Patriota:uma queda anunciada

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DA AGÊNCIA ESTADO

Tânia Monteiro

BRASÍLIA – Antonio Patriota não é mais o ministro das Relações Exteriores do Brasil. A saída dele do cargo foi confirmada há pouco pelo porta-voz da Presidência da República, Thomas Traumann.

Quem assumirá o comando do Itamaraty será o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, que até agora era o representante permanente do Brasil junto à Organização das Nações Unidas (ONU), informa o Palácio do Planalto. Patriota, por sua vez, irá para a representação junto à ONU. Segundo Traumann, a presidente Dilma Rousseff agradeceu o empenho do ministro Patriota e o indicou para o cargo na ONU.

Patriota deixa o cargo após o episódio envolvendo a chegada ao Brasil do senador boliviano Roger Pinto Molina, que estava na embaixada brasileira em La Paz desde maio de 2012. Pinto chegou ao Brasil no sábado 24, após uma viagem de 22 horas em veículo diplomático brasileiro. O caso gerou impasse entre Brasil e Bolívia. Pinto é opositor do presidente Evo Morales.

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DEU NO GLOBO.COM

Mariana Timóteo da Costa

SÃO PAULO – Se o samba nasceu lá na Bahia, há 91 anos ele está muito bem encarnado numa rua chamada Língua de Vaca, no bairro do Garcia, um dos mais antigos e tradicionais de Salvador. É ali que nasceu e vive até hoje, “na roça, com um facão do lado, criando galinha, plantando aipim e cantando”, Clementino Rodrigues, o Riachão. Sambista reverenciado, gravado por Caetano Veloso e Gilberto Gil (“Cada macaco no seu galho”, no disco “Expresso 2222”, de Gil, de 1972) e Cássia Eller (“Vá morar com o diabo”, em “Acústico” MTV, de 2001), Riachão é dono de um repertório tão amplo quanto desorganizado e inacessível ao público: gravou apenas vinis nas décadas de 1950 e 70, além de um CD promocional, em 2001. Mas a água do riacho grande vai mudar de curso, numa aguardada notícia para quem não é ruim da cabeça e nem doente do pé. Riachão está gravando um disco de 13 faixas inéditas em São Paulo. Além disso, sua gravadora, a paulistana Comando SD, tem um projeto de registrar, no processo de realização deste disco, previsto para ser lançado em dezembro, o máximo possível do repertório do sambista.

— Eu tenho mais de 500 músicas. Jesus me soprou o primeiro samba quando eu tinha 15 anos e continua me mandando samba até hoje. Me esqueci de vários, mas me lembro de muitos. Agora, quando eu me lembro, a gente grava — conta Riachão na sede da gravadora, onde passou sua segunda temporada na semana passada.

Lúcido, com a musculatura firme — só precisa dar a mão para quem estiver do lado para descer escadas —, com lenço no bolso de trás da calça clara, toalha no pescoço, mão cheia de anéis, boina e cabeça repleta de lembranças, o nonagenário quer fazer o que nunca teve oportunidade: “Jogar a obra para o comércio, vender”.

A iniciativa de resgatar Riachão foi da produtora baiana Vania Abreu, que foi procurada por sobrinhos do sambista quando ainda vivia em Salvador. No ano passado, Vania se mudou para São Paulo e virou sócia da Comando, dando início ao projeto. O CD está garantido; os demais planos — um DVD, shows e um site onde as demais músicas de Riachão serão disponibilizadas — ainda estão em fase de captação de recursos. Riachão veio a São Paulo pela primeira vez em abril deste ano. Passou uma semana no estúdio, quando 59 músicas inéditas lhe voltaram à memória.

— Daí tiramos as 13 do disco. É claro que não chegaremos às 500 que ele diz ter. Mas a ideia é ir aumentando o registro, com a consciência de que estamos lidando com um senhor de 91 anos, que quase nunca registrou nada por escrito e aprendeu a ler apenas o suficiente para sobreviver — explica Vania, cujo método de trabalho é simplesmente colocar Riachão no estúdio e começar a conversar com ele.

Cantando e contando histórias

E o samba chega, assim, naturalmente, com o vocabulário restrito de quem nunca morou em outro lugar senão a tal Língua de Vaca, ganhou a vida como alfaiate, hoje vive de uma aposentadoria e de um direito autoral ou outro, e começou a cantar seus sucessos na Rádio Sociedade da Bahia, nos anos 1930. Riachão é ruim de datas. Como seu repertório é oral, pedir para ele lembrar quando algum evento aconteceu é completamente inútil. Conta muitas histórias e cantarola entre elas.

