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NELSON BARROS NETO
DE SALVADOR

Potencial adversário da presidente Dilma Rousseff em 2014, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), não esperou o discurso da petista no lançamento do Plano Safra Semiárido, nesta quinta-feira (4), em Salvador, e foi embora antes do local.

O evento reunia todos os nove governadores do Nordeste, à exceção do cearense Cid Gomes (PSB), em viagem ao exterior, e da maranhense Roseana Sarney (PMDB), que informou ter outros compromissos na agenda, em São Luís.

O sergipano Marcelo Déda (PT), em luta contra um câncer no sistema digestivo, já vem sendo substituído pelo vice desde o ano passado.

Campos saiu quando o microfone estava com o ministro da Agricultura, Antônio Andrade (PMDB-MG). Ao falar, Dilma citou a ausência do pernambucano.

“Queria cumprimentar também o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que teve que se afastar porque tinha uma inauguração lá em Recife”, disse.
Dilma em Salvador

Ele, na verdade, apressou-se para participar da abertura da 14ª edição da Fenearte (Feira Nacional de Negócios do Artesanato), organizada pela sua mulher, Renata Campos, no final da tarde. Conseguiu, e chegou em tempo.

O protocolo da solenidade na Bahia também foi quebrado por quase um minuto com gritos de “ACM” da plateia no momento em que Dilma saudou o prefeito de Salvador, ACM Neto, do oposicionista DEM.

A manifestação partiu de um dos grupos de produtores rurais que estava na plateia, a Comunidade Paz e Vida, convidada ao evento pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário. Dilma esperou o fim do coro, calou-se por um instante e prosseguiu o discurso, sem mencionar a situação.

Os mesmos, porém, exaltaram bastante a presidente quando ela disse ter recebido uma reivindicação do grupo –sobre o programa Minha Casa, Minha Vida– ao entrar no Centro de Convenções da Bahia. E a reação de Dilma chegou a motivar risos no auditório.

“Obrigada, gente, obrigada… Deixa eu acabar porque o pessoal aqui morre de fome. Deixa eu acabar, eu tô faltando pouquinho para acabar”, afirmou.

Previsto para as 11h, o encontro atrasou e só foi encerrado, com fala de Dilma, por volta das 15h. O locutor oficial chegou a anunciar que haveria um almoço “para os membros dos movimentos sociais”, em seguida, no segundo andar do prédio.

A demora deveu-se à tietagem sofrida pela presidente quando desceu de um helicóptero das Forças Armadas, no final da manhã, do lado de fora do espaço. Prefeitos que receberiam máquinas e ônibus escolares tiravam fotos, um a um. O cerimonial cobrou pressa.

Dilma foi responsável pelo maior pronunciamento do dia (43 minutos) e despediu-se evocando o nome do auditório para pedir “bons fluidos” em meio a um cenário de protestos nas ruas e perda de popularidade no país.

“Nós estamos dando um passo histórico, nesse auditório chamado Iemanjá, a Iemanjá que é mãe das águas e que é mãe também da fertilidade. E acredito que não vão faltar bons fluidos para nós todos. Bons fluidos para as sementes de mudança que esse novo Plano Safra traz e para as grandes mudanças que o nosso país tem de fazer.”

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