http://youtu.be/N9uosINwNIE

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Arriba Galícia:torcida faz festa em Pituaçu

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DEU EM A TARDE

A tradicional equipe do Galícia está de volta a primeira divisão do campeonato baiano após 14 anos de ausência.

A vaga foi conquistada na tarde deste sábado, 13, ao vencer por 4 a 1 o Flamengo de Guanambi, no jogo de volta das semifinais da Segundona, disputado no estádio de Pituaçu, em Salvador. Na partida de ida, o Galícia perdeu para o time de Guanambi por 1 a 0.

Fundado por imigrantes espanhóis originários da região da Galícia, o Azulino viveu sua época áurea na década de 40, quando se tornou o primeiro tricampeão baiano, façanha registrada entre 1941 e 1943.

O último título estadual foi conquistado em 1968. Ao todo, o Galícia conquistou 5 títulos estaduais. O primeiro foi em 1938.

A outra vaga para a primeira divisão do baiano em 2014 será decidida no domingo, 14, na partida entre Itabuna e Catuense, às 16 horas, no estádio Luiz Viana Filho, em Itabuna. Na partida de ida, a Catuense venceu por 3 a 0. No jogo de volta, agora a Catuense pode perder por até dois gols de diferença.

Galícia e o vencedor entre Itabuna e Catuense decidirão o título da Segundona.


Caroline: formada em Harvard , indicada
para a embaixada do Japão…
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…e quando criança levada pela mão do pai
, John, presidente americano
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Caroline Kennedy, filha do ex-presidente norte-americano John F. Kennedy, que foi assassinado, será a próxima embaixadora dos Estados Unidos no Japão, informou hoje a agência Kyodo.

Kennedy, de 55 anos, é a única sobrevivente da família e será a primeira mulher a liderar a embaixada norte-americana no Japão se o Senado aprovar a sua nomeação, que, segundo a Kyodo, deverá ter lugar no outono.

Nascida em Nova Iorque, Caroline Kennedy é advogada, casada e tem três filhos. Apesar de se ter mantido distante da política, dedicando-se à presidência da Fundação John F. Kennedy para a promoção da cultura, em 2008 e 2012 teve um papel ativo na campanha eleitoral do atual Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Em 2008, Caroline expressou o desejo de suceder a Hillary Clinton como senadora de Nova Iorque, depois de esta ter sido nomeada como secretária de Estado, o que acabou por não se verificar.

A filha de John F. Kennedy, formada na Universidade de Harvard, não tem muita experiência em política ou assuntos externos e muito menos nas relações com o Japão, país onde passou a lua-de-mel com o marido, em 1986.

Caso seja nomeada embaixadora no Japão, Caroline Kennedy vai suceder a John Roos, que está no cargo desde 2009 e foi o primeiro embaixador norte-americano a assistir a uma cerimónia em homenagem às vítimas dos bombardeamentos atómicos dos Estados Unidos sobre Hiroxima e Nagasáqui, em 1945.

(Com informações do DN (Portugal) e agências internacionais de notícias)

BOA TARDE!!!

jul
13


Brasil-Estados Unidos:uma rota de descobertas desconcertantes

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ARTIGO DA SEMANA

A sombra do mouse sobre o mundo

Vitor Hugo Soares

Há alguns anos, no auge do pânico e perplexidade causados pelos atentados de 11 de Setembro de 2001, nos Estados Unidos, passei por um dos maiores constrangimentos pessoais de que me recordo. Transitava então pela agitada área de inspeção do aeroporto de Londres em viagem de volta a Salvador, depois de passar dias memoráveis na fantástica cidade de Amy Winehouse, quando ela ainda vivia, cantava como ninguém, e aprontava todas em Camden Town, onde eu passara um domingo de despedida para nunca esquecer. Antes da vergonha, evidentemente.

Devo confessar que meu inglês é péssimo. Se é que dá para chamar de “meu inglês”, o arremedo daquilo que falo e entendo do idioma de Shakespeare. Daí a demora para compreender os gritos nervosos dos agentes de segurança de Heathrow, que me mandavam desafivelar o cinto, tirar os sapatos, enquanto era apalpado e submetido a uma “revista” pública, em meio a outros passageiros tão espantados e nervosos quanto eu.

Ainda lembro bem da minha reação íntima e tola naquele momento. Ateu que acredita em milagres, perguntava com meus botões quando segurava a calça folgada com uma mão, enquanto com a outra levava o passaporte que os agentes queriam bem à vista. “Meu Santo Antonio da Glória, o que eu vim fazer aqui?”, escrevi (rapidamente esquecido dos belos momentos vividos na terra da Rainha), ao descrever no artigo que publiquei na época neste blog, aquela situação tão insólita.

