DEU NA UOL/FOLHA

Em nota oficial divulgada nesta segunda-feira (9), a presidente Dilma Rousseff reagiu às denúncias de que a Petrobras teria sido espionada pela NSA, a agência de segurança americana.

“Agora, o alvo das tentativas, segundo a denúncia, é a Petrobras, maior empresa brasileira. Sem dúvida, a Petrobras não representa ameaça à segurança de qualquer país. Representa, sim, um dos maiores ativos de petróleo do mundo e um patrimônio do povo brasileiro.”

A NSA espionou, além da própria presidente Dilma Rousseff, a Petrobras, o setor de infraestrutura do Google e a diplomacia francesa, segundo reportagem exibida neste domingo (8) no programa “Fantástico”, da Rede Globo.

A reportagem foi produzida em parceria com o jornalista norte-americano Glenn Greenwald, que obteve documentos ultrassecretos repassados por Edward Snowden, ex-agente da NSA, atualmente asilado na Rússia.

Na nota, a presidente não explica quais medidas deverão ser tomadas pelo governo brasileiro, mas critica os Estados Unidos. “Tais tentativas de violação e espionagem de dados e informações são incompatíveis com a convivência democrática entre países amigos, sendo manifestamente ilegítimas. De nossa parte, tomaremos todas as medidas para proteger o país, o governo e suas empresas.”

Esta é a segunda reportagem exibida pelo jornal que foi feita em parceria com o Greenwald. A primeira, exibida há uma semana, mostra que os EUA espionaram a presidente Dilma Rousseff. Em entrevista ao UOL, Greenwald afirmou que “o Brasil é o grande alvo” da espionagem norte-americana.

Na semana passada, durante o encontro do G20, Dilma se reuniu com o presidente dos EUA, Barack Obama, e, segundo ela, cobrou explicações detalhadas da suposta espionagem.

Os documentos revelados na reportagem deste domingo são de uma apresentação da NSA para novos agentes, realizada em junho de 2012. Nela, a agência explica como é feita a espionagem a determinadas empresas e órgãos.

A Petrobras aparece logo no início da apresentação, junto com a infraestrutura do Google, a diplomacia francesa e a rede da Swift, cooperativa que reúne alguns dos principais bancos de dezenas de países. Os nomes de outras instituições espionadas foram apagados na mesma apresentação da NSA.

A apresentação mostra ainda que foi criada uma pasta com o nome da Petrobras, em função da grande quantidade de informações que a NSA dispõe, o que indica que a estatal está sendo espionada há algum tempo. Os documentos não mostram o conteúdo que teria sido espionado.

A espionagem foi feita na rede privada de computadores da Petrobras, que contém informações sigilosas sobre a estatal, a maior empresa do país, com faturamento anual superior a R$ 281 bilhões.

Casaco Marrom
Trio Esperança

Eu vou voltar aos velhos tempos de mim
Vestir de novo o meu casaco marrom
Tomar a mão da alegria e sair
Bye bye, Cecy “nous allons”
Copacabana está dizendo que sim
Botou a brisa à minha disposição
A bomba h quer explodir no jardim
Matar a flor em botão
Eu digo que não
Olhando a menina
De meia estação
Alô coração,
Alô coração, alô coração
Eu vou voltar aos velhos tempos de mim
Vestir de novo o meu casaco marrom

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Perfeita afinação do Trio Esperança. Magnífica voz de Evinha!

E que interpretação!

Que venha a noite!

(Vitor Hugo Soares)


Marcelo Duarte na época da cassação/Arquivo:ALBA

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DEU NO JORNAL A TARDE, EDIÇÃO IMPRESSA DESTA SEGUNDA-FEIRA(9). NAS BANCAS.

PATRÍCIA FRANÇA

Deputado estadual pelo extinto MDB, cassado pela ditadura militar no dia em que foi instaurado o AI-5 (13 dezembro de 1968), o ex-vice-prefeito de Salvador no primeiro mandato de João Henrique Carneiro e jurista, Marcelo Duarte, será ouvido pela Comissão da Verdade da Assembleia Legislativa da Bahia na quarta-feira.

