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Posted on 24-07-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-07-2013


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DEU NO GLOBO.COM

SALVADOR – A presidente da República Dilma Rousseff e o seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, foram recebidos nesta quarta-feira, em Salvador, com manifestações de médicos, integrantes do Movimento Passe Livre (MPL), pescadores e marisqueiros. Os petistas participam de seminário que celebra uma década de governo do partido, no Hotel Othon.

Na entrada do evento, ocorreram duas confusões, nenhuma delas relacionadas às manifestações. Um grupo do MST, sem credenciamento, foi impedido de entrar. Revoltados, os integrantes do movimento social empurraram seguranças e conseguiram, à força, ter acesso ao seminário. Em outro momento, Daniele Ferreira, da União Nacional de Estudantes (UNE), acusou seguranças de racismo. Acompanhada por dois negros, ela reclamou da revista feita nos rapazes. Segundo ela, foram os únicos revistados.

Segundo integrante do MPL, o protesto tem como objetivo a redução imediata da tarifa, em Salvador, para R$ 2,50 (o preço atual é R$ 2,70) e melhorias na mobilidade urbana. O ato pretendia chamar a atenção da presidente para as questões que são de responsabilidade do governo federal.

Já os médicos carregavam cartazes contra a ampliação do curso de Medicina em dois anos e contra a importação de médicos do exterior, sem que passem pelo Revalida.

Pescadores e marisqueiros também se organizaram para chamar a atenção do governo federal para a importância da pesca no estado.

Governador da Bahia participa de evento

O seminário do PT conta com a participação do governador da Bahia, Jaques Wagner, o secretário de comunicação do PT nacional, Paulo Frateschi, o presidente nacional Rui Falcão e o estadual Jonas Paulo.

O partido esperava a presença de mil militantes e representantes de movimentos sociais.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais

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DEU NO UOL/FOLHA

Peregrinos também levantam bandeiras de protesto. Alguns católicos brasileiros que visitam a cidade de Aparecida (SP) levantaram um cartaz dirigido ao papa Francisco, pedindo que ele não deixe a presidente Dilma sancionar uma lei. A faixa exibia a imagem de uma criança e um balão de pensamento, como se ela rezasse: “querido papá, no deja que la Dilma firme la ley del abordo en Brasil” –“querido papa, não deixe que a Dilma assine a lei do aborto no Brasil”. O texto foi escrito em espanhol, língua nativa do pontífice.

A dentista Valdirene Carreira, 45, de São José dos Campos, foi uma das pessoas que levaram o cartaz. “Dilma está para assinar o decreto da lei”, diz.

O projeto de lei da câmara 3/2013, de autoria da deputada Iara Bernardi (PT-SP), dispõe sobre atendimento de pessoas que sofreram violência sexual e, apesar de não tocar no tema da interrupção da gravidez, foi apelidado de “lei do aborto” por alguns movimentos religiosos. A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) pediu o veto de dois artigos, que tratam de prevenção da gravidez e fornecimento de informações sobre os direitos legais às vítimas.
Diógenes Campanha/Folhapress
Manifestantes em Aparecida pedem que o papa não deixe Dilma sancionar lei
Manifestantes em Aparecida pedem que o papa não deixe Dilma sancionar lei

O cartaz erguido pelos peregrinos expressa um pedido contrario ao de manifestantes que protestaram por um “Estado mais laico”, na cidade do Rio de Janeiro, no dia da chegada do papa ao Brasil. “Somos a favor do Estado laico. Nós somos livres e, portanto, fizemos essa intervenção”, disse na ocasião a atriz Thaísa Machado.

O papa Francisco esteve em Aparecida nesta quarta-feira (24), onde visitou o Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida e o Seminário Bom Jesus, em que fica a imagem de São Frei Galvão. Em sua missa a milhares de fieis na basílica, o pontífice classificou como passageiras coisas como o dinheiro, o poder, o sucesso e o prazer.

