DEU NA UOL/FOLHA

Palco de manifestações desde junho, a ponte Presidente Dutra, que liga Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), foi cenário de confronto neste sábado (7), durante protesto programado para coincidir com os festejos cívicos do Sete de Setembro. Oito pessoas foram detidas e acabaram liberadas pouco depois.

A ponte sobre o rio São Francisco ficou fechada por cerca de 30 minutos devido à confusão.

Em julho, um juiz federal chegou a determinar a proibição de protestos na ponte, em razão da repetição de atos de violência contra a Polícia Rodoviária Federal e o Exército durante manifestações no local.

set
07

Parabéns, Martinália! Longa vida, Djavan!

E som na caixa, maestro!

TIM TIM !

(Vitor Hugo Soares)


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CRÔNICA
PAZ AO BRASIL E SAÚDE AOS FRANCESES

Maria Aparecida Torneros

Hoje é o dia na Patria no Brasil.

País gigante que acordou para os movimentos e protestos, e o que se vê na mídia de um modo geral é aquele deus-nos-acuda e corre-corre de manifestantes versus policiais, confusão, barreiras militares, desfiles em homenagem à independência, um conjunto de atitudes violentas de ambos os lados, uma tentativa de explicar os grupos isolados, que incitados por motivações pessoais ou sociais, parecem perdidos, sem rumo, sem causa e efeito, reduzindo tudo ou quase tudo ao descontrole que abate as razões e excede em atos de repressão ou radicalismos inadequados como reação tanto de autoridades policiais quanto à organização dos desejosos de protestar em paz.

Causa-me aflição não reconhecer nos episódios de hoje, o perfil exato do Brasil em que acredito, talvez aquele com que minha geração tenha sonhado ingenuamente, e, perplexa, tento rolar o filme dos últimos 60 anos da nossa história, buscando o balanço de suas dores e separações.

Em contrapartida, vejo as fotos do jantar de branco, que os franceses tem promovido, em paz, harmonia, lembrando a nossa Copacabana do reveillon.

Aí, fugitiva desta realidade nacional inusitada, me dá vontade de voar e abraçar meus amigos europeus que conhecem violencia e vivenciaram grandes guerras.

O exercício humano da fraternidade, a conquista do equilibrio social, realmente parece utopia. Obama saiu ontem do G20 pregando novo ataque mesmo sem aval da ONU, o Brasil, através da sua presidenta Dilma, protesta contra a espionagem na internet, nas ruas do nosso país, há movimentos diversos, em lutas que dispensam os trajes brancos.
Sem brindes, viva o Brasil, mas, a liberdade, igualdade e fraternidade não são , afinal, os nossos focos?

Paz, minha terra que tem palmeiras, desejo paz aos meus conterrâneos e saúdo aos franceses que nos emanam luzes e amor ao sonho de um mundo realmente justo e livre.

Cida Torneros é jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro, edita o Blog da Cida, onde o texto foi originalmente publicado.

set
07


DEU NO UOL/FOLHA

Manifestantes e policiais militares entraram em confronto na manhã deste sábado (7), no centro de Rio de Janeiro, durante as comemorações do Dia da Independência. No momento em que o protesto passava em frente a um batalhão da PM (5o BPM), bombas de gás lacrimogêneo e efeito moral foram disparadas para dispersar. Um grupo foi para a avenida Presidente Vargas e chegou a invadir o desfile de Sete de Setembro, mas foi contido pela polícia.

Agora, um cordão de isolamento impede que os manifestantes entrem na pista principal da avenida Presidente Vargas, onde ocorre o desfile. Eles caminharam da avenida Presidente Vargas até a Praça Tiradentes.

Segundo a PM, o confronto no batalhão começou porque um jovem não identificado teria jogado um artefato explosivo conhecido como “cabeção de nego” dentro do batalhão. A reportagem do UOL, no entanto, estava presente no momento da ação da Polícia Militar e não presenciou a cena relatada pelo agente.

Os manifestantes correram em direção às ruas do Lavradio e dos Inválidos, na Lapa. Durante a fuga, um manifestante que não estava mascarado depredou uma agência do banco Itau.

set
07
Posted on 07-09-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-09-2013


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Sid, hoje, no portal A Charge Online


Personagens da primeira semana de setembro
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ARTIGO DA SEMANA

A reta de Joaquim e a curva de Genoino

Vitor Hugo Soares

Duas figuras em suas andaduras por trilhas e ações opostas, nestes primeiros dias de setembro de anúncio da Primavera de 2013 no Hemisfério Sul, marcam emblematicamente a Semana da Pátria no Brasil, cujo dia magno se comemora neste sábado, 7 de Setembro: desfiles militares e protestos cívicos (neste caso principalmente contra a impunidade e a corrupção), estão previstos para Brasília, Salvador e o País inteiro.

São eles dois, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, e o deputado federal José Genoino (PT), ex-presidente nacional de seu partido, um dos condenados à prisão no processo do Mensalão. Julgamento feit,o às claras e aos olhos da sociedade como nenhum outro na história, que parece caminhar para o desfecho na semana que vem.

