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08
Posted on 08-07-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-07-2013

DEU NO BLOG DE TOM TAVARES, MÚSICO, APRESENTADOR DO PROGRAMA “OUTROS BAIANOS” NA RÁDIO EDUCADORA E PROFESSOR DA ESCOLA DE MÚSICA DA UFBA.


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ESTÃO CHEGANDO OS PRIMEIROS MÉDICOS CUBANOS
(já estão nas nossas costas)
Tom Tavares

O governo federal lançou nesta segunda-feira (8) o Programa Mais Médicos, que prevê a contratação de médicos para atuar na saúde básica em municípios do interior e na periferia das grandes cidades. O programa será criado por medida provisória assinada também nesta segunda pela presidente Dilma Rousseff e regulamentado por portaria conjunta dos ministérios da Educação e da Saúde.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, voltou a afirmar que os médicos estão mal distribuídos no território brasileiro. Durante cerimônia de lançamento do programa Mais Médicos, que ocorreu na tarde desta segunda-feira no Palácio do Planalto, Padilha disse que para o Brasil se equiparar à Inglaterra na quantidade de médicos por habitantes, o País precisaria de mais 170 mil médicos.

Ele defendeu que o programa lançado nesta segunda permite que as vagas de profissionais de saúde sigam as necessidades da população.

Para preencher as vagas, o governo vai lançar três editais: um para atração de médicos, outro para os municípios que desejam receber os profissionais e um terceiro para selecionar as instituições supervisoras.

A quantidade de vagas só será conhecida depois que os municípios apresentarem suas demandas, mas o governo estima que o número chegue a 10 mil.

O programa vai ofertar bolsa federal de R$ 10 mil (por jornada de 40 horas semanais) a médicos que atuarão na atenção básica da rede pública de saúde, sob supervisão de instituições públicas de ensino. As vagas serão ocupadas prioritariamente por médicos brasileiros, e os estrangeiros terão de comprovar conhecimento em língua portuguesa e passar por um curso de especialização em atenção básica.

Os médicos estrangeiros ficarão isentos de participar do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas (Revalida) e terão apenas registro temporário, para trabalhar no Brasil por período máximo de três anos e nos municípios para os quais forem designados. Os profissionais serão supervisionados por médicos brasileiros.

Os municípios terão que oferecer moradia e alimentação aos médicos, brasileiros ou estrangeiros, além de investir na construção, reforma e ampliação de unidades básicas.

“Todos os profissionais vindos de outros países cursarão especialização em atenção básica e serão acompanhados por uma instituição de ensino”, informou o governo.

A contratação de médicos integra o pacote de medidas para a saúde, lançado por Dilma no fim de junho em resposta às manifestações que pediam melhoria nos serviços públicos do país. O pacto pela saúde também prevê investimentos de R$15,8 bilhõe para construção e melhoria de hospitais, unidades de pronto atendimento (UPAs) e unidades básicas.

(Com informações do IG)

jul
08
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http://youtu.be/NaeUJuFH1qI

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Mário Sousa Marques Filho (Pirapetinga, 10 de abril de 1928 — Atibaia, 28 de julho de 20031 ), mais conhecido como Noite Ilustrada, foi um cantor, compositor e violonista brasileiro.

O pseudônimo foi dado por Zé Trindade, que comandava a revista musical Noite Ilustrada em Além Paraíba (Minas Gerais), onde o jovem Mário começou a carreira de violonista.

Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde ingressou na GRES Portela. Em 1955 foi com a escola se apresentar em São Paulo e lá se estabeleceu.

Em 1958, contratado pela Rádio Nacional e pela TV Paulista, gravou o primeiro disco, com a música Cara de Boboca. Depois vieram:

O Ilustre’ (1962)
Noite Ilustrada (1963), com “Volta por Cima”, música de Paulo Vanzolini que se tornaria seu maior sucesso
Noite no Rio (1964), com outro sucesso, “A Flor e o Espinho”, de Nélson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Alcides Caminha
Caminhando (1965)
Depois do Carnaval (1966)
Noite Ilustrada (1969)
Samba sem Problemas (1970)
Noite Ilustrada (1971), com “Balada Número 7”, outro grande sucesso que depois seria gravado por Moacyr Franco
Noite Interpreta Marques Filho
O Irmão do Samba (1973)
Samba sem Hora Marcada (1974)
Não Me Deixe Só (1978)
O Fino do Samba (1981)
Eu Sou o Samba (1997) – CD

Em 1984 foi morar Recife; em 1994, mudou-se para Atibaia (São Paulo), onde viveria até a morte, em 2003, por câncer no pulmão.

