Calheiros: afagos a prefeitos em Brasília

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DEU NO G1

Felipe Néri , em Brasília

Diante de uma plateia formada por prefeitos de todo o país, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), criticou nesta terça-feira (9) o número de ministérios do governo Dilma Rousseff e os critérios usados pelo Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para conceder empréstimos a empresários. Atualmente, a Esplanada dos Ministérios possui 39 pastas.

“Eu fui relator de uma medida provisória que de uma vez só mandou R$ 30 bilhões para o BNDES. É essa prioridade que a partir de agora nós vamos ter que discutir: se é necessário mandar o dinheiro para a educação, se é necessário criar uma carreira para contratar médicos com recursos do governo federal, ou se é importante manter 39 ministérios”, declarou.

Tentando demonstrar sintonia com as reivindicações dos chefes dos executivos municipais, o senador alagoano enfatizou que, na opinião dele, é necessário promover uma redefinição das prioridades orçamentárias.

“O que temos que fazer diante desse quadro de desonerações [de impostos]: dar mais prioridade aos municípios no Fundo de Participação [dos Municípios] e fazer atualização per capita dos programas federais ou mandar 80, 90, 100 bilhões [de reais] para o BNDES emprestar a meia dúzia de empresários?”, declarou Renan, arrancando aplausos dos prefeitos.

Renan participou, ao lado de outros parlamentares, da abertura da Subcomissão Permanente de Assuntos Municipais, vinculada à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. O colegiado foi instalado no dia em que teve início a Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.

Centenas de participantes do movimento municipalista, que irá se estender até a próxima quinta (18), acompanharam o discurso do presidente do Senado após se reunirem com deputados e senadores.

Em seu discurso, Renan defendeu ainda a principal pauta levada a Brasília pelos prefeitos: o aumento em dois pontos percentuais do Fundo de Participação dos Municípios. O fundo é formado atualmente por 23,5% dos recursos obtidos com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto de Renda.

O presidente do Senado também voltou a questionar a quantidade de ministérios no governo federal. Em junho, ao anunciar uma “agenda positiva” de votações após o início dos protestos que se espalharam pelo país, Renan já havia criticado a quantidade de ministérios.

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