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No álbum “Brazilian Mancini”,de 1965,Jack Wilson,Roy Ayers,Chico Batera,Sebastião Neto,Antonio Carlos Jobim( “Tony Brazil”). Bossaudade!

Para a sexta-feira ir de Mancini!!!

(Gilson Nogueira)

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DEU NA FOLHA

NELSON BARROS NETO
DE SALVADOR

Ministro do governo Lula, o vice-presidente da Caixa, Geddel Vieira Lima, gravou quatro inserções comerciais para o rádio e a TV na Bahia que exaltam o governo de possíveis adversários da presidente Dilma Rousseff em 2014 e criaram saia justa nas relações entre o PT e seu PMDB, aliados no plano nacional.

Nas peças, para atacar o governador petista Jaques Wagner, Geddel exalta feitos do governo de Minas Gerais, comandado pelo hoje senador Aécio Neves (PSDB) entre 2003 e 2010, e Pernambuco, governado por Eduardo Campos (PSB). Também aparece com destaque o governo do Paraná, também sob gestão tucana, de Beto Richa.

Geddel lidera o PMDB baiano e é pré-candidato ao governo estadual, cargo para o qual já concorreu em 2010, quando rompeu com Wagner, perdeu a eleição e passou a fazer oposição localmente.

São quatro as propagandas, cada uma com 30 segundos.

“Enquanto os alunos da rede estadual da Bahia sofrem com escolas maltratadas, greve de professores e evasão escolar, Minas Gerais implantou a melhor escola pública do país”, diz o ministro da Integração Nacional de Luiz Inácio Lula da Silva entre 2007 e 2010.

O discurso segue o mesmo estilo ao tratar da saúde, comparada à do Paraná do tucano Beto Richa, assim como os temas da segurança e da indústria, em que Pernambuco é usado como referência.

Nestes momentos, surgem música de fundo, imagens com tons fortes e em câmera lenta, em contraposição às cenas da Bahia, que não têm fundo musical e nas quais as imagens surgem com tons mais “apagados”.

Procurado pela Folha, Geddel diz que todos podem ver a publicidade da maneira que entenderem. “É um direito de cada um. Não estou preocupado com interpretações de políticos. Eu quero é que o povo veja aquilo lá”.

O objetivo, segundo ele, é mostrar que outros Estados conseguem resolver problemas que considera graves na Bahia. “Só isso”, afirma.

Questionado sobre a ausência de casos do PMDB, Geddel se esquiva: “O Rio de Janeiro é um governo a que, nesse momento, não estou querendo me comparar”. Após os protestos de junho, o governador fluminense, Sérgio Cabral, obteve o menor índice de aprovação em seis anos e meio de sua gestão, de acordo com o Datafolha: 25%.

O partido ainda comanda Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia.

Para o presidente do PT baiano, Jonas Paulo, o foco de Geddel deveria ser os Estados de sua sigla, “que não são nenhum exemplo a ser seguido”. “Acho que ele continua funcionando como um auxiliar da oposição demo-tucana ao governo federal, do qual ele participa”, diz.

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Duas notas temperadas com o melhor e mais ardente molho de pimenta da Bahia abrem hoje , 16, a coluna Tempo Presente, editada pelo jornalista Levy Vasconcelos, em A Tarde. Confira. (VHS)

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Questão de perfil

Na inauguração da Itaipava (fábrica de cerveja) em Alagoinhas, Jaques Wagner conversou demoradamente com os jornalistas sobre as dificuldades financeiras do Estado e a demissão do ex-secretário da Fazenda, Luiz Petitinga.

-Achei que tinha que mudar. Ele (Petitinga) tem seis anos e meio de serviços prestados ao governo e está na linha de frente para voltar a qualquer momento. Mas achei que era a hora de colocar alguém com um perfil novo.

O jornalista Donaldson Gomes indagou:

– E qual é a diferença entre o perfil de Manoel Vitório e o de Petitinga.

– Meu amigo, não me complique…

E se afastou sorrindo.