É a primeira oitiva promovida pela comissão, que também vai colher os depoimentos do médico Luiz Leal, do jornalista Sebastião Nery, e do petroleiro e sindicalista Wilton Valença – os únicos ainda vivos entre os 13 deputados estaduais que perderam seus mandatos nos Anos de Chumbo (1964-1985).

O presidente da Comissão da Verdade do Legislativo estadual, deputado Marcelino Galo (PT), também é o autor do Projeto de Resolução apresentado à Mesa da Casa propondo a devolução, de forma simbólica, dos mandatos dos deputados cassados.

Cárcere

Marcelo Duarte, hoje com 82 anos, diz que a restituição dos mandatos restabelece a verdade. “É uma satisfação e uma honra saber que a história está sendo consertada. Não éramos criminosos. Fomos jogados no inferno. Mas a vida deu voltas e, agora, esta injustiça vai poder ser restaurada”, declarou o advogado.

O ex-deputado lembra que chegou a ser preso duas vezes pelo regime militar. Em 1964, quando era procurador-geral do Estado no governo de Lomanto Júnior, passou oito dias detido na Base Naval, em Salvador.

Quatro anos depois, ao ter o mandato de deputado estadual cassado, ficou um mês preso no Forte do Barbalho. Foi anistiado em 1979.

O projeto que restaura o mandato dos parlamentares cassados, em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), pretende reparar “erro histórico” e “fazer justiça” aos que defenderam a democracia no Brasil.

“Foram parlamentares que não se calaram e continuaram atuando na política como forma de contribuir com o futuro do País e das gerações de brasileiros e brasileiras que hoje podem exercer sua liberdade”, assinala o deputado Marcelino Galo.

Uma vez aprovada a resolução pelo plenário da Assembleia Legislativa, será marcada uma sessão especial na qual os deputados cassados vão receber broche e diploma de posse – similar ao entregue durante as nomeações dos deputados eleitos -, dando de volta o cargo de deputado.

Os parlamentares já falecidos (Diógenes Alves, Ênio Mendes de Carvalho, Hamilton Saback Cohim, Luiz da Silva Sampaio, Osório Cardoso Villas Bôas, Aristeu Nogueira, Octávio Rolim, Oldack Neves e Padre Palmeira) serão representados por familiares.

Ação integrada

Marcelino Galo explicou que o objetivo da Comissão da Verdade da Assembleia é atuar de forma integrada com a Comissão Estadual da Verdade, instalada no mês de julho pelo governador Jaques Wagner (PT), e com a Comissão Nacional da Verdade.

A ideia é ouvir os deputados cassados vivos, os familiares dos já mortos, para tentar reconstruir as circunstâncias das cassações.

“Nos arquivos da Assembleia não há registros ou documentos sobre isso. Alguns deputados fizeram discurso, mas não há documento oficial”, explica o petista.

Outra articulação do parlamentar é estimular as Câmaras Municipais a também criarem suas comissões da verdade.

O primeiro passo foi dado, em agosto, em Vitória da Conquista. Os vereadores instalaram a comissão, devolveram o mandato do prefeito cassado Pedral Sampaio (MDB) e vão apurar a morte do vereador Péricles Gusmão, fatos ocorridos em 1964.

http://youtu.be/BqK48lASfpY

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DEU NO IG

Champignon, ex-baixista do Charlie Brown Jr. e vocalista de A Banca, foi encontrado morto com um tiro na cabeça em seu apartamento no Morumbi, zona sul de São Paulo, na madrugada desta segunda-feira (9).

A morte acontece seis meses após Chorão, vocalista do Charlie Brown Jr., ter sido encontrado morto em São Paulo. Ele sofreu overdose de cocaína .

Vizinhos de Champignon disseram ter ouvido um disparo pouco depois da meia-noite. O 89º DP (Distrito Policial do Morumbi), que está apurando o caso, não descarta a possibilidade de suicídio.

Luiz Carlos Leão Duarte Junior, como era batizado Champignon, tinha 35 anos e estava no local com sua mulher grávida de cinco meses, que foi atendida por médicos em estado de choque. Por volta das 4h da madrugada, o corpo do baixista foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal).

Champignon nasceu em Santos, cidade onde o Charlie Brown Jr. se formou, em 1992. A banda lançou nove discos de estúdio e teve diversas formações – Chorão foi o único a integrar todas elas.

