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Postado em 02-07-2013
Arquivado em (Artigos) por vitor em 02-07-2013 14:34

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DEU NO PORTAL BRASÍLIA EM PAUTA

Daniela Novais

Não surtiu efeito a estratégia de adiantar o cortejo do 2 de Julho, em comemoração à Independência da Bahia, para evitar protestos. Por volta das 6h da manhã, uma alvorada de fogos de artifícios marcou o dia que celebra a data magna na Bahia, na Lapinha e as manifestações estavam lá. Uma mulher acertou o governador Jaques Wagner (PT) com um copo de cerveja e um desconhecido deu um tapa na cara do Secretário Estadual de Saúde Jorge Solla.

Munidos de bandeiras, muitos presentes usaram a vaia como arma para mostrar a indignação. Entre eles, integrantes do Movimento Passe Livre (MPL), Marcha das Vadias, militantes de partidos, servidores públicos, professores e torcedores do Bahia descontentes com a atual diretoria do clube.

Ocorrências – O protesto acompanhado pela Polícia foi pacífico, mas houve algumas ocorrências mais exaltadas, como o caso de Michele Perrone (foto), que foi detida após acertar o governador Jaques Wagner (PT) com um copo de cerveja. Policiais do Batalhão de Choque identificaram e a conduziram a um local afastado da comitiva do governador. Imprensa e manifestantes cercaram os policiais, que não sabiam em qual crime enquadrar a mulher e ela foi liberada.

Já o secretário estadual da Saúde, Jorge Solla foi participar de um coro de vaias contra o prefeito ACM Neto (DEM) e recebeu um tapa na cara de um manifestante, que desapareceu na multidão. “Essa é uma festa do povo, que vai às ruas celebrar a história e homenagear os heróis da Independência. O civismo sempre foi o tom dessa festa, e esse ano ainda mais, por conta das manifestações e do clamor que vem das ruas”, disse ACM Neto.

Reivindicações – Servidores do município, que estão em greve por maiores salários, protestaram por melhorias de salário e de trabalho. Os médicos reclamam da política de importação de médicos sem a necessidade da submissão ao teste do Revalida para atuar em solo nacional. O MPL levou cartazes com críticas à organização dos grandes eventos esportivos e da redução na tarifa de ônibus. Integrantes da Marcha das Vadias protestam contra o projeto do Estatuto do Nascituro. Ativistas pelos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Travestis (LGBT) protestam contra o “PDC da Cura Gay”.

Já torcedores do Bahia cantaram o hino do clube e levaram uma faixa dizendo: “O gigante ainda não acordou. Intervenção já”. Eles querem a saída do presidente do clube, Marcelo Guimarães Filho e fazem o protesto, mesmo o time estando em boa fase no Campeonato Brasileiro.

Não faltaram os partidos políticos e entidades de classe, que todos os anos levam seus protestos ao cortejo cívico. Filiados do PSOL criticaram ACM Neto, protestando contra a Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo de Salvador (Sucom), que havia proibido faixas, placas e painéis publicitários durante o cortejo, com uma faixa dizendo: “ACM Neto, venha tomar a minha faixa!”.

Cortejo – Após o cortejo cívico entre o Largo da Lapinha e o Pelourinho, no período da tarde, haverá o hasteamento da bandeira da Bahia no Forte São Marcelo e uma homenagem da Câmara Municipal aos heróis da Independência. O cortejo, então, seguirá para o Campo Grande. A previsão de chegada dos carros emblemáticos e das autoridades ao bairro é por volta das 16h30. No percurso haverá uma saudação ao caboclo e a cabocla em frente à Biblioteca Anísio Teixeira, na Ladeira de São Bento.

Os festejos serão finalizados com a execução do hino nacional pelas bandas de música da Marinha, Exército, Aeronáutica e Polícia Militar. Também haverá a colocação de coroas de flores no monumento ao Dois de Julho, pelas autoridades presentes.

( Com informações do Correio* , A Tarde e blog Política Livre).

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