O cantor deixou dois álbuns tributos inéditos, um em homenagem a Ataulfo Alves e outro a Lupicínio ues2 .

(Informações do Wilkipédia)

DEU NA TRIBUNA DA BAHIA/IG

Naira Sodré

Enquanto os prefeitos dizem que nem bons salários, casas cedidas pelas prefeituras e outras regalias prometidas, são suficientes para atrair médicos para os municípios menores e mais distantes da capital, os médicos rebatem dizendo que o processo de interiorização é prejudicado pela falta de uma política de estabilização do profissional no interior, aliado à sobrecarga de trabalho, estrutura precária e isolamento.

“O médico não tem nenhuma segurança. A relação de trabalho é péssima. Sem falar que cada prefeito estabelece “um reinado” de quatro em quatro anos. O que sai não paga o médico e o que entra não resolve a questão. Para receber o salário atrasado, o médico tem que entrar na Justiça. Desta última eleição, ainda restam mais de 50 ações trabalhistas movidas pelos médicos contra prefeituras do interior baiano”, revelou o presidente do Sindicato dos Médicos, Francisco Magalhães

Na Bahia, os municípios que fazem parte do Semiárido baiano são os mais prejudicados. Além da distância da capital, há poucos recursos, o que acaba dificultando a contratação dos profissionais da medicina. Magalhães cita como exemplo, sua experiência. Ele diz que já trabalhou em mais de 25 cidades do interior onde falta tudo nos hospitais. “Eu levava, na minha sacola remédios básicos, como dipirona, para os pacientes. Trabalhei em Tucano e tive que entrar na Justiça para receber meus salários atrasados. A ação levou seis anos na Justiça”, revelou.

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Posted on 08-07-2013
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Liu Zhijun: entre a morte e a
prisão perpétua por corrupção

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DEU NO JORNAL PÚBLICO, DE LISBOA

O ex-ministro chinês dos dos Transportes Ferroviários, que está preso desde Fevereiro de 2011 acusado de corrupção e abuso de poder, foi condenado à morte com pena suspensa de dois anos. Liu Zhijun, segundo explica a BBC, ao longo de 25 anos teria conseguido arrecadar cerca de 64 milhões de yuans, o que equivale a mais de oito milhões de euros.

O governante, que foi também membro do Comité Central do Partido Comunista Chinês, segundo a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua, teria atribuído alguns contratos de exploração de linhas de estradas-de-ferro a troco de subornos. Ocupava o cargo de ministro desde 2003, mas já antes tinha funções de governante nesta mesma área. Entretanto o ministério foi extinto.

O caso soube-se após algumas auditorias às contas governamentais e culiminou nesta segunda-feira, em Pequim, com a decisão do tribunal. Liu Zhijun, de 60 anos, ficará também impedido de ter ligações a quaisquer funções políticas, e toda a sua propriedade privada será confiscada. O Beijing Times diz que tem 16 carros e mais de 350 casas.

Apesar disso, o mais provável é que nunca lhe venha a ser aplicada a pena de morte, já que tem sido comum que após o período de suspensão o condenado fique antes em prisão perpétua. A BBC refere também a possibilidade que, perante bom comportamento, venha a cumprir apenas dez anos. Uma situação que tem gerado reações controversas nas redes sociais, com algumas pessoas a considerarem a justiça branda e outras a defenderem que a pena de morte é desproporcional.

Agora, com a decisão que transitou em julgado, Liu torna-se no primeiro político chinês de mais alto nível a ser condenado por corrupção desde que Xi Jinping assumiu a presidência do país, em Março – tendo como um dos principais compromissos precisamente a luta contra a corrupção, que nas suas palavras compromete o futuro dos comunistas.

Liu Zhijun foi expulso do Partido Comunista em 2011, depois de os escândalos relacionados com os subornos que começaram em 1986 terem vindo a público. O ex-ministro tinha também sido acusado concretamente de favorecer 11 pessoas com aumentos salariais ou atribuição indevida de contratos.

