Gil:um grito de protesto na FLIP

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DEU EM O DIA (RIO)

Paraty – O cantor Gilberto Gil fez o show que deu o pontapé inicial no Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) na noite de quarta-feira e deu uma entrevista coletiva na cidade na quinta. O baiano criticou veementemente a ausência de pessoas das classes sociais menos favorecidas nos estádios brasileiros durante a Copa das Confederações deste ano e pediu mudanças para a Copa do Mundo do ano que vem.

“Não sei o que vai ser feito, se com cotas através do governo ou mesmo da iniciativa privada, o que não dá é pra gente fazer uma Copa no Brasil sem os negros, os pobres, sem os torcedores nos estádios. Estive no Maracanã na final da Copa das Confederações (Brasil X Espanha), um lugar onde sempre vou por causa do Fluminense. Lá, vi o (Joseph) Blatter, o Zagallo, a Ivete (Sangalo), o Bebeto, mas não vi o povo”, apontou Gil.

O cantor, que também participou da mesa “Culturas Locais e Globais” às 14h30 desta quinta, completou ainda: “Na hora em que o Fred e o Neymar foram comemorar os gols, ali próximo de onde era a Geral, vi o Maracanã muito esbranquiçado, sem matiz. Não dá para uma Copa não ter a (presença da) Mangueira, não ter a Rocinha e a Cajazeiras, lá em Salvador”.

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