— A Rádio Sociedade da Bahia guardava todas as músicas dos malandros, as minhas 500 estavam lá. Aí teve um incêndio e destruiu tudo, tem muitas que Jesus me manda de novo, tem outras que não chegam mais à minha mente — diz Riachão, que, depois de Dorival Caymmi, foi o primeiro baiano a ser gravado no Rio de Janeiro, ainda na década de 1950.

Naquela época, três músicas apareceram num disco de Jackson do Pandeiro: “Meu patrão”, “Saia” e “Judas traidor”. Mas foi em 1972, quando Caetano e Gil voltaram do exílio em Londres, que o sambista ficou mais conhecido. Os dois escolheram gravar “Cada macaco no seu galho” como a primeira música da volta à Bahia.

— Fiquei muito feliz, cantava essa música há muito tempo, os dois me disseram que iam me ouvir no rádio. Mas sabe como é, né? O público conhece o artista, mas o artista não conhece o público. Depois (em 2001) veio aquela menina moderninha (Cássia Eller), que gravou a música do diabo, a única minha que eu não gosto, mas reconheço e sou agradecido pelo sucesso dela — conta Riachão.

O sambista lembra que teve a ideia para “Vá morar com o diabo” a partir de uma frase dita por um amigo, que reclamara da mulher.

— Eu fiz porque a música veio. Mas eu jamais desejaria uma coisa tão ruim para nenhuma mulher minha.

As duas mulheres oficiais (“gatas maravilhosas”, elogia) foram sempre musas inspiradoras. Lalinha e Dalvinha deram um total de 12 filhos e oito netos para Riachão. A primeira morreu de diabetes; a segunda foi embora há cinco anos, num trágico acidente de carro, no Rio, no qual o sambista perdeu ainda dois de seus filhos.

— Tem dias que eu amanheço chorando que só vendo — emociona-se, para logo cantarolar “Montão de ouro (Dalvinha)”, em homenagem à mulher: “Dalvinha, o teu olhar é um montão de ouro, eu vou te dar meu tesouro, se não me deres teu amor, eu morro”, que estará no disco ao lado de “Eu queria ela (Amor proibido)”. (Veja ele cantando um trecho da canção no vídeo acima)

O acidente ocorreu logo após o réveillon de 2008, quando Riachão tinha 86 anos. Além de Dalvinha e dos filhos Vonei, então com 29 anos, e Railene, de 25, outros dois parentes do compositor morreram. Na época, ele se isolou em casa, de onde só saía para visitar as sepulturas dos familiares.

Mas o tempo passou e, hoje, mais do que chorar, Riachão ri, e a música é, como diz, “sua alegria de viver”. Recorda-se dos shows que fez e ainda faz (“é só me chamar”). Lembra-se também de quando participou de filmes como “Os pastores da noite”, de 1975, baseado na obra do amigo Jorge Amado, e de quando foi, em 2001, protagonista do documentário “Samba Riachão”, no qual recebe elogios rasgados de conterrâneos como Caetano, Gil, Tom Zé e Carlinhos Brown (o filme, dirigido por Jorge ALfredo, está disponível no YouTube).

Produtora é irmã de Daniela Mercury

Vania Abreu e Riachão, ao lado do também baiano Cássio Calazans, que faz os arranjos e toca quase todos os instrumentos nas gravações, querem mostrar essa alegria — “saindo do folclórico” — para o Brasil.

— O samba de Riachão é pra cima. Não tem nada a ver com a melancolia de um Noel Rosa. Aliás, é burrice compará-lo a Cartola, a Noel, a Pixinguinha… A beleza de Riachão está na simplicidade, neste universo de palavras restritas onde ele não dramatiza, e sim exibe aquele umbigo negro da felicidade que vem da África e a gente não sabe direito como explicar — filosofa a produtora, que também é uma cantora estabelecida na Bahia, com discos de relativo sucesso no currículo, como “Seio da Bahia”, de 1999, e participações em trilhas sonoras e em CDs de outros artistas baianos, como sua irmã mais velha e mais famosa, Daniela Mercury.

Para Cássio, além de ser uma honra trabalhar com Riachão, “ele é como um pilar, um museu, onde a gente chega, olha e interage”.