A descoberta do caso foi amplamente discutida na sociedade chinesa, que tem uma imagem muito positiva da sua rede ferroviária e que condenou o abuso dos dinheiros públicos. A própria televisão estatal da China mostrou imagens do ministro sendo interrogado de pé em pleno tribunal, Pequim. Apesar disso, os acidentes de trem na China têm sido frequentes e em 2011 o ex-ministro já tinha sido acusado de negligência na sequência de um acidente que fez centenas de feridos e 40 mortos em Wenzhou.

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08
Posted on 08-07-2013
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Sinfrônio, hoje, no Diário do Nordeste (CE)

DEU NA FOLHA DE S. PAULO

O Brasil paralisou as negociações com Cuba para a vinda de 6.000 médicos cubanos ao país e deve lançar nesta semana programa para atrair profissionais estrangeiros tratando Espanha e Portugal como países “prioritários”.

Nem o Ministério da Saúde nem o Itamaraty, que havia anunciado a tratativa em maio e agora diz que ela está congelada, explicam as razões da mudança de planos.

Também não dizem o porquê do tratamento “não prioritário” a Cuba, já que a ilha preenche os principais requisitos do programa: médicos por habitante bem acima do recomendado pela OMS e língua próxima do português.

“Trata-se de uma cooperação que tem grande potencial e à qual atribuímos valor estratégico”, disse o chanceler Antonio Patriota, em maio, ao mencionar a negociação.

Já o Ministério da Saúde informa que escolheu atrair médicos como “pessoa física”, e não considerar a oferta do contingente feita pelo governo cubano, nos moldes que a ilha faz na Venezuela.

Desta maneira, o ministério evita abrir mais um flanco de críticas na implementação de um programa que já provoca outras resistências.

Nos bastidores, repete-se que a negociação com Cuba foi aventada por Patriota, e não pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Há motivos para o recuo. Além da sensibilidade que envolve o regime comunista de Cuba -aliado do governo e do PT e alvo dos conservadores-, o motivo principal é que as missões cubanas são aclamadas pelo trabalho humanitário, como no Haiti, mas não escapam de críticas de ativistas de direitos humanos e trabalhistas na versão remunerada.

VENEZUELA

No modelo usado na Venezuela, Cuba funciona como uma empresa terceirizada que fornece profissionais. O governo contratante paga a Havana pelos serviços e os médicos recebem só uma parte.

Apesar disso, o programa é considerado atrativo para os profissionais, que ganham cerca de US$ 40 na ilha e, com ele, têm acesso a benefícios.

O formato também é criticado por ex-participantes, que acusam o governo comunista de submetê-los a um duro regulamento disciplinar e impor regras de pagamento como poupança compulsória para evitar “deserção”.

A regra disciplinar na Venezuela, vigente em 2010, incluía pedir autorização para pernoitar fora do alojamento, proibição de dirigir e a obrigação de informar sobre namoros. Falar com a imprensa também estava vetado.

“Não vislumbro essa solução feita na Venezuela no Brasil. Ele não é compatível com as leis trabalhistas brasileiras e a Constituição brasileira”, diz o procurador-geral do Ministério Público do Trabalho, José de Lima Ramos Pereira.

REVÉS PARA HAVANA

A desistência do Brasil é um revés para Havana, que tem dito que o envio dos médicos ao exterior é sua maior fonte de divisas e deseja ampliá-lo.

O que vai aos caixas estatais por serviços médicos -cerca de US$ 6 bilhões anuais segundo estimativas- é maior do que o arrecadado com turismo ou exportação de níquel.

O Ministério da Saúde diz que não há restrições se médicos cubanos quiserem se inscrever individualmente no programa. Brasileiros com formação no exterior entrarão na categoria “estrangeiros”. Ou seja, brasileiros formados em Cuba, em tese, podem participar.

A pasta, no entanto, não prevê fazer campanha para divulgar o programa na ilha, ao contrário do que estuda fazer em Espanha e Portugal.

