Luiz Paulo Horta

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Cora Ronai, no Facebook

Houve um tempo em que o sonho de todo jornalista carioca — mas TODO mesmo — era trabalhar no JB. Quem não viveu aquela época não imagina o que era a nossa relação com o jornal e, sobretudo, o que era a relação do jornal com a cidade.

Luiz Paulo Horta era editorialista, função que lhe pagava o salário, e crítico de música clássica, função que alimentava seu coração.

Um dia, fez o impensável: pediu demissão. Todo mundo levou um susto: ele tinha um ótimo salário e muito prestígio. Por que sair do jornal para o qual todos queriam entrar?!

Ora, porque a cobertura de música clássica havia sido eliminada, e o tamanho das suas críticas reduzido a haikais — e ele não se via trabalhando para um jornal com tal desdém pela cultura.

Na minha cabeça, este sempre foi o turning point do Jornal do Brasil, o momento em que um veículo até então indispensável começou a se tornar irrelevante.

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