DEU NA UOL

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, afirmou que não deixará sua residência no Leblon, zona sul do Rio, mesmo diante dos protestos que têm ocorrido em frente ao seu prédio. O governador disse não considerar se mudar para a residência oficial do governo do Estado, localizada no Palácio Laranjeiras, no bairro de mesmo nome, na zona sul da cidade.

“Em relação à minha residência, fizemos uma opção pela que já morávamos [no Leblon]. Nesse momento, o Palácio Laranjeiras passa por reformas. Permaneço onde moro”, disse o governador.

A declaração foi dada em entrevista coletiva convocada pelo governo. Cabral respondeu a sete perguntas dos jornalistas, em uma coletiva que durou somente quinze minutos. Convocada para o meio-dia, a entrevista começou com trinta minutos de atraso.

O governador disse ainda que recebeu na noite de quinta-feira (18) um telefone da presidente Dilma Rousseff, que ofereceu apoio do governo federal. Cabral disse que não aceitou ajuda do palácio do Planalto por considerar que as forças de segurança no Rio estão preparadas para lidar com a situação na cidade

“A presidente Dilma de fato me ligou ontem por volta de 19h30, manifestando sua solidariedade e colocando a disposição como sempre. Eu disse que não precisaria [de ajuda federal]. As forças de segurança estão presentes [no combate à violência nas manifestações]”, afirmou.

DEU NO UOL

O preços dos ingressos da Copa-2014 vão variar de R$ 60 a R$ 1.980, considerados os valores cheios e com a meia-entrada a um mínimo de R$ 30. A Fifa anunciou nesta sexta-feira, em coletiva realizada em São Paulo, os valores a serem cobrados pelos bilhetes e o esquema de comercialização, que inclui pacotes para assistir a todas as partidas de uma seleção ou de um estádio específico. A comercialização começa a partir de 20 de agosto pelo site da entidade.

Com esse valor, a Fifa cumpre a promessa de comercializar o ingresso mais barato da história recente do Mundiais. Na Africa do Sul, o preço mínimo era de 140 rands, o que corresponde a R$ 31,50. Esse barateamento tem como objetivo melhorar a imagem da entidade, desgastada com os protestos ocorridos durante a Copa das Confederações.

O valor de R$ 60 é para jogos de grupo do Mundial, na categoria 4, somente para brasileiros. A federação promete que haverá 400 mil dessas entradas. Está excluída a partida de abertura em São Paulo, que tem ingressos por preços maiores. O preço mais caro é para a final, na categoria 1.

Com os preços anunciados, a Fifa tem como desafio fazer uma operação eficiente da comercialização e da distribuição de bilhetes para garantir um incremento na sua imagem. Não foi um bom início o fato de por duas vezes tabelas com dados sobre os bilhetes terem vazado na internet poucos dias antes da divulgação dos preços.

Também não foi uma boa apresentação a forma como ocorreu a venda e o recolhimento de entradas para a Copa das Confederações. Erros no site da federação internacional e enormes filas formadas por torcedores para pegar os ingressos não deixaram boa impressão no público brasileiro. O problema chegou a tal nível que o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, disse ao UOL Esporte que tinha vergonha da operação e que merecia tomar um chute no traseiro se o esquema não melhorasse para a Copa.


França:“ Fique aí, Migué, ao meu lado!”

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O Sol se apagou

Gilson Nogueira

Os ponteiros ficarão na vertical, dentro de oito minutos. Vai dar seis horas. O silêncio segue dormindo. Vejo, da janela do meu quarto, nuvens escuras, pesadas, querendo encostar no chão, longe, para os lados do Jardim da Saudade, onde, ontem, estive, ao lado de França Teixeira, que morreu.

Cumprimentei seus familiares, levando o pesar meu e de minha família. E ouvi França dizer, na convicção dos que acreditam, como eu, na perenidade do espírito: “ Fique aí, Migué, ao meu lado!” Fiquei.