No caso de Joaquim Barbosa, um destaque positivo. Pela condutado magistrado em seu trabalho muitas vezes doloroso de fazer e aplicar justiça. Sem vacilações marcadas por interesses estranhos e submersos, sem temer ciúmes e mágoas mal disfarçadas de alguns dos pares à sua volta, como as imagens da TV mostraram principalmente na sessão de quinta-feira (5).

Ou ainda, vale destacar no perfil de comportamento do chefe da Corte Suprema e relator do processo do Mensalão, sem amedrontamentos de última hora e atos explícitos de hipocrisia e salamaleques subalternos ao poder e aos poderosos da vez: na política, nos palácios, nas cortes, nas grandes corporações.

Tudo isso ficou explícito também nestes dias iniciais do mês, desgraçadamente, diga-se a bem da verdade. Principalmente nas cenas da quinta-feira (5), protagonizadas no cenário do STF por alguns de seus membros mais destacados.

A culminância foi a estratégia conciliatória do ministro Roberto Barroso (digna politicamente de históricos nomes do PSD de antigamente), ao sugerir a suspensão da sessão, “em ato de delicadeza e cortesia” aos advogados dos réus condenados, para que eles possam ainda apresentar memoriais na próxima semana, com suas argumentações finais.

Trata-se, evidentemente, de mais uma (talvez a última e mais desesperada) destas manobras protelatórias que tentam transformar em “interminável” (a expressão é do relator) o julgamento histórico.

Isso antes da sessão ser suspensa por votação majoritária. E apesar do presidente Joaquim Barbosa ter lembrado que decidiu há três meses pela inadmissibilidade dos embargos infringentes, aqueles destinados a rediscutir as condenações decorrentes do longo julgamento feito aos olhos da Nação.

Pouco antes, Barbosa havia votado pela não aceitação dos embargos infringentes neste caso. A sessão foi suspensa, mas o presidente da Corte já havia marcado a semana com a forçade seu pensamento e ação de magistrado. O resto a próxima semana dirá.

Na outra ponta, a dos destaques negativos desta primeira semana de setembro, temos o deputado José Genoino, ao descambar em mais uma curva de sua história pessoal e biografia política.

Condenado do Mensalão, aparentemente às vésperas da decretação do cumprimento da sentença (pode acontecer na semana que vem), o parlamentar do PT entrou com pedido de aposentadoria por invalidez na Câmara dos Deputados.

“O estado de saúde dele recomenda repouso e inspira cuidados”, disse o advogado Luiz Fernando Pacheco. Simples assim, segundo a lógica do causídico ao tentar justificar o pedido da generosa aposentadoria de R$ 26 mil a que parlamentares têm direito em Brasília.

Mesmo, ao que tudo indica, sendo ele um condenado por vários malfeitos penais, às vésperas, ao , de ter que cumprir a sentença que lhe foi imposta pelo Supremo Tribunal Federal. Sergio Sampaio, diretor geral da Câmara, anuncia: se ficar comprovada a situação de invalidez de Genoino, o deputado terá direito a receber aposentadoria integral.

Aposentadoria de parlamentar em Brasília, diga-se a bem da verdade. Isso para que não se confunda com a em geral indigna remuneração – depois de uma vida de trabalho e recolhimentos – paga aos desvalidos aposentados do INSS.

Destes “condenados sem sentença” ninguém, ou muito pouca gente parece ter pena, ou velar pelos direitos vilipendiados há tantos anos.

Por quê? Responda quem souber.

Vitor Hugo Soares, jornalista, é editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

http://youtu.be/n-E2anjGXb8

Querelas do Brasil
Aldir Blanc

O Brasil, não conhece o Brasil
O Brasil, nunca foi ao Brasil
Tapi, Jabuti, Liana
Alamandra, Alialaúde
Piau, Ururau, Aquiataúde
Pia, Carioca, Porêca, Metran
Jobim Akarore, Jobim Açu
Oh! Oh! Oh!…

Pererê, Tamará, Tororó
Olerê!
Piriri, Ratatá, Karatê
Olará!
Pererê, Camará, Tororó
Olerê!
Piriri, Ratatá, Karatê
Olará!…

O Brasil, não merece o Brasil
O Brasil, tá matando o Brasil
Gereba, Saci, Caandra
Desmunhas, Ariranha, Aranha
Sertões, Guimarães
Bachianas, Águas
E Marionaíma, Ariraribóia
Na aura das mãos do Jobim Açu…

Oh! Oh! Oh!

Gererê, Sarará, Cururu
Olerê!
Blá, Blá, Blá
Bafafá
Sururu
Olará!…(2x)

Do Brasil S.O.S. ao Brasil
Do Brasil S.O.S. ao Brasil…

Tinhorão, Urutú, Sucuri
Olerê!
O Jobim, Sabiá, Bem-Te-Vi
Olará!
Cabuçu, Cordovil, Caxambi
Olerê!
Madureira, Olaria e Bangu
Olará!
Cascadura, Água Santa, Cari
Olerê!
Ipanema e Nova Iguaçu
Olará!
Araguai, Aitú, Curuí
Olerê!
Cantagalo, AVC, Japeri
Olará!…

Do Brasil S.O.S. ao Brasil
Do Brasil S.O.S. ao Brasil…

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BOM SÁBADO! VÁ ÀS RUAS NO 7 DE SETEMBRO!