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DEU NO DIÁRIO DE PERNAMBUCO, REPRODUZIDO NO SITE NAÇÃO NORDESTINA

Morreu nesta quarta-feira o último cangaceiro do bando de Lampião, Manoel Dantas Loiola, de 97 anos, mais conhecido como Candeeiro. Ele faleceu na madrugada de hoje no Hospital Memorial de Arcoverde onde estava internado desde a semana passada, após sofrer um derrame. O sepultamento está marcado para as 16h, no cemitério da cidade de Buíque.

Pernambucano de Buíque (a 258 quilômetros do Recife), Manoel ingressou no bando de Lampião em 1937, mas afirmava que foi por acidente. Trabalhava em uma fazenda em Alagoas quando um grupo de homens ligados ao famoso bandido chegou ao local. Pouco tempo depois, a propriedade ficou cercada por uma volante e ele preferiu seguir com os bandidos para não ser morto.

No final da vida, atuava como comerciante aposentado na vila São Domingos, distrito de sua cidade natal. Atendia pelo nome de batismo, Manoel Dantas Loyola, ou por outro apelido: seu Né. No primeiro combate com os “macacos”, quando era chamado de Candeeiro, foi ferido na coxa. O buraco de bala foi fechado com farinha peneirada e pimenta.

Teve o primeiro encontro com o chefe na beira do Rio São Francisco, no lado sergipano. “Lampião não gostava de estar no meio dos cangaceiros, ficava isolado. E ele já sabia que estava baleado. Quando soube que eu era de Buíque, comentou, em entrevista concedida ao Diario: ‘sua cidade me deu um homem valente, Jararaca’”.

Candeeiro dizia que, nos quase dois anos que ficou no bando, tinha a função de entregar as cartas escritas por Lampião exigindo dinheiro de grandes fazendeiros e comerciantes. Sempre retornava com o pedido atendido. Ele destacou que teve acesso direto ao chefe, chegando a despertar ciúme de Maria Bonita. Em Angicos, comentou que o local não era seguro. Lampião, segundo ele, reuniria os grupos para comunicar que deixaria o cangaço. Estava cansado e preocupado com o fato de que as volantes se deslocavam mais rápido, por causa das estradas, e tinham armamento pesado.

No dia do ataque, já estava acordado e se preparava para urinar quando começou o tiroteio. “Desci atirando, foi bala como o diabo”. Mesmo ferido no braço direito, conseguiu escapar do cerco. Dias depois, com a promessa de ser não ser morto, entregou-se em Jeremoabo, na Bahia, com o braço na tipóia. Com ele, mais 16 cangaceiros. Cumprindo dois anos na prisão, o Candeeiro dava novamente lugar ao cidadão Manoel Dantas Loyola. Sobre a época do cangaço, costumava dizer que foi “história de sofrimento”.

Fonte: Diário de Pernambuco

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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS, DE LISBOA

O papa Francisco apelou hoje aos fiéis para não perderam a esperança, afirmando que ainda que o diabo exista, Deus é o mais forte, e colocando ainda o povo latino-americano sob a proteção da Virgem de Aparecida.

“Ainda que o diabo, o mal, exista, não é o mais forte, o mais forte é Deus”, disse o papa Francisco durante a celebração da missa no Santuário de Aparecida, no interior de São Paulo, a cerca de 200 quilômetros do Rio de Janeiro.

Francisco pediu também aos padres e educadores que transmitam aos jovens os valores que os tornem promotores de um mundo mais junto, solidário e fraterno.

“Hoje, tendo em vista a Jornada Mundial da Juventude, que me trouxe ao Brasil, também eu venho bater à porta da casa de Maria, que amou Jesus e educou-o para que ajude a todos nós, pastores do povo de Deus, padres e educadores, a transmitir aos nossos jovens os valores que os façam artífices de uma nação e de um mundo mais justo, solidário e fraterno”, afirmou.

Francisco acrescentou que para ele é necessário que os homens “mantenham a esperança, que se deixem surpreender por Deus e vivam com alegria”.