O pupilo de 91 anos parece concordar com os comentários segundo os quais seu samba irradia alegria e merece ser vendido e, principalmente, registrado para a posteridade.

— Sou um malandro da velha guarda — atesta, cantarolando mais um samba, ainda sem nome, mas que, promete, estará no disco: “A minha vida é alegria/ À tristeza não dou bola/ Se surgir algum problema/ Com samba resolvo na hora”.

DEU NO G1

O embaixador aposentado Gilberto Vergne Saboia afirmou nesta segunda-feira (26) ao G1 que apoia como pai a atitude do filho Eduardo Saboia, diplomata brasileiro que, como interino na embaixada do Brasil na Bolívia, decidiu trazer ao país o senador boliviano Roger Pinto. Segundo Saboia, o filho “agiu bem, em conformidade com princípios humanitários”. “Há momentos em que os limites entre a hierarquia e a Ética ficam um pouco difíceis de precisar”, afirmou.
Ele agiu bem, em conformidade com os princípios humanitários. Para assegurar que não houvesse um prejuízo forte ao asilo que foi concedido ao senador e à própria integridade do senador, que estava sofrendo muito”

O parlamentar Roger Pinto, de 53 anos, opositor do presidente Evo Morales, chegou ao Brasil sem ter salvo-conduto do governo para deixar a Bolívia. Ele estava asilado na representação brasileira em La Paz há 455 e cruzou a fronteira em carro da embaixada, em ação de responsabilidade do diplomata Eduardo Saboia, com apoio de fuzileiros navais.

Em entrevista ao Fantástico neste domingo (25), o diplomata brasileiro Eduardo Saboia afirmou que foi dele a decisão de trazer o senador ao Brasil. “Tomei a decisão de conduzir essa operação, pois havia o risco iminente à vida e à dignidade do senador”, disse.

“Eu acho que estou sempre ao lado do meu filho. Ele agiu bem, em conformidade com os princípios humanitários. Para assegurar que não houvesse um prejuízo forte ao asilo que foi concedido ao senador e à própria integridade do senador, que estava sofrendo muito”, disse o embaixador aposentado.

“Há momentos em que os limites entre a hierarquia e a Ética ficam um pouco difíceis de precisar. Há momentos também de urgência, de necessidade, em que um indivíduo que está sob a responsabilidade de uma determinada repartição precisa tomar uma decisão sem esperar que venha uma instrução precisa. É como um comandante no voo. Não me cabe julgar, mas acredito isso que foi o que ocorreu”, afirmou.

O embaixador contou que só soube da viagem depois que Eduardo ligou de Corumbá (MS). A viagem entre a capital boliviana e a cidade fronteiriça durou 22 horas.

“Sem dúvida foi uma decisão corajosa, da qual eu não tinha conhecimento prévio. De conformidade com os princípios da Constituição. Só soube do desfecho da ação quando ele me telefonou de Corumbá, já no fim, com o senador saindo de avião para Brasília, muito emocionado, muito esgotado, evidente”, disse o pai.

Aos 71 anos, aposentado, Saboia foi embaixador pelo Brasil em Haia, Países Baixos, e membro da Comissão de Direito Internacional (2007-2011) eleito pela Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), onde também foi representante permanente para a Proibição das Armas Químicas.

Reconhecido por sua defesa dos direitos humanos, ele também presidiu o Comitê de Redação da Conferência Mundial para os Direitos Humanos, em Viena (1993), chefiou a delegação brasileira na Conferência para o Estabelecimento do Tribunal Penal Internacional, em Roma (1998); foi secretário de Estado para os Direitos Humanos entre 2000 e 2001 e subsecretário-geral de Assuntos Políticos do Itamaraty entre 2002 e 2003.

Como já não é mais embaixador, ele afirmou que prefere não falar sobre possíveis consequências do caso, depois que o Itamaraty informou por meio de nota que não autorizou a ação. “Ele recebeu ordens para ir Brasília. Ele teve que dar certas declarações porque o nome dele foi citado na nota do Itamaraty. Ele agora está acatando os trâmites internos do Itamaraty. Sempre foi um funcionário muito disciplinado”, disse.

Questionado sobre se faria o mesmo, respondeu: “Creio que sim, porque isso tem inclusive antecedentes, em momentos difíceis como a ditadura”. “Tem outros princípios mais superiores [do que a hierarquia] que emanam da Constituição, dos direitos humanos. Isso não é uma coisa que se possa considerar corriqueira, ela é excepcional. Não pode criar precedentes, é excepcional e tem que ser assim tratada.”