O sucesso veio em 1997, com o lançamento do álbum “Transpiração Contínua Prolongada”. Canções como “Proibida Pra Mim (Grazon)”, “Tudo o que ela Gosta de Escutar”, “Gimme o Anel” e “O Coro Vai Comê!” caíram no gosto do público, principalmente o jovem, e fizeram com que o disco vendesse mais de 500 mil cópias.

Outros hits da banda são “Te Levar”, “Zóio de Lula”, “Rubão”, “Hoje eu Acordei Feliz”, “Lugar ao Sol”, “Papo Reto (Prazer é Sexo, o Resto é Negócio)”, “Não é Sério”, “Só Por Uma Noite”, entre outras.

Brigas com Chorão

A trajetória do Charlie Brown Jr. foi marcada por desentendimentos entre os integrantes. A mais grave ocorreu em 2005, quando Champignon, Marcão, Renato e Pelado deixaram o grupo alegando divergências musicais.

Em 2011, Champignon e o guitarrista Marcão voltaram a integrar o Charlie Brown Jr. Mas isso não significaria o fim das polêmicas. Em 2012, durante show em Apucarana (PR), Chorão deu uma bronca pública no baixista, dizendo que ele deveria “ficar muito grato” por ter sido aceito de volta após tê-lo acusado de roubar dinheiro do grupo.

Após ouvir a bronca calado, Champignon deixou o palco sob aplausos e gritos de “arregou”. Dois dias depois, a banda divulgou um vídeo no qual Chorão se desculpou pelo ocorrido, dizendo que o problema estava resolvido. Em seguida, o baixista disse estar arrependido sobre o que falou do vocalista.

Quando Chorão foi encontrado morto, em março deste ano, Champignon foi ao apartamento do amigo e lamentou a morte . “A gente brigou algumas vezes na vida, mas graças a Deus restabelecemos a amizade”, declarou.

Em abril, Champignon se lançou como vocalista do grupo A Banca , formado por integrantes do Charlie Brown Jr. Na ocasião, ele comentou sobre a falta de Chorão: “Se a gente ficar em casa, a gente morre também. A gente tem que ir para a estrada, a gente precisa disso porque sem a banda não existe vida.”

No tempo em que saiu do Charlie Brown Jr., Champignon participou de vários outros projetos. O mais famoso foi a banda Nove Mil Anjos, na qual tocou de 2008 a 2009. O grupo também contava com Junior Lima, Péricles Carpigiani e Peu Sousa, morto em maio deste ano.

Leia mais sobre o assunto no IG


Fernando Schimidt:caminhos democráticos no futebol

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DEU NO TERRA MAGAZINE

POR BOB FERNANDES

Fernando Schmidt deixa a Secretaria de Relações Institucionais do governo da Bahia para assumir a presidência do Esporte Clube Bahia. Schmidt, que havia sido presidente do clube entre 1975 e 1979 venceu a eleição direta – a primeira da história do bicampeão brasileiro – com cerca de 68% de 4.600 votos. Em entrevista exclusiva a Terra Magazine no final da noite deste domingo (8), Schmidt resume o que pensa em relação a dois assuntos primordiais para o Bahia e o futebol brasileiro:

– Os contratos de TV negociados com a TV Globo não são interessantes para o Bahia como não são para outros clubes, não são para o futebol brasileiro como um todo. Negociações como estas são uma representação da capitania hereditária que é o futebol brasileiro…as federações são capitanias hereditárias, o Bahia era uma capitania hereditária e, mesmo não conhecendo a vida de todos os clubes, sabemos que boa parte deles também são capitanias hereditárias.

– Quando nasceu o Clube dos 13, criado para fortalecer o futebol brasileiro, cheguei a ser seu diretor financeiro, mas o Clube dos 13 foi implodido, destruído por dentro, como ponto de partida para uma negociação que favorece alguns e prejudica muitos, o que vai criar uma situação muito ruim para o futebol brasileiro em pouco tempo.

– O Bahia vai procurar renegociar seu contrato com a TV Globo (R$ 35 milhões). Sabemos que é difícil para esse ano, mas vamos conversar, e seguramente buscar essa mudança já para próximo ano. É um contrato que não condiz com a história do Bahia, que é discrepante com inúmeros indicadores do Bahia, como, por exemplo, as vendas no pay-per-view.