O papa assinalou que hoje em dia os jovens sentem a influência de muitos ídolos, “que são colocados no lugar de Deus e parecem dar esperança, tais como o dinheiro, o êxito, o poder, o prazer” e que isso acontece devido à sensação de solidão e vazio que sofrem, levando-os “a uma busca de compensações através destes ídolos passageiros“.

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DEU NO SITE BLUE BUS, ESPECIALIZADO EM NOTÍCIAS DE BASTIDORES

Vai sair ainda esta semana uma pequisa encomendada pelo CNI a pedido de empresarios interessados em verificar os resultados das recentes manifestaçoes de rua sobre a popularidade dos governadores. Segundo nota do Radar, da Veja, agora de manha, a pior avaliaçao de todo o país recai sobre Sergio Cabral, do RJ. A coluna da revista na web cita frase que teria ouvido de dirigente da Confederaçao das Industrias antecipando os numeros – “Sergio Cabral virou pó”. Em se tratando da Veja, nunca se sabe, mas Radar transforma a constataçao em manchete da nota.


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DEU NO CORREIO DA BAHIA/ iBahia/Terra

Da Redação

A atriz Deborah Secco foi escolhida para interpretar Irmã Dulce (1914-1992), o Anjo Bom da Bahia, no cinema. Ao ‘Terra’, o diretor César Rodrigues disse que buscava uma intérprete que “entendesse o desafio de representar física e emocionalmente 50 anos de uma vida dedicada aos excluídos”.

Para o cineasta, Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes foi uma força da natureza, capaz de mover montanhas e renovar esperança: “Deborah soube compreender essa força”.

A artista se disse lisonjeada por confiarem nela a responsabilidade: “Que Deus nos ilumine nesse processo, pois, sem dúvida, ela merece um lindo filme, o melhor de mim! Será um enorme desafio, mas uma imensa alegria!”.

O filme sobre Irmã Dulce começará a ser gravado em novembro, em Salvador, e estreia em 2014. Quem não se recorda, a atriz viveu, em 2011, a prostituta Bruna Surfistinha no filme de Marcus Baldini.


Snowden em Moscou:uma vitória provisória
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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS, DE PORTUGAL

Edward Snowden já pode sair do aeroporto de Moscou, depois de obter das autoridades russas os documentos necessários para isso, noticiaram hoje as agências de notícias russas citadas pela AFP. Ex-consultor dos serviços de informações norte-americanos que passou à imprensa informações sobre a forma como os EUA espiam os seus aliados, Snowden está há um mês confinado ao aeroporto internacional de Moscou.

“O americano prepara-se para sair”, disse uma fonte citada pela Interfax, enquanto uma outra indicou que ele não estava já na zona de trânsito do aeroporto. “Ele recolheu todos os bens pessoais do seu quarto e já não está lá”.

A Ria Novosti informa que os serviços de Migração deram ao informático um documento que lhe permite sair da zona de trânsito, documento esse que lhe será entregue pelo seu advogado russo, Anatoli Koutcherena, segundo a Interfax.

Snowden pediu na semana passada asilo provisório à Rússia, uma vez que não consegue chegar até aos países latino-americanos que se ofereceram para lhe conceder asilo depois das revelações que fez ao mundo sobre os EUA.

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Posted on 24-07-2013
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Fausto, hoje, no jornal Olho Vivo (SP)


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OPINIÃO POLÍTICA

O aborto, o veto, os cálculos

Ivan de Carvalho

A presença do papa Francisco no Brasil abre largo espaço e é um excelente momento para que se questione a presidente Dilma Rousseff se ela vai ou não vetar o Projeto de Lei 03/2013, do qual já tratamos neste espaço – e cuja aprovação se deu graças a malandros truques de linguagem, além de espertezas políticas não menos malandras – que dissimuladamente busca ampliar radicalmente a possibilidade da prática do aborto no Brasil.