(Vitor Hugo Soares)

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OPINIÃO POLÍTICA

Da qualidade das marcas

Ivan de Carvalho

No começo do primeiro mandato presidencial de Fernando Henrique Cardoso, José Serra, que é economista, aceitou ser ministro do Planejamento. Não deu certo. Ele tinha uma visão de política econômica essencialmente diferente da adotada pelo ministro da Fazenda, Pedro Malan, a quem FHC delegou o poder de decisão na área. Não demorou muito e Serra resolveu deixar o Planejamento e foi exercer seu mandato de senador, belamente conquistado em 1966. Sem o comando da política econômica, aquele ministério não prometia nada mesmo, se consideradas as ambições de José Serra.

Mas no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, Serra foi convidado para ser o ministro da Saúde e aceitou olhando com firmeza o Palácio do Planalto. O Ministério do Planejamento não faz presidente da República, mas o da Saúde faz, era o raciocínio. Não sei se continua válido hoje, depois de 12 anos de governo do PT, período durante o qual o que já era ruim ficou péssimo, destroçado, aos cacos, quase que eu diria deliberadamente, pois parece impossível que não se pudesse ter feito algo menos perverso com a população que precisa do Sistema Único de Saúde.

Além do trabalho de rotina, que não foi dos melhores, mas não dá para dizer que foi dos piores, Serra deixou duas marcas importantes no setor de saúde. Uma delas – para o que contou com inestimável colaboração do deputado baiano Jutahy Júnior – foi uma rígida legislação restritiva da propaganda de cigarros e outros produtos derivados do fumo, apesar do poderoso lobby que trabalhou contra isso. A proibição da propaganda, aliás, foi criando uma consciência social e uma cultura que tem limitado cada vez mais o uso do cigarro em lugares públicos. Bom para quem, por causa da redução de oportunidades, fuma menos, melhor para quem não é obrigado a repirar a fumaça do cigarro alheio.
A outra marca deixada por Serra no setor de saúde foi a instituição legal dos “medicamentos genéricos”, o que, sem dúvida, forçou para baixo (considerando o conjunto) o preço dos remédios, tornando-os mais acessíveis à população e ao próprio governo, através do SUS. Esse “achado” dos genéricos só não está funcionando melhor porque, na época do governo FHC, a Anvisa, agência federal que cuida dessas coisas e de outras, gastava seis meses, em média, para avaliar e licenciar a produção de um medicamento genérico. Há dois anos atrás, a canseira do governo do PT havia esticado esse prazo para 18 meses (Deus sabe a razão, quem depende dos genéricos sabe o mal que isso faz). Em tempo: a denúncia dos 18 meses foi feita por Serra, na televisão, com o acréscimo “criam dificuldades para vender facilidades”, e não houve réplica. Para Serra, o Ministério da Saúde valeu a primeira de suas duas candidaturas a presidente da República, mas não valeu a Presidência. Perdeu para Lula.

Agora, o ministro da Saúde é o petista Alexandre Padilha. Foi para o cargo, não por ser médico, mas para criar uma candidatura petista, não à presidente da República, mas ao governo de São Paulo – o segundo maior sonho de consumo do PT nas eleições do ano que vem. Aloísio Mercadante, sonhador, não prometia grande coisa e, ainda que mui amigo de Dilma Rousseff, não tem as simpatias (ou tem a antipatia) de Lula.

Mas, com a saúde pública escangalhada em praticamente todo o país, o que fazer? Apesar do caos geral, o Ministério da Saúde, segundo o site Contas Abertas, em reportagem de Dyelle Menezes, “investiu apenas 26,5% do total de R$ 10 bilhões disponíveis para a compra de equipamentos e realização de até agosto de 2013”. Esse percentual de 26,5% equivale a R$ 2,6 bilhões, que inclui o valor de R$ 1,9 bilhão pago em “restos a pagar” de anos anteriores. Em síntese: dos R$ 10 bilhões previstos para os investimentos e obras até agosto deste ano, o governo federal investiu efetivamente apenas R$700 milhões.

Aí, o que faz o governo Dilma Rousseff depois de ser surpreendido com as manifestações populares de junho e a queda espetacular da aprovação do governo e da popularidade da presidente: tira da algibeira uma velha idéia petista, a importação de médicos cubanos, acrescenta a possibilidade de adesão de médicos espanhóis, portugueses, argentinos e brasileiros (em condições que fazem os cubanos parecerem sob trabalhos forçados, com suas famílias como reféns em Cuba, transformadas em elementos de chantagem, e os outros termos do vergonhoso contrato com o governo cubano). Aí Padilha, com a logística do governo, faz uma zoada incrível e assim cria a sua marca como ministro da Saúde. E candidato a governador de São Paulo.

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