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Postado em 04-09-2013
Arquivado em (Artigos) por vitor em 04-09-2013 14:58


Assembléia revolucionária do Bahiana Fonte Nov

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ARTIGO

Bahia:Exemplo para o futebol

Por Marinaldo Mira

O Esporte Clube Bahia vive uma revolução em termos administrativos, após a atual intervenção. Os associados aprovaram o novo estatuto para o clube e uma das novidades mais importantes é o critério da Ficha Limpa, adotado para candidatos a cargos de gestão do clube.

A inovação foi aprovada em assembleia de sócios, que levou mais de 3.000 pessoas às arquibancadas da Fonte Nova, em agosto deste ano, e também adotou as “diretas já”, sem nenhuma participação do Conselho Deliberativo como na maioria dos clubes. O clima é de democracia e transparência.

Os tricolores estão de parabéns em todos os aspectos. Primeiro pelo pioneirismo e por modernizar o clube, rejeitando dirigente com pendências no Judiciário, seja qual for às acusações. A mídia nacional parece ter dado pouca importância a esta inovação do Bahia.

Os outros grandes clubes do país deveriam adotar o mesmo critério. A medida traduz e injeta credibilidade ao esporte, tão atingido por escândalos nos últimos anos, por atos de dirigentes não só incompetentes como desonestos, salvo raras e honrosas exceções.

O exemplo do Bahia merece todos os elogios, pela tranquilidade para torcedores e associados, além da certeza que o patrimônio do clube não corre mais o risco de ser devastado por qualquer gestor mal intencionado.

Se a Ficha Limpa fosse adotada em outros clubes baianos, muitos dirigentes teriam de deixar, imediatamente, o cargo. Aliás, tem muita gente por aqui, colocando ‘as barbas de molho’.

Seguindo esses passos, o Senado acaba de aprovar limite à reeleição de dirigentes de entidades esportivas. Esse projeto de lei acaba com a possibilidade de dirigentes de entidades desportivas ficarem décadas em seus cargos.

De acordo com o Projeto de Lei do Senado (PLS) 253/2012, que segue para apreciação da Câmara dos Deputados, o dirigente só pode se reeleger uma única vez e a duração dos mandatos não ultrapassam quatro anos.

A proposta, do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), determina ainda a proibição de eleição de cônjuges e parentes consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do dirigente eleito para o mandato com exercício imediatamente anterior às eleições.

Alguns clubes do Brasil possuem estatutos que proíbem a candidatura de pessoas com condenação judicial, mas sem seguir exatamente os mesmos moldes da Lei Complementar nº 135, promulgada em 2010, conhecida como “ficha limpa”, indica o jornal Folha de S. Paulo.

Portanto, a mamata acabou. Aqueles que gostam de permanecer em cargos até o resto da vida, terão de rever planos e pensar mais nos interesses do clube ou entidade, antes dos seus. Eles passam, mas as entidades e clubes ficam. (siga @MarinaldoMira no twitter)

Marinaldo Mira – Jornalista (Ufba/1980), cronista esportivo e professor de Ética. (marinaldomira@gmail.com)

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