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DEU NO PORTAL EUROPEU TSF

O fundador e presidente da Amazon, Jeffrey Bezos, comprou a Washington Post Company, proprietária do histórico jornal Washington Post, por 250 milhões de dólares (cerca de 189 milhões de euros), noticiou a publicação no seu site na internet.

A compra é feita por Bezos individualmente, que vai pagar em dinheiro vivo, ficando na posse da Washington Post Company, o que significa a saída da família Graham ao fim de quatro gerações.

O ainda CEO da empresa, Donald E. Graham, citado pela agência Reuters, esclareceu que as provas dadas por Bezos enquanto homem empreendedor, um gênio nos negócios e a sua decência enquanto ser humano fazem-no ser a escolha perfeita para ser o novo dono do Post.

Por seu turno, Jeffrey Bezos, numa carta aos trabalhadores e publicada no sitio do Washington Post, diz entender o papel critico que o jornal representa na sociedade e na política americana e, por isso, os valores éticos do jornal não vão mudar. Do mesmo modo, adianta, também não muda ninguém na equipe editorial.

Dos trâmites do negócio sabe-se que a Amazon não vai ter qualquer papel na transação e que Bezos vai ser o único proprietário quando a operação for concluída, o que se espera ocorrer dentro de sessenta dias.

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Quem tem medo da intervenção?

JC Teixeira Gomes

O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, citou meu nome no seu artigo em A TARDE, “Quem tem medo do Tribunal?”, o que me leva ao exercício do direito de resposta. As considerações de Kakay foram provocadas por artigo meu anterior, sob o título “Do susto da Fifa à intervenção no Bahia”, mas o advogado preferiu não responder a uma sequer das perguntas que fiz, pois o seu único propósito foi alegar que a intervenção no Bahia é ilegal, argumento obviamente em que se assenta a defesa do seu cliente Marcelo Guimarães Filho, ex-presidente do Bahia.

Restaurar a dignidade de uma instituição nada tem de ilegal. A intervenção se impôs inclusive por motivos éticos, sociais e esportivos, de acordo com a unânime vontade da torcida tricolor. A decisão de afastá-lo foi tomada por três magistrados em pleno exercício das suas prerrogativas, o que desautoriza a afirmativa do advogado, de que foi resultado da falta de imparcialidade de um único juiz para julgar.

No fundo, o que Kakay defende é a absurda tese de que legal é MGF, de longa data acusado de manipulador dos estatutos e do submisso conselho do Bahia, permanecer na direção do clube para destruí-lo. Legal é o Bahia passar de pai para filho (Marcelo pai e Marcelo filho, incompetentes e centralizadores), e, sob o poder exclusivo dos apaniguados de Paulo Maracajá Pereira, desmoralizar-se progressivamente há mais de 14 anos, praticamente sem ganhar títulos e entregando a hegemonia do futebol baiano ao seu maior rival. Legal é MGF ficar, para realizar simulacros de eleições com seus conselheiros passivos, ante a torcida cabisbaixa e humilhada, vendo seu clube tomar de 5 a 1 e 7 a 3 em plena Fonte Nova, e toda uma tradição de fibra e dignidade pisoteada.

Como bem sabe qualquer estudante do primeiro ano de Direito e o próprio senso comum, há coisas que são formalmente legais, mas, ao mesmo tempo, imorais, indecentes e até criminosas. A história está recheada desses exemplos. Matar Cristo na cruz foi legal para o poder romano com o apoio dos sacerdotes judeus. Apedrejar mulheres tidas como infiéis até à morte tinha consentimento legal nos templos bíblicos. Países islâmicos ainda hoje punem ladrões decepando-lhes as mãos em ritos públicos. A Inquisição foi legalmente amparada para queimar hereges. A França revolucionária mandou inocentes para a guilhotina por decisão de tribunais e magistrados. As leis raciais de Nuremberg – eu disse as leis – formalizaram as perseguições aos judeus, iniciando os horrores do Holocausto. A eutanásia, ou seja, matar deficientes físicos ou mentais, foi prática nazista autorizada pelo Estado. São exemplos assustadores ou exagerados? Vamos a outros mais corriqueiros, que os brasileiros conhecem de sobra: os aumentos abusivos no Congresso e em todos os Legislativos, para deputados, senadores, vereadores etc., são o resultado de votações legais. As leis brasileiras protegem ou são tolerantes com o crime do colarinho branco. Punem o ladrão de galinha e condescendem com os larápios da política.