Polêmica

Na Bolívia, Roger Pinto foi condenado no mês de junho a um ano de prisão por “abandono do dever” e por “dano econômico ao Estado”. Segundo a denúncia, ele foi responsável por prejuízo de mais de 1,6 milhão de dólares aos cofres públicos em 2000. Ele responde ainda a cerca de 20 processos por desacato, venda de bens do Estado e corrupção. O parlamentar alega perseguição política do governo de Evo Morales.

O procurador geral interino da Bolívia, Roberto Ramírez, informou nesta segunda (26) que o Ministério Público está analisando o procedimento jurídico para a extradição do senador.

Neste domingo, o Ministério das Relações Exteriores informou, por meio de nota, que abrirá inquérito para apurar as circunstâncias da transferência para o Brasil do senador boliviano. Segundo a AGU, o governo brasileiro não podia conceder carro diplomático, uma vez que há decisões da Justiça boliviana restringindo a possibilidade de o senador deixar o país.

DEU EM O GLOBO/ ÚLTIMAS NOTÍCIAS

RIO – Rita Lee pagou cerca de R$ 20 mil a três policiais sergipanos como resultado de um processo que os militares abriram contra a cantora por danos morais. Em janeiro de 2012, ela interrompeu um show em Aracaju para protestar contra os policiais que estavam revistando o público em busca de drogas. Por entender que estava havendo excessos por parte dos militares, Rita usou de palavrões para se referir a eles, chegando a ser detida. Condenada, ela teve que pagar R$ 6.519 a cada um deles.

Como informa o G1, o pagamento foi feito de forma espontânea e cada um dos três policiais receberam R$ 6.519. “Estamos comemorando os depósitos realizados. É um alerta para os militares continuarem lutando pelos seus direitos principalmente quando tem sua moral e honra atingidos”, afirmou o presidente da Associação dos Militares de Sergipe (Amese), Sargento Vieira. A cantora não foi encontrada para comentar o assunto. Na ocasião, ela argumentou que agiu por emoção.

O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou no último dia 30 de julho recursos apresentados pela cantora contra decisões que a condenaram a pagar indenizações aos policiais de Sergipe por danos morais. Em abril, ela foi condenada pela Turma Recursal do TJ-SE a pagar R$ 5 mil para cada um dos sete policiais militares que trabalhavam durante o show. A defesa de Rita Lee apresentou recursos ao TJ contra a condenação, que foram negados.

Leia mais sobre o assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/

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Deu nos blogs Bê Neviani e Conteúdo Livre. Texto do jornalista João Carlos Teixeira Gomes foi publicado originalmente no sábado, 24, na edição impressa do jornal A Tarde, no espaço da editoria de Opinião. Imperdível. Confira. (Vitor Hugo Soares)

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ARTIGO/ OPINIÃO

Risério revisita Edgard, o magnífico –

JC Teixeira Gomes

Edgard Santos e a Reinvenção da Bahia (Rio, Versal Editores, 2013) é indispensável estudo sobre o mais fecundo reitorado de que se tem notícia no Brasil

Antonio Risério vem-se distinguindo como estudioso da cultura, das tradições e da história da Bahia. Por este aspecto, não se justifica que não esteja na Academia de Letras da Bahia, que ajudaria a dinamizar com sua escrita irreverente e demolidora, digna de um outro pena de aço. Ainda agora, ele nos deu Edgard Santos e a Reinvenção da Bahia (Rio, Versal Editores, 2013), indispensável estudo sobre o mais fecundo reitorado de que se tem notícia no Brasil. Não pretendo aqui realizar uma análise do novo livro de Risério, pelas limitações do espaço, mas apenas indicar ao leitor, como estímulo de leitura, alguns dos seus aspectos fundamentais. Em primeiro lugar, o autor, em 18 capítulos, soube registrar com eficiência o incomparável legado de Edgard Santos, não apenas à Universidade Federal da Bahia, que comandou com excepcional clarividência de 1946 a 1961, mas à própria vida cultural do Estado, sacudida da irrelevância pelo rico aporte universitário dos anos 50.