– Vamos renegociar também os contratos com a Nike, Brahma, Tim, OAS…com a torcida que tem, o Bahia apequenado não vai existir mais.

O Bahia tem hoje pouco mais de 17 mil sócios, mas apenas 10 mil estavam aptos a votar. O outros 7 mil são sócios novos, que buscaram o clube nos últimos dois meses, desde que dinastia Marcelo Guimarães foi sacada da presidência.

O pai, Marcelo Guimarães, ex-deputado estadual, empresário preso em novembro de 2007 na “Operação Jaleco” da Polícia Federal, presidia o Bahia quando clube caiu para segunda e terceira divisão em meados dos anos 2000.

Marcelo Guimarães Filho, presidente até a intervenção, é ex-deputado federal (PMDB) – até há pouco estava na Câmara como suplente – e já foi vereador. O tamanho do rombo que deixou no Bahia e o tipo de, digamos, negócios feitos em sua gestão devem ser definitivamente expostos a partir desta segunda, 9,mquando o novo presidente receberá a autopsia feita durante a intervenção.

O novo estatuto foi aprovado na gestão do advogado Carlos Rátis, tornado interventor depois do afastamento de Marcelo Guimarães Filho. Por esse novo estatuto, sócios que ainda não tivessem quitado a primeira mensalidade não votariam, por isso 7 mil não puderam votar. Dos 10 mil aptos, 4.600 foram às urnas.

Schmidt foi eleito presidente e seu grupo elegeu 72 de 100 conselheiros. Os candidatos derrotados, Antonio Tillemont (23%) e Rui Cordeiro (10%) terão as demais 28 vagas.

Esse será um mandato de transição, de 1 ano e 4 meses. Em dezembro de 2014, nova eleição para um mandato de 3 anos sendo permitida uma reeleição. O presidente agora eleito não poderá disputar. Segundo o estatuto já aprovado candidatos terão que ter ficha limpa, não poderão ter cargos eletivos na política e nem empresas que tenham negócios diretos ou indiretos com o Bahia.

A seguir, trechos da entrevista de Fernando Schmidt, 69 anos.

Terra Magazine: Quantos votos você teve, no universo de quantos eleitores?
Fernando Schmidt: Tive mais ou menos 68% de uns 4.600 votos. Temos hoje pouco mais de 17 mil sócios, mas 7 mil não poderiam votar, de acordo com o estatuto recém-aprovado durante a intervenção, porque só pode votar quem já pagou a primeira mensalidade. E dos 100 conselheiros fizemos 72 em uma votação distinta.

Qual será a primeira medida?
Serão várias em vários setores. Aproveitando o entusiasmo da torcida, que participou com entusiasmo, mesmo quem não votou na primeira eleição verdadeiramente direta, vamos buscar ampliar rapidamente o número de associados. E pode apostar que isso vai acontecer. Não acontecia antes porque os torcedores, em maioria, não apenas não tinham incentivo para isso como se afastaram, não admitiam o modo como o clube vinha sendo administrado há tanto tempo.

Que outras medidas?
– Vamos procurar quem tem o contrato de gestão da Fonte Nova (NR: Por 35 anos) para discutir o barateamento de ingressos…

– Hoje é R$ 60, muito caro para o torcedor do Bahia acostumado a ir à Fonte Nova às quartas e domingos…
– Isso. Já estão cobrando R$ 30 no terceiro anel, mais acima, mas só um pedaço da arquibancada. Vamos negociar para que seja todo o terceiro anel. Isso tem que ser um jogo de ganha-ganha, não de um perde e outro ganha. A torcida do Bahia, como sabe o Brasil, lota o estádio. Mas para isso é preciso um preço compatível. Se lotar, como sempre lotou, ganhamos todos.

E se não reduzirem o preço dos ingressos se pode renegociar a gestão da Fonte Nova, que se não me engano tem um contrato de 35 anos…
Isso, mas não creio que será preciso chegar a isso, a uma reformulação do contrato, existe boa vontade de parte a parte. Queremos dar um tratamento especial aos sócios, isso inclui preço dos ingressos, e qualquer produto procura ser simpático e não antipático ao consumidor… no caso, o torcedor. Mas vamos buscar renegociar também os preços dos serviços na Fonte Nova: os estacionamentos, as lanchonetes, vamos implementar um memorial do Bahia, venda de souvenirs…

– E o contrato do Bahia com a TV Globo, esse do Campeonato Brasileiro?
O Bahia vai procurar renegociar seu contrato com a TV Globo (R$ 35 milhões). Sabemos que é difícil para esse ano, mas vamos conversar, e seguramente buscar essa mudança já para próximo ano. É um contrato que não condiz com a história do Bahia, que é discrepante com inúmeros indicadores do Bahia, como, por exemplo, as vendas no pay-per-view.