É prática manjada entre advogados arguir a ilegalidade das decisões de tribunais em favor da absolvição dos clientes. A defesa de Collor tentou o mesmo sem conseguir. Os mensaleiros do PT seguiram caminho idêntico, mas esbarraram na integridade de juízes do STF. Aliás, cabe aqui uma digressão: Kakay foi muito louvado pela absolvição do marqueteiro Duda Mendonça, contrastando com uma legião de medalhões da advocacia derrotados (e inconformados). Verdadeiramente, porém, o que salvou Duda Mendonça foi o fato de que as altas somas que ele recebeu do PT ficaram em conta de retribuição profissional. Serviços de propaganda, embora enganosa. Podia ser dinheiro sujo do valerioduto, e sem dúvida foi, mas Duda foi pago por ajudar petistas a enganarem o povo. Os políticos adoram os marqueteiros. Já com o advogado Kakay está acontecendo uma cruel ironia: o dinheiro que ele vai receber de Marcelo Guimarães Filho – e ninguém sabe quanto! – vai sair do bolso dos patrocinadores e dos torcedores do Bahia, ou seja: dinheiro do Bahia, usado contra o próprio Bahia.

http://youtu.be/LpI6auv28Xk

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Balada dos 400 Golpes

Beto Guedes

Dentro de mim uma estrela arde no peito e derrama
Calma, coração, a razão não é dona do destino
Toda emoção mulher

Toda mulher é uma lua de claridade e mistério
Nasceu pra ser minha estrela da guia
Companhia para o que Deus quiser

Pode ter razão de queimar a cidade então
E com outro amor, como se nada for
Quatrocentos golpes no beijo que não me deu
E também doeu, como se nunca mais

Quero bem comigo essa fera
Deusa que tudo reclama
É como eu, bem capaz de perder o seu juízo
Tal qual um ser qualquer

Eu por minha vez, um menino
Filho de leite das ruas
No vendaval e meus olhos jorrados de desejo
Com a rapidez da luz

Pode ter razão de queimar a cidade então
E com outro amor, como se nada for
Quatrocentos golpes no beijo que não me deu
E também doeu, como se nunca mais

Composição: Márcio Borges, Thomas Roth e Luiz Guedes

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DEU NO ESTADÃO

OPINIÃO
A banalidade de Dilma

Fernando Gabeira

Ao sair do filme Hannah Arendt, a filósofa judia descrita na tela por Margarethe von Trotta, muitas ideias me vieram à mente. Lembranças da ditadura, meu depoimento no Tribunal Bertrand Russel, em Roma, onde também defendi a presença da banalidade do mal entre torturadores brasileiros, quase todos dedicados pais de família, operosos funcionários do governo. A experiência de Hannah Arendt, que cobriu o julgamento de Adolf Eichmann para a revista New Yorker, causou verdadeira comoção. Não só por questionar o papel de alguns líderes judeus, mas por afirmar que Eichmann não era um monstro. O enigma, para ela, era a contradição entre a mediocridade de alguns homens e a dimensão da tragédia que provocaram. O nazismo passou, também passou a ditadura militar no Brasil. Mas existem elementos no discurso de Hannah, em especial o que faz para seus alunos no auge da polêmica sobre o artigo na New Yorker, que merecem ser retomados à luz da conjuntura brasileira.

