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Postado em 02-07-2013
Arquivado em (Artigos) por vitor em 02-07-2013 18:22


Redentor canarinho. Foto: Gilson Nogueira (Rio)

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http://youtu.be/nJ8FGPHCFME

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CRÔNICA/ BAILADO

Sorriam,espanhóis!

Gilson Nogueira

No mundo do futebol, os países que o praticam, hoje, correm atrás da bola de maneira bem parecida, ou seja, tocam a redonda, no campo de jogo, de pé a pé, sem novidade alguma, fazendo a pelota deslizar nos campos do planeta como acontecia nos primórdios desse esporte na Inglaterra, onde ele foi inventado, ou, antes, penso eu, quando os homens das cavernas resolviam brincar com o que encontravam pela frente, preferentemente, capucos de manga, cocos secos ou pequenas caveiras, entre outras coisas redondas, ou quase redondas, como a bola.

A novidade, no momento, é a mágica da Espanha em transformar o toque comum às quadras de futebol de salão no diferencial de sucesso para as conquistas de sua seleção, no gramado, tendo como referência o jeito de atuar do Barcelona, ou melhor de trocar passes dos seus jogadores, entre uma jogada e outra, em direção à meta adversária. Bonito e, ao mesmo tempo, chato.

Eu disse jogada?

Pois é, é aí que o bicho pega, como diz o brasileiro.Nem espanhóis, nem italianos, nem uruguaios, muito menos mexicanos, haitianos (grande exemplo de grandeza esportiva para a humaniade) e outros chegaram perto do estilo de jogar futebol do escrete brasileiro, campeão, pela quarta vez, da Copa das Confederações e, cinco vezes, campeão do mundo. Falta a jogada que só o jogador de futebol brasileiro saber fazer. Ele joga e dança futebol.

Tem mais, o detalhe que o coloca como dono do melhor futebol do mundo é perceptível em qualquer campinho de várzea, pedaço de praia, canto de rua, quadra de colégio, fundo de quintal e, até, porão de navio, entre outros locais, ou seja, o jeito de fazer do futebol carnaval com a bola nos pés. Só isso.

Ah, com todo o respeito aos talentosos espanhóis, que engoliram três gols de lembrança na final do Maracanã, além de ser o país do futebol, a maior paixão do seu povo, o Brasil tem a ensiná-los, de agora em diante, e sempre, o seguinte:sejam humildes e, se possível, sorriam!

O futebol brasileiro, como sugeriu o técnico Felipão, referindo-se ao promissor Bernard, tem alegria nas pernas. Falta isso à Espanha.

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do BP

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