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Colbert:“Aguardo com tranquilidade a decisão do STF, certo de que não cometi
nenhuma irregularidade, mas espero que o resultado saia o quanto antes”

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DEU NA TRIBUNA DA BAHIA

Fernanda Chagas

A Controladoria Geral da União (CGU) inocentou o deputado federal Colbert Martins Filho (PMDB) de qualquer conduta irregular quando ele exercia a função de secretário nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo em 2011 e o levou à prisão pela Polícia Federal, na Operação Voucher.

O fato, na ocasião chocou o meio político baiano. Contudo, hoje exercendo mandato na Câmara Federal, o peemedebista, sem esconder a satisfação, destaca que: “A CGU é, reconhecidamente, um órgão sério e esta é a primeira prova da minha inocência”. O parecer administrativo disciplinar da CGU inocentando o deputado foi dado no processo nº 00190.021 288/2011-27.

Colbert, porém, faz questão de frisar que possui total interesse na celeridade e no julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF), onde o processo da chamada Operação Voucher está começando a tramitar. “Aguardo com tranquilidade a decisão do STF, certo de que não cometi nenhuma irregularidade, mas espero que o resultado saia o quanto antes”, desabafou, complementando que seguiu orientações de pessoas que já estavam no Ministério e foi colocado no mesmo barco. “Não tive direito a defesa”.

Na ocasião, discursos em defesa do peemedebista foram unânimes tanto na Câmara Federal quanto na Assembleia Legislativa. Um dos maiores caciques do PMDB, Lúcio Viera Lima chegou a dizer que: “O PMDB, a Câmara, todos estão muito indignados com o fato. Garanto que nenhuma pessoa, por pior que seja, ficou satisfeita com esse episódio, mas tenho certeza que ele (Colbert) vai comprovar toda leviandade que está sendo usada contra ele e sairá maior do que é dessa história”.

Assim como Lúcio, o vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, Geddel Vieira Lima, pontuou que ele havia entrado de gaiato no navio. “Assinou a liberação da última parcela de um convênio firmado em 2009, em relação ao qual havia pareceres favoráveis das áreas técnica e jurídica do ministério. “O que ele deveria fazer? Promover uma auditoria antes de assinar cada convênio?”, questionou.

Até mesmo o governador Jaques Wagner, que até hoje se encontra em campos opostos a seu partido, se manifestou em favor do deputado. “Pela quantidade de pessoas presas, é um esquema de grandes proporções. Mas eu conheço Colbert pessoalmente e isso não faz parte do padrão de comportamento dele”.

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