Eichmann declarou que punha os judeus nos trens cumprindo ordens. Não se importava com o que aconteceria com eles porque, uma vez nos trens, seu destino pertencia a outras repartições que não a dele. Hannah observa que Eichmann renunciou a pensar e essa era a raiz de sua desumanização. A renúncia a pensar não é privilégio das pessoas medíocres, mas é muito mais frequente entre elas.

Na semana em que vi o filme acompanhei pela TV a cobertura da visita do papa e o discurso da presidente Dilma Rousseff saudando Francisco. A sensação que tenho é que ela se recusou a pensar ao aceitar ler esse texto. Foi uma tarefa de militante. Cumpriu sua missão sem se importar muito com as consequências, pois fez um discurso de propaganda de seu governo precisamente no Rio, onde as pessoas estão fartas dessas farsas grotescas e gritam nas ruas pela saída de Sérgio Cabral. E diante de um papa sem grandes ilusões sobre os políticos existentes.

Dilma convidou a Igreja Católica a fazer uma parceria com o governo do PT na luta contra a miséria. Como se a Igreja não tivesse já suas estratégias nesse campo. E como se precisasse do PT para se implantá-las mundialmente. Isso não é apenas falta de modéstia. Dilma é obrigada a repetir diariamente que as pessoas foram às ruas em junho não por causa dos erros do governo, mas dos acertos. Quanto mais as pessoas têm, mais querem, dizem os petistas. Uma vez que jamais admitem um erro, a única explicação para a revolta popular é a sucessão de seus acertos…

Como uma força política pode chegar a esse ponto sem trazer consigo traços de totalitarismo? Nesse caminho, o primeiro passo fundamental surge ao admitir que a realidade não importa, e sim a versão dos fatos.

Um momento típico dessa tragédia moderna foi a ida de Colin Powell à ONU para demonstrar com algumas imagens vagas que o Iraque dispunha de armas de destruição massiva. Um segundo momento, entretanto, se desdobra: os militantes dispõem-se a repetir mecanicamente as teses que vêm da cúpula partidária. E ao constatar que são frágeis tentam salvá-las com seu entusiasmo e, naturalmente, com a raiva contra quem discorda.

Por que se recusam a pensar, se esse é um dos fatores que distinguem o ser humano? Não creio que a recusa se deva só ao deslumbramento com a engrenagem ou mesmo à ilusão de que nunca cometa erros. Há um fator pavloviano nessas organizações rigidamente hierarquizadas: recompensa e punição. Os descontentes vão para uma gelada Sibéria que, ao longo do processo histórico, toma inúmeras formas: uma subsecretaria, um cargo de fiscal do Ibama na fronteira com a Colômbia.

Um terceiro componente que deve ser levado em conta é a constante repetição da importância da engrenagem sobre indivíduos, substituíveis. Esse componente é importante para analisar o espantoso caso de Dilma. Como ela poderia chegar a presidente do Brasil se é incapaz de, por si própria, se eleger vereadora numa grande cidade? Seus méritos estavam ancorados não na capacidade política, mas nos talentos de gestora. E o que antes havia gerido com sucesso? Se ao menos esse traço fosse verdadeiro, ela teria alguma moeda de troca nas transações com a máquina burocrática.

Dilma foi posta na Presidência pela engrenagem partidária, com o apoio dos grandes empresários que florescem à sombra de um governo devasso, e injetando milhões de reais no esquema de marketing. Ingenuamente, ou não, grandes setores da imprensa quiseram mostrar que ela era diferente, separá-la de Lula e do PT, vislumbrando uma ponta de decência em suas decisões sobre corrupção no governo. Quem conhece um pouco os meandros da política da esquerda sabia que isso era uma ilusão. Dilma jamais deixaria seu porto seguro para cair nos braços dos adversários do PT. Há muitos exemplos de quem salta no escuro e se esborracha, perdendo a base de origem e sendo desprezado por seus novos aliados.

