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DEU NO BLOG POR ESCRITO, EDITADO PELO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES

É desnecessário dizer quanto incomoda não ao povo em geral, que pouco está se lixando para o fato, mas à inteligência, à intelectualidade, às fontes de pensamento, a permanência do nome do falecido deputado Luís Eduardo Magalhães no Aeroporto de Salvador.

Compreende-se esse inconformismo, porque o episódio do 2 de Julho está distante da eventual libertação provinciana do jugo de algum invasor, tendo sido a consolidação a sangue de uma declaração de independência nacional que não passava de mero gesto político.

“Sem ódio e sem medo”, como dizia na década de 70 o slogan eleitoral do bravo ex-deputado Élquisson Soares, podemos acatar as qualidades pessoais e políticas de Luís Eduardo, referendadas por inquestionável eleição à presidência da Câmara dos Deputados, aonde não se chega por DNA.

Mas a verdade, sobre o Aeroporto 2 de Julho, é que nem seu pai, o deputado, prefeito, governador, senador e ministro Antonio Carlos Magalhães, se tivesse morrido antes do filho, teria merecido tal honraria.

Nestes tempos atuais, em que o povo sai às ruas e diz que ninguém precisa usar máscara, pois todos conhecemos a cara de cada um, é imperativo que se sepulte o politiquismo que propiciou esse esbulho contra uma data histórica e, sobretudo, heróica do povo brasileiro.

Que se reúnam os mesmos que, recentemente, sob intensa pressão popular, rejeitaram a PEC 37 – algemas no Ministério Público –, e aprovaram a condição de crime hediondo para a corrupção, e restaurem, enfim, a denominação do Aeroporto 2 de Julho, sem desonra ou demérito para Luís Eduardo, de valor reconhecido por aliados e adversários.

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