DE CARONA

Aliás, na festa da Itaipava, um detalhe curioso.Como Wagner chegou a Alagoinhas, se de carro ou avião., quase não se notou, mas como saiu alguns viram: pegou carona no helicoptero da Odebrecht

ago
16
Posted on 16-08-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-08-2013


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Sponholz, hoje, no Jornal d Manhã (PR)

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OPINIÃO POLÍTICA

Manifestações, o retorno

Ivan de Carvalho

Há fartas explicações para a insatisfação popular, com ênfase na classe média, que levou ao espetacular conjunto de manifestações populares ocorridas nas três últimas semanas de junho.

Se a insatisfação pode ser explicada com alguma facilidade, permanece o enigma do que foi que transformou esta insatisfação, que vinha sendo guardada nos lares, explodir nas ruas em forma de manifestações, algumas enormes, especialmente no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Claro que houve um estopim. Aceso em São Paulo pelo Movimento Passe Livre por causa do aumento de 20 centavos nas passagens de ônibus determinado pelo prefeito petista Fernando Haddad e logo estendido para abranger também os planos do governador tucano Geraldo Alckmin de aumentar os preços das passagens do metrô.

No início do protesto prefeito e governador buscaram escorar-se um no outro para, em uníssono, declarar “fora de cogitação” atender à reclamação dos manifestantes. Mas, sobre ser o transporte público numa metrópole (mais ainda se tem as dimensões de São Paulo) uma questão essencial, logo veio o devastador slogan “não é só pelos 20 por cento”.

Isso ampliou o foco e, com intensidade, trouxe a sociedade para dentro do movimento. Não eram só os 20 por cento dos ônibus da prefeitura paulistana e os preços no metrô, mas era também o devastado sistema público de saúde, a educação de mentira, a insegurança pública, a corrupção de verdade, endêmica e epidêmica a um tempo, o cinismo e a falta de respeito na gestão do dinheiro público.

Então, claro que houve um estopim, um início de mobilização partida do MPL paulistano, mas o estopim não é a bomba. E a bomba, ao explodir, quase poderíamos dizer do Oiapoque ao Chuí, mexeu profundamente com o país, deixando atônitos os políticos em geral e os governos – à frente o de Dilma Rousseff – em especial. No entanto, o que, exatamente, numa espécie de “insight” social, metamorfoseou a insatisfação guardada em casa e no peito em exigente ação de rua durante aquelas três semanas, permanece um enigma.

No momento, não há como prever por meios tradicionais ou ao menos racionais (assim como não havia antes de junho) se as manifestações vão voltar. A percepção de que o que vem se fazendo a pretexto de entender e “atender” aos manifestantes de junho vai pouco além de propaganda enganosa e propostas que de antemão se sabia inviáveis (Constituinte exclusiva, plebiscito ao gosto petista com efeitos nas eleições de 2014) pode surgir e se consolidar – ou não.

Em caso afirmativo, poderá ser um elemento de estímulo à volta da classe média às ruas. Uma reversão, nos ainda incertos embargos infringentes, nas penas impostas aos réus no processo do Mensalão (graças à soma dos dois mais novos ministros do STF a alguns que já estavam lá e atuaram na mesma linha) também pode gerar insatisfação e até irritação, devido ao reforço que isso daria à sensação de impunidade para crimes de corrupção.

Bem, há também, e principalmente, a economia. Não há dúvida de que a gestão da economia vem sendo ruim há bastante tempo e não mostra sinais relevantes de melhoria. Se a economia não alcançar melhor desempenho e não for perceptível mais qualidade em sua gestão, então as chances de uma retomada das manifestações (não adianta tentar adivinhar quando) podem se tornar consideráveis.

Difícil será o Movimento Passe Livre assumir outra vez o papel de estopim. Está cada vez mais comprometido com partidos, instrumentalizado por eles, pelo que se pode observar na manifestação que ocorre na Câmara Municipal de Salvador.

http://youtu.be/n66NvucXSZY

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Edu Lobo, “Correnteza”, de Antonio Carlos Jobim e Luiz Bonfá, com aquele gosto de sonho!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira )

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