DEU NO JORNAL DO BRASIL

Luiz Orlando Carneiro

Brasília – A Secretaria de Comunicação Social do Supremo Tribunal Federal divulgou nota, nesta sexta-feira (5/7), na qual explica que o presidente da Corte, ministro Joaquim Barbosa, não viajou para o Rio de Janeiro, no último dia 31 de maio, para assistir ao jogo Brasil X Inglaterra com passagem paga pela União. Mas que “ele retornou para a sua residência no Rio de Janeiro, como faz regularmente há mais de 10 anos, desde que empossado no Supremo”.

Está ainda na nota oficial:

“O Ministro teve seu deslocamento, em avião de carreira, pago pelo Supremo. Essa é uma prerrogativa de todos os ministros do Supremo Tribunal Federal, adotada também por outros tribunais. Decisão administrativa de 1995 regulamentou cota de passagens aéreas a ser utilizada pelos gabinetes dos Ministros de acordo com a necessidade de deslocamento de cada um deles, havendo limite para os gastos. A cota de passagens é anual, e tem validade independentemente do recesso judiciário ou períodos de licença”.

A nota foi divulgada em face das notícias veiculadas na imprensa de que o ministro Joaquim Barbosa usou recursos da Corte para se deslocar ao Rio de Janeiro, no final de semana de 2 de junho, quando assistiu ao jogo Brasil e Inglaterra no estádio do Maracanã, ao lado do filho Felipe, no camarote do casal de apresentadores da TV Globo Luciano Huck e Angélica.


Sem flashes

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DEU NA COLUNA DO JORNALISTA LAURO JARDIM – VEJA

Não foi por acaso que Caetano Veloso desapareceu do Plenário do Senado, junto com Roberto Carlos e Erasmo Carlos, imediatamente após a aprovação do projeto do Ecad, quarta-feira à noite.

Caetano não queria de jeito nenhum posar para a foto com Renan Calheiros, que chegou a suspender a sessão para garantir o registros com os artistas presentes à reunião. Até conseguiu, mas sem a presença do trio Caetano, Roberto e Erasmo.
Por Lauro Jardim


Gil:um grito de protesto na FLIP

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DEU EM O DIA (RIO)

Paraty – O cantor Gilberto Gil fez o show que deu o pontapé inicial no Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) na noite de quarta-feira e deu uma entrevista coletiva na cidade na quinta. O baiano criticou veementemente a ausência de pessoas das classes sociais menos favorecidas nos estádios brasileiros durante a Copa das Confederações deste ano e pediu mudanças para a Copa do Mundo do ano que vem.

“Não sei o que vai ser feito, se com cotas através do governo ou mesmo da iniciativa privada, o que não dá é pra gente fazer uma Copa no Brasil sem os negros, os pobres, sem os torcedores nos estádios. Estive no Maracanã na final da Copa das Confederações (Brasil X Espanha), um lugar onde sempre vou por causa do Fluminense. Lá, vi o (Joseph) Blatter, o Zagallo, a Ivete (Sangalo), o Bebeto, mas não vi o povo”, apontou Gil.

O cantor, que também participou da mesa “Culturas Locais e Globais” às 14h30 desta quinta, completou ainda: “Na hora em que o Fred e o Neymar foram comemorar os gols, ali próximo de onde era a Geral, vi o Maracanã muito esbranquiçado, sem matiz. Não dá para uma Copa não ter a (presença da) Mangueira, não ter a Rocinha e a Cajazeiras, lá em Salvador”.

jul
05
Posted on 05-07-2013
Filed Under (Charges) by vitor on 05-07-2013


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Simanca, no jornal A Tarde (BA)

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OPINIÃO POLÍTICA 04-07-13

Trapalhada
Ivan de Carvalho

Relata a revista Veja que Cesare Battisti, nos anos 70, integrou a organização extremista italiana Proletários Armados pelo Comunismo e, com base, principalmente, em relatos de militantes e testemunhas, foi responsável pela morte de um policial, um açougueiro, um joalheiro e um carcereiro. Na década de 80 fugiu da prisão, foi julgado à revelia e condenado à prisão perpétua. Nos anos 90, a sentença foi confirmada em todas as instâncias da Justiça italiana. Conseguiu ingressar na França. O pedido de extradição pela Itália foi aceito pela Justiça francesa em 2004, quando então ele fugiu para o Brasil.

