CD : Años de Soledad
Clipe de gravação ao vivo.

IMENSO PIAZZOLLA, UM ARGENTINO CIDADÃO DO MUNDO!

QUE VIVA CHILE!!!

(Vitor Hugo Soares)


Os presos e desaparecidos foram lembrados na vila Grimaldi, centro de tortura entre 1973 e 1990 MARTIN BERNETTI/AFP

=====================================================

DEU NO JORNAL PÚBLICO, DE LISBOA

Ana Gomes Ferreira

As manifestações começaram mal deu a meia-noite, e os confrontos também. Grupos de pessoas que protestaram, na madrugada desta quarta-feira, contra o golpe que há 40 anos depôs o Presidente eleito Salvador Allende, foram travadas pela polícia e houve confrontos em Santiago.

Foram atiradas bombas incendiárias, cortadas algumas estradas e erguidas barricadas com pneus em fogo. Treze pessoas foram detidas às primeiras horas da manhã, relata a Associated Press. Uma fonte da polícia disse ter ficado surpreendido pois esperava mais gente na rua e confrontos mais violentos.

No dia 11 de Setembro de 1973 o general Augusto Pinochet derrubou, pela força das armas, o Presidente Allende, um socialista que morreu nesse dia.

Começaram, faz nesta quarta-feira quatro décadas, 17 anos de uma ditadura que assassinou 3095 pessoas, 1200 delas ainda consideradas “desaparecidas”.

O aniversário apanhou o Chile em campanha eleitoral — em Novembro os cidadãos escolhem um novo Presidente — e este clima de discussão política alimentou um debate intenso sobre a herança de Pinochet e o passado dos intervenientes na vida pública.

Os “cúmplices passivos”

A direita está debaixo de um ataque generalizado e deverá perder as eleições — o atual chefe de Estado, Sebastián Piñera, é um homem da direita, que enfureceu o seu próprio campo ao falar, há dias, nos “cúmplices passivos” de Pinochet. O bloco Renovação Nacional (que elegeu Piñera) e a União Democrata Independente (UDI, extrema-direita) fizeram um protesto formal à presidência considerando as palavras incómodas e injustas, relata o El País.

Foi o próprio Piñera quem incentivou o debate e ajudou a criar a clivagem que se acentuou nos últimos dias no cenário político chileno, aproveitando a aproximação do aniversário do golpe. “O passo decisivo foi dado por Piñera quando sublinhou as responsabilidades da imprensa e dos juízes nas violações dos direitos humanos. O uso deste conceito foi uma verdadeira condenação da atitude geral adotada pela direita, em especial da UDI, durante a ditadura e já depois na transição”, disse Peña.

O debate afundou nas sondagens a candidata da direita, Evelyn Matthei. Matthei, cujo pai militar colaborou com Pinochet, fez campanha pelo “Sim” no referendo de 1988 sobre a permanência de Pinochet por mais oito anos no poder ou a sua saída.

A sua grande opositora, Michelle Bachelet (que já foi chefe de Estado), candidata do centro-esquerda (que junta partidos tão distintos como o Socialista, a Democracia Cristã e o Comunista), exigiu que a rival se desculpasse publicamente sobre a participação na campanha do “Sim” — Pinochet perdeu o que precipitou a sua saída do poder em 1990; morreu em 2006.

“Eu tinha 20 anos quando o golpe se deu. Não tenho que pedir perdão”, disse Matthei.

“Há fatos que ainda se desconhecem, justiça que não foi feita, dor e feridas que não sararam. E há gente que não reconhece ou se arrepende do que fez ou não fez”, disse Michelle Bachelet, cujo pai também era militar mas se manteve fiel a Allande e, por isso, foi preso e morreu de ataque de coração devido às torturas. A própria Bachelet foi presa e torturada antes de partir para o exílio.

Pegadas do regime

Sebastian Piñera disse que o Chile está pronto para a reconciliação, mas esse objetivo parece longinquo. O próprio Presidente em fim de mandato acrescentou que faltam elementos fundamentais: “A verdade e a justiça são dois imperativos morais de qualquer sociedade que passa por momentos traumáticos como os nossos. Ainda falta verdade e justiça”.