Os parlamentares que, no Congresso, integram a bancada evangélica e as frentes católica e da família estão mobilizadas para obter o veto presidencial. Uma questão a se verificar a partir dos fatos que venham a ocorrer é a intensidade dessa mobilização. Os três agrupamentos citados alcançam um total de 200 deputados, aproximadamente. É um forte grupo de pressão, ainda mais que a presidente está política e popularmente fragilizada.

A presença do papa Francisco no Brasil pode estimular a Igreja Católica a manifestar reservadamente à presidente e a seu governo, bem como abertamente à população, sua posição contrária ao aborto e a leis que venham a ampliar a matança dos inocentes indefesos, como pretende o PL 03/2013.

Na campanha eleitoral, em 2010, a então candidata a presidente pelo PT, Dilma Rousseff, deu publicamente sua palavra de que seu governo não tomaria qualquer iniciativa em favor da implantação do aborto no Brasil (admitido nas duas hipóteses já previstas no Código e, não por lei, mas por decisão do STF, nos casos de anencefalia).

Na linha de seu compromisso, assumido quando buscava os votos para chegar à presidência da República, Dilma Rousseff deveria agora vetar o projeto de lei sorrateira e subrepticiamente aprovado pelo Congresso, com um texto que não contém as palavras “aborto” e “estupro”, exatamente para passar despercebido das frentes evangélica, católica e pró-vida.

No texto, a palavra aborto, na linguagem sagaz de jurista ou advogado que entende do assunto, é substituída por um jargão médico, “profilaxia da gravidez”, enquanto evita-se a palavra estupro, usando-se, para o atendimento obrigatório e prioritário nos hospitais, a “violência sexual, o que pode ser muita coisa, inclusive estupro”. Os hospitais – o projeto provado não faz qualquer distinção entre eles – “devem oferecer atendimento emergencial e integral decorrentes de violência sexual e o encaminhamento, se for o caso, aos serviços sociais”.

Ora, hoje o aborto legal só pode ser feito com autorização judicial, que há de ser dada somente com base em provas de que houve realmente o estupro, nunca bastando apenas uma declaração da mulher de que foi vítima de violência sexual contra sua vontade. Quem pode garantir que a declaração é verdadeira, que foi contra a vontade da declarante, sem que disso haja prova? Note-se que no outro lado da balança está uma vida humana, o inocente indefeso a ser sacrificado. Trata-se, em tudo, de um projeto de lei autoritário, aprovado graças a alguns truques (uma espécie de prestidigitação vocabular, se esta expressão for permissível), que abriga o desrespeito aos direitos humanos do nascituro, à consciência do médico e às convicções da instituição hospitalar.

O projeto de lei estava na Câmara dos Deputados desde 1999 – o PL 60/1999. Então o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, do PT, pediu em fevereiro ao presidente da Câmara, o peemedebista Henrique Eduardo Alves, que em homenagem à mulher fosse votado em regime de urgência. Acabou sendo atendido quando Alves viajou e o petista André Vargas assumiu a presidência da Câmara. A urgência e em seguida o projeto – já sob o nome de PL 03/2013 – foram aprovados sem oposição nenhuma, pois a mutreta da linguagem dissimulada, evitando as palavras-chave “aborto” e “estupro”, escondeu da bancada evangélica e das frentes católica e pró-família o veneno mortal (para o ser humano inocente e indefeso no ventre da mãe) que contém.
Dilma, candidata, deu sua palavra de que seu governo não tomaria qualquer iniciativa para facilitar o aborto. Seu ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de seu partido, o PT, deu o ponta-pé inicial para a aprovação do projeto pró-aborto aprovado este mês. À presidente cumpre manter a palavra empenhada: vetar, anulando a iniciativa de seu ministro e o resultado dela. Vetar causará insatisfações e decepção em alguns setores, incluindo o PT. Não vetar implicará em quebra de confiança perante a nação e em repulsa ante os setores decididamente contrários ao aborto. Mas não é esse tipo de cálculo que ela deve fazer – mas os de quantos inocentes indefesos morrerão se ela não vetar.

http://youtu.be/VLfcBm0BCkk

Triste partida !

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