Se o texto do nosso autor, efetuando o inventário das realizações de Edgard Santos desde o Hospital Universitário até as soberbas iniciativas culturais, é sempre estimulante e pleno de detalhes, merece também louvável citação a escolha do crítico Luís Costa Lima para fazer o prefácio do livro. Intelectual residente no Rio, longe da vida baiana, obstinadamente voltado para uma severa produção critico-teórica que destoa da leviandade universitária brasileira, Costa Lima mostrou surpreendente conhecimento da época de atuação de Edgard Santos, analisada com poder de síntese e pertinência de conceitos. Seu texto começa o livro muito bem e ressalta a repercussão nacional obtida pelo trabalho de Edgard Santos.

O texto de Risério evidencia que o reitor não era apenas o inspirado administrador universitário: ele jogava bem politicamente, tanto assim que foi ministro de Vargas. Além disso, revelou habilidade rara ao conciliar atitudes tão opostas, como prestigiar o reacionarismo do Portugal salazarista, de que foi exemplo o IV Colóquio Luso-Brasileiro realizado com repercussão internacional em Salvador, em 1959, e simultaneamente criar órgãos como o Centro de Estudos Afro-Orientais (o Ceao), instrumento na Bahia de dignificação cultural e política da África oprimida pelo colonialismo luso, combatido desde 1961 por Angola, Moçambique e Guiné com guerras de libertação, que testemunhei como repórter (e sobre elas escrevi).

Um dos pontos essenciais da análise de Risério está na denúncia do reacionarismo das esquerdas estudantis, que levaram em 1961 à deposição de Edgard Santos, instaurando o longo reinado da mediocridade na Ufba. Como jornalista, acompanhei os fatos produzidos pela irresponsabilidade das esquerdas imaturas e de visão cultural vesga no início dos anos 60. Lá um dia, em plena efervescência da greve contra Edgard Santos, fui designado para fazer uma entrevista com o reitor e telefonei para marcar audiência. Surpreso, vi que o próprio reitor estava no telefone. Imediatamente, ele me disse: “Meu caro jovem, já dei todas as entrevistas possíveis. Nada mais posso dizer. Só lhe peço uma coisa: escreva em seu jornal que os estudantes devem voltar às aulas! Faça-me um favor: escreva que terminem com a greve e voltem!” Logo senti na voz de Edgard Santos indisfarçável ansiedade. De fato. Ele estava sendo injustiçado por
um movimento de sectários burros, radicais inconformados com os projetos culturais do reitor. É isto que Risério deixa patente em seu livro, evidenciando, inclusive, que Edgard Santos foi, no Brasil, o único reitor a criar um eficiente sistema de assistência aos estudantes, englobando serviço médico exemplar e hospedagem para moças e rapazes.

O espaço me impede de comentar as incomparáveis obras de Edgard Santos no campo da música (os Seminários de Koellreutter), do teatro, da dança, enfim, das iniciativas maravilhosas que se diluíram num tempo de fracassos. Aos leitores, recomendo que evoquem toda essa idade de ouro da cultura baiana lendo o livro que Risério escreveu com o costumeiro talento, ímpeto provocativo e riqueza de informação

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Posted on 26-08-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-08-2013


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Sid, hoje, no portal A Charge Online

DA FRANCE PRESSE

Berlim – A Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos invadiu o sistema interno de videoconferência das Nações Unidas, informou neste domingo o jornal alemão Der Spiegel, que cita documentos confidenciais da NSA.

Esta interceptação das comunicações proporcionou um “aumento importante da quantidade de dados das videoconferências e permitiu decodificar estes dados”, segundo um documento da NSA apresentado pelo jornal alemão.
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Segundo Der Spiegel, a NSA – que está sob os holofotes do mundo após as revelações do ex-consultor de inteligência Edward Snowden de que teria invadido o sistema da ONU em meados do segundo semestre de 2012.

O jornal cita também um documento interno segundo o qual a NSA teria pego os serviços secretos chineses espionando as comunicações da ONU em 2011.
Além disso, o diário alemão afirma que a NSA espionava também a União Europeia.
No final de junho, Der Spiegel informou, tendo como base documentos fornecidos por Snowden, que a NSA espionava os escritórios da União Europeia em Bruxelas e a missão diplomática da UE em Washington.

A delegação da UE nas Nações Unidas teria sido alvo do mesmo tipo de vigilância, segundo o jornal alemão.

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Bela canção e belissima interpretação!

BOM COMEÇO DE SEMANA AO SOM DO BOLERO.

Graça Azevedo:

Amiga:Vai para você, neste 26 de agosto de seu aniversário , com votos de parabéns e agradecimentos da turma do BP.

(Vitor Hugo Soares)

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