E chorei junto, com Bola de Gude e Zé Bin. Bebi água, engoli a dor, em pedaços de saudade, conversando com eles, colegas de profissão e, sobretudo, amigos.

“Fugi” de um repórter, que se aproximava. Faltariam palavras…

Por um instante, sentado, atrás das capelas de flores, endereçadas com votos de pesar, vi o perfil de um homem sereno, com a elegância de sempre, no caixão, remeter-me à imagem de um guerreiro, um viking dos tempos contemporâneos, com a barba fina, e branca, aquele nariz definido, de um desbravador da nova era, com um nó perfeito em uma gravata rosa, preparando-se, sob a propulsão da fé, simbolizada nas fortes orações de mãos dadas dos presentes ao velório do maior radialista do Brasil em todos os tempos, para a viagem definitiva à Eternidade, lugar que, antes, Havia-lhe Sido Reservado Por Seu Maior Ouvinte, Deus!

Fica, na minha memória, dessa forma, a imagem que conforta, como se França, o amigo de sempre, estivesse deitado na Primavera, ao meu lado, sorrindo, como nos anos em que brincávamos de criar, de mudar o mundo, de fazer da comunicação, a cada dia, uma Queda da Bastilha.

E não consigo chorar soluçando, agora, como ontem solucei. Sorrio em lágrimas!

França está Diante de Deus, falando baixinho, em latim, possivelmente, Dizendo-lhe que o Padre Gaspar Sadock, seu Amigo, Mandou-lhe Lembranças!

São seis horas e 14 minutos do dia 19 de julho de 2013. Em quase quatro horas, completa-se um dia em que O Sol do Rádio da Bahia se apagou.

As nuvens seguem pesadas. E imóveis. França partiu!

Gilson Nogueira, jornalista,colaborador da primeira hora do Bahia em Pauta , trabalhou e foi um dos melhores amigos e profissinais ao lado de França Teixeira, nos anos de transformação do rádio na Bahia.

jul
19
Posted on 19-07-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-07-2013


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Simanca, hoje, no jornal A Tarde (BA)

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OPINIÃO POLÍTICA

A mudança de Cabral

Ivan de Carvalho

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, é um peemedebista do PT. Ele perdeu a eleição para prefeito do Rio pelo PSDB em 1996. Em 2000 já ingressara no PMDB, seu antigo partido, a pedido do então presidente da República, Lula da Silva, para disputar e ganhar o governo fluminense com o apoio de Anthony e Rosinha Garotinho. Cabral passou a funcionar como quinta coluna petista dentro do PMDB, maior aliado do PT em âmbito nacional. E Cabral vai cumprindo até aqui, à risca, a missão que lhe foi confiada.

Agora, no PT, desconfia-se que está surgindo uma nova “tendência” – os petistas adoram essa palavra –, a dos quinta-colunas do PMDB dentro do PT. Não é uma coisa tão ostensiva quanto no caso de Sérgio Cabral, mas há queixas, difusas, mas persistentes, de que gente como o importante deputado petista Cândido Vacarezza lidera uma tendência de petistas que quer ficar mais perto do PMDB do que perto dos petistas que querem ficar longe do PMDB.

Mas, voltando a Sérgio Cabral, meteu-se recentemente numa situação embaraçosa. De repente, após o movimento popular que se iniciou em junho com manifestações de rua – gigantescas em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde aconteceram várias, inclusive a maior de todas, que ocupou inteiramente a avenida Rio Branco – curiosos e talvez furiosos impertinentes passaram a vasculhar alguns detalhes, que não se poderia qualificar de privados, da conduta do governador.

Assim, redes sociais da Internet e a mídia convencional “descobriram” que o governador tem à sua disposição uma flotilha de helicópteros e que há, nessa flotilha, um componente todo especial, de luxo, igual ao que Eike Batista (até recentemente, antes de desabar – muita coisa anda desabando por aí – um dos dez homens mais ricos do mundo) possui. A grande diferente entre as duas joias do ar é que a do governador Cabral foi obtida e é custeada com o dinheiro dos contribuintes.

