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Canto Triste

Edu Lobo e Tom Jobim

Porque sempre foste a primavera em minha vida
Volta pra mim
Desponta novamente no meu canto
Eu te amo tanto mais, te quero tanto mais
Há quanto tempo faz partiste
Como a primavera que também te viu partir
Sem um adeus sequer
E nada existe mais em minha vida
Como um carinho teu, como um silêncio teu
Lembro um sorriso teu tão triste
Ah, Lua sem compaixão, sempre a vagar no céu
Onde se esconde a minha bem-amada
Onde a minha namorada
Vai e diz a ela as minhas penas e que eu peço
Peço apenas
Que ela lembre as nossas horas de poesia
Das noites de paixão
E diz-lhe da saudade em que me viste
Que estou sozinho e só existe
Meu canto triste
Na solidão

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EDU LOBO COMPLETOU, ONTEM(29), 70 ANOS DE VIDA. PARABÉNS, AGORA E SEMPRE! AQUI, EM “CANTO TRISTE”.

BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)

ago
30
Posted on 30-08-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-08-2013

DEU NA FOLHA.COM/COTIDIANO

Os presos Paulo Ricardo Martins e Felipe dos Santos Lima, acusados de matar o boliviano Brayan Capcha, 5, foram assassinados na tarde desta sexta-feira no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Santo André, na Grande São Paulo.

Segundo funcionários do sistema prisional, ambos foram envenenados com o coquetel da morte. Trata-se de uma mistura de cocaína, viagra, água e até creolina.

Agentes penitenciários disseram que os presos estavam no pátio quando foram envenenados, por volta das 14h30. Eles chegaram a ser encaminhados para a enfermaria, mas não resistiram.

Esse método foi criado em meados da década passada por membros da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) para matar seus inimigos. Somente na penitenciária de Iaras (a 285 km de São Paulo), foram mortos dez presos dessa maneira.

Com esse coquetel, a causa da morte é identificada como overdose e, dessa forma, é difícil chegar à autoria do homicídio. O CDP de Santo André é dominado por integrantes do PCC.

Em nota, a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) confirmou as mortes e informou que vai apurar as circunstâncias em que elas ocorreram.

Cinco pessoas foram acusadas pela morte de Brayan. Um deles, menor de idade, está detido; dois continuam foragidos.
Reprodução/TV Globo
Documento de identidade do boliviano Brayan Yanarico Capcha, 5, assassinado durante assalto à sua casa na zona leste de SP
Documento de identidade do boliviano Brayan Yanarico Capcha, 5, assassinado durante assalto à sua casa na zona leste de SP

A advogada da família de Brayan, Patrícia Vega, disse que, para a família do jovem boliviano, a morte dos dois suspeitos isso não muda nada. “O que eles esperam é que os outros dois foragidos sejam presos”, disse.

O delegado da 8ª seccional de São Mateus, Antonio Mestre Junior, disse que vai apurar o crime para saber se foi motivado pelo crime contra o menino boliviano ou se foi alguma desavença com criminosos fora do presídio. Junior disse ainda que os dois suspeitos foragidos quase foram presos durante buscas na mesma região do interior de São Paulo.

CASO

Os bandidos que participaram do crime aproveitaram a chegada de um tio da criança para invadir a residência, na zona leste de São Paulo. Os familiares de Capcha chegaram a entregar R$ 4.500, mas os bandidos, insatisfeitos, passaram a ameaçar todos dentro da casa.

De acordo com o boletim de ocorrência, o menino chorava muito no momento do assalto e os criminosos chegaram a dizer que cortariam a cabeça da criança, caso ela não parasse de gritar. Momentos antes de fugir, um dos bandidos disparou contra a cabeça do garoto.

Ele foi levado ao pronto-socorro do Hospital São Mateus pelos próprios pais, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo um investigador, que preferiu não ter a identidade revelada, a maioria dos membros da família chegou há pouco tempo em São Paulo e ainda não fala bem português.

Segundo agentes penitenciários, membros do PCC mataram os acusados porque a facção criminosa não tolera violência contra crianças.

O suspeito foragido Diego Rocha Freitas Campos, apontado pelos investigadores como o autor do disparo que matou o menino boliviano, deixou a prisão junto com o outro foragido Wesley Soares Pedroso,19, durante a saída temporária do Dia das Mães neste ano, e não retornaram à prisão.

DEU NA FOLHA/ COTIDIANO

A capital baiana ficou sem transporte público na manhã desta sexta-feira devido à mobilização nacional de sindicalistas, além de enfrentar paralisações de professores da rede estadual e municipal e de policiais civis.