No calor da hora até prometi, não permitir a mim mesmo que a situação se repetisse. Pura bravata, que durou pouco tempo para ser deixada de lado.

Retornei há poucos dias de uma viagem formidável aos Estados Unidos. Quase um mês – pedaços divididos de maio e junho – voando e rodando entre os estados da Flórida, Califórnia e Nevada. A maior parte do tempo na costa oeste das praias bravias do mar do Pacífico, recantos de sonhos descritos com perfeição nas canções de nosso Lulu Santos.

Semanas entre a sempre esbelta, multicultural e cosmopolita San Francisco, (mais asiática que nunca, além de Chinatown) e os vinhedos verdejantes dos vales de Sonoma e Napa. Além da sensação, sem preço, de caminhar pelas ruas, mesmo as mais desertas, a qualquer hora, sem medo de “balas perdidas” ou de ladrão atrás…

Parada de afetos, recordações, conhecimentos e reconhecimentos em Santa Rosa (a 70km de Frisco pela Freeway que cruzamos inúmeras vezes em idas e vindas, perdidos algumas vezes, mas sempre reencontrando o caminho certo da volta, de dia ou de madrugada). Organizada, acolhedora, deliciosa, rica e civilizada cidadezinha cercada de parques nacionais e recantos indescritíveis. Vinho de primeira, ótima comida (em casa e nos restaurantes), jazz de primeira nas casas noturnas e emissoras de rádio locais, e imperdíveis oportunidades de compras, naturalmente.

Sem falar nas cerejas do bolo: a primeira e sempre sonhada visita a Los Angeles, com direito a hospedagem em Hollywood, no mesmo hotel onde viveu um tempo ninguém menos que Marilyn Monroe. Enfim. Sob nossos pés e à nossa vista, os encantos e desencantos da cidade do cinema. A calçada da fama, Beverly Hills, os drogados nas ruas, Sunset Boullevard, a praia dos artistas e figurões em Santa Mônica, em esplendoroso dia de sol. Garoto deslumbrado, depois de adulto.

E depois a descoberta de Las Vegas, no deserto do estado de Nevada. A cidade surpreendente, criada no meio do nada, mas talvez a mais emblemática representação urbana dos Estados Unidos atualmente. Ainda sob impacto da crise braba e em busca de saída. Nos majestosos hotéis temáticos (o Egito, a Itália, a França, o Brasil e muito mais, reunido num mesmo lugar) as ruas fervilhantes de crianças, jovens e adultos e idosos em busca, de dia e de noite, das ofertas de opções culturais, artísticas, esportivas, de consumo ou de puro lazer e divertimento. Sem falar na jogatina desenfreada, nos modernos e luxuosos cassinos de cada hotel. Nos dias que passamos por lá, três núcleos do Cirque de Soleil se apresentavam em locais diferentes da cidade, incluindo o Luxor Hotel onde ficamos hospedados.

Tudo por menos que o custo de recentes temporadas em hotéis (de menor qualidade em serviços e conforto) de Gramado, São Paulo, Salvador e até Campina Grande, Paraiba, no período junino.

Salvo, é claro, o preço dos constrangimentos nos aeroportos internacionais da terra de Obama. Entre Miami, San Francisco, Los Angeles e Las Vegas, uma meia dúzia de vezes pelo menos tive o cinturão retirado, sem sapatos, calça folgada caindo, braços e mãos para o alto, e o agente de segurança alertando : “Senhor, abra as pernas por favor, coloque os pés no lugar marcado e olhe para a máquina para não repetir a operação de raio-x no corpo”.

E no hotel, a descoberta desconcertante: uma carta padrão com carimbos oficiais, dentro da mala de uma das acompanhantes na viagem (cadeado de proteção retirado), notificando que a mala havia sido aberta e revistada (depois fechada, arrumada, fora das vistas do dono), para inspeção.”Para sua proteção e dos demais passageiros”, dizia o cartão com pedido de desculpas em nome da Convenant Aviation Security (CAS) pelo “serviço” realizado pela empresa contratada Transportation Security Administration (TSA). Simples assim.

Agora, no meio do escândalo causado pelas revelações da espionagem cibernética americana, feitas por Edward Snowden e suas graves repercussões, também no Brasil, leio um artigo instigante publicado no jornal El País, do Uruguai, onde a politicamente fragilizada presidente Dilma Rousseff e seus colegas do Mercosul, se reuniram ontem (12) em busca de uma reação de consenso sobre as denúncias das violações de e-mails. Até aqui só resultaram em atitudes de pavor do chanceler Patriota, e de chacota e certo descaso e cumplicidade dos ministros Celso Amorim, da Defesa, e Paulo Bernardo, das Comunicações.