E negociação feita em meio a um episódio triste, a implosão do Clube dos 13, quando o Palmeiras e quase mais ninguém resistia…
Quando nasceu o Clube dos 13, criado para fortalecer o futebol brasileiro, cheguei a ser seu diretor financeiro, mas o Clube dos 13 foi implodido, destruído por dentro, como ponto de partida para uma negociação que favorece alguns e prejudica muitos, o que vai criar uma situação muito ruim para o futebol brasileiro em pouco tempo.

Saindo um pouco da Bahia, como você vê essa questão dos contatos com a TV, como vê, de maneira geral, a gestão do futebol brasileiro?
Os contratos de TV negociados com a TV Globo não são interessantes para o Bahia como não são para outros clubes, não são para o futebol brasileiro como um todo. Negociações como estas são uma representação da capitania hereditária que é o futebol brasileiro…as federações são capitanias hereditárias, o Bahia era uma capitania hereditária e, mesmo não conhecendo a vida de todos os clubes, sabemos que boa parte deles também são capitanias hereditárias.

– Existem outros contratos para serem renegociados…
-Sim, vamos buscar renegociar também os contratos com a Nike, Bhrama, Tim, OAS…com a torcida que tem o Bahia apequenado não vai existir mais.

A OAS está fazendo a tal “Cidade Tricolor”. Como está? Que negócio é esse? Foi bom para o Bahia?
– No meu entender, não, de jeito nenhum foi bom negócio. Em troca de 250 mil metros quadrados em Camaçari, onde está sendo construída a “Cidade Tricolor”, o Bahia cedeu o Fazendão, que é do meu tempo na presidência nos anos 70. Ora, o Fazendão, em Itinga, era na cidade, com mais ou menos 100 mil metros quadrados. Imagine o valor, a valorização disso?

E como está a tal “Cidade Tricolor”, o que ela terá?
Será um centro de treinamento, com alojamentos para as divisões de base, cinco ou seis campos, mas não tem ainda logística alguma, é em Camaçari, as instalações ainda não têm mobília, será preciso gastar pelo menos uns R$ 5 milhões para ficar em condições e vamos falar com a OAS. Não foi um bom negócio, e precisamos disso pronto no máximo para logo depois do carnaval.

Qual a situação financeira do Bahia?
Bem, vou conhecer a fundo nessa segunda-feira, mas já sei que o passivo é de R$ 200 milhões.

Você sabe que o torcedor quer resultados. Estamos na metade do Brasileirão. Em relação ao futebol, qual será a primeira medida?
– Vou encontrar o Cristovão Borges nesta segunda para discutir reforços…acho que precisamos de mais um lateral direito, um meia armador e um atacante pelas beiradas para não deixar o ataque tão isolado…

Mas você já vai começar dando palpite de boleiro?
Não, não, mas como presidente vou dar minha opinião, dizer como vejo algumas coisas…afinal, já presidi o clube entre 75 e 79, mas não vou distribuir camisas no vestiário… e você sabe que já tivemos dirigentes que faziam isso…

– Sim, e não apenas um presidente fazia isso…
Pois é, mas não farei isso, apenas darei e ouvirei opiniões.