A saída de Salvador também foi afeada. Centrais sindicais interditaram a rodovia BR-324, provocando um congestionamento de 10 km nos dois sentidos, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal.

O bloqueio aconteceu das 4h às 8h, mesmo período em que os ônibus da cidade não rodaram. Mesmo depois do final das manifestações, o trânsito está mais complicado que o de costume.

O sindicato dos policiais civis informou que somente 30% do efetivo está trabalhando em serviços essenciais como flagrantes e levantamentos cadavéricos.

A mobilização foi convocada por centrais como Força Sindical e Conlutas. Entre as reivindicações dos sindicalistas, estão a redução na jornada de trabalho, fim das terceirizações e mudanças nas regras de aposentadoria.


Os videos e as imagens do massacre provocaram as primeiras declarações internacionais de que é preciso punir Assad AFP /PÚBLICOi
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DEU NO PÚBLICO, DE PORTUGAL

Os vídeos chocaram o mundo, foram citados por altos responsáveis políticos e mesmo mostrados como prova em documentos de serviços secretos. Horas depois do ataque químico de 21 de Agosto, já estavam online.

Mas os ativistas locais que os filmaram – e que conseguiram, segundo observa a revista Foreign Policy, num curto espaço de tempo o que a oposição vem tentando há meses; dispor atores internacionais a um ataque contra o regime de Bashar al-Assad – teriam pago um preço alto. Apenas um sobreviveu.

A ativista Razan Zeitouneh contou à Foreign Policy que duas equipes correram para o subúrbio de Damasco mal houve notícia de um ataque, uma do seu centro de documentação de violações e outra do comité de coordenação local. “Os ataques químicos, no primeiro dia do massacre, mataram muitos ativistas de media porque inalaram os gases tóxicos”, conta o único sobrevivente, Mudar Abu Bilal. “Foram filmar e recolher informação, mas nenhum deles voltou.”

Os vídeos deixaram várias pistas para o fato de ter sido um ataque químico. Havia os sintomas das pessoas, as pupilas constritas, espasmos e dificuldade em respirar: sinais clássicos de exposição a gás sarin. Havia restos de rockets, quase intactos: se levassem explosivos e não carga química, estariam mais danificados com o impacto.

No terreno, há uma rede de pessoas trabalhando com equipamento – na maioria, uma câmara e um computador portátil – e acesso à internet. A maioria das cidades controladas pelos rebeldes têm ligações à Internet via satélite.

O apoio de ativistas fora do país é vital: no dia do ataque, os ativistas que filmaram deixaram o material numa dropbox, programa de partilha de equipamentos pesados, e os ativistas fora trataram-nos, traduziram e colocaram-nos no YouTube.

Os vídeos servem os objetivos de propaganda dos dois lados – também o regime se beneficiou da imensa atenção dada a imagens que mostravam alegadamente um rebelde comendo o coração de um soldado leal a Assad.E também quem procura informação sobre o conflito.

Jeff White, que trabalhou nos serviços secretos durante 34 anos e é agora investigador do Washington Institute for Near East Policy, diz que os vídeos começaram a ser fonte de informação para os analistas militares e dos serviços secretos, mas só com a Síria ganharam um papel mais relevante. “Não consigo lembrar de outro caso semelhante – costumávamos ter de enviar agentes ou forças de reconhecimento para ter este tipo de dados”, nota.

Claro que é preciso ter algumas coisas em consideração, diz White: nos vídeos dos ataques de 21 de Agosto, por exemplo, as imagens eram sobretudo de mulheres e crianças, provavelmente resultado da tentativa de ganhar mais simpatia. E, termina a Foreign Policy, “se o exército dos EUA agir contra Assad, parte da razão será obra destas almas corajosas que correram em direção a um ataque de armas químicas quando toda a gente estava tentando fugir”.

ago
30
Posted on 30-08-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-08-2013


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Ivan, hoje, no portal A Charge Online

Neste 29 de agosto, quinta-feira, Edu Lobo celebrou 70 anos! Aqui, Maria Bethânia, Chico e Edu, uma coisa linda!

(Maria Olívia Soares )

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OPINIÃO POLÍTICA

Chantagem – está é a palavra

Ivan de Carvalho

Certamente não serei o primeiro jornalista a dizer o que vou dizer, mas faço questão de me incluir entre os que digam.

