Selma Barbosa:Morta em Salvador,sepultada em Natal

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DEU NO CORREIO DA BAHIA

Da Redação

Foi enterrado na manhã desta quarta-feira (14), em Natal, o corpo da jornalista e servidora da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Selma Barbosa Alves, 54 anos. Familiares e amigos estiveram presentes do sepultamento realizado no Cemitério Parque, no bairro Nova Descoberta.

Entre a noite de terça-feira (13) e a madrugada de hoje, dois homens suspeitos de participar do crime foram presos policiais da Operação Apolo da Polícia Militar e encaminhados para a Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV).

De acordo com o tenente Marcelo, da Operação Gêmeos, que participou do cerco contra os assaltantes no dia da morte da jornalista e auxiliou na investigação do caso, Raimundo Santana Portela Filho, baleado durante a perseguição, foi preso na noite de ontem no bairro de Pau Miúdo, em Salvador. Já Roberval Bispo de Souza foi preso na cidade de Irará, que fica a 123 quilômetros de Salvador.

Segundo contaram à polícia, Roberval havia acabado de realizar um assalto para conseguir R$ 70 de uma dívida de drogas. Junto com Raimundo, ele saiu para um novo assalto quando avistaram o carro de Selma na rua Arthur de Azevedo Machado, no bairro Costa Azul. Raimundo contou que atirou em Selma após se assustar ao ver uma viatura da Polícia Militar vindo no sentido contrário. Depois de atirar, os dois fugiram no carro da vítima.

Selma, que coordenava o Laboratório de Vídeo da Faculdade de Comunicação da Ufba (Facom), onde trabalhava há mais de 20 anos, costumava frequentar o centro espírita aos domingos. Mas, dessa vez, havia passado a noite em casa, nas imediações do Centro de Convenções, estudando com uma colega do curso de Pós Graduação em Gestão de Processos Universitários, da Ufba.

Segundo Conceição Leão, 43, técnica administrativa da Ufba, Selma parou o carro — um Punto prata, placa NZY-4231 — em frente ao prédio onde ela mora, o Condomínio Edifício Vila do Mar. As imagens das câmeras de segurança do prédio registraram a ação da dupla de bandidos.

Selma, que era natural do Rio Grande do Norte, trabalhava no laboratório de TV e Vídeo da Faculdade de Comunicação da Ufba

Ao descer do veículo, Conceição disse ter notado que um Celta preto (placa NYT-5784) se aproximava. “Eu percebi que eles não seguiram a pista e apontaram em direção a ela. Peguei a chave, mas não consegui abrir o portão. O porteiro abriu e, quando me virei, eles já estavam em cima dela, atirando. Foi muito rápido”, relatou. Ela não acredita que Selma tenha notado a chegada da dupla. “Eu vi porque estava fora do carro”, disse.

Assustada, Conceição subiu pelo elevador do prédio gritando por socorro. Ela chamou a polícia, que iniciou uma perseguição aos bandidos. Mas, para Selma, era tarde. Quando o Samu chegou, Selma já estava morta.

Após o disparo, a dupla de bandidos retirou o corpo de Selma do carro e o abandonou no asfalto. Em seguida, fugiram com o carro da vítima, na contramão, deixando o Celta que haviam usado para chegar até o local do crime. Segundo o delegado Marcos César, da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV), o Celta era roubado.

A delegada titular da 9ª DT (Boca do Rio), Rogéria Araújo, informou que a dupla havia atacado um cliente do Bradesco de Itapuã duas horas antes do latrocínio (roubo seguido de morte) de Selma. Dele, roubaram o Celta


Um passageiro que seguia hoje, 14, num voo entre Madrid e Tenerife sentiu-se mal a bordo e acabou por falecer, obrigando a uma aterrissagem de emergência no aeroporto de Lisboa, informou a companhia Air Europa, citada pela agência de notícias EFE.

O homem com cerca de 45 anos sentiu-se mal logo no início do voo, tendo sido assistido pelo pessoal de bordo e por médicos que seguiam no avião.

Devido à gravidade da situação decidiu-se pelo pouso em Lisboa, onde o passageiro veio a falecer.

Hora e meia depois foi declarado o óbito e o avião acabou por decolar novamente com destino a Tenerife.

Entretanto, o Instituto de Medicina Legal português confirmou à agência EFE que o passageiro era espanhol e que será feita autópsia ao corpo na próxima sexta-feira, sendo depois disso possível o transladamento pela família.

ago
14
Posted on 14-08-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 14-08-2013

Sid, chargista baiano, hoje, no portal A Charge Online


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DEU NA FOLHA DE S. PAULO

ANÁLISE

JOAQUIM FALCÃO

ESPECIAL PARA A FOLHA

O Supremo está dividido. O que é normal. Decisões unânimes são exceção. Não sabemos qual dos dois lados ganhará. São tempos de incerteza. Só saberemos no correr do julgamento. No final.

O STF divide-se entre duas interpretações. Ambas legalmente fundamentadas. Razoáveis, diria Eros Grau.

A Constituição não se impõe com um caminho único. Do lado A, ministros acreditam que não se deve aceitar novos recursos, embargos infringentes. Os réus já tiveram suficiente possibilidade de se defender.

Do lado B, outros ministros querem aceitar os embargos. Os réus ainda teriam direito a pelo menos um recurso, mesmo se já condenados.

Para avaliar essa incerteza, a pergunta hoje é: quais as consequências para os réus, para o país e para o próprio Supremo entre escolher A ou B?

A primeira consequência é quanto ao próprio processo. Se os embargos forem aceitos relator e revisor mudam. Saem Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski e entra um novo ministro, sorteado.

