DA AGÊNCIA ESTADO

ANGELA LACERDA

O escritor e dramaturgo Ariano Vilar Suassuna, de 86 anos, deixou na tarde desta terça-feira, 27, o Hospital Português, no Recife. Ele sofreu um enfarte de pequenas proporções e estava internado desde o dia 21. De acordo com o cardiologista Sérgio Montenegro, Suassuna deverá prosseguir o tratamento em casa, por 40 dias, período em que deve permanecer em repouso. As visitas continuam proibidas.

DEU NO IG

Um prédio comercial em construção desabou nesta manhã de terça-feira, na zona leste de São Paulo, e deixou ao menos seis mortos. Ao todo, os bombeiros confirmam que dez pessoas ainda estão soterradas. O acidente ocorreu por volta das 8h30 em uma estrutura localizada na avenida Mateo Bei, número 2.300.

Segundo a corporação, o edifício que desabou tinha dois pavimentos e era construído há três meses. Dezesseis pessoas foram atingidas pelo acidente. Além dos mortos, 11 pessoas foram encontradas com vida pela corporação. Elas foram encaminhadas aos hospitais da região com ferimentos leves. Uma vítima que estava soterrada manteve contato com os bombeiros via celular .

As vítimas seriam operários que trabalhavam durante o acidente. Os bombeiros estão no local com 25 viaturas, dois helicópteros Águia da Polícia Militar e cães farejadores para o trabalho de resgate. Pessoas que estavam no entorno também receberam os primeiros socorros.

Não foi informada a causa do desabamento. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) interditou a avenida nos dois sentidos e isolou a região. Equipes da Eletropaulo, Congás e Defesa Civil estão no local e apoiam atendimento.

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O Instituto Nacional de Estatística (INE) espanhol corrigiu, em dois décimos, a contração do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012. A economia espanhola recuou no ano passado 1,6% (em vez de 1,4%). Em relação a 2011, foi também revisto em baixa a estimativa de crescimento, que passou de o,4% para 0,1%.

A revisão em baixa, publicada nesta terça-feira pelo instituto estatístico, deve-se à incorporação de fontes estatísticas de carater estrutural para estes anos e à incorporação dos dados definitivos em operações para as quais apenas tinham sido apresentados dados provisórios.

Na atualização do PIB entre 2009 e 2012, o INE baixou o crescimento registado em 2011 para apenas 0,1% e, em um décimo, a contração de 2010 para 0,2%.

Segundo o diário El País, o ministério espanhol da Economia garante que a rctificação não altera as previsões macroeconómicas do Governo, apesar de a base que serve de ponto de partida para calcular a variação do PIB este ano ser mais baixa.

A viver um segundo ano de recessão, com uma forte queda do consumo privado (-2,7%, na previsão do Governo) e do investimento (-7%), em que só as exportações continuam a crescer (2,1%), Espanha terá em 2013 uma contração económica de 1,6%. O ano seguinte será de estagnação, prevendo-se para 2015 um crescimento marginal, com a progressão do PIB nos 0,3%.

(Deu no Público, de Portugal)

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DEU NO SITE TERRA MAGAZINE E NA TV GAZETA (SP)

ARTIGO/OPINIÃO

Bob Fernandes

Estão chegando os médicos cubanos. Em 700 municípios, 11 milhões de brasileiros não têm nem um médico. Na maioria, em cidades do Norte e Nordeste, com baixo índice de desenvolvimento humano e muita miséria.

Virão médicos também de outros países, mas, claro, Cuba é o chamariz para o debate. Há quem imagine ser esse um debate político-partidário e eleitoral. E é, mas é muito mais do que só isso.

O que esse tema provoca são percepções sobre o que é, o que deve ou deveria ser a sociedade. O “Mais Médicos” arranca a visão que cada um de nós tem da vida. Da vida privada e da vida em comunidade.

O programa é mais um a dividir opiniões radicalmente nos últimos 12 anos. Para lembrar outras ações de governo: Bolsa Família, Sistema de Cotas, e a PEC das Empregadas Domésticas.

Bolsa Família, Cotas, PEC das Empregadas e Médicos… Para cada programa existem argumentos irrefutáveis. E sempre haverá argumentos refutáveis. Ao gosto e visão de cada um.

Quem contesta cotas -e há quem odeie- enxerga desprezo ao mérito, e favorecimento. Quem apoia cotas lembra que o Brasil manteve humanos como escravos por 385 anos, quatro quintos da sua história.

Bolsa Família. Entre os que reagem às bolsas predomina um argumento: é um incentivo ao ócio, “dá o peixe e não ensina a pescar”, como se costuma repetir. A pior seca do Brasil nos últimos 50 anos providencia fatos para quem defende as bolsas.

Não se viu, como em outros tempos, saques nas cidades. E ao lado do chão esturricado, do gado morto, não há, como sempre houve, fome em larga escala. Porque existem as bolsas. Porque existem redes de proteção social. Ou não?

