilidade dos envolvidos, e convocar os outros três ex-deputados cassados que estão vivos (Luiz Leal, Sebastião Nery e Wilton Valença) e familiares dos nove que faleceram, para terem esse reconhecimento da sociedade”, assinalou Galo.

O advogado Inácio Gomes, que defendeu presos políticos e preside a Comissão da Verdade da OAB-BA, fez um pronunciamento no ato.

Os filhos do deputado cassado (Nestor, Márcio e Lucília) também deram depoimentos. Nestor Duarte Neto, atual secretário da Administração Penitenciária e Ressocialização, que tinha 7 anos quando o pai foi preso na primeira vez, definiu a época como “extremamente dura”.

“Meu pai não fez nada. Estava defendendo um mandato, professor de direito, intelectual, de tradição familiar política e de uma hora para a outra vai preso como se fosse um bandido”, frisou Nestor.


Nove operários mortos na queda do elevador
===============================================

A Justiça do Trabalho na Bahia condenou a Construtora Segura na ação civil pública movida por acusação de negligência no cumprimento de normas de segurança no ambiente de trabalho que resultou na morte de nove trabalhadores em 2011. A empresa terá que arcar com pagamento de indenização de R$400 mil por danos morais coletivos.

A decisão, proferida pela juíza titular da 18ª Vara do Trabalho de Salvador, Lucyenne Amélia de Quadros Veiga, no entanto, decepcionou os procuradores do Ministério Público do Trabalho (MPT) que atuam no caso. Além de reduzir para 4% do pedido inicial de danos morais coletivos, a sentença, segundo os profissionais do MPT-BA, praticamente isentou o responsável técnico e sócio da empresa, Manoel Segura, e manteve multa de R$1 mil em caso de novos descumprimentos de normas de segurança.

“Esse foi o maior acidente na construção civil da Bahia de que temos notícia e a Justiça não poderia tratar o caso de outra forma que não fosse a do rigor da lei. É um caso emblemático que exige uma condenação proporcional a seu significado para toda a sociedade para que sirva de referencial e contribua decisivamente para a mudança de mentalidade do setor de construção civil no que se refere a condições de saúde e segurança nos canteiros de obras”, destacou a procuradora Cleonice Moreira, uma das autoras da ação. Ela adianta que o MPT ainda não foi intimado da sentença, mas que certamente vai recorrer da decisão. “Não podemos aceitar uma sentença que reduz o maior acidente de trabalho da construção civil a uma causa corriqueira”, afirmou.

A ação foi movida pelo MPT após instauração de inquérito civil em que foram reunidas as provas periciais de todos os órgãos fiscalizadores que estiveram na obra após a tragédia do dia 09 de agosto de 2011, que resultou na morte dos nove trabalhadores – Antônio Elias da Silva, Antônio Reis do Carmo, Antônio Luiz Alves dos Reis, Hélio Sampaio, Jairo de Almeida Correia, José Roque dos Santos, Lourival Ferreira, Manoel Bispo Pereira e Martinho Fernandes dos Santos. Eles morreram após o elevador da marca Hércules em que estavam despencar de uma altura aproximada de 80 metros. Todas as vítimas trabalhavam na construção do edifício Comercial II, uma torre de 103 metros de altura com 299 salas, localizada na Rua Saturnino Segura, Pituba, Salvador-BA.

======================================================

DEU NO PORTAL A TARDE

O governador Jaques Wagner (PT) negou nesta quarta-feira, 11, que tenha pedido para a presidente Dilma Rousseff a demissão do vice-presidente de pessoa jurídica da Caixa Econômica Federal, Geddel Vieira Lima (PMDB), opositor estadual ao PT e um dos possíveis candidatos da oposição nas eleições de 2014.

“Em primeiro lugar, quem contrata e demite é a presidente Dilma. O presidente da República não sou eu. Agora, se eu precisar pedir alguma coisa para ela, não vou pedir em público”, destacou.