A quem interessa o risco do sorteio? É provável que os réus prefiram qualquer outro ao atual relator, Joaquim Barbosa.

Recusando-se os embargos, o julgamento logo se encerra. Aceitando-os, pode-se prolongar por meses.

Atenção. Aceitar embargos, mudar relator, adiar a decisão, tudo isso não implica necessariamente diminuir penas ou refazer todo o julgamento. O Supremo pode simplesmente aceitar e manter as condenações. Mas hoje, a pergunta é: ao Estado democrático de Direito é necessário aceitar os embargos?

Aos réus? Sim, a situação deles atual é de plena liberdade e exercício de seus mandatos. Qualquer mudança será melhor. Ou diminui a pena ou se adia o seu cumprimento.

E para a vida política brasileira? O prolongamento pode implicar que a ferida institucional, assistida ao vivo por milhões de brasileiros, esteja aberta durante as eleições presidenciais. Quando o país decide seus futuros possíveis.

E, para o Supremo, interessa adiar a decisão, para vir a confirmar o mesmo? Cada ministro fará parte da decisão. Mas ela não será de cada um. É do Supremo como um todo. Com o Supremo não acontecerá nada. Ninguém manda nele. Ele é que, sozinho, se faz ou se desfaz.

Nesses tempos de incerteza, convém lembrar as frases de um juiz e de um advogado. Um juiz já disse: “Quando julgo, sei que serei julgado”. O Supremo concorda?

O advogado criminalista já disse: “Advogados são acostumados a inocentar, de direito, culpados de fatos. Faz parte da cultura profissional”. A opinião pública e os cidadãos concordam?

JOAQUIM FALCÃO é professor de direito constitucional da FGV Direito Rio

Do G1 São Paulo

Um piloto da TAM morreu nesta terça-feira (13) após passar mal no estacionamento do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo. Segundo a companhia aérea, Luiz Alvaro Sper de Almeida, de 47 anos, chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Geral de Guarulhos. Ele trabalhava na empresa havia 25 anos, e operava aeronaves Boeing 777, utilizadas em rotas internacionais.

Por meio de nota, a TAM lamenta a morte do comandante e informa que ele havia passado por exames médicos periódicos e não constava nenhum problema de saúde.

“Como todo tripulante, passava por exames médicos periódicos – seu certificado obrigatório era renovado anualmente. Realizado no HASP, Hospital da Aeronáutica de São Paulo, em fevereiro deste ano, o exame era válido até 28/02/2014, e o certificado foi enviado pelo hospital diretamente à ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil)”, diz a nota.

Desmaio em voo

Na quinta-feira (8), a TAM registrou a perda de outro piloto. Entretanto, neste caso o piloto passou mal e desmaiou ainda durante uma viagem do Rio de Janeiro a Paris na terça-feira (6). O avião precisou fazer um pouso de emergência em Salvador. Ele morreu na noite de quinta em um hospital na região metropolitana da capital baiana. Médicos que acompanharam o caso revelaram que o piloto tinha problemas cardíacos e faleceu por conta de complicações no quadro de saúde.

ago
14


BOM DIA, BOM ROCK!!!

DEU NO UOL

O ator Wagner Moura fará sua estreia como diretor de cinema em um filme sobre Carlos Marighella, ex-deputado, poeta e guerrilheiro baiano morto por agentes do regime militar em 1969. O anúncio foi feito pelo jornalista carioca Mário Magalhães, que esteve em Salvador nesta terça (13), para participar de um debate lançar o livro “Marighella – O Guerrilheiro Que Incendiou o Mundo”, obra que servirá como base para a adaptação do roteiro.

Moura já conseguiu autorização da família do ativista político para iniciar as filmagens. A produção ficará a cargo da O2 Filmes, do diretor Fernando Meirelles, e contará com o apoio da atriz Maria Marighella, neta do líder comunista. O anúncio oficial sobre a realização do longa será feita nesta quarta-feira (14), no Rio de Janeiro.

Estreia no exterior

O anúncio vem em um momento bastante movimentado da carreira de Moura, que acaba de ter seu primeiro filme internacional, “Elysium”, lançado no exterior (no Brasil, a estreia é prevista para 20 de setembro. “Gosto de filmes que tenham um público grande e algo a dizer”, disse o ator durante passagem pelo Festival de Gramado. No momento, o ator está filmando “Trash”, longa de Stephen Daldry, no Rio.

Legado
Em sua passagem pela capital baiana, Magalhães, que também edita um blog no UOL Notícias, contou que levou dez anos para escrever o livro, laureado com o Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) como a melhor biografia de 2012. Para ele, a discussão da herança deixada por Marighella é oportuna neste momento em que o ativista baiano é frequentemente reverenciado nas manifestações estudantis ocorridas no Brasil.

“É curioso que quase 48 anos depois de sua morte, Marighella pareça suscitar mais amor e mais ódio do que no auge da sua trajetória política. Desconfio de que isso tem a ver não só com as ideias pelas quais ele combateu, mas pelo seu estilo de priorizar a ação nos seus últimos anos”, destacou o escritor.

Reparação
As famílias dos baianos Carlos Marighella e do escritor Jorge Amado, bem como de 12 ex-políticos cassados pela ditadura militar receberam nesta terça-feira os mandatos deles, que foram revogados quando o Partido Comunista foi declarado ilegal pelo Tribunal Superior Eleitoral , durante o governo Dutra. “A Câmara tomou uma posição justa, em contradição à aberração de espírito ditatorial que foi a cassação em 1948 dos 14 deputados do PCB eleitos pelo povo.”, comemorou Magalhães.

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