Esta joia voadora alçou vôo na mídia quando esta, sob a forte influência das espetaculares manifestações populares de junho, lembrou-se de relatar ao distinto público contribuinte o uso que autoridades gradas, ou graúdas, do Executivo, do Legislativo e até do Judiciário têm feito de jatinhos da Força Aérea Brasileira, o que deixou claro que a FAB, gostando ou não (mais provável que não) tem uma razoável frota de jatinhos para atender às solicitações dessas autoridades, algumas delas dispostas a solicitá-las sem preencher todos os requisitos exigidos para isso, bem como para finalidades não previstas na normatização da matéria.

E o exagero nos pedidos, ó! Parece que o pessoal estatal graúdo não está simpatizando com os reles passageiros dos aviões de carreira, mesmo os da primeira classe.

Então, voltando a Cabral, não aquele das caravelas, que pelo menos descobriu o Brasil, o governador percorria de sua residência no Leblon até o heliporto da Lagoa Rodrigo de Freitas três quilômetros, fazia uma baldeação para o helicóptero de estimação e ia até a sede do governo, o Palácio Guanabara, outrora muito honrado e bem usado pelo governador Carlos Lacerda.

Nem atentei para a circunstância de estar ele insistindo ou não no uso desnecessário e custoso do tal helicóptero de alto luxo – que também leva-o e à sua família para sua casa de repouso nos fins de semana e feriadões. O problema maior agora é que o prédio em que reside o governador tornou-se alvo quase permanente de manifestações de protesto e a principal reivindicação da população do prédio e das áreas próximas é a de que ele se mude de lá, vá morar no Palácio das Laranjeiras. Pena chamar-se Sérgio e não Pedro, pois este nome poderia lhe valer a devolução a Portugal, ao invés daquela festiva viagem a Paris, onde executou a “dança do guardanapo”. Alega a população da área que, na tentativa de “proteger” o governador dos protestos, o aparelho policial do Estado – mobilizando, simultaneamente, num só momento, três “caveirões”, que são desengonçados blindados da PM, um carro-pipa para lançar jatos de água nos manifestantes e centenas de PMs, está roubando o direito de ir e vir dos moradores

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No dia em que fui mais feliz
Eu vi um avião
Se espelhar no seu olhar até sumir

De lá pra cá não sei
Caminho ao longo do canal
Faço longas cartas pra ninguém
E o inverno no Leblon é quase glacial

Há algo que jamais se esclareceu
Onde foi exatamente que larguei
Naquele dia mesmo
O leão que sempre cavalguei

Lá mesmo esqueci que o destino
Sempre me quis só
no deserto sem saudade, sem remorso só
Sem amarras, barco embriagado ao mar

Não sei o que em mim
Só quer me lembrar
Que um dia o céu
reuniu-se à terra um instante por nós dois
pouco antes do ocidente se assombrar.

No dia em que fui mais feliz
Eu vi um avião
Se espelhar no seu olhar até sumir

De lá pra cá não sei
Caminho ao longo do canal
Faço longas cartas pra ninguém
E o inverno no Leblon é quase glacial

Há algo que jamais se esclareceu
Onde foi exatamente que larguei
Naquele dia mesmo
O leão que sempre cavalguei

Lá mesmo esqueci que o destino
Sempre me quis só
no deserto sem saudade, sem remorso só
Sem amarras, barco embriagado ao mar

Não sei o que em mim
Só quer me lembrar
Que um dia o céu
reuniu-se à terra um instante por nós dois
pouco antes do ocidente se assombrar.

Não sei o que em mim
Só quer me lembrar
Que um dia o céu
reuniu-se à terra um instante por nós dois
pouco antes do ocidente se assombrar.

Não sei o que em mim
Só quer me lembrar
Que um dia o céu
reuniu-se à terra um instante por nós dois
pouco antes do ocidente se assombrar.

No dia em que fui mais feliz..

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BOM DIA!!!

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