A interpretação que o PT fez da crise de 2008 é vital para compreendermos o caminho que seguiu. Em quase todas as nossas análises no século passado começávamos assim: o capitalismo está em crise no mundo e isso abre caminho para o avanço do socialismo em todo o planeta. Desde os anos 1930, foi a primeira vez que o capitalismo realmente entrou em crise. Os velhos reflexos, empilhados no fundo da consciência, saltaram como molas comprimidas.

Dilma não tinha condições de enfrentar a máquina, muito menos de questionar um script da História em que o socialismo sucede ao capitalismo. Era hora de fortalecer o papel do Estado na economia. Algumas fortunas se fizeram entre empresários amigos, outras foram para o espaço, como a de Eike Batista. Como não poderia deixar de ser, o governo estimulava as empresas campeãs porque, afinal, era também um governo de campeões.

Uma sucessão de equívocos é possível porque a pessoa deixa de pensar, mas também tem medo de ser engolida pela engrenagem, cujo combustível é a obediência canina. Nessa atmosfera rarefeita, a passagem do papa foi uma lufada de ar fresco.

DEU NO IG

O site do STJ – Superior Tribunal de Justiça publicou no último final de semana que o “Despacho do ministro relator julgou extinta a medida cautelar movida pelo escritório do advogado Antônio Carlos Almeida, o Kakay, em favor do ex-presidente Marcelo Guimarães Filho, afastado pela intervenção decretada pelo juiz Paulo Albiani. A publicação do despacho do Juiz Marco Buzzi deve sair na edição de amanhã, dia seis, no Diário Oficial da União.

A decisão do Juiz Marco Buzzi, julgando como extinta a ação cautelar, foi a mais “dura” derrota do ex-presidente Marcelo Guimarães e seus advogados, na luta para recuperar a administração do clube. Com isso, a intervenção permanece no Bahia sob o comando de Carlos Rátis, designado pelo juiz Paulo Albiani, e a causa não será julgada pelo STJ e retorna ao Tribunal de Justiça da Bahia.

A notícia foi passada pelo advogado Marcelo Mendes, nomeado pelo interventor Carlos Rátis para defender o Esporte Clube Bahia, que através do seu twitter comemorou o resultado.

“Não consigo traduzir a satisfação com essa decisão. Foram três dias tensos, sem dormir, trabalhando com seriedade e horando a representação do Bahia. Esse triunfo é de todos nós. Nós merecemos apoiar no clube”,

Na prática, significa que tudo segue como está no Bahia, bem dentro e se reestruturando fora dos campos. Prevalecem as decisões do Judiciário baiano. Inclusive a auditoria.

Ou seja, apesar da especulação de que o ex-presidente poderia reassumir o cargo nesta segunda-feira, isso não irá acontecer com a decisão do juiz catarinense Marco Buzzi, arquivar a medida cautelar movida pelo escritório de advocacia do Dr. Kakay.

Mas a luta ainda não está ganha pela interventoria, e os ex-dirigentes não desistiram da luta pelo poder no clube. Por meio de seu Facebook, o advogado Marcelo Mendes, que atuou no processo representando o Bahia, ao lado do advogado Antônio Rodrigo Macacho, “Foram três dias tensos, sem dormir direito carregando a responsabilidade de defender os interesses do Esporte Clube Bahia no STJ na cautelar movida por MGF. Honrado, porém ciente da enorme responsabilidade que carregávamos. Mas estávamos do lado do verdadeiro Bahia, daquele que será democrático. Acabou de sair o resultado. Imaginem a minha alegria com tudo isso! Valeu Antônio Rodrigo Machado. Obrigado ao Dr. Celso Castro pela confiança. Siga com sua missão Dr Carlos Rátis e conclua seu trabalho na intervenção!”

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05
Posted on 05-08-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 05-08-2013


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Cau Gomez, hoje, no jornal A Tarde (BA)

BOA SEGUNDA-FEIRA!

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