Chabuca Granda interpreta Pobre voz. Resulta as vezes dificil comprender a pessoas e artistas como Chabuca (Caetano Veloso conseguiu ao gravar La Flor de la Canela e Fina Estampa) por que simplemente sabia tanto mais que nós que se adiantou à sua época epoca e trasncendeu e ainda transcende a ponto de que só agora a vamos entendendo pouco a pouco. Simplesmente sabia muitissimo mais que nós. Silêncio senhores!.

(Traduzido do espanhol por Vitor Hugo Soares, livremente, do Youtube, com a admiração e respeito de sempre por esta mulher e artista maravilhosa e eterna)

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OPINIÃO POLÍTICA

Eu gosto de votar

Ivan de Carvalho

Apesar de ter sob seu comando, alguns inventados por ela mesma para acomodar partidos e políticos, ampliando o arco de alianças que a apoia – hoje sem o entusiasmo de antes de junho –, o número recorde de 39 ministros, a presidente Dilma Rousseff, depois de uma reunião com um grupo de ministros e ex-ministros, no fim de semana, divulgou uma nota desmentindo qualquer mudança no ministério.

É que diante do número notoriamente absurdo de ministros – muitos dos quais nunca despacham com a presidente, salvo quando ela, excepcionalmente, convoca todo mundo para compor a moldura de um discurso à nação e mostrar que trabalha, julgou-se que as manifestações de rua levassem a um enxugamento do ministério. Havia no meio político uma forte especulação de que o ministério diminuiria de tamanho.

Afinal, no governo Collor eram apenas 12 ministérios e não foi lamentada a inexistência do 13º, pelo menos sob o aspecto administrativo. Sob o aspecto “fisiológico”, muito provavelmente houve grande chororô nos bastidores políticos, de gente que queria entrar no governo e não foi convidada. É bem possível que ministérios faltantes hajam sido, entre outras, uma causa importante da queda do presidente (renúncia forçada pela perspectiva de impeachment que seria decretado no mesmo dia pelo Senado).

O enxugamento do ministério e outras medidas que reduziriam despesas seriam sinais reais (os virtuais não faltam, vêm sendo produzidos como que em uma linha de montagem) de que a presidente, o governo e o próprio PT, que é o partido do governo, ouviram a voz das ruas e leram os percentuais das pesquisas de opinião pública.

Nestas, a aprovação do governo e as intenções de voto na reeleição da presidente Dilma Rousseff desabaram. Até a popularidade do ex-presidente Lula, símbolo maior do PT, caiu dez pontos percentuais (o que é muito), mesmo estando ele enfurnado enquanto do país não se mandava quase para o outro lado do mundo, a exemplo da Etiópia, onde fez palestra em Adis Abeba.

Sumido, poder-se-ia supor (talvez ele haja suposto exatamente isto) que as pessoas não se lembrariam dele em hora tão aziaga para o poste que elegeu e não se lembrariam de culpá-lo pela herança que deixou no governo para a sucessora nem pelo comportamento administrativo desta que, junto com situações não enfrentadas, e até muito pioradas nos seus oito anos de mandato, produziram a grande insatisfação popular da qual as manifestações de rua têm sido apenas a ponta do iceberg.

Mas não adiantou muito o ex-presidente enfurnar-se e depois sumir no horizonte. Os dez pontos de popularidade perdidos, é verdade, não impediriam que (ao contrário de Dilma) vencesse as eleições presidenciais no primeiro turno, se elas fossem realizadas em 28 de junho, data do encerramento da pesquisa Datafolha.

Nos termos da pesquisa, Lula ainda se elegeria no primeiro turno. Mas não nas análises de alguns políticos. O PMDB é o maior partido aliado do governo, que é do PT. O líder do PMDB na Câmara dos Deputados é Eduardo Cunha. Este é um simpatizante, embora forçado ao silêncio, do Volta Lula”, a troca de Dilma pelo ex-presidente como candidato do PT nas eleições de 2014. Pois esse mesmo lulista reprimido avalia que “essa avalanche” de manifestações afeta a eventual candidatura de Lula a presidente. “O candidato do PT estará no segundo turno. Vai ter segundo turno com certeza. Vamos ver quem será o candidato do PT”.

Mas – é o líder do PMDB na Câmara que está dizendo, não sou eu – com Dilma ou com Lula vai haver segundo turno. Bem, que bom. Eu gosto de votar. Duas vezes, melhor

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