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DEU NO PORTAL A TARDE

Será sepultado, na tarde deste domingo, 21, às 15h, o corpo de Armindo Jorge de Carvalho Bião, 63 anos, professor titular da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (Ufba). O enterro acontecerá no Cemitério Jardim da Saudade, em Brotas. Bião morreu na noite deste sábado, 20, no Hospital Aliança, onde estava internado desde o dia 4 deste mês. Ele morreu vítima de leucemia.

Armindo Bião foi professor titular da Escola de Teatro entre 1950 e 2013. Querido por todos, foi ele o primeiro coordenador do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas na Ufba. Além disso, Bião também assumiu a diretoria geral da Fundação Cultural do Estado da Bahia, nos anos de 2003 a 2006, e foi o primeiro presidente da Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas (1998/ 2002).

Ator e encenador, Bião esteve envolvido em mais de 50 obras teatrais e audiovisuais. Por conta disso, foi premiado por seu trabalho em teatro (1980, 2001, 2008, 2010) e por suas atividades acadêmicas (1998, 1999, 2007), na Bahia. O professor também teve seu trabalho reconhecido internacionalmente. Por conta da qualidade de sua obra, ele recebeu o título honorífico de Chevalier des Arts et des Lettres da República Francesa.

Em nota assinada pela diretora Eliene Benício Amâncio Costa, a Escola de Teatro da Ufba lamentou o falecimento do professor: “Armindo Bião ficará para sempre em nossos corações por seu carisma, entusiasmo, brilhantismo e acima de tudo por sua boa vontade em compartilhar seus conhecimentos. Sempre disposto a ajudar com novas ideias a academia e a cena teatral baiana”.

No ano passado, Bião lançou seu último livro em abril com o título Teatro de Cordel.

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Comentários

vangelis on 22 julho, 2013 at 0:57 #

Lembrando Armindo e Nilda, a Bahia fica hoje mais pobre nas artes…

Testemunho de Tito Celestino (R.I. P) não sei o ano do ocorrido, provavelmente meados dos anos 60:
A organização do cortejo do 2 de Julho junto com a escola de teatro da UFBA resolveram encenar uma representação da revolta o martírio da Sóror Joana Angélica.
Uma carroça, puxada por um burro, servia de palco ambulante, nele a nossa grande artista Nilda Spencer (R.I.P.) no papel de Sóror Joana Angélica e Armindo Bião (R.I.P.) no papel de um soldado português, durante as paragens do cortejo acontecia a encenação.
Na última parada em frente ao Teatro Castro Alves iniciaram a encenação. Armindo, no papel de soldado, fuzil de baioneta nas mãos ameaça à Sóror, abrindo os braços num gesto comovente Nilda cita o texto:
“Para trás, bandidos. Respeitem a Casa de Deus. Recuai, só penetrareis nesta Casa passando por sobre o meu cadáver.”
Nesse momento, que deveria ser solene, espocam fogos de artifícios num barulho infernal, o burro que puxava a carroça dá um pinote, o soldado se desequilibra em direção à Sóror e a ponta da baioneta bate na sua (lá dela) barriga, Nilda se assusta com tudo aquilo e grita:
“Armindo seu filha da puta! Quer me matar!”
Desce o pano.


wilton ribeiro junior on 22 julho, 2013 at 9:17 #

FARÁ GRANDE FALTA, MAS ESTRÁ EM NOSSOS CORAÇÕES, GRADE SER HUMANO E FROFISSIONAL.


vitor on 22 julho, 2013 at 11:14 #

Bela lembrança, Vangelis. Bela lembrança!
Um leitor como vc não tem preço. BP agradece.


gilson nogueira on 22 julho, 2013 at 12:53 #

Grande Bião, inteligente, simples, comunicativo, visionário, vejo-o, na lembrança, no Verbo Encantado, ao meu lado, de Alvinho Guimarães, de Nego Nízio, de Aécio Pomponet, de Caetano e de muita gente mais, um time, de primeira, acontecendo e fazendo acontecer, na Salvador que fazia a diferença no Brasil! Saudade, do velho Verbo Bião!


Adelaide Santana on 10 agosto, 2013 at 23:49 #

Meu primeiro e grande chefe no Ppgac me ensinu a nao abaixar a cabeca para ninguem. Saudades eternas


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