O contrato entre o governo brasileiro e o governo cubano parece muito bonitinho, com a providencial interveniência de duas entidades internacionais, a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), braço da Organização Mundial de Saúde (OMS), um conhecidíssimo órgão da Organização das Nações Unidas.
Os dois governos envolvidos escondem-se por trás desse biombo das entidades internacionais e da suposta seriedade delas (uma seriedade da qual me permito duvidar profundamente, vendo como atua a ONU e seus filhotes e os jogos de interesses que ali prevalecem).

Mas, especificamente sobre os médicos cubanos, é interessante o governo brasileiro proclamar intensamente que eles se limitarão a atuar no Programa de Saúde da Família, nas periferias das grandes cidades e nos pequenos municípios que não conseguem atrair médicos brasileiros. Então fica lá a equipe do Programa Médico da Família sob o comando de um médico cubano que não estará autorizado (imagino, não tenho outra idéia, que por não estar apto) a fazer procedimentos bastante simples, muito menos os de alguma complexidade.

Presumindo que o tal médico cubano, merecedor de todo respeito e vítima óbvia de um Estado totalitário em conluio com um Estado democrático de governo com viés autoritário (não fosse este o viés do governo brasileiro, não existiria um contrato nos termos do que foi celebrado com o governo cubano), enfrente uma situação de emergência em que precise, por exemplo, fazer uma traqueotomia para o paciente respirar enquanto é levado a um hospital regional onde, se Deus ajudar, sobreviverá, o que faria o médico meia-boca importado de Cuba? Ele faria a traqueotomia (ou outro procedimento, como injetar epinefrina (se houver) no paciente para conseguir que o coração funcione, mas enfrentando riscos sérios por causa do procedimento e da dosagem), com isto quebrando o contrato a que estará submetido, ou cumpriria o contrato e se absteria de tais procedimentos, preferindo a omissão de socorro à obediência e violando o juramento de Hypócrates?

Claro que há mais coisas estranhas, absurdas mesmo nesse contrato com os médicos cubanos, bem mais graves que as irregularidades na importação de médicos portugueses, espanhóis e argentinos, que somente serão dispensados do “revalidada” – o que já não é pouco coisa – e que receberão uma “bolsa” de R$ 10 mil por mês, mais moradia e alimentação, enquanto os cubanos receberão a moradia e a alimentação, mas não receberão tal bolsa, que será paga, em dólares, à OPAS, que repassará ao governo de Cuba, que repassará a seus servos de 25 a 40 por cento do valor dessa bolsa (a coisa deve ficar aí em R$ 3 mil e quebrados). Dissimulação ridícula da esdrúxula relação de trabalho.

De tudo o mais grave, porém, é que aos médicos cubanos não é permitido – aos demais importados, não há nenhum impedimento – trazerem suas famílias para o Brasil. Nem levá-los para alguns outros países a que têm ido, sendo deles o maior exemplo a Venezuela.

Que sentido tem isso? Separar compulsoriamente os médicos que vêm de Cuba de suas famílias? Só há uma coisa racionalmente aceitável: as famílias deles – mulher, filhos, eventualmente pai, mãe – são reféns. É com eles que o governo de Cuba, com a conivência do governo do Brasil (inclusive da presidente Dilma Rousseff, que defende intransigentemente o programa que criou junto com seu ministro da Saúde, Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo paulista) vai chantagear os médicos cubanos que vierem para cá. Chantagem – está é a palavra.

Para ficar ainda mais claro. Se algum médico cubano desejar ficar no Brasil e pedir asilo, saberá, de antemão, que não mais verá sua família. E que elas poderão ser perseguidas pela ditadura cubana, inclusive como um meio de pressão para levar um eventual rebelde a mudar de atitude e voltar para a ilha dos Castro. Como devem ter sido escolhidos a dedo, de modo que todos tenham família refém lá, será necessário quase um acesso de loucura para que algum desses médicos cubanos peça o asilo. E ainda haverá a dúvida, muito cruel, se o asilo ou refúgio será concedido ou se, como ocorreu com aqueles dois pugilistas cubanos, serão apressadamente empurrados para dentro de um avião que os devolverá à ditadura de lá.
Assim, sob chantagem, o que se espera dos médicos cubanos é que façam aqui o que lhes mandarem, inclusive esse discurso amestrado a respeito de sua missão com o qual desembarcaram e que vêm desdobrando, além de atuarem como cabos eleitorais do PT.

http://youtu.be/p_ooqspxhkE

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NANA CAYMMI – TODO SENTIMENTO / MEU MENINO (AO VIVO)
NO CORAÇÃO DO RIO
De Cristóvão Bastos e Chico Buarque / Danilo Caymmi e Ana Terra

Maravilhosamente, Nana. Som na caixa, maestro.

(Vitor Hugo Soares)

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