Os cidadãos, e lendo os resultados das sondagens, parecem estar mais à frente do que os políticos na procura dessas metas — numa sondagem recente do instituto CERC, 55% dos inquiridos disseram que os anos Pinochet foram “totalmente maus”; há três anos eram 35%. Só nove por cento responderam que foram “totalmente bons”.

“A nova geração pressiona , quer que os pais contem a verdade, contem como foi e quem foi responsável”, disse à Reuters o analista Pablo Salvat, professor de política na Universidade Alberto Hurtado de Santiago do Chile. Só há poucos anos, explicou o professor, quando tiveram acesso à Internet e à televisão por cabo, muitos chilenos perceberam bem ou tiveram conhecimento do que aconteceu durante a ditadura.

No inquérito do Centro de Estudos da Realidade Contemporânea, 76% dos entrevistados consideraram que Pinochet foi um “ditador” e 75% disseram que “as pegadas do regime” ainda estão frescas.

Uma dessas pegadas é o sistema eleitoral, que torna difícil que um partido consiga a maioria no Congresso. Bachelet deverá ganhar (44% das intenções de voto contra 12% para Matthei), mas para cumprir todas as suas promessas — e as principais são reformar a lei eleitoral e a Constituição que está cheia da tais pegadas — tem que conseguir que a direita se alie a si no parlamento; a direita insiste que bastam pequenos ajustes na Lei Fundamental.

“Se Bachelet ganhar vai ter grandes dificuldades… e as pessoas vão exigir na rua que cumpra as promessas que fez”, diz Sergio Bitar, que foi ministro de Allande e de Bachelet.

==============================================

Vídeo registra o encontro histórico do Quillapayun e Inti Illimani de volta do longo exílio de resistência pelo mundo, depois da queda de ditadura de Pinichet no Chile.
Raridade. Confira no BP a musica , a vibração e a emoção dos cantores dos dois conjuntos chilenos e do público.

QUE VIVA CHILE!!!

(Vitor Hugo Soares)

==============================================

DEU NO DIÁRIO DE PERNAMBUCO

“Uma tragédia se anunciou na Música Popular Brasileira. A imortal, magníloqua e indefectível banda Chiclete Com Banana, através do seu líder espiritual Bel, anunciou o fim definitivo dos seus trabalhos artísticos.

Alegando desgaste e cansaço físico e psicológico, os músicos, que angariaram legiões e hordas debárbaros seguidores, beatos e fundamentalistas, freiam o trio elétrico de uma carreira longínqua, que remonta os anos 80.

Em nota, o fã clube Sou Chicleteiro afirma que seus seguidores não suportam a ideia de não seguirem a mega banda em seus concertos pelo Brasil e no próximo domingo se jogarão, um a um, do alto do Elevador Lacerda em Salvador.

“Temos integrantes que já não têm mais nada. Abandonaram esposas, maridos, filhos e até a própria racionalidade. Venderam tudo para seguir o Chiclete. A vida de um Chicleteiro, é uma relação de muito amor com a banda Chiclete Com Banana. Desde que foram descobertos pela mídia, carregam multidões, torcedores, seguidores, devotos, enfim… É por isso que, em um ato simbólico, abandonaremos a vida junto com o Chiclete”, afirma André Imbecílio da Silva, atual presidente do fã clube”.

set
11
Posted on 11-09-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-09-2013


=================================================
Nicolielo, hoje, no Jornal de Bauru (SP)

=========================================

OPINIÃO POLÍTICA

Trocando os nomes

Ivan de Carvalho

Embora em decorrência de decisão adotada pelos congressistas, entre eles o atual governador Jaques Wagner, ainda existem na Bahia alguns políticos e algumas outras pessoas que insistem em tirar do aeroporto internacional de Salvador (antes chamado de Aeroporto do Ipitanga e depois de Aeroporto 2 de Julho) o nome do deputado Luís Eduardo Magalhães – ex-presidente da Câmara dos Deputados e em grande parte responsável pela modernização do país, especialmente na área da reforma econômica.