Na reação à PEC das Domésticas, cansamos de ouvir e ler: “Eu trouxe essa babá para casa quando ainda era uma menina”; “Minha empregada é como se fosse da família”.

Não faltou quem lembrasse: a menina se tornou adulta e seguiu babá; quase sempre sem estudar, e tantas sem carteira assinada. “Como se fosse da família”, a empregada serve café às 7 da manhã e o jantar à noite.

No intervalo, banheiros, chão e roupa suja pra lavar . “Da família”, mas, claro, sem direito à herança. Agora, os médicos: não faltarão problemas, desavenças e crises. Humanos são… humanos.

Mas há outro lado nessa história: 700 municípios não têm nem um médico. E milhares têm, se tanto, um médico. Não têm médicos porque faltam condições para tanto. Mas também porque médicos para lá não querem ir.

Milhões que moram nestas cidades não querem saber se o médico é baiano, sueco ou cubano. Querem médicos. E medicina. Sabem que um médico é melhor do que nem um médico.

A boa medicina será cobrada, e muito, nesse caminho. O resto é o jeito de cada um de nós enxergar a vida.

ago
27
Posted on 27-08-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-08-2013


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Ykenga, hoje, no portal A Charge Online

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OPINIÃO POLÍTICA

Sucessão revisitada

Ivan de Carvalho

A pesquisa do Ibope realizada sobre as eleições baianas de 2014 para governador não esclarecem muito coisa, salvo o fato de que o eleitorado, em maioria, está buscando algo que represente uma mudança em relação ao governo atual, ao conjunto de forças políticas que formam, neste momento, a base política liderada pelo governador petista Jaques Wagner.

Isto é o que ressai dos números principais da pesquisa estimulada de intenção de voto, mas esses números não são suficientes, de modo algum, a oferecer qualquer garantia de que uma reversão no quadro atual se revele muito difícil.

Vale recordar que nos primeiros dois anos do primeiro mandato do governador Jaques Wagner, 2007 e 2008, este era surpreendentemente superado nas pesquisas por seu antecessor no cargo, Paulo Souto, mas um trabalho de articulação política muito bem feito, atraindo partidos, aliado a um eficiente marketing político e a uma intensa propaganda – principalmente na televisão – reverteram o jogo.

Um outro fator ajudou. O governador, embora haja sofrido um desgaste popular forte neste seu segundo mandato (a partir das greves dos professores e da Polícia Militar, ao que se acrescentou um cenário muito desagradável para a maioria dos governantes em todo o país, a começar pelo Palácio do Planalto e o Congresso), é um político carismático, capaz de estabelecer uma empatia direta com os eleitores. Isto o ajudou muito na reversão que o recuperou no primeiro mandato.

No entanto, não se pode garantir que tal carisma seja tão eficaz neste segundo mandato, em primeiro lugar porque já não será ele o candidato a governador, em segundo lugar porque já é notória uma certa fadiga do eleitorado (principalmente as classes médias e daí para cima) com o PT em âmbito nacional e a busca de algo “novo”, a exemplo de Marina Silva, Eduardo Campos e até, com boa dose de concessão, Aécio Neves e seu choque de gestão.

De qualquer sorte, voltando à pesquisa Ibope, nota-se que a soma dos quatro candidatos da oposição (dos quais João Gualberto, do PSDB, não pontua) atinge o muito expressivo índice de 53 por cento das intenções de voto – 26 por cento do prefeito de Salvador, democrata ACM Neto, mesmo sob cerrado bombardeio de grande parte da mídia por causa dos buracos de outono-inverno, 14 por cento do ex-governador democrata Paulo Souto e 13 por cento do ex-ministro peemedebista Geddel Vieira Lima.

Como ACM Neto tem rejeitado a hipótese de ser candidato a governador e se declarado disposto a cumprir o mandato de prefeito até o fim – além de ser do mesmo partido de Souto, o DEM, que não pode apresentar dois candidatos ao governo – um cenário da pesquisa exclui o prefeito. Neste cenário, Paulo Souto assume a liderança e Geddel Vieira Lima o persegue de perto, com a soma das intenções de voto em ambos constituindo ainda maioria absoluta do eleitorado.

O Ibope colocou em um cenário quase todos os aspirantes da base do governo, incluindo a senadora Lídice da Mata, presidente estadual do PSB, que ensaia candidatura dissidente da base governista e de apoio à candidatura a presidente da República, se ocorrer, do governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos.

Pois neste cenário – no qual não figuram os petistas José Sérgio Gabrielli e Luiz Caetano – a soma dos governistas (incluindo Lídice) atinge apenas 14 pontos. Claro que a campanha não começou, isso ainda vai demorar, a presidente Dilma Rousseff e seu governo podem se recuperar ou não (vai depender muito da economia) e o governo Wagner desencadeou nos últimos dias uma campanha de propaganda na área da saúde, um dos três temas mais críticos das grandes manifestações de rua de junho, que deixaram o país e principalmente os governos – especialmente o federal – estupefato.

BOM DIA!!!

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