Nos últimos anos, talvez décadas, não foram poucas as frustrações. Nem se diga dirigentes da CBF e federações, mas presidentes se elegeram nos clubes com belos discursos, grandes promessas, e o que se viu foi quase sempre mais do mesmo: mandonismo, autoritarismo, personalismo, denúncias de negociatas, acordos prejudicais aos clubes, basta ver, com raras exceções, a covardia quase coletiva ao se negociar os contratos de televisão. Você não será mais uma decepção, mais um que se entrega, que entrega a rapadura?
Claro que eu sei disso, eu vi e vejo isso. Mas eu vi o torcedor vindo não só do interior da Bahia para votar, mas vindo de Belém do Pará, do Rio de janeiro, de São Paulo, do Brasil todo, e eu sei que isso significa a esperança de algo novo e não somente para o Bahia. O que me animou, o que me anima é saber que não estou sozinho, é saber que há uma manifestação da enorme e apaixonada torcida do Bahia, de um número crescente de sócios. E todos sabemos o que quer a enorme maioria da torcida do Bahia e dos torcedores do Brasil: mudar, mudar de verdade, modernizar e profissionalizar o futebol, o baiano, o brasileiro, sem deixar o torcedor de lado.

set
09
Posted on 09-09-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-09-2013


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Pelicano, hoje, no Bom Dia (SP)

DEU NA FOLHA DE S. PAULO

FREDERICO VASCONCELOS
DE SÃO PAULO

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deverá julgar vários processos de juízes suspeitos de venda de sentença que tiveram tramitação emperrada no órgão de controle do Judiciário.

O corregedor nacional de Justiça, ministro Francisco Falcão, “represou” alguns processos, aguardando a nova composição do conselho, pois temia que fossem arquivados. O novo colegiado fará sua primeira sessão na terça-feira, sob a presidência do ministro Joaquim Barbosa.

Falcão pretende desengavetar até o final do ano apurações iniciadas ainda na gestão dos ministros Gilson Dipp e Eliana Calmon, seus antecessores na corregedoria. Esses procedimentos demoravam por causa de pedidos de vista ou não eram levados à mesa para julgamento.

Entre os pedidos de procedimento disciplinar que serão retomados há irregularidades graves envolvendo dirigentes dos Tribunais de Justiça do Paraná e da Bahia.

“A grande maioria do Judiciário é formada por juízes honrados, mas infelizmente ainda temos uma minoria que tem que ser expelida do Judiciário”, diz Falcão.

“Os novos conselheiros têm boa formação intelectual, são independentes, com disposição de apurar tudo”, diz a ex-corregedora Eliana Calmon.

Dipp afirma que “essa composição talvez seja a melhor que o órgão já teve, tanto para tratar de políticas públicas como do aspecto disciplinar”.

O promotor de Justiça Gilberto Martins –reconduzido ao cargo– diz que o conselho “foi um pouco conservador, recalcitrante para aplicar penas mais severas”. Diz que vários magistrados sob investigação tiveram penas brandas para casos mais graves.

“Eu era visto como duro demais”, admite Martins. “Mas não faremos uma ‘caça às bruxas'”, diz. Na gestão do ministro Cezar Peluso na presidência do CNJ, Martins apresentou proposta para dar prioridade a processos disciplinares. “A ideia foi repelida”, diz.

A renovação do CNJ começou a ser decidida em fevereiro por Joaquim Barbosa, com sugestões de Falcão e Eliana. Houve então a indicação de Guilherme Calmon para substituir Fernando Tourinho Neto, que fazia oposição a Eliana. Foi antecipado, na ocasião, o nome de Saulo José Casali Bahia para a vaga de Sílvio Rocha, que só deixaria o colegiado em agosto.

Duas novas conselheiras foram escolha do presidente do CNJ: Ana Maria Duarte Amarante Brito e Deborah Ciocci.

Para reunir conselheiros experientes, Barbosa fez gestões junto ao presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Carlos Alberto Reis de Paula, ex-CNJ. Falcão fez o mesmo com o comando da OAB.

Maria Cristina Peduzzi, que substitui Reis de Paula, é considerada magistrada independente. Também são da Justiça do Trabalho Rubens Curado e Flávio Sirângelo. Curado foi secretário-geral do CNJ. Sirângelo presidiu o TRT gaúcho.

O advogado Jorge Hélio Chaves diz que Paulo Teixeira (que assume sua vaga no CNJ) e Gisela Gondim (que substitui Jefferson Kravchychyn) são “preparados”. “De um modo geral, os novos conselheiros seguem uma linha de Joaquim Barbosa”, afirma Chaves.

http://youtu.be/NJWX7wosrh4

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“Alma mia”, a obra prima composta por Maria Grever na interpretação insuperável do grande músico e cantor cubano Bola de Nieve.

BOA SEGUNDA-FEIRA!

(Vitor Hugo Soares)

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