Cenário da tragédia na véspera do Dia da Galícia

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Um trem descarrilou nesta quarta-feira, próximo da estação de Santiago de Compostela, na Galicia, Norte de Espanha. O acidente provocou, pelo menos, 60 mortos, segundo números citados por diferentes jornais espanhóis. O Presidente da Xunta da Galiza, Alberto Nuñez Feijoo, confirmou 56 mortos, cerca das 23h.

No comboio viajavam 222 pessoas. No momento do acidente, às 20h41, estava próximo a Santiago de Compostela e fazia a ligação de Madrid à cidade costeira de Ferrol, na Corunha. O acidente ocorreu em Angrois, freguesia que fica a quatro quilômetros da estação de Santiago.

O balanço da tragédia tem sido revisto. Mas sejam quais forem os números finais, é o pior em 40 anos em Espanha. As dez carruagens acabaram todas fora dos carris. Pelo menos uma dela, esmagada. As primeiras fotografias e imagens de vídeo são elucidativas. Vêem-se corpos junto à linha, retirados do interior do trem.

A ligação Madrid-Ferrol é feita pelo Alvia, que tem a particularidade de poder usar a bitola internacional (utilizada no sistema de alta velocidade em Espanha, o AVE) e a bitola ibérica. No trecho do acidente, a velocidade máxima permitida era de 80km/h. Há fontes anónimas citadas nos jornais que garantem que o trem seguia em excesso de velocidade. O maquinista, que sofreu ferimentos ligeiros, admitiu que “entrou forte” na curva, que é bastante acentuada.

As causas oficiais não são conhecidas. O Governo de Mariano Rajoy – ele próprio natural de Santiago de Compostela – descarta um eventual atentado.

Uma porta-voz da Moncloa, sede do governo espanhol, disse à Reuters que o Presidente do Executivo irá deslocar-se ao local do acidente na quinta-feira de manhã e que a hipótese em cima da mesa é a de que se tratou de um acidente.

Rajoy reuniu-se, de emergência, nesta quarta-feira à noite, com diversos membros do Governo para acompanhar e discutir o caso. A Xunta da Galiza convocou reunião extraordinária do conselho.

O local é descrito pelos jornais espanhóis como sendo de difícil acesso. O acidente aconteceu na véspera do dia da Galicia. Os festejos foram suspensos. Um dia que seria de festa transformou-se num grande luto.

Segundo o jornal El País, este é o pior balanço de acidentes ferroviários em 40 anos. O último mais grave registou-se em Albacete, em 2003, uma colisão frontal que fez 19 mortos.

Um dos vagões saltou dos trilhos, sobrevoou um muro com seis metros de altura e aterrou numa rua adjacente à linha ferroviária. Houve uma explosão, segundo testemunhos recolhidos no local. Há imagens que mostram fumaça negra.

Este é o terceiro acidente ferroviário grave em Julho. No dia 7, um comboio de carga, que transportava combustível, descarrilou no Canadá e houve explosões. Balanço: 50 mortos. Cinco dias depois, a 40 km de Paris, morreram seis pessoas noutro descarrilamento.

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