Querem porque querem, uma coisa ranzinza, pequenininha, espécie de picuinha. E sem sentido, pois a chamada data magna da Bahia está inscrita em dezenas ou talvez centenas de monumentos, instituições (filarmônicas são dezenas, na heroica cidade de Itiúba, por exemplo, existe quase imemorialmente a Sociedade Filarmônica União 2 de Julho) e “logradouros públicos”. Tem a Praça 2 de Julho, ali em frente ao Teatro Castro Alves, tem o Largo 2 de Julho, ali atrás da Rua Carlos Gomes, tem o Complexo Viário 2 de Julho e se eu quiser citar todas as outras coisas o espaço não vai dar para isso nem para mais nada.

Estão muito bem aquinhoados de homenagens “in memoriam” o 2 de Julho e o deputado Luís Eduardo Magalhães. São coisas sobre as quais não dá nem para discutir, na minha opinião – o desempenho político do deputado e a expressão histórica, para os baianos, do 2 de Julho.

Assim, passo à questão seguinte. O vereador Gilmar Santiago, do PT, pediu o apoio dos vereadores de Salvador, de todas as tendências, para a aprovação do Projeto de Lei nº 260/2012, que destitui daquela importante avenida que liga a Avenida Garibaldi a Ondina o nome de Adhemar de Barros e a denomina de Avenida Milton Santos.

Tenho a mais sincera e forte convicção da justiça e acerto de dar o nome do excepcional geógrafo e demógrafo baiano Milton Santos, mundialmente conhecido, a uma importante avenida de Salvador. Ou até à ponte Salvador–Itaparica, caso o escritor e jornalista João Ubaldo Ribeiro recuse a homenagem, ele que neste caso especial da ponte tem evidente precedência, pelo tanto que viveu, amou e escreveu em Itaparica e sobre Itaparica.

Mas a ponte, se Ubaldo recusar, já que não simpatizou, desde o primeiro momento, com sua construção, seria a homenagem perfeita para Milton Santos, enquanto se trate de homenageá-lo com uma obra viária, ao invés de uma grande biblioteca. Aliás, seu nome na Biblioteca Central dos Barris até ficaria muito bem – desde que recuperem a biblioteca.

Destituir da avenida Adhemar de Barros a denominação atual – mesmo que o vereador autor do projeto haja recebido sugestão de setores da Universidade Federal da Bahia – a mim parece algo um tanto macabro, como se os vereadores fossem em comissão ao cemetério paulista onde Adhemar foi sepultado após ter o corpo trasladado da Europa, após morrer no exílio, depois de ter, em 6 de junho de 1966, seu mandato de governador de São Paulo cassado pelo regime militar cuja ascenção apoiou decididadamente. As revoluções, como Saturno, devoram seus filhos – pelo menos os filhos que detêm liderança e poder importantes. Como Che Guevara.

E lá, nesse cemitério paulistano, os vereadores expulsassem do túmulo os restos mortais de Adhemar, dando-lhe destino semelhante aos gregos que, sem poder pagar ao barqueiro Caronte (se nada havia no “cofre do Adhemar” ou se roubaram o que havia, esta seria a situação), não atravessavam o rio Estige, permanecendo na margem errada e assim privados do seu lugar no Hades, o mundo inferior, dos mortos.

Adhemar de Barros teve vários slogans políticos corretos, mas popularmente houve um que se disseminou no país intensamente: “Rouba, mas faz”. No ambiente político-administritivo em que o país está hoje, esse slogan talvez fosse meritório. Pior é roubar e não fazer. Isso é mais um argumento a favor da permanência do nome.

Consta que Dilma Rousseff participou do planejamento do “cofre do Adhemar”. A ação realmente ocorreu. O resultado é controverso.
Adhemar foi interventor e governador de São Paulo, mais tarde governador eleito outra vez (derrotando Jânio Quadros), duas vezes candidato à presidência da República, derrotado, mas com votação expressiva. Um currículo que impressiona.

http://youtu.be/fnBjLJmjbhA

======================================

Forte, belo e comovente tema do Quillapayun, melhor, mais afinado e mais resistente
grupo musical chileno. depois do golpe militar que derrubou o presidente Salvador Allende e o levou à morte durante a resistência ao bombardeio do Palácio de La Moneda, em 11 de setembro de 1973.

Que viva Chile!

(Vitor Hugo Soares)

  • Arquivos

  • setembro 2013
    S T Q Q S S D
    « ago   out »
     1
    2345678
    9101112131415
    16171819202122
    23242526272829
    30