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OPINIÃO POLÍTICA

O respeito de Dilma pelo ET

Ivan de Carvalho

Desde que, a partir de março, a economia começou a corroer sua popularidade e a aprovação de seu governo, fenômeno maximizado pelas manifestações populares de junho, a presidente Dilma Rousseff tornou-se especialmente comunicativa e condescendente, atributos que antes não cultivava.

A comunicabilidade tem estado evidente na sua disposição para ocupar cadeias nacionais de televisão e rádio, fazer discursos, lançamentos de programas e inaugurações, torturar um papa cansado, que acabara de atravessar o Atlântico e o centro do Rio de Janeiro, com um discurso de político-eleitoral de meia hora.

Na comunicação com a nação, a presidente Dilma Rousseff lança ideias e programas inviáveis, como a Constituinte exclusiva e restrita para a reforma política (da qual desistiu em 24 horas) e o plebiscito sobre tal reforma, com que grande parte do povo se alegra, julgando que o estão consultando e, portanto, ele é que vai decidir.

Mas, coitado, o estariam consultando somente sobre as espertezas que o PT quer implantar (financiamento público de campanha, voto em lista) e que apresenta como coisas excelentes. Tão excelentes quanto tirar mais dinheiro do bolso dos contribuintes para financiar as campanhas eleitorais e tirar do eleitor o direito que hoje ainda tem de escolher os nomes dos candidatos nos quais quer votar para o Congresso, as Assembléias Legislativas e as Câmaras Municipais.
Ainda no departamento da comunicabilidade, a presidente se dispõe a conversar com o PMDB, coisa que não costumava fazer antes, e com outras legendas que integram sua base de governo.

A comunicabilidade atinge também a ser orçamentária, pois a presidente da República anda liberando com surpreendente generosidade recursos para atender a emendas de parlamentares constantes do orçamento deste ano. Uma fornada já saiu e sabem os congressistas, do que não fazem segredo, que outra bem maior vem aí. Também está disposta a dialogar sobre o chamado “orçamento impositivo”, para chegar a um acordo.

Mas ninguém entendeu ainda, porque não houve a explicação devida, que continua sendo aguardada para algum dia – pois seria imperdoável deixar isto fora dos registros históricos do país – o ímpeto comunicativo da presidente Dilma Rousseff sobre questões de exobiologia.

Embora, de vez em quando, a presidente diga coisas que surpreendem, geralmente por estarem além da compreensão das outras pessoas (é só procurar em declarações ou discursos improvisados exemplos serão encontrados), não se sabia que ela é versada em exobiologia e ufologia, embora seja uma obrigação sua, devido à responsabilidade do cargo que ocupa.

Mas desta vez, numa entrevista a uma rádio do interior de Minas Gerais, na quinta-feira, ela deixou descoroçoados os maledicentes e os descrentes. Disse que tem “muito respeito pelo ET de Varginha”.

Eu também tenho. O ET de Varginha é nosso irmão. Meu. Da presidente Dilma. Seja ele originário de que planeta for. Só gostaria de fazer uma ressalva à comunicação da presidente da República. Não é “O ET de Varginha”. São “os ETs de Varginha”. As intensas pesquisas feitas pelos ufólogos – já que o Exército e o governo tudo fizeram para a ocultação de um dos mais importantes episódios da ufologia mundial – dão quase certeza de que eram quatro ETs. Um deles foi visto por três meninas – este foi o que ficou famoso. Mas a coleta de testemunhos, inclusive de militares, com muitos detalhes, levou adiante.

Quatro alienígenas humanoides (a forma humanoide parece ser universal ou, pelo menos, a dos seres inteligentes com forma em nossa grande e antiga galáxia) foram contactados. Dois deles foram capturados vivos e dois foram mortos a tiros durante a “caçada” e necropsiados, um em laboratórios reservados da Unicamp, outro nos Estados Unidos, de onde veio na época uma missão e levou também um dos que sobreviveram.

Se a presidente tem “muito respeito pelo ET de Varginha”, recomenda-se que se informe profundamente do caso e, em seguida, passe as informações à nação. E ao mundo.

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Comentários

jader on 10 agosto, 2013 at 12:31 #

A isenção do colunista politico me despertou uma dúvida : está faltando um comentário sobre os efeitos da corrupção em São paulo pelos tucanos nas próximas eleições .
Vide : http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/nao-e-cartel-e-corrupcao.html


rosane santana on 10 agosto, 2013 at 14:34 #

É Ivan, tens razão. Esta semana conversei que famosos marqueteiros (quatro grandes marqueteiros), inclusive petistas, e todos estavam escandalizados, horrorizados com o besteirol de Dilma. Frase de um deles: tenho vergonha de ter uma presidente como esta. Mas, mas, o andar de baixo acha sempre que a culpa é dos outros, dos PIG. Falta de massa cinzenta.


rosane santana on 10 agosto, 2013 at 14:34 #

correção: conversei com


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