Segundo o governador, a conversa que ele teve com a imprensa em Brasília na última terça-feira e que deu origem à informação negada por ele foi em relação à situação do PSB – partido do governador de Pernambuco, Eduardo Campos – no governo federal.

“Nós estávamos falando de outras coisas, muito mais da questão do PSB. O que eu disse é que uma sucessão de declarações dele (de Eduardo Campos) vai estreitando o espaço de negociação”, disse o governador.

Segundo ele, em nenhum momento citou o nome de Geddel. “A conversa não era nem sobre o PMDB, eu não falei em momento algum do PMDB”, rechaçou.

Geddel e Wagner são adversários desde que o PMDB abandonou a base do governo estadual em 2009.

==============================================
DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (LISBOA)

Há poucas semanas um post no Facebook gerou um rumor sobre o possível lançamento de um novo conjunto de gravações dos Beatles na BBC. Então a editora que representa o grupo em Portugal, não comentou o rumor, mas agora ele confirma-se: a 11 de novembro chegará um novo disco com gravações nunca editadas do quarteto de Liverpool.

On Air – Live at the BBC Volume 2 inclui 63 canções, nenhuma das quais presente no primeiro volume dos Beatles na BBC (editado em 1994). 37 dessas atuações são inéditas e outras 23 são gravações nunca editadas do grupo, avança em comunicado a Universal Music Portugal.

Nesta compilação constarão versões que os Beatles fizeram de Chuck Berry (com destaque das canções I’m Talking About You e Memphis, Tennessee) ou Ray Charles (I Got A Woman).

Além das múscias, este disco traz ainda gravações com conversas entre os componentes da banda e algumas brincadeiras entre si na BBC.

set
12
Posted on 12-09-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-09-2013


==================================================
Miguel, hoje, no Jornal do Comércio (PE)

========================================================

OPINIÃO POLÍTICA 11-09-13

Os instrumentos e o arsenal

Ivan de Carvalho

Os índios, especialmente os norte-americanos que apareciam nos filmes de Hollywood, eram vidrados numa machadinha. Mas o MST, o mui brasileiro Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, ampliou o arsenal. Arsenal? Estarei escrevendo sobre isto nas linhas seguintes.

Em suas marchas, invasões e ocupações de fazendas, prédios públicos e mais onde hajam se aventurado, eles portavam, além de alguns estandartes de pano com inscrições, outros representados por foices, enxadas, picaretas – nas mobilizações mais amplas, mais de 300, como disse Lula certa vez, se não me falha a memória – facões, ancinhos, varapaus, facas nada domésticas e machados (estes, talvez numa assimilação da cultura dos pele-vermelhas norte-americanos).

Uns mal encarados agricultores e pecuaristas, do alto de seus tratores e de suas tribunas (o MST também tem as suas), reclamavam, indignados, que os militantes ajuntados pelo MST chegavam às cancelas de suas fazendas e frequentemente as ultrapassavam carregando um arsenal (destinado a intimidar e, se conveniente, atacar) representado pelos instrumentos de batalha acima citados.

Indignado, o MST, que liminarmente rejeitava a acusação de que incluía, nem sempre, mas com frequência, no que os agricultores e pecuaristas chamavam de arsenal, algumas armas de fogo (revólveres, espingardas de caça), desqualificava a classificação de arsenal. Terrível essa injustiça de chamar de armas, que em seu conjunto formariam um arsenal, inocentes instrumentos de trabalho, aqueles objetos que usavam para cumprir sua penosa faina diária em terra alheia.
Bem, às 8 horas da manhã de terça-feira, no Centro Administrativo da Bahia, destino frequentado pelo MST ao longo de muitos anos, um encorpado grupo de militantes desse movimento social umbilicalmente ligado ao PT, que governa o Estado da Bahia, ameaça, com seu, digamos assim, arsenal de instrumentos de trabalho, invadir o prédio da Secretaria de Segurança Pública. E estavam fazendo algum movimento com a intenção de invadir mesmo, o que, consumando-se, seria altamente vexatório para o governo. Afinal, não era uma secretaria estadual qualquer, era a Secretaria de Segurança Pública, cuja missão (infelizmente tão mal cumprida) é manter o estado em ordem e as pessoas em segurança.

