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07


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DEU NO G1

Shin Oliva Suzuki Do G1, em Paraty

A ex-senadora e ex-ministra Marina Silva esteve na Festa Literária Internacional de Paraty no domingo (7) e comentou o fato de ter sido apontada em debates no próprio evento como beneficiária política das ondas de protestos de junho no país. Marina disse que as manifestações “não são para capitalizar e sim para metabolizar”.

“Venho falando há três anos que está se formando uma borda em torno desse núcleo estagnado do poder pelo poder, do dinheiro pelo dinheiro”, afirmou Marina. Ela assistiu na Flip à conferência “Literatura e revolução”, que teve como debatedores o filósofo Vladimir Safatle, o escritor Milton Hatoum e o tradutor e professor Mamede Mustafa Jarouche. Era esperada a presença do “poeta da primavera árabe” Tamim Al-Barghouti, mas por extravio do passaporte ele não conseguiu embarcar para o Brasil.

“Está surgindo um novo sujeito político no mundo que está em fase de conformação de ativismo autoral. Esse ativismo não é dirigido por partidos, por sindicatos, por ONGs nem por líderes carismáticos. Nesse novo ativismo as pessoas são autoras e mobilizadoras de suas causas.”

Ela voltou a declarar que não tem interesse de capitalizar com a insatisfação demonstrada nos protestos. “Há que se ter a humildade de saber que é algo que tem uma particularidade e essa particularidade tem que ser entendida em sua singularidade.”

Marina Silva diz que para ela os protestos “não são novidade” e são resultado de algo que existia no virtual e transbordou para o real.

Sobre o fato de obstáculos para a validação de seu novo partido, a Rede Sustentabilidade, ela diz que houve 700 mil assinaturas pela criação, o que o chancela. Um projeto que inibe a criação de novas legendas está em tramitação no Congresso, mas ainda não foi votado.

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