Em síntese, o texto assinado por Cláudio Fantini, destaca que há acontecimentos tão fortes e impactantes que acabam cobrindo seu próprio significado mais profundo. Segundo o autor, a queda das torres gêmeas foi tão chocante que impediu ver o fundamental. Além daqueles arranha-céus e de uma ala do Pentágono, o terrorismo havia derrubado pilares fundamentais do Estado de Direito e da sociedade aberta.

É isto que está mostrando agora, segundo o autor, “a espionagem massiva denunciada por Snowden. O pânico e a sensação de vulnerabilidade fizeram a maioria dos norte-americanos firmar o contrato social descrito por Thomas Hobbes no Leviatã, cedendo intimidade e liberdade em troca de proteção.

Mais não digo. Apenas recomendo, com ênfase, a leitura do texto de Fantini no diário uruguaio. Agora vou tratar de transmitir, pelo g-mail, o texto deste artigo para Ricardo Noblat publicar em seu blog.

E seja lá o que Santo Antonio quiser.

Vitor Hugo Soares é jornalista, edita o site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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Uma maravilhosa viagem em forma de canção pela Rota 66 para o sábado no BP. Divirtam-se e aproveitem.

(Vitor Hugo Soares)

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OPINIÃO POLÍTICA

As novas manifestações

Ivan de Carvalho

Além do remelexo, o governo da presidente Dilma Rousseff está fazendo um barulho incrível para superar o susto, o medo e os outros efeitos das manifestações populares de junho, que com menos intensidade invadiram julho.

O recado foi dado e a sociedade insatisfeita – que se envolveu espontaneamente e de surpresa no movimento sem infraestrutura, sem lideranças – vai se recolhendo à espera de respostas dos governantes e dos políticos em geral.

A presidente Dilma, seu governo e o PT, que é o partido no governo, desdobram-se para dar respostas que aparentemente não têm. Pois o que levou multidões às ruas – em sintonia fina com as pessoas que ficaram em casa, como se pode inferir das pesquisas de opinião pública realizadas no modelo “antes” e “depois” das manifestações – são coisas que não se resolvem de um dia para o outro.

Já assinalei neste espaço mais de uma vez e novamente o faço: o pano de fundo por trás de todo o movimento popular de junho foi a percepção de que a inflação vinha saindo de controle, inclusive estourando o limite superior da meta fixada pelo próprio governo. Falavam no tomate, mas o tomate era só um símbolo, os preços dos produtos e serviços tornavam-se crescentemente irritantes e incômodos para os consumidores.

Então uma faísca, R$ 0,20 nos preços das passagens de ônibus na cidade de São Paulo, fez a mágica de incendiar o país. Não podia ser somente aquilo, não se pode confundir o estopim com o explosivo. E bem que logo houve um aviso explícito e perfeito: “Não é só pelos 20 por cento”.
Não era, não é, continuará a não ser. Além da insatisfação difusa pelo aumento dos preços de produtos e serviços, doendo no bolso e no estômago e comprometendo uma política de razoável estabilidade financeira a que a nação já se vinha cada vez mais acostumando, existem outras grandes motivações, as essenciais – a onipresença da corrupção e o estado deplorável dos serviços públicos, principalmente o transporte coletivo urbano, a saúde, a segurança pública e a educação.

É claro que há problemas graves com a energia elétrica, apesar de uma trégua na série de apagões. Com o preço dos combustíveis, cujo consumo aumentou muito com os incentivos oficiais para a compra de automóveis sem uma prévia ou paralela melhoria da infraestrutura que assegurasse a mobilidade urbana, o que agravou o inferno dos sistemáticos congestionamentos de trânsito para os transportes urbanos individual, nos quais gasolina, álcool e diesel são inutilmente queimados.

Mas deixemos esses “acréscimos” de lado, pois nas manifestações os serviços públicos intensamente cobrados foram mesmo o transporte coletivo urbano (pequenas concessões vêm sendo feitas quanto a isto), a saúde, a segurança pública e a educação. Quanto a estes três últimos, nada, salvo a grande confusão que emergiu na área de saúde, com a idéia de importação de médicos e com os nacionais querendo se apropinquar de tudo e as outras categorias da área de saúde recusando-se a ficar com as mãos abanando.

Para complicar, o governo querendo obrigar (autoritarismo é isso aí) os estudantes de medicina (mesmo os que pagam seus estudos em faculdades privadas) a trabalhar no SUS ou no Programa de Saúde da Família durante dois anos – uma espécie de trabalho escravo mal remunerado, pelo menos para os que pagam seus estudos.