O MST foi recebido à bala. O subsecretário de Segurança Pública, Ari Pereira, sacou a arma, aparentemente apontou-a em direção aos manifestantes (a imprensa diz existir uma foto em que este gesto está registrado), mas na hora de puxar o gatilho ele apontou a arma para o alto e disparou. Ufa. Não haveria por ali, na entrada principal da Secretaria da Segurança Pública, um policial fardado. Um que pudesse dar o tiro dissuasor (ou tiros, há mais de uma versão) que o subsecretário surpreendentemente deu? Pergunto se não havia ao menos um soldado, pois de um batalhão de choque (desses que surgem nas manifestações de rua dissociadas do MST e outros “movimentos sociais”) sabe-se da inexistência no local. Nesses tempos de espionagem globalizada, fico surpreso, quase estupefato, ao entender que o governo baiano não sabia que o prédio que comanda a segurança no Estado da Bahia ia ser invadido às 8 horas da matina.

O MST tinha uma reivindicação séria e, como disse ontem o governador Jaques Wagner, é de responsabilidade do governo estadual, “mas não é tão simples, creio que isto no sentido de que é uma questão complexa. Desvendar o assassinato de uma liderança do MST, prender o culpado ou culpados e dar ao caso a devida resolução na esfera do Executivo.

Entre as declarações que fez ontem a respeito de todo o episódio, o governador, dizendo que o assunto será apurado, mas já antecipando razões de defesa do subsecretário Ari Pereira, disse: “Então o pessoal entra de foice, de facão, invadindo a sede da Segurança Pública, já praticamente entrando no local”.
Foice, facão… foram-se os instrumentos de trabalho, emergiu o arsenal. Será mesmo isso, ou entendi mal?

=========================================

Carpenters: A magia de um conjunto musical como poucos. E a voz suprema de Karen pairando sobre o mundo. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

set
12

==================================================

Redação Correio Nagô

A posse da Ialorixá Mãe Stella de Oxóssi na Academia de Letras da Bahia, que ocupará a cadeira de número 33, está anunciada nas ruas de Salvador. Um outdoor criado pela Maria Comunicação comemora o evento.

Mãe Stella que comanda o terreiro do Ilê Axé Opô Afonjá, em São Gonçalo do Retiro, será empossada como a mais nova integrante da Academia de Letras da Bahia, em cerimônia que acontece nesta quinta-feira, 12 de setembro, às 20h, na sede da entidade, no Palacete Góes Calmon, no bairro de Nazaré.

Mãe Stella ocupará a cadeira de número 33, cujo patrono é o poeta Castro Alves e que teve como último ocupante o historiador Ubiratan Castro de Araújo. A saudação à nova acadêmica será feita pela escritora Myriam Fraga.

Stella de Oxóssi, Maria Stella de Azevedo Santos, é graduada em enfermagem e nasceu em 1925, em Salvador. Ela é a quinta yalorixá a ocupar o comando do Opô Afonjá, que foi fundado em 1910.

É autora de diversas obras sobre o Candomblé e também de ficção infanto-juvenil inspirada em lendas e contos africanos, como o livro Epé-Laiyé – Terra Viva, que conta a história de uma árvore que ganha pernas e segue em uma jornada para conscientizar as pessoas para a preservação do meio ambiente.

A yalorixá também escreveu Owé – Provérbios, Osósí – O caçador de alegrias e Meu tempo é agora, entre outros. Assinam a peça: A Sociedade Cruz Santa do Axê Opô Afonjá, Academia de Letras da Bahia, Instituto Maria Preta e a Maria Comunicação.

  • Arquivos

  • setembro 2013
    S T Q Q S S D
    « ago   out »
     1
    2345678
    9101112131415
    16171819202122
    23242526272829
    30