A corte européia de Direitos Humanos, em 2008, confirmou a extradição solicitada pela Itália. Também foi concedida a extradição pelo Supremo Tribunal Federal brasileiro em 2009. Mas o STF deixou ao então presidente Lula, do PT, dar a última palavra no assunto e ele, baseado em um parecer da Advocacia Geral da União (que, sem trocadilho, parecia ter sido feito segundo a encomenda), concedeu refúgio a Battisti, quase transformado aqui de bandido em herói.

Diferente, muito diferente mesmo, é o tratamento reservado pelo governo da presidente Dilma Rousseff, também do PT, a Edward Snowden, o americano que abandonou seu confortabilíssimo emprego numa empresa contratada pela Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos para espionar as comunicações por internet e telefone de centenas de milhões, talvez bilhões de pessoas dentro e fora do território norte-americano. Ele deixou o emprego e saiu do país para denunciar, com provas fartas, muitas das quais já entregou ao jornal americano Washington Post, ao britânico The Guardian e ao site Wiki Leaks, que o está apoiando.

Vale aqui uma observação, pois ele tem sido tratado inadequadamente pela mídia como “delator” e como um dos “mais importantes delatores” da história da espionagem, quando, em verdade, não é “delator”, mas um denunciante. E um denunciante que colocou espontaneamente sua liberdade e sua vida em risco para tornar público – com a credibilidade que a denúncia ganha por seu autor haver assumido publicamente sua identidade e mostrado a cara para o mundo – um crime continuado que atinge cidadãos de numerosos países e regiões.

A vigilância exercida trucida a privacidade não somente das pessoas que residem ou transitam pelos Estados Unidos. Atinge a União Européia (que está timidamente pedindo explicações e devido às circunstâncias se contentará com poucas) e pessoas de muitas dezenas de outros países. O Brasil, com toda a certeza, entre eles.

Pois o governo da presidente Dilma Rousseff (e não será pela aflição com as manifestações populares) parece – no que diz respeito ao caso de Snowden e de sua aterrorizante denúncia – funcionar em outro mundo. Talvez no da Lua, mas, se lá, na face oculta. Nem explicações “pro forma” pediu ao governo americano, muito menos explicações para valer.

E o pior. Edward Snowden pediu asilo político a 21 países, segundo informa o site Wiki Leaks. Alguns já negaram, outros não, por só poderem analisar quando recebessem o pedido ou estando Snowden em seu território. O denunciante, que está na área de trânsito do aeroporto de Moscou, entregou pedidos de asilo dirigidos a 21 países a um funcionário do aeroporto, para que fossem distribuídos às embaixadas desses países. Ontem, França e Itália negaram os pedidos.

O Brasil não se pronunciou. Está mudo sobre o assunto há dias, desde que surgiu. Seja sobre a denúncia, seja sobre o asilo para o denunciante. O Itamaraty parece muito mais interessado em repor os vidros quebrados de seu prédio-sede, em Brasília. A fachada do prédio estará novamente muito bonita, uma vez recomposta. Descomposta fica uma política externa que faz a estudada trapalhada de dar refúgio a um bandido que acaba de ser condenado mais uma vez, agora no Brasil, por ter entrado no país mediante um passaporte fraudado, enquanto vira as costas a um herói que tenta defender – à custa de seu conforto e pondo em risco sua liberdade e sua vida –, a privacidade e, se projetarmos no futuro, inspirados em “1984”, de George Orwell, a liberdade de todos e a vida de muitos, em escala internacional.

http://youtu.be/4FJiVcFMMrE

Obra prima de João Bosco e Abel Silva, na primorosa interpretação da baiana Rosa Passos.

BOA SEXTA-FEIRA!

(Vitor Hugo Soares

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