Estão esticando um complicadíssimo vira-e-mexe com os royalties do petróleo em relação às áreas de educação e de saúde, um negócio que chegou a parecer assunto encerrado, mas foi exumado.

Quanto à segurança pública – a total incapacidade estatal de policiar as fronteiras para evitar o ingresso de drogas e armas, de prevenir ou descobrir a autoria dos crimes (pelo menos os que envolvam violência, como homicídios e tentativas, latrocínios, lesões corporais, roubo), nenhuma autoridade no Executivo dá um pio sobre algo de novo. E sobre a corrupção, tenta-se enrolar o distinto público eleitor.
Se não houver novas manifestações de rua antes, as próximas podem ser nas urnas de outubro de 2014.

jul
13
Posted on 13-07-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-07-2013


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Sinfrônio, no Diário do Nodeste (CE)

jul
13
Posted on 13-07-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-07-2013

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ANOS 60: NOITES DE JOHNY RIVERS

Maria Aparecida Torneros

Era 1967. Eu resolvi promover no apartamento suburbano de Ramos, onde morava com meus pais e irmão, a noite de Jonhy Rivers, famoso pelas canções hipongas, pelas gravações na boate Whisky a go go, símbolo incorporado pela sociedade de consumo, questionada pelo Movimento Flower Power, o sonho da California, da Paz e do Amor.
Meus amigos e amigas do curso de segundo grau do Colegio Pedro II e do Instituto de Educação (eu cursava ambos simultaneamente), vieram de diferentes bairros da cidade. Colei mapas indicativos nas bancas de jornais, “casa da Cida”, com setas que apontavam para a rua Araguari, desde os pontos de ônibus onde a garotada ia descer para o nosso encontro de fim de ano.

Dezembro, calorão, as amigas Re e Zá (Regina e Rosária), me ajudaram nos preparativos. Naqueles tempos, os sanduíches eram simples, frios, pãezinhos da padaria do Seu Joaquim, queijo, presunto, mortadela e um patezinho enlatado que a gente comprava no armazem da esquina. Refrescos variados, não faltava o vermelhinho de grozelha, e a permissão aclamada para uma Cuba Libre, coquetel da moda que a moçada preparava com rum, coca e limão, sucesso absoluto.

Não podia faltar os pasteizinhos caseiros que mamãe produzia e os palitinhos espetados no repolho, intitulados “sacanagem”, com cenoura, azeitona, queijo, pimentão e salsicha, de um colorido estonteante.
O melhor ingrediente da noite, foi, evidentemente, a nossa alegria a sacudir Do you wanna dance, com nossos corpinhos tamanho 38, mobilidade total, lembro do modelito branco que usei, enfeitado de fitas azuis e vermelhas, saia rodada, e cabelos à moda Maria Chiquinha, muito feliz com a chance de estrear o LP duplo do Wiskhy a Go Go, com a voz e arranjos do Jonhy Rivers, encantando a juventude que, em contrapartida, vivia os horrores da Ditadura, mas, ali dentro, da minha casa e de nós, imperava a sede de ser feliz naquela noite.

O final dos anos 60 nos deu outras noites para dançar e confraternizar, mas nos ofereceu também a entrada na vida de universitários e o mergulho definitivo na chamada idade adulta, séria, responsavel, em busca de posturas sociais, políticas, afetivas e até uma necessidade urgente de amadurecer com questionamentos, decepções, erros, lutas, dores, num processo natural.

Mas com certeza, carregamos os sons das noites de Jonhy conosco, muitas decadas depois, ainda guardo e ponho para tocar, os velhos long players em vinil, também, meu irmão me presenteou num dos Natais em família, há poucos anos, um cd com os principais 20 sucessos do cantor, que vi se apresentando no Programa do Faustão, imaginem, num domingo qualquer, já sessentão, com ares de resgate emocional que me trouxeram aquelas boas lembranças, de volta, ao coraçãozinho vibrante que ainda pulsa quando eu ouço Is too late! Talvez não seja tão tarde assim, talvez eu volte a organizar festinha de final de ano para os amigos de décadas e os de agora, quem sabe consiga reviver o clima de então, e, claro, como bebida, vamos servir nostalgicas Cubas Libres, e dançar, em homenagem à Paz e ao Amor, a noite inteira, enfeitados de flores e fitas, sorrisos e esperanças, agradecendo tudinho, até essa saudade intensa, imensa, comovente, profunda, reconfortante, que sinto agora, e, como Neruda, confesso que vivi!

Cida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Cida, no qual o texto foi originalmente publicado.

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